29.4.10

Weigel responde a Küng e aguarda réplica

Já aqui aludimos a uma carta do teólogo alemão Hans Küng, a propósito da reacção que suscitou a Massimo Introvigne. Depois disso, o Público publicou-a, contribuindo para espalhar o veneno pelo mundo lusófono. Impõe-se, por isso, a publicação de uma resposta da autoria de George Weigel, na tradução portuguesa publicada no blogue Erguei-Vos, Senhor, da autoria do leitor Fabiano Rollim, aos quais dirijo os meus cumprimentos e agradecimentos:

Uma Carta Aberta a Hans Küng

21 de abril de 2010

Por George Weigel

Dr. Küng,

Há uma década e meia atrás, um ex-colega seu, um dos mais jovens teólogos progressistas no Vaticano II, contou-me sobre uma advertência amigável que lhe teria feito no começo da segunda sessão do Concílio. Essa pessoa, hoje um eminente catedrático em Sagradas Escrituras e defensor da reconciliação judaico-cristã, lembrava como, naqueles dias conturbados, você o levou para dar uma volta por Roma em um Mercedes vermelho conversível, o qual seu amigo presumiu ter sido um dos frutos do sucesso comercial de seu livro, The Council: Reform and Reunion[1].

Seu colega considerou aquela exibição automotiva um chamariz de atenção imprudente e desnecessário, dado que algumas de suas opiniões mais aventureiras, e seu talento para o que mais tarde seria conhecido como “frases de efeito”, já estavam levantando sobrancelhas e causando frio em espinhas na Cúria Romana. Então, conforme me foi contado, seu amigo o chamou à parte um dia e disse, usando um termo francês que vocês dois entendiam, “Hans, você está ficando muito évident[2].”

Como alguém que, sozinho, inventou um novo tipo de personalidade global – o teólogo dissidente que se transforma em estrela da mídia internacional – acredito que você não tenha ficado muito incomodado com a advertência de seu amigo. Em 1963, você já estava determinado a traçar um caminho singular para si, e conhecia a mídia suficientemente bem para saber que uma imprensa mundial obcecada com a história peculiar de um teólogo sacerdote dissidente daria a você um megafone para seus pontos de vista. Você deve ter ficado triste com o saudoso João Paulo II por ter tentado desmantelar aquele enredo ao retirar seu mandato eclesiástico para ensinar como professor de teologia católica; sua subsequente acusação rancorosa de uma suposta inferioridade intelectual de Karol Wojtyla, em um volume de suas memórias, tornou-se, até recentemente, o ponto mais baixo de uma carreira polêmica na qual se tornou évident que você é um homem pouco capaz de reconhecer inteligência, decência ou boa vontade em seus oponentes.

Eu digo “até recentemente”, entretanto, porque sua carta aberta aos bispos do mundo, de 16 de abril, que li primeiramente no Irish Times, estabeleceu novos padrões para aquela forma distintiva de ódio conhecida como odium theologicum e para a condenação maldosa de um velho amigo que, ao ser elevado ao papado, foi generoso com você ao encorajar aspectos de seu trabalho atual.

Antes de chegarmos ao assalto à integridade do Papa Bento XVI, entretanto, permita-me observar que seu artigo deixa terrivelmente claro que você não tem prestado muita atenção às questões sobre as quais se pronuncia com um ar de infalibilidade que faria corar as bochechas de Pio IX.

Você parece displicentemente indiferente ao caos doutrinal que cerca a maioria do protestantismo europeu e norte-americano, o qual criou circunstâncias nas quais um diálogo ecumênico teologicamente sério ficou gravemente ameaçado.

Você considera como verdadeiras as acusações mais irracionais feitas a Pio XII, evidentemente sem levar em conta que o recente debate entre os estudiosos está fazendo a balança pender a favor da coragem daquele Papa na defesa dos judeus europeus (independentemente do que se queira pensar a respeito de sua prudência).

Você erra ao representar os efeitos do discurso de Bento XVI em Regensburg, em 2006, rejeitando-o como tendo “caricaturado” o Islã. Na verdade, o discurso em Regensburg focou novamente o diálogo católico-islâmico nas duas questões que precisam ser urgentemente abordadas – a liberdade religiosa como um direito humano fundamental que pode ser conhecido pela razão, e a separação da autoridade religiosa e política no estado do século vinte e um.

Você não mostra qualquer compreensão a respeito do que realmente previne a AIDS na África, e se agarra ao desgastado mito da “superpopulação” em um momento onde as taxas de natalidade estão caindo ao redor do globo e a Europa está entrando em um inverno demográfico criado conscientemente por ela mesma.

Você parece alheio à evidência científica que subscreve a defesa que a Igreja faz do status moral do embrião humano, ao mesmo tempo em que acusa falsamente a Igreja Católica de se opor à pesquisa com células-tronco.

Por que você desconhece essas coisas? Obviamente você é um homem inteligente; você chegou a fazer um trabalho pioneiro em teologia ecumênica. O que aconteceu com você?

O que aconteceu, creio eu, é que você perdeu seus argumentos a respeito do significado e da hermenêutica correta do Vaticano II. Isso explica porque você insiste incansavelmente em sua busca cinquentenária por um catolicismo protestante, precisamente no momento em que o projeto liberal protestante está desmoronando de sua inerente incoerência teológica. E é por isso que agora você se envolveu em uma torpe difamação de outro ex-colega do Vaticano II, Joseph Ratzinger. Antes, porém, de abordar essa difamação, permita-me comentar brevemente sobre a hermenêutica do Concílio.

Ainda que você não seja o expoente mais completo, teologicamente falando, daquilo que Bento XVI chamou de “hermenêutica da ruptura” no discurso à Cúria Romana no Natal de 2005, você é, sem dúvida, o representante de maior visibilidade internacional daquele grupo idoso que continua a insistir em que o período de 1962 a 1965 marcou um caminho sem volta decisivo na história da Igreja Católica: o momento de um novo começo, no qual a Tradição seria destronada de seu lugar de costume como fonte primária de reflexão teológica, sendo substituída por um cristianismo que paulatinamente deixaria “o mundo” estabelecer a agenda da Igreja (como num mote que o Conselho Mundial de Igrejas utilizava na época).

A luta entre essa interpretação do Concílio e aquela defendida por padres conciliares como Ratzinger e Henri de Lubac dividiu o mundo teológico católico pós-conciliar em grupos contendedores representados por duas revistas: a Concilium para você e seus colegas progressistas, e a Communio para aqueles que vocês continuam a chamar de “reacionários”. O fato de que o projeto Concilium se tornou cada vez mais inviável com o tempo – e que uma geração mais nova de teólogos, especialmente na América do Norte, passou a gravitar na órbita da Communio – não deve ter sido uma experiência feliz para você. E o fato de que o projeto Communio moldou decisivamente as deliberações do Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, convocado por João Paulo II para celebrar os resultados alcançados pelo Vaticano II e avaliar sua plena implementação no vigésimo aniversário de seu encerramento, deve ter sido outro baque.

Ainda assim arrisco dizer que a espada entrou mesmo em sua alma quando, em 22 de dezembro de 2005, o recém-eleito Papa Bento XVI – o homem cuja indicação para a faculdade teológica de Tübingen você tinha ajudado a conseguir – dirigiu-se à Cúria Romana e sugeriu que a disputa tinha acabado: e que a “hermenêutica conciliar da reforma”, que presumia continuidade com a Grande Tradição da Igreja, tinha prevalecido sobre a “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura”.

Talvez, enquanto você e Bento XVI bebiam cerveja em Castel Gandolfo no verão de 2005, você de alguma forma tenha imaginado que Ratzinger tinha mudado de idéia nessa questão central. Obviamente ele não tinha. Por que você chegou a imaginar que ele poderia aceitar sua visão sobre o que significaria uma “constante renovação da Igreja”, francamente, é um mistério. Também sua análise sobre a situação católica contemporânea não se tornou nem um pouco mais plausível quando se lê, mais adiante em seu recente artigo, que os papas recentes têm sido “autocratas” em relação aos bispos; de novo, é de se pensar se você tem prestado atenção suficientemente. Pois parece evidente e claro que Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI têm sido dolorosamente relutantes – alguns diriam, desafortunadamente relutantes – em disciplinar bispos que se mostram incompetentes ou com má conduta e que por isso perderam a capacidade de ensinar e de liderar: uma situação que muitos de nós esperam que mude, e mude logo, à luz das recentes controvérsias.

De certa forma, naturalmente, nenhuma de suas reclamações sobre a vida católica pós-conciliar é nova. Entretanto, parece mesmo muito contraditório, para alguém que realmente se importa com o futuro da Igreja Católica como uma testemunha da verdade de Deus para a salvação do mundo, insistir no ponto a que você persistentemente nos insta: que um catolicismo credível percorra o mesmo caminho traçado nas décadas recentes por várias comunidades protestantes que, conscientemente ou não, seguiram uma ou outra versão de seus conselhos para adotar uma hermenêutica de ruptura com a Grande Tradição Cristã. A propósito, essa é a singular posição que você ocupou desde que um de seus colegas se preocupou em você estar muito évident; e já que essa posição lhe manteve évident, pelo menos nas colunas de jornais que compartilham sua visão sobre a tradição católica, imagino ser demais esperar que você mude, ou mesmo aperfeiçoe, seus pontos de vista, mesmo se cada pedacinho de evidência empírica à disposição sugerir que o caminho que você propõe é o caminho da decadência para as igrejas.

O que pode ser esperado, em vez disso, é que você se comporte com um mínimo de integridade e decência nas controvérsias nas quais se envolve. Entendo o odium theologicum tão bem quanto qualquer um, mas tenho de, com toda a franqueza, dizer-lhe que em seu recente artigo você cruzou uma linha que não devia ser ultrapassada, quando escreveu:

“Não há como negar o fato de o sistema de ocultamento posto em prática em todo o mundo diante dos crimes sexuais dos clérigos ter sido engendrado pela Congregação para a Doutrina da Fé romana sob o cardeal Ratzinger (1981-2005)”.

Isso, senhor, não é verdade. Recuso-me a acreditar que você sabia que isso era falso e mesmo assim o tenha escrito, pois isso significaria que você conscientemente se condenou como um mentiroso. Mas assumindo que você não sabia que esta sentença era um punhado de mentiras, então você é tão notoriamente ignorante a respeito de como a competência por casos de abuso eram designadas na Cúria Romana antes de Ratzinger ter tomado o controle do processo e trazido o mesmo para competência da CDF em 2001, que perdeu toda a possibilidade de ser levado a sério a respeito deste ou de qualquer outro assunto que envolva a Cúria Romana e o governo central da Igreja Católica.

Como talvez você não saiba, tenho sido um crítico vigoroso e, assim espero, responsável a respeito de como casos de abuso foram (mal) conduzidos por bispos e autoridades na Cúria até o fim da década de 1990, quando o então Cardeal Ratzinger começou a lutar por uma mudança significativa no tratamento desses casos. (Se estiver interessado, consulte meu livro de 2002, The Courage To Be Catholic: Crisis, Reform, and the Future of the Church[3].)

Por isso, falo com algum conhecimento de causa quando digo que sua descrição a respeito do papel de Ratzinger, conforme citado acima, não é apenas burlesca para quem quer que esteja familiarizado com a história, mas contradita pela experiência de bispos americanos que sempre viram em Ratzinger alguém cuidadoso, disposto a ajudar e profundamente preocupado com a corrupção do sacerdócio por uma pequena minoria de abusadores, e ao mesmo tempo aflito com a incompetência e má conduta de bispos que levaram a sério, mais do que deviam, as promessas da psicoterapia ou que não tiveram a hombridade de confrontar o que tinha de ser confrontado.

Sei que não são os autores que redigem os subtítulos, algumas vezes horríveis, que são colocados em colunas de jornal. Apesar disso, você foi o autor de uma peça tão ácida – em si mesma completamente inapropriada para um sacerdote, um intelectual, ou um cavalheiro – que permitiu que os editores do Irish Times resumissem seu artigo da seguinte forma: “O Papa Bento piorou tudo o que já era errado na Igreja Católica e é diretamente responsável por engendrar o ocultamento global do estupro de crianças perpetrado por sacerdotes, de acordo com esta carta aberta a todos os bispos católicos.” Essa falsificação grotesca da verdade demonstra aonde o odium theologicum pode levar um homem. Mas de qualquer forma isso é vergonhoso.

Permita-me sugerir que você deve ao Papa Bento XVI um pedido público de perdão pelo que, objetivamente falando, é uma calúnia que, assim rezo, tenha sido formada em parte por ignorância (ainda que por ignorância culpável). Garanto-lhe que sou a favor de uma profunda reforma na Cúria Romana e no episcopado, projetos que descrevo até certo ponto no livro God´s Choice: Pope Benedict XVI and the Future of the Catholic Church[4], uma cópia do qual, em alemão, ficarei feliz em enviar-lhe. Mas não há caminho para a verdadeira reforma na Igreja que não passe pelo íngreme e estreito vale da verdade. A verdade foi trucidada em seu artigo no Irish Times. E isto significa que você atrapalhou a causa da reforma.

Com a garantia de minhas orações,

George Weigel

George Weigel é Membro Sênior do Centro de Ética e Política Pública de Washington, onde ocupa a cadeira William E. Simon em estudos católicos.

Artigo original em inglês disponível em: http://www.firstthings.com/onthesquare/2010/04/an-open-letter-to-hans-kung

Traduzido por Fabiano Rollim


[1] N. do T.:“ O Concílio: Reforma e Reunião” – livro não publicado no Brasil.

[2] N. do T.: Évident: aparente, evidente, notável.

[3] N. do T.: “A Coragem de Ser Católico: Crise, Reforma e o Futuro da Igreja” – livro não publicado no Brasil.

[4] N. do T.: “A Escolha de Deus: O Papa Bento XVI e o Futuro da Igreja Católica” – livro não publicado no Brasil.

23.4.10

Ser ou não ser católico

No The Catholic Thing leio um lúcido texto sobre a necessidade de fazer opções, nomeadamente a necessidade de optar entre levar a vida como nos apetece, como o Mundo a leva, ou como a Igreja ensina. Graham Greene, segundo o autor do dito artigo, sabia que não podia servir simultaneamente a dois senhores, ao Mundo e a Deus e que reclamar para si essa possibilidade corresponderia a assumir como sua a função de definir o que é a Fé. Quantos não o fazem hoje, entre nós?

«In the Garden of Gethsemane on the night prior to the Lord’s passion, Peter fell asleep. “The spirit is willing, but the flesh is weak”, was how Jesus memorably chose to describe the lapse. Even so, Peter’s very presence in the garden testifies to his great instinct towards faith – one that would falter and even stumble into outright betrayal, but would endure.

The nature of our faith as it interacts with our minds, spirit, and flesh is worth pondering. Jesus implies a distinction; failures of “the flesh” are not always entirely volitional in quite the same way as other kinds of deliberate actions, which require assent of the mind and spirit, though of course they can persist and devolve into willful rejection of truth. Excessive indulgence of the flesh accounts for a great deal of human suffering today, both personal and social. Nonetheless, there is also something about our universal physical human weakness that elicits a certain measure of sympathy. The fact is that we are weak and don’t always behave as we’d like to.

Graham Greene, the great twentieth-century novelist and convert to the Catholic faith, was intimately familiar with the powerful inclinations of the flesh. He led a deeply conflicted life replete with extramarital romantic liaisons. The soul in turmoil, at once given over to passion and afflicted with remorse, is the theme that dominates his greatest works.

Greene recognized that his persistent involvement in a series of affairs severed him from the Church. He knew he could not have it both ways; that would be to arrogate to himself the content of the faith handed down from the beginning.

In the end, he opted for the affairs. In a 1990 letter to Newsweek’s Kenneth Woodward, Greene tells of his experience travelling to Padre Pio’s village in Italy with girlfriend Catherine Walston. He was moved by the Mass they attended early one morning, but also reveals: “I was invited to go see him that night in the monastery, but I made excuses not to go as neither of us wanted our lives changed!”

In spite of his failings, he displayed a certain integrity by choosing not to present himself for Holy Communion – an issue of striking contemporary relevance. “I've broken the rules”, he writes. “They are rules I respect, so I haven't been to communion for nearly thirty years. . . .In my private life, my situation is not regular. If I went to communion, I would have to confess and make promises. I prefer to excommunicate myself." If this is not exactly an act of faith, but it is an acknowledgment of the Catholic faith’s coherence. (...)»

19.4.10

Pro fratribus nostris scribitote

Para: ambassade.portugal@menara.ma
Assunto: Liberdade religiosa em Marrocos Exmo. Sr. Embaixador de Portugal em Marrocos, Dr. João Rosa Lã, Na sequência das recentes expulsões de algumas dezenas de indivíduos cristãos acusados de tentar evangelizar muçulmanos em Marrocos (conforme pode ler em http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/8563111.stm), desejo relembrar a Vossa Excelência que as democracias ocidentais devem defender a universalidade dos direitos fundamentais do Homem, nomeadamente os direitos às liberdades de consciência e religiosa. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, os Acordos das Nações Unidas, bem como a Legislação Europeia, todos estabelecem estes direitos como invioláveis. Por estes motivos peço-lhe que se manifeste com firmeza diante do Governo Marroquino, para que este garanta aos portugueses, e também aos nacionais marroquinos, os seguintes direitos, os quais aliás o nosso país concede aos cidadãos de Marrocos:
- A liberdade para aderir ou não a uma determinada fé e à comunidade confessional correspondente, em liberdade de consciência. - a liberdade para publicitar e divulgar o ensino da sua religião, oralmente e por escrito, dentro e fora dos lugares de culto, e de dar a conhecer a doutrina moral daquela religião sobre as actividades humanas e a organização da sociedade; - a liberdade para receber e publicar livros sobre a fé e o culto próprio da sua própria religião, e de poder usá-los livremente; e
- o direito a regressar ao Reino de Marrocos no caso de ter sido expulso do país por motivos religiosos.
Confio na sua diligência e sensibilidade para com a justiça e a liberdade de expressão, tão caras a Portugal, para o melhor serviço dos interesses nacionais. Atentamente,
Sancta Mater ora pro nobis omnibus.

18.4.10

Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música - ilustração (4)

Ouça as primeiras palavras da cachopa: «No Irão é proibido a uma mulher cantar.»
Calculo que, à conta desta moça, já terá havido dezenas de sismos no Irão. Se quer perceber porquê e ver mais ilustrações deste fenómeno, leia as entradas da etiqueta Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música, a começar por esta: Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música. Via Bare Naked Islam.

Neurosis ducit concubinatores masculorum ad morbos venereos

No mês de Março passado, a autoridade para a saúde pública nos E.U.A., os Centers for Disease Control (CDC), publicou uma análise sobre a incidência de novos casos de infecção pelo VIH (o vírus da SIDA) e pelo Treponema pallidum (o bacterium causador da syphilis), comparando homossexuais e heterossexuais. Da nota de imprensa oficial, comentada e resumida pela narth, destaca-se, para escândalo dos revolucionários sexuais mais activistas:
The data, presented at CDC's 2010 National STD Prevention Conference, finds that the rate of new HIV diagnoses among men who have sex with men (MSM) is more than 44 times that of other men and more than 40 times that of women.
The range was 522-989 cases of new HIV diagnoses per 100,000 MSM vs. 12 per 100,000 other men and 13 per 100,000 women.
The rate of primary and secondary syphilis among MSM is more than 46 times that of other men and more than 71 times that of women, the analysis says. The range was 91-173 cases per 100,000 MSM vs. 2 per 100,000 other men and 1 per 100,000 women.
É isso mesmo, não se enganou: os homossexuais têm muito maior probabilidade de se infectarem do que os heterossexuais. A questão é relevante porque se tem adoptado a filosofia dos comportamentos de risco em detrimento dos grupos de risco na prevenção da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis (dst). Isto é, na esfera da saúde pública, não se pensa tanto em combater as inclinações homossexuais (não se pensa mesmo nada...) quanto se pensa em difundir o látex ao kilo (os preservativos masculinos ou femininos, métodos contraceptivos que actuam por barreira phýsica). Embora strictu sensu seja verdade que qualquer pessoa (mesmo que heterossexual e saudável mentalmente) possa ter um comportamento de risco (relação sexual com um estranho, consumo de droga injectável com seringa já usada &c.), e portanto contrair DSTs, parece muito razoável crer que certos grupos estão mais inclinados a ter esses comportamentos de risco do que a população em geral e utilizar esse conhecimento na luta contra estas doenças por parte das autoridades e dos profissionais de saúde. Os responsáveis pelo estudo supra citado apontam algumas razões para a diferença abysmal entre a população em geral e os homens que têm relações sexuais com outros homens, a saber, o facto de o sexo anal ser muito mais traumático do que a relação heterossexual, daí ser mais provável a transmissão do VIH, o facto de haver desconhecimento quanto à transmissibilidade das doenças venéreas junto dos que sofrem tendências homossexuais e até a leviandade em relação aos riscos inerentes à sua práctica (en passant negue-se o mito de que o homossexual é uma pessoa mais evoluída e culta do que os restantes mortais; tal não passa de orgulho gay, sublimação de um complexo de inferioridade), a incapacidade em manter sempre a utilização dos métodos-barreira ao longo de toda uma vida (inexequibilidade), e até a homofobia e o stigma social são apontados como barreiras impedindo o acesso aos cuidados de saúde (treta). Mas nada disto é novo. Já aqui se deu a conhecer os trabalhos de Aardweg e de Rekers, os quais insistem que a população homossexual é mais doente que a restante, quer mental quer corporalmente, quer na psychê quer no soma. Podemos mesmo aproveitar o modelo proposto pelo holandês para explicar o facto: sabendo nós da personalidade neurótica do homossexual, não é difícil deduzir que há homossexuais que procuram inconscientemente situações de risco para delas colherem os ganhos secundários das doenças adquiridas: é o vitimismo compulsivo. O homossexual incorreria em relações "desprotegidas" (sem uso de preservativo) e de risco (com pessoas que ele sabe estarem infectados com o VIH), pela adrenalina do risco e pela comiseração própria ao saber-se infectado. Exemplo disto é existirem orgias de homossexuais seropositivos, nas quais participam voluntariamente homossexuais seronegativos, e que sem surpresa recebem a notícia da sua infecção tempos mais tarde. Como disse um: "Naqueles anos, eu sei o que fiz." Paradoxalmente, é frequente o homossexual mostrar-se demasiado preocupado com a sua saúde (não esquecer a hypochondríase enquanto neurose). Também importante para a anályse é saber que, das pessoas com tendências homossexuais que procuram ajuda para reorientarem a sua sexualidade, muitas o fazem com receio de contraírem doenças infecto-contagiosas. Uma última palavra para como se tem encarado a saúde reprodutiva, contracepção, e prevenção da transmissão de doenças venéreas. Já é tempo de acabar com a ideologia do sexo seguro, a ideia de que se te protegeres com um preserva podes andar na boa-vai-ela: isso não pega. E não pega por causa da complexidade da transmissão das doenças venéreas, do incentivo à promiscuidade, e da bizarria de comportamentos sexuais que por aí pululam. Ainda há dois dias se soube que a syphilis congénita nos E.U.A. aumentou 23% entre 2005 e 2008 (depois de anos a baixar), a par do aumento da doença na população feminina em idade fértil. Os CDC mostram-se muito preocupados com a saúde venérea nos homo(bi)ssexuais, mas querem abordar o problema com mais latex. É um erro: promover a saúde sexual terá que passar ― e as autoridades sanitárias reconhecê-lo-ão mais cedo ou mais tarde ― pela promoção da abstinência pré-matrimonial, da fidelidade conjugal, da instituição do casamento heterossexual, e do apoio à natalidade e à família, ambiente mais propício para o saudável desenvolvimento das crianças, e amparo dos mais velhos. A família tradicional é o garante da saúde, segundo o modelo bio-psico-social.
Nunc carpamus musicam plebis sine barbarismis :)
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

«Proselitismo cristão é terrorismo religioso»

Quando se pensa que já nada de muito surpreendente pode vir do islão, apanha-se com uma notícia destas:
«Siete mil ulemas (estudiosos del Corán) de Marruecos rechazan en un mensaje colectivo el proselitismo cristiano en su país y lo equiparan incluso con una "violación moral" y con el "terrorismo religioso" (...)»
É deveras extraordinário que os sábios da religião que tem como mais elevada prática de piedade religiosa a guerra em nome do seu deus(1) e que considera mártires os que morrem nesse processo e os considera os mais venturosos dentre os homens(2) ― em suma, uma religião beligerante por excelência ―, considere terrorista a acção evangelizadora pacífica. Esta gritante dualidade moral é um exemplo do modo segundo o qual o pensamento islâmico julga a bondade de uma acção: o único critério de para de bondade moral de uma acção é ser vantajoso para o islão. (1) - «A man came to Allah's Apostle and said, "Instruct me as to such a deed as equals Jihad (in reward)." He replied, "I do not find such a deed." (...)» Bukhari, Book 4, Volume 52, Hadith 44
(2) -«I heard Allah's Apostle saying, "The example of a Mujahid in Allah's Cause ― and Allah knows better who really strives in His Cause ― is like a person who fasts and prays continuously. Allah guarantees that He will admit the Mujahid in His Cause into Paradise if he is killed, otherwise He will return him to his home safely with rewards and war booty."» Bukhari, Volume 4, Book 52, Number 46.

17.4.10

«Ele considera a arte e a ciência como os dons mais preciosos de Deus ao Homem»

video
Compare-se a posição da Igreja perante a música com a ortodoxia islâmica, e a de Ratzinger com a do ayatolah Khomeni em relação ao divertimento(1). Via Pastoral da Cultura.
(1) - «Allah did not create man so that he could have fun. The aim of creation was for mankind to be put to the test through hardship and prayer. An Islamic regime must be serious in every field. There are no jokes in Islam. There is no humor in Islam. There is no fun in Islam. There can be no fun and joy in whatever is serious.»

Vandalismo e pobreza: nexo falso

Numa altura em que os tumultos voltam a assolar a França, perpetrados pelos "jovens" do costume, desculpabilizados pelos mesmos sábios, através dos argumentos habituais ― exclusão social, desemprego, pobreza, etc. ―, oiçam-se as palavras de um especialista francês em criminologia:
Xavier Raufer : "Qui sont les vrais pauvres dans ce pays ?" Enviado por FrenchCarcan. - Noticias em video na hora Via ExtremeCentre.org.

«Ad multos annos!»

Do blogue Fratres In Unum:

℣. Oremus pro Pontifice nostro Benedicto. ℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

℣. Tu es Petrus, ℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus.

Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictum, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam. Per Christum, Dominum nostrum.

℟. Amen.

16.4.10

Bento XVI sobre a peculiar natureza da Igreja

O que é preciso compreender é que a Igreja não é uma instituição secular: é uma instituição absolutamente sui generis: sendo temporal, constituída por seres humanos ― e por isso sujeita às misérias da natureza humana ―, é uma instituição divina, por ter sido fundada pelo Verbo incarnado, Deus Filho, Ele próprio; por assentar na sucessão apostólica, instituída por Jesus Cristo. Bento XVI:
«(...) se a Igreja é a nossa Igreja, se a Igreja somos apenas nós, se as suas estruturas não são as que Cristo quis, então deixa de ser concebível a existência de uma hierarquia (...) estabelecida pelo próprio Senhor. Rejeita-se o conceito de uma autoridade querida por Deus, uma autoridade que tem a sua legitimação em Deus e não - como acontece nas estruturas políticas - no consenso da maioria dos membros da organização. Mas a Igreja de Cristo não é um partido, não é uma associação, não é um clube: a sua estrutura profunda e ineliminável não é democrática, mas sacramental, portanto hierárquica»(*).
In Dag Tessore, Bento XVI: Pensamento Ético, Político e Religioso, Lisboa: Temas e Debates, 2007, p. 15
Catado numa entrada de Pedro Arroja no Portugal Contemporâneo, na qual se afirma:
«Existe a convicção, incluindo no mundo católico, de que a Igreja pertence a todos nós, é uma património da humanidade e que nós próprios podemos, portanto, mudar as estruturas da Igreja, emitindo opinião, associando-nos em correntes de opinião e fazendo pressão, de molde a adaptá-la aos tempos modernos. (...) A Igreja não é nossa. A Igreja é de Cristo. Reformar a Igreja não é adaptá-la aos desejos de qualquer maioria, mesmo que essa maioria seja formada por pessoas que se proclamam católicas. Reformar a Igreja é adaptá-la aos desejos de Cristo. Sob a autoridade de Bento XVI a Igreja nunca será popular. Como se tem visto nas últimas semanas.»

Robert Spencer fala sobre o islão numa faculdade de direito

Boa palestra e sessão de perguntas e respostas com uma audiência, não exactamente hostil, mas bastante céptica perante a preocupação de Spencer em relação ao avanço do islão no Ocidente e aos perigos que esse avanço traz consigo:
Via Kitman TV.

Octoginta tres annos habet

Muitos Parabéns!

Nada Disto É Novo: Campanha contra a Igreja

Massimo Introvigne sobre uma campanha contra a Igreja:

«“Ci sono casi di abusi sessuali che vengono alla luce ogni giorno contro un gran numero di membri del clero cattolico. Purtroppo non si può più parlare di casi individuali ma di una crisi morale collettiva che forse la storia culturale dell’umanità non ha mai conosciuto in una dimensione così spaventosa e sconcertante. Numerosi sacerdoti e religiosi sono rei confessi. Non c’è dubbio che le migliaia di casi venuti a conoscenza della giustizia rappresentino solo una piccola frazione dell’ammontare autentico, dal momento che molti molestatori sono stati coperti e nascosti dalla gerarchia”. Un editoriale del New York Times del 2010? No: un discorso del 28 maggio 1937 di Joseph Goebbels (1897-1945), ministro della propaganda del Terzo Reich. Questo discorso, di grande risonanza internazionale, si situa al culmine di una campagna lanciata dal regime nazista per screditare la Chiesa Cattolica coinvolgendola in uno scandalo di preti pedofili. 276 religiosi e 49 sacerdoti secolari sono arrestati nel 1937. Gli arresti si susseguono in tutte le diocesi tedesche, in modo da tenere gli scandali sempre sulla prima pagina dei giornali.

Il 10 marzo 1937 con l’enciclica Mit brennender Sorge papa Pio XI (1857-1939) condanna l’ideologia nazista. Alla fine dello stesso mese il Ministero della Propaganda guidato da Goebbels lancia la campagna contro gli abusi sessuali dei sacerdoti. (...)»
Lede todo o artigo no site do CESNUR.

Introvigne acusa: «é Küng quem devia pedir perdão à Igreja e ao Papa»

O sociólogo italiano Massimo Introvigne reage desta forma à publicação de uma carta da autoria do teólogo Hans Küng:
«Massimo Introvigne (...) se ha referido hoy en términos durísimos a la carta que el teólogo disidente Hans Küng ha dirigido a todos los obispos del mundo a través de importantes periódicos como El País. Introvigne ha dicho que “se trata de una invitación explícita al cisma por parte de un personaje que recibe grandes aplausos fuera de la Iglesia pero que por el contrario goza de escasísimo seguimiento entre los fieles católicos”. Además Introvigne considera esta carta “inmoral”, porque Küng miente a sabiendas cuando afirma que el Cardenal Ratzinger, con la Carta De delictis gravioribus de 2001, hizo más difícil perseguir a los sacerdotes pedófilos. Por el contrario, según Introvigne, “con aquella carta y con otras medidas el actual Pontífice ha puesto en marcha un mecanismo de represión de los casos de pedofilia mucho más duro que el que existía previamente. Por otra parte ha señalado que “los casos de abusos y de inmoralidad por parte del clero, como demuestran los datos, se han multiplicado en los años 70, precisamente cuando se ha creado un clima de rechazo respecto a la enseñanza moral del Magisterio en los seminarios y en las universidades católicas, del cual Küng es uno de los mayores responsables”. Por este motivo opina que “debería ser él, más bien, quien rindiese cuentas de los vientos que ha sembrado, y debería por tanto pedir excusas a la Iglesia y al Papa “. Máximo Introvigne (...) concluye diciendo que “el escándalo creado por Küng es providencial porque traza una línea de demarcación: por un lado los católicos fieles al Papa, por otro un cisma inmoral que finalmente se quita la máscara y revela la complicidad entre el disenso interno de la Iglesia y los lobbys laicistas que atacan al Papa desde el exterior”. “La inmensa mayoría de los fieles, sentencia Introvigne, sabe perfectamente de qué lado estar”. »

Auguri, Santo Padre

No dia do octogésimo terceiro aniversário de Joseph Ratzinger, Bruno Mastroiani faz um balanço dos primeiros cinco anos de pontificado de Bento XVI. Que muitos mais se lhes sigam.
«Il 16 aprile Benedetto XVI compie 83 anni e il 19 aprile cinque di pontificato. Cosa è successo in questo lustro? Il Papa ha scritto tre encicliche (su Dio, sulla speranza e sulla verità dell’amore), ha viaggiato dall’America all’Australia e in diversi paesi d’Europa, arrivando fino in Africa. Ha liberalizzato il rito antico, ha revocato la scomunica ai vescovi lefebvriani, ha creato le condizioni per il rientro in comunione con Roma degli anglicani. Ha compiuto passi in avanti nel dialogo con gli ortodossi, ha costruito un confronto schietto con gli ebrei e con i musulmani. Ha incontrato le vittime dei preti pedofili, ha chiamato a raccolta i vescovi e ha confortato tutti con la lettera ai cattolici d’Irlanda. Ha indetto l’anno paolino per richiamare i battezzati ad essere apostoli. Ha indetto l’anno sacerdotale per rilanciare la missione dei sacerdoti. Ha scritto un bestseller su Gesù di cui si attende la seconda parte. Ha pronunciato omelie, discorsi e catechesi che rimarranno nella storia. Sta risistemando l’abc della fede, sta ricucendo gli strappi delle interpretazioni estreme del Concilio Vaticano II, sta presentando al mondo un cristianesimo vitale e intelligente capace di rimettere Dio al suo posto dopo decenni di confusione relativizzante. Tutto questo in un lasso di tempo pari a una legislatura italiana. Non basteranno le imprecisioni pedofile del New York Times o le chiacchiere su presunti problemi di salute a distrarci. I risultati del pontificato di Ratzinger, dopo questi cinque anni, sono sotto gli occhi di tutti. Auguri Santo Padre.»

15.4.10

«What Drives Islam to be the Religion of War?»

Mais um excelente artigo de Sultan Knish:
«Why is Islam constantly a source of war, violence and discord? The problem simply enough is theological, because to its followers the validity of Islam is directly connected to its physical supremacy. As followers of the purported "final revelation" to mankind, Muslims not only have the obligation to conquer and subjugate the rest of the world, their religion is only meaningful to the extent that they can carry on the work begun by Mohammed. Since Islam derives meaning primarily from physical supremacy, war becomes an act of faith. To believe in Islam, is to have faith that it must and will conquer and subjugate the entire world. And to be a true Muslim, one must feel called to aid in that global conquest, whether it is by providing money and resources to the Jihadists or to be a Jihadist yourself. Because Islam is expressed in physical supremacy, violence against non-Muslims become the essence of religion. And anything that suggests Islam is not absolutely superior touches on Islamic insecurities as blasphemy. When Muslims explode into outbursts of violent rage over seemingly petty things like a cartoon or a teddy bear named Mohammed, it is because to them, any loss of face for Islam is the worst kind of blasphemy. Because Islam is a religion of physical supremacy, and anything that challenges that supremacy is a direct attack on their beliefs. What the Ten Commandments are for the Jew, or the resurrection of Jesus for the Christian-- is the physical dominance of Islam to the Muslim. It is the basis and fulfillment of his faith. Therefore by waging war on the infidels, by planting a minaret in one of their cities, by forcing non-Muslims into a submissive position-- to the Muslim this is an act that affirms the truth and power of Islam. By causing infidels to "lose face", the Muslim fulfills the Koranic verse which promises that Allah had sent Mohammed to make Islam supreme over all religions. By contrast when Islam "loses face", an act of blasphemy has been committed, which can only be righted religiously by killing the non-Muslims, thereby forcing them to lose face and once again affirming the physical superiority of Islam. This creates the cycle of violence that the media loves to harp on so much, but it is not the result of Western oppression, it is the result of Muslims feeling oppressed if they are not on top. When your belief system explicitly proclaims its wille zur macht, its Will to Power, the idea of multiculturalism and co-existence becomes a joke. To co-exist with non-Muslims is itself blasphemous for a Muslim, which proclaims "Do not take the Jews and the Christians for friends" (Koran 5:51) and whose final command was to ethnically cleanse the Jews and Christians of the Arabian Peninsula. Islam does not co-exist, for its followers its truth can only be found in conquering non-Muslims. Whereas most religions can accept being in the inferior position, because their fundamental faith in spiritual, rather than material-- Islam has little to it but the material. Even its paradise exists in the form of the sort of physical pleasures that its followers crave, fancy robes, exquisite banquets, golden couches, and of course that famed appeal to the dedicated Jihadist, "curvaceous virgins... and an overflowing cup" (Koran 78:33-34). Islamic Heaven is essentially a grossly exaggerated version of the kind of loot that Mohammed's followers expected to find by following him in the first place, gold, jewels, silk, spices and young girls. The gang of throat slitters who accompanied Mohammed on his massacres across the region were given a religious incentive that would transcend death. Even if they died in battle and would not live to enjoy all the jewels, overflowing cups and girls-- the Koran promised it to them in heaven anyway. One can imagine the gang or robbers, escaped slaves and ambitious desert rats trailing after Mohammed across desert dunes, their minds filled with the feverish promises of rich loot from the caravans they were raiding. And in the feverish heat, the idea that they would receive even better loot if they were to die in battle, making death preferable to life, would have actually seemed plausible. Out of such such petty greed and lust did Islam initially expand. Its code was that of the tribesman, to lose face or engage in vendetta. Except Islam's face and vendetta did not involve a single man or a clan, it came to involve over a billion people, who found meaning in working toward the final conquest of Islam. The global triumph of a desert raider's clumsily hammered together mass of Jewish and Christian beliefs and tribal customs and legends, and his own biography, used as a tool of conquest, forging temporary unities out of quarreling tribes and clans. And now Islam's vendetta is worldwide. Every insecurity translates into a provocation. Every jealous impulse never satisfied explodes into violent rage. Every conflict for thousands of years breeds a new vendetta. Did Muslims once live somewhere? They must reclaim it, for to fail to do so is blasphemous and a betrayal of Allah and Mohammed's mission. Did Muslims never live somewhere? Then they must go there now, and raise up minarets and proclaim the superiority of Islam, for to do otherwise is a failure to expand the borders of the Ummah, which is a betrayal of Allah and Mohammed's mission. The very existence of people living free and happy, free from Islamic dominion, is blasphemy. Blasphemy that must be remedied by bringing them into Islam, or under the rule of Islamic law. Either one enforces the supremacy of Islam, because it is not absolutely necessary that everyone believe in Islam. As a matter of fact it would be rather inconvenient as there is little point on being on top, if there isn't anyone on the bottom. A world filled with nothing but Muslims, would deny the Believers the chance to lord it over the infidels. What matters though is that everyone be subservient to Islam, whether as Muslims or Dhimmis. The intersection of Islam and Terrorism is not coincidental or the result of specific political moves made by non-Muslim nations, as the conventional narrative claims. It is the inevitable result of Islamic theology which is supremacist and materialist, which when combined with the honor-shame code of a tribal culture, drives it compulsively toward war and conquest. The actions of non-Muslim nations serve only as variables to create a context within which the supremacism of Islam expresses itself. These contexts may vary as often as the justifications used in a Bin Laden video. But the context itself is irrelevant in the larger history and theology of Islam. Because in the end, the problem of Islamic violence is the problem of Islam.»

Defensores dos direitos das crianças e das mulheres procuram-se

Onde estão os defensores dos direitos das crianças e das mulheres? Estão ocupados a defender o aborto-livre e o divórcio-na-hora, ou a atacar o Papa pelos abusos sexuais cometidos por clérigos, contra os quais o Pontífice tanto tem lutado?

13.4.10

Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música - ilustração (3b)

A ameaça surtiu efeito: rádios somali param de emitir música:
«(...) Islamist militants ordered music off the air Tuesday, labeling it un-Islamic in a hardline edict reminiscent of the Taliban.

Stations immediately complied, fearful that disc jockeys would face the harsh punishment militants mete out here: amputations and stonings. The edict is the latest unpopular order from the Islamists, who also have banned bras, musical ringtones and movies.

More than a dozen radio stations complied with the order by the militant groupSomali Journalists said. Hizbul Islam, the National Union of Somali Journalists said.

"Journalists working in these stations have in the past witnessed broad daylight assassination of their colleagues and have now been signaled that they would follow the same fate if they do not obey these oppressive orders," said the union's secretary-general, Omar Faruk Osman.

(...)

Somalia has not had an effective government for 19 years. Thousands of civilians have died in violence-wracked Mogadishu in a conflict that has intensified the last three years and the U.N. estimates some 100,000 people have been displaced in the capital this year alone.

Islamic insurgents control much of Mogadishu and have been trying to topple the country's fragile, U.N.-backed government.

The music ban went into effect one day after fighting between the Somali government and Islamist insurgents killed 21 people in Mogadishu.

(...)

Any station that defies the order could face severe punishments. The Islamists frequently assassinate those who defy them or carry out punishments like amputations. Abdulahi Yasin Jama at Tusmo broadcasting said that stations have no choice but to comply.

"We had no other option but to stop playing music. Now that we have dropped music we may lose listeners. If we ignore the warning we have to face the wrath of the militants," said one of Mogadishu's radio directors, who spoke on condition of anonymity for fear of reprisal attacks.

The director noted that the station also would have to re-record all of its commercials that contain music.

The order to stop the music echoes the Taliban's strict social rules imposed on Afghans beginning in the late 1990s. The Taliban banned music and movies and didn't allow women to leave their homes without an escort by a male family member.

The ban on music means that even talk-radio stations will have to make changes. Jama, from the independent broadcaster, said his station would have to stop using music as a bridge between programs.

"We are using other sounds, such as gunfire, the noise of vehicles and birds to link up our programs and news," he said.»

Sons de tiros e de explosões: música para os ouvidos deste adeptos da jihad e da proibição islâmica da música.

Via Bivouac-ID.

Não deixe de ver a etiqueta Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música.

12.4.10

Christus surrexit! Surrexit vere!

A propósito da notícia que o Luís ampla fez (4-IV-2010):
Не слушаем комментатора. Сначала верхний ярус Юга заряжает: "Христос Воскресе!" Нижний ярус отвечает: "Воистину Воскресе!". Затем Динамовцы заряжают "Христос Воскресе!" и Локомотив с Юга отвечает "Воистину Воскресе!". Первый подобный случай в истории РФПЛ.
At first, Lokomotiv Moscow fans cheer each other by the floors of the South sector "Christ is risen" - "Christ is risen, indeed". Then Dynamo fans shout "Christ is risen" from the North part of the Stadium and Loko fans answer them. It's the very first time they do it, in the history of the Russian Premier-League.
Христос Воскресе! Воистину Воскресе! Christos Voscriêsie! Voistiênu Voscriesiê!
São Cirilo e São Metódio, rogai por nós.

A questão halal em França.

À semelhança do que sucede com outras práticas muçulmanas que vão conquistando a Europa, não se ouvem os protestos dos progressistas. Desta feita, os sacrificados são os frangos. A prática muçulmana exige que sejam mortos por decapitação estando plenamente conscientes ― sem atordoamento, como se faz nos matadouros ocidentais. O frango deve estar consciente para que as últimas palavras que escuta sejam um versículo alcorânico que sacraliza o seu sacrifício. O sacrificador tem que ser muçulmano. Recordo que isto se passa em França e não apenas com frangos: a norma é a mesma para o gado ovino, caprino e bovino. Graças a Alá, escapam-se-lhe os porcos. Assustador o grau de islamização da Europa. Deixámos entrar o Cavalo de Tróia. A guerra será sangrenta ou capitularemos sem resistir?

11.4.10

SNS britânico cede a pressões muçulmanas e permite mangas compridas

O Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS) recuou na decisão de proibir o uso de mangas compridas, a fim de controlar as infecções hospitalares, devido aos protestos dos muçulmanos. Para além da gritante discriminação em benefício dos muçulmanos ― relembre-se o caso da enfermeira suspensa e posteriormente destacada para serviços que não envolvem contacto com doente por usar um crucifixo ― esta decisão constitui um acto verdadeiramente passível de queixa crime por negligência grosseira das autoridades de saúde britânicas, as quais, para acomodar a sharia, põem em perigo a saúde dos utentes do NHS, muçulmanos e não-muçulmanos. Em ano de eleições, os políticos britânicos compram os votos do bloco islâmico a qualquer preço, mesmo o da vida dos seus concidadãos. Quantos destes decisores, caso necessitassem, recorreriam aos serviços de saúde que tutelam para uma cirurgia, expondo-se ao risco de uma infecção multi-resistente à antibioterapia?
«Muslim doctors and nurses are to be allowed for religious reasons to opt out of strict NHS dress codes introduced to prevent the spread of deadly hospital superbugs.

The Department of Health has announced that female Muslim staff will be permitted to cover their arms on hospital wards to preserve their modesty.

This is despite earlier guidance that all staff should be ‘bare below the elbow’ after long sleeves were blamed for spreading bacteria, leading to superbug deaths.

The Department has also relaxed its ‘no jewellery’ rule by making it clear that Sikhs can wear bangles, as long as they can be pushed up the arm during direct patient care.

The move contrasts with the case of nurse Shirley Chaplin, who last week lost her discrimination battle against Royal Devon and Exeter Hospital Trust, which said the cross she has worn since she was 16 was a ‘hazard’ because it could scratch patients.

(...)

The revised rules, which health officials insist will not compromise hospital hygiene, were drawn up after female Muslim staff objected to exposing their arms in public.

Since the original guidance was announced by the then Health Secretary Alan Johnson in 2007, many hospitals have insisted that staff involved in patient care wear short sleeves at all times.

Mr Johnson’s initiative came amid growing concerns about the number of patients catching superbugs such as MRSA and Clostridium difficile. Hundreds of people have died.

The guidance required staff coming into contact with patients to have their arms bare below the elbows, outlawing the traditional doctors’ white coat.

Jewellery, other than plain wedding bands and ear studs, watches and false nails, were also banned to cut down the spread of bacteria. But Muslim doctors and medical students said baring arms conflicted with the Koran’s teaching that women must dress modestly in public.

In 2008, several universities reported that Muslim medical students objected to the rules.

Leicester University said some Muslim females ‘had difficulty in complying with the procedures to roll up sleeves to the elbow for appropriate handwashing’, while Sheffield University reported a case of a Muslim medic who refused to ‘scrub’ as this left her forearms exposed.

Birmingham University revealed that some students would prefer to quit their course than expose their arms.

A Muslim radiographer quit at Royal Berkshire Hospital in Reading over the issue.

Yet Islamic experts are divided about how Muslim women should dress as the Koran is ambiguous on the matter.

The revised rules, issued on March 26, make clear that staff can wear uniforms with long sleeves as long as they roll them up securely above their elbows to wash and when they are on the wards.

They add that staff who want to cover up completely when dealing with patients will be able to use special disposable ‘over-sleeves’.

The guidance says: ‘Where, for religious reasons, members of staff wish to cover their forearms or wear a bracelet when not engaged in patient care, ensure that sleeves or bracelets can be pushed up the arm and secured in place for hand-washing and direct patient care.

‘In a few instances, staff have expressed a preference for disposable over-sleeves – elasticated at the wrist and elbow – to cover forearms during patient care activity.

‘Disposable over-sleeves can be worn where gloves are used but strict adherence to washing hands and wrists must be observed before and after use.’

The Department was unable to say last night how much extra it will cost the NHS to provide the disposable sleeves. But 18in polythene over-sleeves are already on offer on the internet for about £7 for a pack of 200.

The Department admitted in its new guidance that it had reviewed its rules because ‘exposure of the forearms is not acceptable to some staff because of their Islamic faith’.

It added: ‘We recognise that elements of the additional guidance could be seen to be introducing differing requirements for those to whom “baring below the elbows” presents no significant problem.

‘We have considered the implications of this possibility but concluded that the overall purpose of the guidance, to ensure patient safety by adherence to good hand hygiene, is not prejudiced by the additional dress options that have now been identified.’

Health officials drew up the revised rules on the advice of Islamic scholars and a group called Muslim Spiritual Care Provision in the NHS (MSCP), which is part of the Muslim Council of Britain.

A working party was set up comprising two Health Department officials, a member of the Health Protection Agency, two female Muslim hospital chaplains, an Imam and two members of MSCP. (...)

Derek Butler, chairman of MRSA Action UK, a campaign group headed by respected microbiologist Professor Hugh Pennington, said: ‘We welcomed the introduction of baring-below-the-elbows because we know that anything – whether it’s jewellery, watches or wedding rings – can harbour bacteria which can in turn transfer superbugs between patients.

‘My worry is that by allowing some medics to use disposable sleeves you compromise patient safety because unless you change the sleeves between treating each patient, you spread bacteria. Scrubbing bare arms is far more effective.

‘I’ve seen doctors and nurses fail to change their gloves, and I’ve no doubt this will see exactly the same thing happening. These sleeves are just another risk, and you cannot take risks with patient safety.’

(...)

The Department of Health said: ‘The revised workwear guidance gives further clarity to frontline staff about the need to have good hand hygiene when in direct patient care. It does not change previous policy.

‘The guidance is intended to provide direction to services in how they can balance infection-control measures with cultural beliefs without compromising patient safety.»

Via Jihad Watch.

10.4.10

Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música - ilustração (3)

Mais uma ilustração da proibição islâmica da música e de como a qualquer momento pode ser implantada, assim os muçulmanos mais observantes cheguem ao poder:
«A hardline Somali Islamist group issued a 10-day ultimatum Saturday to Mogadishu-based radio stations to stop playing all kinds of music or face unspecified penalties, an Islamist leader said.

The Hezb al-Islam group, which controls patches of the war-riven Somali capital, said playing music on radio stations was evil.

"We call on the local radio stations to stop broadcasting the songs and all music as well. We give them a 10-day deadline and any radio station found not complying with the orders... will face sharia action," said Moalim Hashi Mohamed Farah, a senior Hezb al-Islam official, referring to Islamic law. (...)»

O restante artigo tem o interesse de demonstrar que, no islão, a noção clássica de nação não tem qualquer validade. Estrangeiro é o infiel.

Via Women Against Sharia.

Não deixe de ver a restante série Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música.

Pseudopolémica, mais lama (2)

Mais um dia, mais um monte de lixo atirado à cara de Bento XVI. Graças a Deus que há quem defenda o Papa, logo a Igreja, destas difamações. Recomenda-se a leitura da análise demolidora ao artigo da Associated Press, da autoria do padre John Zuhlsdorf, à qual chego via Spe Deus, que publica um resumo.

8.4.10

De re publica et libertate religiosa

Não reclamar olho por olho, nem dente por dente, mas antes dar a outra face, por amor, como fez o seu Fundador, é o que ensina a Igreja na pessoa do Papa, que recebeu o Presidente da República Islâmica do Pakistão, Asif Ali Zardari, depois do que por lá tem acontecido com os christãos. A Egreja defende que o Estado deve reconhecer o direito à liberdade religiosa para os cidadãos procurarem a verdade em harmonia uns com os outros, e leva isso às nações que desconhecem o conceito. A prová-lo estão as actividades beneméritas que lá desenvolve para usofruto de todos, de qualquer crença. Não se trata de desculpabilizar o mal praticado, até porque julgá-lo compete às autoridades civis legalmente reconhecidas, à comunidade internacional, e não às autoridades Eclesiais, mas de fornecer os meios sobrenaturais (e também naturais) para corrigir o que não está bem e construir uma sociedade mais justa e caridosa.
Já agora, uma inovação no site do Vaticano:

Menos blogues e mais livros (5)

De Efraim Karsh, o edificante, por vezes surpreendente, Islamic Imperialism.

Igreja e pedofilia: quanto mais católica e menos mundana, melhor

Copio integralmente da Newsweek, artigo de George Weigel, via Logos:
«What Went Wrong

Throughout what U.S. Catholics called the "Long Lent" of 2002, when every week seemed to bring revelations of clerical sexual abuse and its mishandling by the church's bishops, some observers suggested that this crisis was the byproduct of some distinctive features of Catholic life: a celibate priesthood, a church governed by male bishops, a demanding sexual ethic. "Modernize" the church by changing all that, they argued, and these horrible problems would abate, even disappear.

Sexual abuse is indeed horrible, but there is no empirical evidence that it is a uniquely, predominantly, or even strikingly Catholic problem. The sexual abuse of the young is a global plague. In the United States, some 40 to 60 percent of such abuse takes place within families—often at the hands of live-in boyfriends or the second (or third, or fourth) husband of a child's mother; those cases have nothing to do with celibacy. The case of a married Wilmington, Dela., pediatrician charged with 471 counts of sexual abuse in February has nothing to do with celibacy. Neither did the 290,000 cases of sexual abuse in American public schools between 1991 and 2000, estimated by Charol Shakeshaft of Virginia Commonwealth University. And given the significant level of abuse problems in Christian denominations with married clergy, it's hard to accept the notion that marriage is somehow a barrier against sexually abusive clergy. (Indeed, the idea of reducing marriage to an abuse-prevention program ought to be repulsive.) Sexual abusers throughout the world are overwhelmingly noncelibates.

Too many of the church's bishops failed to grasp the drastic measures required to address the sexual abuse of the young—that's obvious, and has been admitted by the bishops of the United States and two popes. Yet it is hard to see what these failures had to do with gender. Like others, many bishops had a misplaced faith in the power of psychiatrists and psychologists to "fix" sexual predators, thinking these men could be "cured" and quietly returned to ministry without damaging the church's reputation. In his recent scathing letter to the Catholic Church in Ireland, Pope Benedict XVI denounced bishops who were more concerned with protecting the church's image than with protecting vulnerable young people. It's a critique that was applicable decades ago in the United States—but the same criticism can be made of teachers-union leaders and state legislators today who ignore or try to bury reports of sexual abuse in America's public schools.

So, yes, aspects of clerical culture in the U.S. and elsewhere contributed to the problem, but that same deplorable circle-the-wagons instinct has warped the response to this plague in other sectors of society. The difference is that the Catholic Church in America has taken more rigorous action since 2002 to protect the young people in its care than any other similarly situated institution, to the point where the church is likely America's safest environment for young people.

There may be a grain of truth in the suggestion that women's perspectives on these issues would have helped mitigate the Catholic crisis of clerical sexual abuse and episcopal misgovernance: in the past the male clerical culture of Catholicism seems to have blunted in some Catholic clergy a natural and instinctive revulsion at the sexual abuse of the young—a revulsion, it is suggested, that a woman would immediately feel and act upon. But the sad, further truth is that there are no gender guarantees when it comes to sexual abuse: the physical and sexual abuse of young Irish girls in "Magdalene Asylums" decades ago was committed by religious sisters.

Nevertheless, it should also be noted that the U.S. church's handling of abuse and misgovernance since 2002 has been immensely strengthened by the insight and professional expertise of many women—just as we also ought to recognize that laywomen, single and married, are usually the teachers who make today's Catholic schools safe and successful. Moreover, women are the great majority of the volunteers and paid staff who make Catholic parishes both safe and vital. The notion that women don't have anything to do with how the Catholic Church operates confuses the Catholic Church with the higher altitudes of "the Vatican," and ignores how Catholic life is actually lived in America and Europe.

As for doctrine: what ought to be obvious about sexual abuse in the Catholic Church is that these grave sins and crimes were acts of infidelity, denials of the truths the church teaches. A priest who takes seriously the vows of his ordination is not a sexual abuser or predator. And if a bishop takes seriously his ordination oath to shepherd the Lord's flock, he will always put the safety of the Master's little ones ahead of concerns about public scandal. Catholic Lite is not the answer to what has essentially been a crisis of fidelity.

Since 2002, with strong support from then-cardinal Joseph Ratzinger (and from him still as Benedict XVI), the Catholic Church in America has developed and enforced policies and procedures to ensure the safety of the young that offer an important model for the world church. There were only six credible reports of sexual abuse of the young in the U.S. church last year. And while that is six too many in a church that ought to hold itself to the highest standards, it is nonetheless remarkable in a community of 68 million people.

What is essential throughout the world, however, is that the church become more Catholic, not less. John Paul II's "Theology of the Body" proposed an understanding of faithful and fruitful human love as an icon of God's inner life. That vision is far nobler, far more compelling, and far more humane than the sex-as-contact-sport teaching of the sexual revolution, the principal victims of which seem to be vulnerable young people. Those who are genuinely committed to the protection of the young might ponder whether Catholicism really needs to become Catholic Lite—or whether the Augean stables of present-day culture need a radical cleansing.»

Igreja e pedofilia: erros grosseiros com dolo eventual

Copio integralmente do Spe Deus:
«“New York Times” baseou-se em tradução automática para acusar Bento XVI

O documento utilizado pelo jornal “New York Times” para ligar o actual Papa e o Cardeal Bertone a um caso de abusos sexuais, nos EUA, é uma tradução feita online, com erros e omissões que alteram o sentido do original. O caso vem divulgado em vários jornais católicos. Ao longo das últimas semanas, numa série de artigos, editoriais e textos de opinião, o “New York Times” procurou imputar ao Vaticano, e nomeadamente ao então Cardeal Ratzinger, a responsabilidade de ter tentado encobrir um caso de abusos na diocese de Milwaukee, nos Estados Unidos. O jornal baseou-se em documentação cedida por advogados das vítimas do Padre Murphy, que é acusado de ter abusado sexualmente de centenas de jovens numa escola para surdos do qual era director, durante cerca de duas décadas, até 1974. O caso só foi remetido à Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) em 1996 e o sacerdote em causa morreu em 1998, sem que fosse iniciado um processo canónico. Inicialmente, o “New York Times” procurou responsabilizar o então prefeito da CDF, Cardeal Ratzinger, por pressões no sentido de não se avançar com um processo e lidar com o assunto em segredo. Há dias, e com base na mesma documentação, o jornal alemão “Die Zeit” chegou a uma conclusão diferente, sublinhando o facto do nome de Ratzinger não aparecer em qualquer documento, e de não haver nenhuma indicação de que tivesse estado presente nas reuniões que decorreram no Vaticano sobre este caso, apontando o dedo ao então secretário da CDF, Cardeal Bertone. Tradução feita no Yahoo Contudo, um dos documentos chave que os jornais utilizam, e que o “New York Times” reproduz no seu site, é uma tradução automática das minutas de uma reunião no Vaticano entre representantes da CDF, chefiados por Bertone, e uma delegação da diocese de Milwaukee. A tradução foi enviada pelo procurador judicial do caso do Padre Murphy, em Milwaukee, ao seu Bispo. Na nota que acompanha o documento, também reproduzida pelo “New York Times”, o Padre Brundage explica que se trata de uma tradução “muito grosseira”, feita apenas para auxiliar a compreensão do original “para aqueles entre nós que não falam italiano”, e que não detecta “as subtilezas do direito canónico”. Aparentemente o jornal nunca encomendou uma tradução profissional das minutas, baseando-se na dita tradução grosseira. Daí decorreram uma série de erros de interpretação que, sustentando, de facto, algumas das acusações que o jornal faz à CDF, contrariam uma leitura real do documento original. A primeira pessoa a detectá-lo foi Lori Pieper, uma tradutora profissional que se deu conta das discrepâncias ao analisar a documentação que o jornal disponibiliza no seu site: http://documents.nytimes.com/reverend-lawrencec-murphy-abuse-case?ref=europe#document/p69. Lori produziu, então, uma tradução profissional e fiel ao original, que remeteu para o jornalista Jimmy Akin, do jornal norte-americano “National Catholic Register”, antes de escrever sobre o assunto no seu blogue pessoal (http://subcreators.com/blog/2010/04/01/what-really-happened-at-the-cdf/). Akin escreveu um artigo extenso sobre o assunto que, entretanto, foi analisado também no “Catholic News Agency. Assim, e ao contrário do que diz o “New York Times”, a CDF em nenhuma altura põe de parte a possibilidade de avançar com um processo canónico que possa resultar na laicização do Padre Murphy. Contudo, o Cardeal Bertone chama atenção para as tremendas dificuldades que haverá para concluir tal processo, tendo em conta o tempo que tinha passado desde os crimes em si, e as dificuldades inerentes à recolha de provas. Torna-se claro, ainda, que o caso chegou à CDF não por envolver abusos sexuais, que antes de 2001 não estavam sob a alçada deste dicastério, mas por envolver solicitações no confessionário, uma violação da dignidade dos sacramentos que, essa sim, devia ser tratada na CDF. A natureza desses crimes levantava uma dificuldade acrescida, avisa Bertone, uma vez que o Padre Murphy estaria impedido de fazer a sua defesa, estando impedido pelo direito canónico de violar o segredo do confessionário sob pena de excomunhão automática. Sentido, não segredo Longe de procurar encobrir o caso, o Cardeal Bertone mostra-se chocado pelo facto da diocese ter deixado passar tanto tempo desde que foi alertado para os factos, em 1974, até contactar a CDF. Lamenta, ainda, o facto de, na altura das primeiras queixas contra o Padre Murphy, a diocese não ter mantido registos dos procedimentos, outra falha que dificulta em muito um eventual processo. Apesar de não recomendar, sem contudo proibir, um processo canónico, Bertone diz que os Bispos se devem assegurar que o Padre Murphy não volte a ter qualquer contacto com a comunidade surda, e que apenas celebre sacramentos com autorização por escrito do Bispo. Recomenda, ainda, que o Padre Murphy seja acompanhado e obrigado a fazer um retiro até mostrar genuíno arrependimento pelos seus crimes. Caso não o faça, ou caso viole qualquer das limitações pastorais que lhe foram impostas, deve-se avançar com um novo caso, independentemente da idade e estado de saúde débil do acusado. Outro erro grosseiro na versão utilizada pelo jornal é a tradução do termo “no sentido estrito” para “em estrito segredo”, dando ideia de que a CDF estaria a recomendar segredo na abordagem do caso quando, na verdade, se aludia a uma norma do direito canónico, de que as leis que acarretam penas efectivas devem ser interpretadas no sentido mais estrito. (Fonte: ‘Página 1’, grupo Renascença, na sua edição de hoje dia 8.04.2010)»