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8.12.10

Papa reza pelos reféns de traficantes de seres-humanos

Mais vestígios da infame prática muçulmana de raptar infiéis e exigir dinheiro pelo seu resgate ou fazer deles escravos:
I would like to watch this on the news. It’s shameful this is not being really reported (at least here, it isn’t):
Campaigners have welcomed the intervention by Pope Benedict XVI on behalf of refugees from Eritrea, Ethiopia, Somalia and Sudan who are being held hostage in the Sinai Desert by people traffickers.
Hundreds of refugees from the Horn of Africa have been held for months on the outskirts of a town in the Sinai Desert in purpose-built containers, where Bedouin people traffickers are demanding payment of up to US$8,000 per person for their release, though the hostages had already paid US$2,000 for passage to Israel.
On 1 December Christian Solidarity Worldwide, Human Rights Concern Eritrea, Agenzia Habeshia and EveryOne Group issued a joint appeal for urgent international intervention in the plight of the refugees, who are currently being held in degrading and inhumane conditions, bound by chains around their ankles and denied adequate food and water. The appeal details extreme methods of torture suffered by the refugees, including electric shocks, to force friends and families abroad to make the payments. The women in the group, who have been separated from the rest, are particularly vulnerable to severe abuse.
During his Angelus address on Sunday, Pope Benedict XVI invited pilgrims “to pray for all situations of violence, intolerance, suffering in the world, that the coming of Jesus may bring consolation, reconciliation and peace. I think of the many difficult situations, such as the continuous attacks that occur in Iraq against Christians and Muslims, the clashes in Egypt where there were deaths and injuries, the victims of traffickers and criminals, such as the drama of the hostages, Eritreans and of other nationalities, in the Sinai desert. Respect for the rights of all is the prerequisite for peace. Our prayer to the Lord and our solidarity can bring hope to those who are suffering.”
Pope Benedict XVI
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7.12.10

Cristãos sobreviventes do massacre de Bagdad em Roma

A Baghdad si replica "Assassinio nella cattedrale"

La verità sull'eccidio nella chiesa siro-cattolica. L'eliminazione dei cristiani obiettivo primo dell'ideologia islamista. Il papa incontra i sopravvissuti. E lancia un appello al mondo

di Sandro Magister



ROMA, 7 dicembre 2010 – Nella foto qui sopra, Benedetto XVI saluta e conforta dei cristiani iracheni, sedici donne, tre bambini e sette uomini, sopravvissuti al massacro del 31 ottobre scorso nella cattedrale siro-cattolica di Baghdad e giunti a Roma per essere curati dalle ferite.

È mercoledì 1 dicembre, al termine dell'udienza generale. Quattro giorni dopo, all'Angelus di domenica 5, papa Joseph Ratzinger è tornato a pregare per le vittime dei "continui attentati che si verificano in Iraq contro cristiani e musulmani".

Negli stessi giorni, il papa ha citato anche altre "situazioni di violenza, di intolleranza, di sofferenza che ci sono nel mondo". Ma l'insistito richiamo all'Iraq è parso esprimere una preoccupazione speciale.

In effetti, gli attacchi ai cristiani nel paese del Tigri e dell'Eufrate denotano un odio sempre più marcatamente religioso, islamista.

L'attacco del 31 ottobre alla cattedrale siro-cattolica di Baghdad, con 58 morti e molte decine di feriti, colpiti mentre celebravano la messa, è stato giudicato in Vaticano un avvenimento rivelatore.

La dinamica del massacro non lascia dubbi. Gli aggressori indossavano cinture esplosive. Sparavano e tiravano bombe gridando: "Voi andrete tutti all'inferno, mentre noi in paradiso. Allah è il più grande".

Nelle cinque ore dell'attacco, i terroristi hanno pregato per due volte, hanno recitato il Corano come in una moschea.

Hanno devastato l'altare, tirato al bersaglio sul crocifisso, infierito sui bambini semplicemente perché "infedeli".

Ciò che è accaduto in quelle cinque ore terribili lo si è saputo a distanza di giorni, a poco a poco, grazie alle testimonianze dei numerosi feriti portati per le cure a Roma e in altre città d'Europa.

Un'altra preoccupazione del papa e di altri uomini di Chiesa riguarda lo scarso interesse che i governi e l'opinione pubblica occidentali dimostrano nei confronti di questi attacchi anticristiani.

Se poi si guarda dentro il mondo musulmano, l'indifferenza con cui si lasciano correre simili atti appare ancor più preoccupante. Le voci di condanna si levano rare e fioche. Il terrorismo islamista sembra essere – nell'opinione diffusa – un semplice eccesso invece che un crimine inaccettabile.

Sembra trovare qui un'ulteriore conferma l'idea secondo cui la violenza contro l'infedele sia qualcosa di intrinseco all'islam in generale e non un suo travisamento: idea che fu al centro della lezione di Ratisbona e che papa Ratzinger ritiene rovesciabile solo con una "rivoluzione illuminista" da parte dello stesso islam.

Ma per tornare all'attacco alla cattedrale siro-cattolica di Baghad, qui di seguito ne è riportata una ricostruzione, pubblicata un mese dopo, il 30 novembre, sul quotidiano italiano "Il Foglio".

Un altro drammatico resoconto, raccolto da sopravvissuti, è uscito lo stesso giorno su "Asia News", l'agenzia on line diretta da padre Bernardo Cervellera del Pontificio Istituto Missioni Estere:

> "Provo a dimenticare, ma vedo sempre la chiesa insanguinata a Baghdad"


Intanto continuano a Baghdad e in altre località irachene le uccisioni di cristiani, colpiti in quanto tali: gli ultimi due, una coppia di sposi assaliti nella loro casa, nella notte di domenica 5 dicembre.

Una cellula di al Qaida ritenuta responsabile dell'aggressione alla cattedrale è stata arrestata. Le autorità irachene hanno promesso misure speciali di protezione. Ma l'esodo dei cristiani da Baghdad e da Mosul verso il più sicuro Kurdistan, nell'estremo nord del paese, continua.
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6.12.10

Pregador do Papa: resposta cristã ao cientificismo ateu

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Primeira pregação do Advento
CIDADE DO VATICANO, domingo, 5 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos a primeira pregação do Advento pronunciada na última sexta-feira pelo Pe. Raniero Cantalamessa OFM cap, pregador da Casa Pontifícia, diante de Bento XVI e da cúria romana, sobre "A resposta cristã ao cientificismo ateu".
* * *
Primeira Pregação do Advento
"Quando olho para o teu céu, obra de tuas mãos, vejo a lua e as estrelas que criaste: Que coisa é o homem?" (Sal 8, 4-5)
A resposta cristã ao cientificismo ateu
1. A tese do cientificismo ateu
As três meditações deste Advento 2010 querem ser uma pequena contribuição à necessidade da Igreja que levou o Santo Padre Bento XVI a instituir o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização e escolher este tema para a próxima Assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos:  Nova evangelizatio ad cristianam fidem tradendam - A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.
A intenção é identificar alguns "nós" ou obstáculos que fazem muitos países de antiga tradição cristã "refratários" à mensagem do Evangelho, como diz o Santo Padre no Motu Proprio com o qual estabeleceu o novo Conselho [1]. Os "nós" ou os desafios que eu pretendo levar em consideração e aos quais eu gostaria de tentar dar uma resposta de fé são o cientificismo, o secularismo e o racionalismo. O apóstolo Paulo classifica esses desafios como "as muralhas e fortalezas que se levantam contra o conhecimento de Deus" (cf. 2 Cor 10:4).
Nesta primeira meditação examinemos o cientificismo. Para compreender o que se entende com este termo podemos começar pela descrição feita por João Paulo II:
"Outro perigo a ser considerado é o cientificismo. Esta concepção filosófica recusa-se a admitir, como válidas, formas de conhecimento distintas daquelas que são próprias das ciências positivas, relegando para o âmbito da pura imaginação tanto o conhecimento religioso e teológico, como o saber ético e estético." [2].
Podemos resumir assim a tese principal desta corrente de pensamento:
Primeira tese. A ciência e, particularmente a cosmologia, a física e a biologia, são a única forma objetiva e séria de conhecimento da realidade. "As sociedades modernas, escreveu Monod, estão construídas sobre a ciência. Devem a ela sua riqueza, sua potência e a certeza de que a riqueza e o poder ainda serão maiores e mais acessíveis amanhã ao homem, se ele o quiser [...]. Equipadas com todo o poder, dotadas de toda riqueza que a ciência oferece, nossas sociedades ainda tentam viver e ensinar sistemas de valores, já prejudicados pela mesma ciência subjacente" [3].
Segunda tese. Esta forma de conhecimento é incompatível com a fé que se baseia em pressupostos que não são nem demonstráveis nem refutáveis
Nesta linha, o ateu militante R. Dawkins chega ao ponto de chamar de "analfabetos" os cientistas que se dizem crentes, esquecendo-se de tantos cientistas mais famosos do que ele que já se declararam e continuam declarando-se crentes.
Terceira tese. A ciência já demonstrou a falsidade ou, pelo menos, a inutilidade da hipótese de Deus. É a afirmação que recebeu ampla cobertura dos meios de comunicação do mundo meses atrás, à raiz de uma declaração do astrofísico inglês Stephen Hawking. Este, ao contrário do que já havia escrito anteriormente, sustenta em seu último livro The Grand Design, que o conhecimento advindo da física torna desnecessário acreditar numa divindade criadora do universo: "a criação espontânea é a razão pela qual as coisas existem".
Quarta tese. Quase a totalidade ou a grande maioria dos cientistas são ateus. Esta é a afirmação do ateísmo científico militante, que tem em Richard Dawkins, autor do livro God's Delusion (Deus, um delírio), seu mais ativo propagador.
Todos estes argumentos se revelam falsos, não do ponto de vista do raciocínio a priori ou da argumentação teológica e da fé, mas da própria análise dos resultados da ciência e das opiniões de vários cientistas ilustres do passado e do presente. Um cientista do calibre de Max Planck, o pai da física quântica, diz sobre a ciência aquilo que Agostinho, Tomás de Aquino, Pascal, Kierkegaard e outros já tinham afirmado sobre a razão: "A ciência leva a um ponto, além dele não pode mais dirigir" [4].
Não repetirei a refutação dos argumentos anunciados que já foi feita por cientistas e filósofos competentes. Cito, por exemplo, a crítica pontual de Roberto Timossi, no livro L'illusione dell'ateismo. Perché la scienza non nega Dio (A ilusão do ateísmo. Porque a ciência não nega Deus), que tem apresentação do cardeal Angelo Bagnasco (Edições São Paulo 2009). Limito-me a uma observação elementar. Na semana em que a mídia espalhou a declaração acima, de que a ciência tornou desnecessária a hipótese de um criador, eu me vi na necessidade, na  homilia de domingo, de explicar a cristãos muito simples de uma cidade de Reatino onde estava o erro fundamental de cientistas e ateus e  porque não deveriam ficar impressionados com a sensação despertada por essa declaração. Fiz isso com um exemplo que pode ser útil repetir aqui em um contexto tão diferente.
"Existem aves noturnas, como a coruja, cujos olhos são feitos para ver no escuro da noite, não de dia. A luz do sol cega. Estes pássaros sabem tudo e se movem com agilidade no mundo noturno, mas não são ninguém no mundo diurno. Vamos adotar, por um momento, o tipo de fábulas nas quais os animais falam uns com os outros. Suponha que uma águia faça amizade com uma família de corujas e converse com elas sobre o sol: como ele ilumina tudo, como, sem ele, tudo iria mergulhar no escuro e no frio, como seu próprio mundo noturno não existiria sem o sol. O que diria a coruja? "Você mente! Nunca vi o seu sol. Nos movemos muito bem e conseguimos alimento sem ele. Seu sol é uma hipótese inútil, não existe".
É exatamente isso que faz o cientista ateu quando diz: "Deus não existe". Julga um mundo que não conhece, aplica suas leis a um objeto que está fora do seu alcance. Para ver Deus é necessário olhar com uma perspectiva diferente, aventurar-se fora da noite. Neste sentido, ainda é válida a antiga afirmação do salmista: "Diz o insensato: Deus não existe".
2. Não ao cientificismo, sim à ciência
A rejeição do cientificismo não deve, naturalmente, levar à rejeição ou à desconfiança na ciência, assim como uma rejeição do racionalismo não nos leva a rejeitar a razão. Fazer o contrário seria um desserviço à fé, antes mesmo que à ciência. A história tem nos ensinado dolorosamente onde nos leva uma atitude como essa.
De uma atitude aberta e construtiva à ciência, nos deu um exemplo luminoso o novo beato John Henry Newman. Nove anos depois da publicação da obra de Darwin sobre a evolução das espécies, quando não poucas pessoas ao redor se mostravam turbadas e perplexas, ele assegurava, exprimindo um juízo que antecipava o juízo atual da Igreja sobre a não incompatibilidade da teoria com a fé católica. Vale a pena escutar novamente trechos centrais da sua carta ao canônico J. Walker, que ainda conservam grande parte de sua validade:
"Essa [a teoria de Darwin] não me assusta [...] Não me parece que se negue a criação pelo fato do Criador, milhões de anos atrás, ter imposto leis à matéria. Não negamos nem delimitamos o Criador por ter criado a ação autônoma que deu origem ao intelecto humano dotado quase de um talento criativo; menos ainda negamos ou delimitamos seu poder se acreditamos que Ele tenha assinado leis à matéria tais como plasmar e construir mediante a instrumentalidade cega através de eras inumeráveis o mundo como o vemos hoje [...]. A teoria do senhor Darwin não deve ser necessariamente ateia, que ela seja verdadeira ou não; pode simplesmente estar surgindo uma ideia mais alargada da Divina Presciência e Capacidade... À primeira vista, não vejo como a ‘evolução casual de seres orgânicos' seja incoerente com o plano divino - É casual para nós, não para Deus" [5].
Sua grande fé permitia que Newman visse com grande serenidade as descobertas científicas presentes ou futuras. "Quando uma enxurrada de fatos, reais ou presumidos, surge enquanto outros já se avizinham, todos os crentes, católicos ou não, se sentem chamados a examinar o significado destes fatos" [6]. Ele via nestas descobertas "uma conexão indireta com as opiniões religiosas". Um exemplo desta conexão, acredito eu, é o próprio fato de que, no mesmo ano em que Darwin elaborava a teoria da evolução das espécies, ele, independentemente, anunciava sua doutrina do "desenvolvimento da doutrina cristã". Referindo-se à analogia, neste ponto, entre a ordem natural e física e a moral, ele escreveu: "Como o Criador descansou no sétimo dia após o trabalho realizado e ainda hoje ele ‘continua agindo', assim ele comunicou de uma vez por todas o Credo no princípio e continua favorecendo seu desenvolvimento e garantindo seu crescimento" [7].
Da atitude nova e positiva da Igreja católica em relação à ciência é expressão concreta a Academia Pontifícia das Ciências, na qual cientistas eminentes de todo o mundo, crentes e não crentes, encontram-se para expor e debater suas ideias sobre problemas de interesse comum para a ciência e para a fé.
3. O homem para o universo ou o universo para o homem?
Mas, repito, não é minha intenção fazer aqui uma crítica geral do cientificismo. O que gostaria de destacar é um aspecto particular de algo que tem um impacto direto e decisivo sobre a evangelização: trata-se da posição que o homem ocupa na visão do cientificismo ateu.
Há agora uma corrida entre os cientistas não crentes, especialmente os biólogos e cosmólogos, que vai mais longe ao afirmar a total marginalização e insignificância do homem no universo e mesmo no grande mar da vida. "A antiga aliança é quebrada - Monod escreveu -; o homem finalmente se sabe sozinho na imensidão do Universo do qual emergiu por acaso. Seu dever, como seu destino, não está escrito em nenhum lugar" [8]. "Sempre pensei - afirma outro - ser insignificante. Conhecendo as dimensões do Universo não chego a compreender quanto o sou verdadeiramente... Somos somente um pouco de lama sobre um planeta que pertence ao sol" [9].
Blaise Pascal refutou de antemão esta tese com um argumento que ainda mantém seu vigor:
"O homem é apenas um caniço, o mais fraco da natureza; mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para o aniquilar: um vapor, uma gota de água, bastam para o matar. Mas quando o universo o aniquilasse, o homem seria ainda mais nobre do que o que o mata, porque sabe que morre, e a superioridade que o universo tem sobre ele; o universo não sabe nada disso." [10].
A visão cientificista da realidade, junto com o homem, retira subitamente do centro do universo inclusive Cristo. Ele é reduzido, por usar uma expressão de M. Blondel, a "um acidente histórico, isolado do cosmo como um episódio postiço, um intruso ou um perdido na imensidão hostil e esmagadora do Universo" [11].
Esta visão do homem começa a ter reflexos práticos na cultura e na mentalidade. Explicam-se assim certos excessos do ecologismo que tendem a equiparar os direitos dos animais e até das plantas aos direitos do homem. É sabido que existem animais mais bem cuidados e alimentados que milhões de crianças. A influência é sentida inclusive no campo religioso. Há formas difusas de religiosidade nas quais o contato e a sintonia com a energia do cosmo tomaram o lugar do contato com Deus como caminho de salvação. Aquilo que Paulo dizia de Deus: "Pois nele vivemos, nos movemos e existimos" (At. 17, 28), diz aqui do cosmo material.
De certa forma, trata-se do retorno à era pré-cristã como regime de vida: Deus - universo - homem, à qual a Bíblia e o Cristianismo opuseram o regime: Deus - homem - universo. Uma das acusações mais violentas que o pagão Celso faz aos judeus e cristãos é a de dizer que "há Deus e, logo depois dele, nós, desde que fomos criados por ele à sua semelhança; tudo nos é subordinado: a terra, a água, o ar, as estrelas, tudo existe por nós e está ordenado ao nosso serviço" [12].
Mas há ainda uma profunda diferença: no pensamento antigo, principalmente o grego, o homem, mesmo subordinado ao universo, possui uma ‘dignidade altíssima', como mostrou a obra magistral de Max Pohlenz, "O homem grego" [13]; aqui parece que há prazer em deprimir o homem e tirar dele qualquer pretensão de superioridade sobre o resto da natureza. Mais que "humanismo ateu", pelo menos a partir deste ponto de vista, deveríamos falar, no meu modo de ver, de anti-humanismo, ou mesmo "desumanismo ateu".
Chegamos agora à visão cristã. Celso não estava errado em derivá-la da grande afirmação do Gênesis 1, 26 sobre o homem criado "à imagem e semelhança de Deus [14]. A visão bíblica encontra sua mais esplêndida expressão no Salmo 8:
"Quando olho para o teu céu, obra de tuas mãos,
vejo a lua e as estrelas que criaste:
Que coisa é o homem, para dele te lembrares,
que é o ser humano, para o visitares?
No entanto o fizeste só um pouco menor que um deus,
de glória e de honra o coroaste.
Tu o colocaste à frente das obras de tuas mãos.
Tudo puseste sob os seus pés".
A criação do homem à imagem de Deus possui implicações de certa forma chocantes sobre o conceito de homem que o debate atual nos empurra a trazer à luz. Tudo se baseia na revelação da Trindade trazida por Cristo. O homem é criado à imagem de Deus, o que significa que ele compartilha a essência íntima de Deus que é a relação amorosa entre Pai, Filho e Espírito Santo. É claro que existe uma lacuna ontológica entre Deus e a criatura. No entanto, pela graça, (jamais esqueçam esta afirmação!) esta lacuna é preenchida, de modo que é menos profunda do que entre o homem e o resto da criação.
Somente o homem, de fato, como uma pessoa capaz de relacionar-se, participa da dimensão pessoal e relacional de Deus, é sua imagem. O que significa que, na sua essência, embora a um nível de criatura, é o que, no nível incriado, são o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em sua essência. A pessoa criada é "pessoa" propriamente por esse núcleo racional que a torna capaz de acolher o relacionamento que Deus quer estabelecer com ela e, ao mesmo tempo, torna-se um gerador de relações para os outros e o mundo.
4. A força da verdade
Vejamos como se poderia traduzir esta visão cristão da relação homem-universo no campo da evangelização. Primeiro, um prefácio. Resumindo o pensamento do mestre, um discípulo de Dionísio Areopagita enunciou esta grande verdade: "Não se deve refutar a opinião dos outros, nem se deve escrever contra uma opinião ou religião que não parece boa. Se deve escrever só a favor da verdade e não contra os outros" [15].
Não se pode absolutizar este princípio (às vezes pode ser útil e necessário refutar doutrinas falsas), mas é certo que a exposição positiva da verdade é, muitas vezes, mais eficaz que a refutação do erro contrário. É importante, creio, tomar em conta este critério na evangelização e especialmente no confronto com os três obstáculos mencionados anteriormente: cientificismo, secularismo e racionalismo. Na evangelização, é mais eficaz que a polêmica contra eles, a exposição pacífica da visão cristã, contando com a força inerente desta quando acompanhada de profunda convicção e feita, como incutia São Pedro, "com doçura e respeito" (1 Pe 3, 16).
A maior expressão da dignidade e da vocação do homem, segundo a visão cristã, foi cristalizada na doutrina da deificação do homem. Esta doutrina não teve tanta importância na Igreja Ortodoxa quanto na latina. Os Padres gregos, superando todos custos que o uso de pagão tinha acumulado sobre o conceito de deificação (theosis), fizeram dele o centro de sua espiritualidade. A teologia latina tem insistido menos sobre ela. "O propósito da vida para os cristãos gregos - lê-se  no Dictionnaire des Spiritualitè - é a divinização, o que para os cristãos do Ocidente é a aquisição da santidade... O Verbo se fez carne, de acordo com os gregos, para devolver ao homem semelhança de Deus perdida em Adão e para divinizá-lo. Para os latinos, ele se fez homem para redimir a humanidade... e para pagar a dívida com a justiça de Deus" [16]. Poderíamos dizer, simplificando ao máximo, que a teologia latina, depois de Agostinho, insiste sobre o que Cristo veio tirar - o pecado -, e a grega insiste mais sobre o que ele veio dar aos homens: a imagem de Deus, o Espírito Santo e a vida divina.
Não se deve forçar demais esta oposição, como às vezes tendem a fazer alguns autores ortodoxos. A espiritualidade latina, por vezes, expressa o mesmo ideal ainda que evite o termo divinização, que, é bom lembrar, é estranho à linguagem bíblica. Na liturgia das horas da noite de Natal, vamos ouvir a vibrante exortação de São Leão Magno, que expressa a mesma visão da vocação cristã: "Reconhece, ó cristão, a tua dignidade. Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias da tua vida passada. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro" [17].
Infelizmente, alguns autores ortodoxos mantiveram-se firmes à controvérsia do século XIV, entre Gregório Palamas e Barlaam, e parecem ignorar a rica tradição mística latina. A doutrina de São João da Cruz, por exemplo, de que os cristãos, redimidos por Cristo e tornados filhos no Filho, estão imersos no fluxo das operações trinitárias e participam da vida íntima de Deus não é menos elevada que a da divinização, ainda que se expresse em termos diferentes. Também a doutrina sobre os dons da inteligência e da sabedoria  do Espírito Santo, tão cara a São Boaventura e autores medievais, estava animada pelo mesma inspiração mística.
Não pode, contudo, deixar de reconhecer que a espiritualidade ortodoxa tem algo a ensinar sobre este ponto ao resto da cristandade, à teologia protestante ainda mais do que à teologia católica. Se existe realmente alguma coisa verdadeiramente oposta à visão ortodoxa do cristão deficado pela graça é a concepção protestante, particularmente a luterana, da justificação extrínseca e legal de que o homem redimido é, "ao mesmo tempo,  justo e pecador", pecador em si mesmo, justo diante de Deus.
Acima de tudo, podemos aprender com a tradição oriental a não reservar esse ideal sublime da vida cristã a uma elite espiritual chamada a percorrer os caminhos da mística, mas oferecê-lo a todos os batizados, torná-lo objeto de catequese para o povo, de formação religiosa nos seminários e noviciados. Se volto a pensar nos meus anos de formação, me lembro de ter visto uma ênfase quase exclusiva na ascese que centrava tudo na correção de vícios e na aquisição da virtude. Quando perguntado pelos discípulos sobre o objetivo final da vida cristã, um santo russo, São Serafim de Sarov, respondeu sem hesitação: "A verdadeira finalidade da vida cristã é a aquisição do Espírito Santo de Deus. Quanto à oração, o jejum, vigílias, esmolas e outras boas obras feitas em nome de Cristo, são apenas meios para adquirir o Espírito Santo" [18].
5. "Tudo foi feito por meio dele"
O Natal é a ocasião ideal para voltar a propor a nós mesmos e aos demais este ideal, patrimônio comum da cristandade. É da encarnação do Verbo que os Padres gregos derivam a própria possibilidade da divinização. São Atanásio não se cansa de repetir: "O Verbo se fez homem para que pudéssemos nos tornar Deus" [19]. "Ele se encarnou e o homem tornou-se Deus, porque se uniu a Deus", escreve por sua vez São Gregório Nazianzeno [20]. Com Cristo, é restaurado ou trazido à luz aquele ser "à imagem de Deus" que é a base da superioridade do homem sobre o restante da criação.
Dizia antes como a marginalização do homem traz consigo automaticamente a marginalização de Cristo do universo e da história. Ainda sobre este ponto de vista o Natal é a antítese mais radical da visão cientificista. Sobre isso, escutaremos proclamar solenemente: "Tudo foi feito por meio dele, e sem ele nada foi feito de tudo o que existe" (Jo. 1,3); "pois é nele que foram criadas todas as coisas, tudo foi criado através dele e para ele" (Col 1,16). A Igreja assumiu essa revelação e nos faz repetir no Credo: "Per quem omnia facta sunt": Por meio dele tudo foi criado.
Ouvindo estas palavras - enquanto todos à nossa volta que não fazem mais que repetir "O mundo se explica sozinho, sem necessidade da hipótese de um criador", ou "somos frutos do acaso e da necessidade" - se dá, sem dúvida, um choque, mas é mais fácil que se produza um conversão e floresça a fé depois de um choque como esse que com uma longa argumentação apologética. A questão crucial é: seremos capazes, nós que aspiramos reevangelizar o mundo, de expandir nossa fé a essa dimensão? Nós realmente acreditamos, de todo o coração, que "todas as coisas foram feitas por meio de Cristo e em vista de Cristo"?
Em seu livro Introdução ao Cristianismo, há muitos anos, Santo Padre, escreveu:
"A segunda parte principal do Credo coloca-nos propriamente diante do elemento cristão fundamental: a crença de que o homem Jesus, um indivíduo executado na Palestina pelo ano 30, é o ‘Cristo' (ungido, escolhido) de Deus, e mais: é o próprio Filho de Deus, centro e opção de toda a história humana... Contudo, o primeiro impacto desta realidade causa escândalo ao pensamento humano: Não nos tornamos com isto vítimas de um tremendo positivismo? Será razoável agarrar-nos à palhinha de um único acontecimento histórico? Poderemos ousar fundamentar a nossa existência inteira, e até a história toda, sobre o que não passa de pobre palha de um acontecimento qualquer a boiar no grande oceano da história?" [21].
Para estas questões, Santo Padre, nós vamos responder sem hesitar, como faz o senhor nesse livro e como não se cansa de repetir hoje, na sua qualidade de Sumo Pontífice: Sim, é possível, é libertador e alegre. Não por nossas forças, mas pelo dom inestimável da fé recebemos e pela qual damos graças infinitas a Deus.
* * *
[1] Bento XVI, Motu Proprio "Ubicunque et semper".
[2] João Paulo II, Parole sull'uomo, Rizzoli, Milano 2002, p. 443; cf. anche Enc. "Fides et ratio", n. 88.
[3] J. Monod, Il caso e la necessità,  Mondadori, Milano, 1970, pag. 136-7. [Ed. original francesa: Jacques Monod, Le Hazard et la necessité. Essai sur la philosophie naturelle de la biologie moderne. Seuil, Paris 1970; English trans. Chance and Necessity. An Essay on the Natural Philosophy of Modern Biology, Vintage 1971].
[4] M. Planck, O conhecimento do mundo físico, (cit. por Timossi, op.cit.  p. 160)
[5] J.H. Newman, in The Letters and Diaries, vol. XXIV, Oxford 1973, pp. 77 s.
[6] J.H. Newman, Apologia pro vita sua, Brescia 1982, p.277
[7] J.H. Newman, Lo sviluppo della dottrina cristiana, Bologna 1967.
[8] Monod, op. cit. p. 136.
[9] P. Atkins, citado por Timossi, op. cit. p. 482.
[10] B. Pascal, Pensamentos.
[11] M. Blondel et A. Valensin, Correspondance, Aubier, Paris, 1957, p. 47.
[12] In Origene, Contra Celsum, IV, 23 (SCh 136, p.238; cf.  IV, 74 (ib. p. 366)
[13] Cf. M. Pohlenz, O homem grego, Firenze 1962.
[14] In Origene, op. cit., IV, 30 (SCh 136, p. 254).
[15] Scolii a Dionísio Areopagita in PG 4, 536; cf. Dionísio Areopagita, Lettera VI (PG, 3, 1077).
[16] G. Bardy, in Dct. Spir., III, col. 1389 s.
[17] São Leão Magno, Sermo 21, 3: CCL 138, 88 (PL 54, 192-193)
[18] Diálogo com Motovilov, em Irina Gorainoff, Serafino di Sarov, Gribaudi, Turin 1981. p. 156.
[19] S. Atanasio, J. Quasten, Patrologia, II, 22-83; Obras: PG 25-28.
[20] S. Gregorio Nazianzeno, Discursos teológicos, III, 19 (PG 36, 100A).
[21] J. Ratzinger, Introdução ao Cristianismo, Herder, São Paulo,  1970. Versão brasileira do Pe. José Wisniewski Filho, S.V.D., do original alemão Einführung in das Christentum
[Traduzido do original italiano por Márcia Ameriot]
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30.11.10

Os 33 monges de Yang Kia Ping, mártires às mãos dos comunistas chineses

33 Martyrs of Yang Kia Ping

Theresa Marie Moreau at Veritas Est Libertas writes of the story of the 33 martyrs of the Trappist Monastery of Yang Kia Ping.

The photo to the right is of Father Chrysostomus. Theresa tells of his fortitude at the final ludicrously unjust people's trial before he was shot with several of his brothers. Here is just a small section:
Father Chrysostomus Chang plumbed the depths of his human will for a supernatural strength. With only a few minutes remaining of his life in the material world, he lifted his thoughts to the spiritual. Through screams from the mob, he addressed his confreres at his side one last time, to prepare them not for death, but for life, everlasting life.

“We’re going to die for God. Let us lift our hearts one more time, in offering our total beings,” he said.
After being shot, the bodies of the holy monks were thrown into a sewage ditch where wild dogs came to lick their blood.

The whole account tells of unspeakable active cruelty combined with the deliberate neglect of basic human needs. To make people walk around in soiled clothes because they have not been allowed to relieve themselves seems to me a particularly diabolical aspect of persecution from the French revolution onwards. It is designed to degrade the humanity of a person and break their spirit. It did not succeed with these holy monks.

On the other hand, Theresa tells a tale of heroism, and the spiritual life lived with perfect fidelity even under the pressure of cruel physical and mental torture.

Do read the whole story. These men should be canonised.
Read more at the-hermeneutic-of-continuity.blogspot.com

25.11.10

Manifestantes Islâmicos opõem-se ao perdão de Ásia Bibi

Rafik: um lutador contra o islão.
Como eu já havia dito antes, a nossa irmã em Cristo ainda esta em perigo, ela não estará salva ate a sua chegada ao Brasil. No Paquistão, a INOCÊNCIA de alguém NÃO IMPORTA. Asia Bibi tera que ser executada a qualquer custo, a menos, que ela seja salva do Paquistão.
Vou resumir a noticia do Associated Press e dar minha opinião sobre o caso.
O Presidente Paquistanês, não ira perdoar Ásia Bibi imediatamente por ter insultado o Islam. Ele pediu que o caso seja revisto e ele poderá perdoa-la, SOMENTE se o caso for demorar muito. Ela já esta na cadeia por UM ANO E MEIO e ainda eles querem mante-la por la mais tempo? O governo do Paquistão tem suas mãos sujas de sangue.
Logicamente o presidente do Paquistão esta com medo da revolta do povo e com medo da pressão internacional. Voce sabe, estes muçulmanos devotos querem ver a cabeça da Ásia Bibi rolar, ou vê-la pendurada em uma forca, não hesitarão em MATAR por Allah.
Um grupo de 250 Muçulmanos “linha dura” (fieis seguidores do modelo de vida que Maomé estabeleceu), promoveram um protesto na cidade de Lahore, alertaram com AMEAÇAS ao presidente para não perdoar a mulher. O crime supostamente cometido, parece não ter perdão.
Estes manifestantes, “cheios de amor e compaixão”, também ameaçaram o presidente para não tentar MUDAR A LEI DA BLASFÊMIA. Qualquer um que tente promover a mudança desta lei BURRA e RETROGRADA é ameaçado de morte no Paquistão.
Estes grupos sao PODEROSOS o suficiente e tem muita influencia na população do Paquistão. Com razão o presidente e os políticos em geral tem medo deles.
A frase que os manifestantes cantavam durante os protestos era: “Nos estamos prontos para sacrificar as nossas vidas pelo Profeta Maomé”. O problema não esta em morrer por uma causa, o problema esta em MATAR por uma causa.
O protesto foi organizado por um grupo SUNITA chamado “Movimento de Proteção a HONRA DO PROFETA”. Convenhamos, que um movimento como este, já é uma clara indicação que algo esta errado com a HONRA DE MAOMÉ.
Ele é acusado de: pedofilia, de promover prostituição legalizada (Muta), de promover violência domestica, de fingir ser profeta, de crimes contra a humanidade, de enriquecimento ilícito, de criar leis que beneficiam a si mesmo, de assassinatos e de promover ódio e guerras contra os seus inimigos, de ter tido um caso amoroso com uma escrava Copta chamada Maria, etc. As acusações contra a honra de Maomé são tantas que encheriam bibliotecas inteiras. Tudo esta registrado na vasta literatura Islâmica.
Será que existe alguma organização como esta para defender a Honra de Jesus também? Claro que não. Jesus não precisa de ninguém defender a sua honra porque ele não deve nada para ninguém. Ele foi o único ser humano que NUNCA PECOU.
Como pode algum RESPEITAR estas leis? Que tipo de critério voce esta usando para dizer que as leis Islâmicas sao igualmente validas e devem ser respeitadas?
Um Cristão, homem corajoso chamado Shahbaz Bhatti que é Ministro dos Assuntos da MINORIA, luta pela abolição desta lei burra e estúpida. Ele disse:
“Eu estou com medo das ameaças, mas eu estou pronto para sacrificar tudo por causa da JUSTIÇA em que eu acredito”
Imaginem como seria o Brasil se alguns dos nossos políticos tivessem somente uma fração da coragem deste homem.
Continuem orando por Ásia Bibi. A situação continua tão caótica como antes. Ela e a família ainda continuam correndo risco de vida. Por favor, continuem intercedendo diante da presidência da Republica para traze-la ao Brasil.
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22.11.10

Missionário espanhol no Paquistão: "Os islamitas sentem o cheiro do medo e acorrem para derramar sangue"

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En su internado viven jóvenes llegados de zonas rurales, donde les acuchillaron por no querer convertirse al islam. Se han cambiado el nombre y no pueden volver a sus pueblos. El colegio está en un barrio habitado por 50.000 cristianos, y eso atrae a los islamistas más violentos. Pablo J. Ginés ha entrevistado en La Razón a Miguel Ángel Ruiz, misionero en Pakistán y director del Centro de Formación Profesional Don Bosco en Lahore desde 2005.
–¿Cuándo ha pasado más miedo como misionero?
–Durante la crisis de las caricaturas danesas sobre Mahoma. Se convocó una marcha islamista para después del rezo del viernes en la mezquita, que iba a pasar por nuestro colegio. Lo vaciamos, enviamos a los chicos a sus casas, y dije a nuestros tres guardias de seguridad que no se dejasen ver, para no dar excusas a la violencia. Amigos musulmanes me invitaron a esconderme en su casa, pero mi deber era quedarme en el colegio. Ese día pasé miedo.
–¿Tres guardias de seguridad?
–Vamos a contratar un cuarto. Y el Gobierno de Paquistán nos ha dicho que nuestro colegio es objetivo de Al Qaida, y que tenemos que comprar un detector de metales.
–¿Y su momento más triste?
–La matanza de la aldea de Gojra el año pasado, cuando destruyeron 50 casas de cristianos y cuatro niños murieron quemados. Esa violencia sin sentido me hace sufrir mucho más que los desastres naturales o las inundaciones. Te puede hacer perder la fe en el ser humano. Y nadie hizo nada. Luego vienes a España y ves que te multan con mil euros por cortar un árbol, pero que no se defiende la vida humana.
–¿Dialogar con el islam?
–Es necesario pero, ¿quién es el interlocutor? ¿Y qué autoridad tiene? El respetadísimo Gran Muftí de la Universidad de Al-Azhar, en El Cairo, decretó que vestir hiyab no era una obligación islámica, que era sólo algo cultural y opcional. Las estudiantes de su propia universidad, favorables al velo, protestaron y lo desautorizaron. No hay autoridad central en el islam, sólo puedes hablar con personas concretas que te acepten como eres.
–¿Qué han hecho las embajadas en el caso de Asia Bibi?
–El nuncio me dijo que la mañana en que salió el caso, diez embajadores distintos le llamaron para expresar su apoyo, pero a nivel personal. Sus países y gobiernos no han hecho nada hasta ahora. Sólo conozco un caso en que países europeos se movieran por ayudar a un cristiano. Fue el año pasado, por un afgano converso al catolicismo en Europa, que al visitar Afganistán fue detenido. Italia protestó y Angela Merkel llamó a consultas al embajador paquistaní. Pero Paquistán es distinto, es una potencia nuclear. Sólo respetan a los americanos, Europa les parece débil, porque no tiene religión. Ningún país se ha movilizado para acabar con la Ley de Blasfemia pakistaní. El General Musharraf la intentó quitar en 2002, debatirla en el congreso. La alianza de partidos musulmanes, del norte del país, donde hay 25.000 madrasas, le amenazó con sacar un millón de estudiantes a las calles y derrocar su Gobierno si tocaba esa ley. Un día explotó una madrasa porque estaban manipulando explosivos y tenían un arsenal dentro. En Occidente nadie se enteró. Los islamistas controlan el Bajo Tribunal y la enseñanza. Si el Gobierno tomase el control de las escuelas, en diez años cambiaba todo a mejor.
–¿Existe el islam moderado?
–En Paquistán los saudíes invierten en fundamentalismo wahabista tanto como todos los demás países en ayuda al desarrollo. Omán, Abu Dhabi, los países del Golfo son un paraíso en comparación: las mujeres visten como quieren y puedes llevar una cruz en el cuello. Musharraf, admirador de Attaturk, hablaba de potenciar un «islam ilustrado». Yo sólo pido a Occidente que no tenga miedo: los islamistas huelen el miedo y acuden allí a derramar sangre. Atacaron a España porque la vieron débil, no porque tuviese tropas en Irak. Creo que el uso de la razón es lo único que cambiará al islam por dentro.
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«Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus»

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Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» «Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» E, quando entraram no barco, o vento amainou. (Mateus 14, 22-32)
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Lluis Borrassa
Às primeiras horas da madrugada, o som de um alarme de incêndio interrompeu o silêncio e, no momento exato, despertou uma família para o choque de ver a sua casa envolvida pelas chamas. Sem tempo para salvar o que quer que fosse a não ser as suas próprias vidas, desceram as escadas a correr e escaparam para a escuridão. Ainda a recuperar o fôlego, o Pai contava os filhos: «João, Ana, Maria, Miguel... – onde está o Miguel?»
Naquele preciso momento, o Miguel, de cinco anos, chorava de uma das janelas do primeiro andar: «Mãe! Pai! Onde estão?»
Era demasiado tarde para voltar a entrar – a casa estava um inferno – pelo que o Pai respondeu: «Salta, Miguel, que eu seguro-te».
Entre soluços, a criança chorava: «Mas eu não consigo ver-te, papá!»
O pai respondeu-lhe calmamente: «Eu sei que não me consegues ver, filho, mas eu vejo-te. Salta!»
Durante alguns instantes não houve nada a não ser o silêncio. Então o rapaz saltou para a escuridão e encontrou a segurança nos braços do pai.
***
Nós somos aquela criança, todos nós, todos os dias: apanhados no escuro, precisando e querendo saltar, mas incapazes de ver onde vamos cair, sentindo-nos sós e assustados. Somos também Pedro, querendo andar sobre a água em direção a Jesus, mas hesitamos e deixamo-nos submergir.
“O medo é inútil», disse muitas vezes Jesus. “O que é preciso é fé”. Está certo, mas a fé de que Ele fala não é o que muitos de nós pensamos. Não se tratam de abstrações teológicas. Trata-se de nos confiarmos às mãos de Deus porque sabemos que Ele nos ama mais do que nós nos amamos a nós mesmos.
Mas ainda que esta ideia esteja clara, podemos ainda ficar desorientados por pensarmos que, ao confiar em Deus, Ele nos protege do fracasso e da dor. A promessa não é essa. A promessa de Deus para aqueles que nEle confiam é esta: Ele dar-nos-á a força para enfrentar todos os problemas que surgirem, e nunca deixará que sejamos destruídos por eles, ainda que morramos.
Mas a fé tem ainda outro lado: os talentos e dons que Deus nos deu porque Ele teve fé em nós. Pedro perdeu a fé nos dons que Deus lhe havia dado e esperou que Deus resolvesse o problema. Resultado: afundou-se! Confiar em Deus significa também confiar nos seus dons. E confiar nos seus dons significa usá-los.
Há uma antiga expressão que diz: Trabalha como se tudo dependesse de ti, e reza como se tudo dependesse de Deus. É precisamente o que é necessário, mas não é fácil aplicá-lo porque não conseguimos ver Deus, e demasiadas vezes não conseguimos ver os nossos dons. Pode ajudar recordar as palavras escritas há mais de 50 anos na parede do gueto de Varsóvia:
Acredito no sol, ainda que não brilhe.
Acredito no amor, ainda que não o sinta.
Acredito em Deus, ainda que não O veja.
Confie em Deus e confie nos dons que Ele lhe deu. Ou seja, use os seus dons. E então salte! E nunca olhe para trás!

Mons. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. / adapt.: rm
© SNPC (trad.) | 20.11.10
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21.11.10

Cammilleri: Yunus ou o triunfo da usura e da discriminação?

O triunfo da usura e da discriminação fazendo-se passar por generosidade e abertura a todos?
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Nella sua rubrica quotidiana sul «Il Giornale», Paolo Granzotto l’8 novembre 2010 avvertiva che «solo negli ultimi due mesi almeno cinquanta suicidi sono stati sicuramente collegati alla pratica dei microcrediti. Suicidi di insolventi, sprovvisti di quelle poche rupie necessarie a saldare la rata settimanale del prestito». Altri si rivolgono «agli strozzini». E Muhammad Yunus, fondatore della Grameen Bank e Nobel 2006, si riprometteva si spazzar via «i castelli di sabbia dell’economia liberista», aggiungendo: «Un giorno i nostri nipoti andranno nei musei per vedere cosa fosse la povertà». Ricordo l’Antidoto in cui padre Gheddo riferiva che le “banche dei poveri” in Bangladesh «le hanno iniziate i missionari» fin dagli anni Venti. Esse chiedono il 12% annuale, «molto più basso di quello che fanno le banche (del 22-24%) e meno della metà di quello che fa la famosa Grameen Bank di Yunus, che arriva a pretendere il 28% annuo di interesse sui prestiti». Non solo: i missionari lavorano coi poveri più poveri, i tribali pagani e i cristiani, mentre la Grameen Bank si rivolge a musulmani e indù.
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Bispo católico da Estónia afirma que a Igreja Católica é farol moral para todos os cristãos estónios

Alguns destaques de uma curta mas instrutiva entrevista:

« (...) [L]a Iglesia y el Papa, en su dimensión universal, son una referencia bien vista en el país. "Luteranos, ortodoxos y otras confesiones se fijan en lo que dice la Iglesia Católica, por ejemplo en temas de moral y ética. Algunos obispos luteranos me han dicho que cuando hay una controversia moral, lo primero que hacen es mirar qué dice la Iglesia católica", explica el obispo.»

«"Los estonios dicen que la fe católica es muy dura, en el sentido de exigente, pero entienden la exigencia de santidad que propone", explica el obispo.»

«El temperamento estonio es dado a la reflexión y a la contemplación. Les gusta mucho la liturgia latina, con su canto gregoriano, que se adapta particularmente bien al alma estonia.»
La jerarquía luterana de Estonia, en los debates morales, "lo primero que hacen es mirar qué dicen los católicos".
Según el Eurobarómetro 2005, en Estonia, el país báltico vecino de Finlandia y Rusia, cree en Dios sólo el 16% de la población (otro 54% cree que "algo hay" y un 26% de personas convencidas de que «no hay ningún espíritu, Dios o fuerza vital"). Otros sondeos confirman estas cifras. Estonia es el país más alejado de Dios, y su obispo, Philippe Jourdan, es un francés del Opus Dei. La poca religiosidad de este país, por supuesto, no es culpa de su pastor, sino de 50 años de durísima represión soviética y de cinco siglos previos de luteranismo que abrieron paso a una mentalidad muy individualista.
"Hay unos 6.000 católicos", explica Jourdan en la revista "Palabra". "La mitad son estonios, todos conversos a partir del final de los años soviéticos. Los demás proceden de regiones católicas de la antigua Unión Soviética: Bielorrusia, Ucrania y Lituania".
"Cada año formamos unos 50 o 60 conversos. Quizá podríamos formar más si tuviéramos más sacerdotes que hablasen estonio. Esta dificultad lingüística es una limitación", explica. El estonio es una lengua que sólo se parece al finlandés: resulta difícil de aprender para las personas formadas en lenguas latinas, eslavas o germánicas, con las que no tiene relación. 
Conversos jóvenes e intelectuales
Como en otros lugares de la difunta URSS, "las conversiones se producen sobre todo en las ciudades y el perfil mayoritario de los nuevos católicos es el de gente con formación intelectual y más bien joven". Los que asistieron al hundimiento de la URSS con 20 o 30 años siguen "marcados por esquemas marxistas y la educación soviética". Los más jóvenes, en cambio, están más abiertos a la fe.
Los católicos, además de ser pocos, están diseminados por todo el país. Para atenderles "tenemos 15 sacerdotes; de ellos, sólo cuatro son nativos: tres estonios y un ruso nacido en Estonia". La pequeña iglesia católica local mantiene escuelas católicas en Tallin y Tartu, que cuentan con prestigio.
Luteranos que miran a Roma
El obispo Jourdan explica además que la Iglesia y el Papa, en su dimensión universal, son una referencia bien vista en el país. "Luteranos, ortodoxos y otras confesiones se fijan en lo que dice la Iglesia Católica, por ejemplo en temas de moral y ética. Algunos obispos luteranos me han dicho que cuando hay una controversia moral, lo primero que hacen es mirar qué dice la Iglesia católica", explica el obispo.
Tiene importancia el hecho de que los luteranos de Estonia miren a Roma, sabiendo que los luteranos suecos presumen de su obispa lesbiana en Estocolmo, en Finlandia se multa a los pastores que no aceptan al clero luterano femenino, y los anglicanos, en "intercomunión" con los luteranos bálticos y nórdicos, atraviesan una grave crisis interna.
El catolicismo, una fe exigente
Oficialmente, el 30% de los 1,4 millones de habitantes de Estonia dice tener alguna religión (lo que no significa que crea en ella; puede ser sólo afiliación étnica): la mitad son luteranos y la otra mitad ortodoxos (básicamente de origen ruso).  "Los estonios dicen que la fe católica es muy dura, en el sentido de exigente, pero entienden la exigencia de santidad que propone", explica el obispo.
"El temperamento estonio es dado a la reflexión y a la contemplación. Les gusta mucho la liturgia latina, con su canto gregoriano, que se adapta particularmente bien al alma estonia. Por otra parte, tienen una concepción de la fe poco comunitaria, y eso es una cierta debilidad", analiza monseñor Jourdan, incardinado en el Opus Dei en 1988, trabajando en Estonia desde 1996 y administrador apostólico desde 2005. "Mi antecesor en el cargo, el arzobispo Eduard Proffittlich, falleció en un campo de concentración soviético en 1942". ¿Y el anterior? Habría que remontarse al siglo XVI... el país estuvo más de cuatro siglos sin obispo católico.  
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