4.1.09

Proporcionalidade

A propósito de "proporcionalidade", ler este texto, cujo sumário colo: «Israeli population centers in southern Israel have been the target of over 4,000 rockets, as well as thousands of mortar shells, fired by Hamas and other organizations since 2001. Rocket attacks increased by 500 percent after Israel withdrew completely from the Gaza Strip in August 2005. During an informal six-month lull, some 215 rockets were launched at Israel. The charge that Israel uses disproportionate force keeps resurfacing whenever it has to defend its citizens from non-state terrorist organizations and the rocket attacks they perpetrate. From a purely legal perspective, Israel's current military actions in Gaza are on solid ground. According to international law, Israel is not required to calibrate its use of force precisely according to the size and range of the weaponry used against it. Ibrahim Barzak and Amy Teibel wrote for the Associated Press on December 28 that most of the 230 Palestinians who were reportedly killed were "security forces," and Palestinian officials said "at least 15 civilians were among the dead." The numbers reported indicate that there was no clear intent to inflict disproportionate collateral civilian casualties. What is critical from the standpoint of international law is that if the attempt has been made "to minimize civilian damage, then even a strike that causes large amounts of damage - but is directed at a target with very large military value - would be lawful." Luis Moreno-Ocampo, the Chief Prosecutor of the International Criminal Court, explained that international humanitarian law and the Rome Statute of the International Criminal Court "permit belligerents to carry out proportionate attacks against military objectives, even when it is known that some civilian deaths or injuries will occur." The attack becomes a war crime when it is directed against civilians (which is precisely what Hamas does). After 9/11, when the Western alliance united to collectively topple the Taliban regime in Afghanistan, no one compared Afghan casualties in 2001 to the actual numbers that died from al-Qaeda's attack. There clearly is no international expectation that military losses in war should be on a one-to-one basis. To expect Israel to hold back in its use of decisive force against legitimate military targets in Gaza is to condemn it to a long war of attrition with Hamas.» Via Melanie Phillips.

2.1.09

Manifestações em defesa de quem?

Nos próximos dias, terão lugar em Lisboa algumas iniciativas de demonstração de oposição à investida militar israelita. É evidente que a guerra, qualquer guerra é um acontecimento deplorável em si mesmo e pelos danos causados a inocentes. Infelizmente, é, por vezes, um último recurso inevitável. Acontece que esta investida militar tem alvos bem definidos, pelo que talvez não fosse má ideia perceber quem são esses alvos - e haverá melhor maneira de o fazer que a leitura do seu documento fundador, a Carta do Hamas? (Uma tradução para português encontra-se neste livro). O documento é extenso, e há coisas melhores para fazer, por isso, colo uma parte, para aguçar o apetite para a leitura de todo o documento, e para recordar da próxima vez que alguém falar em negociações de paz (destaques meus): «Article Thirteen: Peaceful Solutions, [Peace] Initiatives and International Conferences [Peace] initiatives, the so-called peaceful solutions, and the international conferences to resolve the Palestinian problem, are all contrary to the beliefs of the Islamic Resistance Movement. For renouncing any part of Palestine means renouncing part of the religion; the nationalism of the Islamic Resistance Movement is part of its faith, the movement educates its members to adhere to its principles and to raise the banner of Allah over their homeland as they fight their Jihad: "Allah is the all-powerful, but most people are not aware." From time to time a clamoring is voiced, to hold an International Conference in search for a solution to the problem. Some accept the idea, others reject it, for one reason or another, demanding the implementation of this or that condition, as a prerequisite for agreeing to convene the Conference or for participating in it. But the Islamic Resistance Movement, which is aware of the [prospective] parties to this conference, and of their past and present positions towards the problems of the Muslims, does not believe that those conferences are capable of responding to demands, or of restoring rights or doing justice to the oppressed. Those conferences are no more than a means to appoint the nonbelievers as arbitrators in the lands of Islam. Since when did the Unbelievers do justice to the Believers? "And the Jews will not be pleased with thee, nor will the Christians, till thou follow their creed. Say: Lo! the guidance of Allah [himself] is the Guidance. And if you should follow their desires after the knowledge which has come unto thee, then you would have from Allah no protecting friend nor helper." Sura 2 (the Cow), verse 120. There is no solution to the Palestinian problem except by Jihad. The initiatives, proposals and International Conferences are but a waste of time, an exercise in futility. The Palestinian people are too noble to have their future, their right and their destiny submitted to a vain game.(...)» Ninguém organiza contramanifestações?

26.12.08

Para seguir com atenção

Dei-me conta de que ainda não tinha aqui feito referência a um site através do qual tenho seguido a guerra tépida entre o Islão e o Ocidente. Trata-se do Jihad Watch, que se apresenta a si prórpio do seguinte modo: «Jihad Watch is dedicated to bringing public attention to the role that jihad theology and ideology plays in the modern world, and to correcting popular misconceptions about the role of jihad and religion in modern-day conflicts. We hope to alert people of good will to the true nature of the present global conflict.» O site gémeo, Dhimmi Watch, acompanha o avanço mais ou menos pacífico do Islão no Ocidente, através da conquista de posições culturais e da capitulação da cultura ocidental. Os autores são profundos conhecedores da cultura árabe, do Islão e do Corão, ao qual dedicam um separador.

16.12.08

"The Soviet Story"

Via Olavo de Carvalho, tomei conhecimento da existência de um filme que, pouco surpreendentemente, não passou no último DocLisboa, este ano tão político. Enquanto o cd não está à venda, pode ser visto no YouTube. Addendum: "The Soviet Story" agora também disponível no Google Video, em apenas um ficheiro e legendado em português do Brasil.

2.12.08

Dias difíceis para a democracia

Fazendo uso de terminologia eufemística para designar estratégias persecutórias e intimidatórias, a esquerda moderna, progessista e reformista vai-se aproximando cada vez mais da clássica, totalitária e revolucionária.

11.11.08

A face oculta

Os EUA elegeram um novo presidente. O mundo livre terá, a partir do dia 20 de Janeiro de 2009, um novo líder. Acompanhei a campanha sobretudo através de alguns sites e blogues conservadores americanos e desejei uma vitória republicana. Admirei a grandeza de McCain - o discurso de aceitação da derrota é de uma tremenda elevação democrática. Aliás, a forma como os conservadores reagiram à derrota, aceitando o resultado e desejando felicidades ao presidente eleito, prometendo-lhe uma oposição firme mas leal, é uma lição de democracia para todos os que nunca foram capazes de aceitar democraticamente as vitórias eleitorais de Bush, para os que nunca o trataram com o respeito mínimo devido ao presidente democraticamente eleito dos EUA. Deposito esperanças na Palin: pode vir a liderar a renovação do movimento conservador americano - isto se conseguir resistir à impiedosa campanha de assassinato de carácter de que foi e continua a ser alvo. Por cá, poucos se atrevem a defendê-la e não há iluminado que dela não troce. Dito isto, dou início a uma série de postais sobre a face oculta de Barack Obama, escrutinando aspectos da carreira política do futuro presidente que ficaram por analisar em Portugal e que mereceram pouca atenção mediática no EUA. O primeiro é sobre um tema central da civilização ocidental: o respeito pelos direitos da pessoa, nomeadamente pelo mais elementar deles, o direito à vida: Obama's Abortion Extremism.

Dias difíceis

Dias difíceis para os cristãos, não apenas nos países muçulmanos nem na Índia. E a tendência é para piorar. Da hostilidade jocosa, aviltante para a a agressão planeada não vai uma grande diferença. Dias difíceis para a direita, para os conservadores se avizinham. (via American Thinker)

22.9.08

O Dever de Morrer

O tema vai surgindo e desaparecendo, a um ritmo mais ou menos pendular, de modo a que nos vamos habituando a ele, naturalmente, sem a impressão de que nos está a ser imposto, mas com a naturalidade das coisas inevitáveis, como a própria morte. O que esta notícia tem de diferente é que, ao contrário do que é habitual na apologia deste tipo de soluções – feita com base em “razões humanitárias” – a baronesa Warnock faz a sua proposta a fim de garantir não uma morte digna, mas a sobrevivência do Sistema Nacional de Saúde Inglês (NHS). Ao que parece, feitas as contas, a aplicação da proposta desta insigne “especialista em filosofia moral” pouparia a partir do ano 2026 ao NHS 35 mil milhões de libras por ano. A baronesa Warnock avança esta proposta com base num suposto "direito a morrer" de modo a não ser um fardo para “a família e para o estado”, que pode facilmente transformar-se num “dever de morrer”, para não desequilibrar as já periclitantes contas do NHS. Entre nós, em tempos recentes, no contexto de outras discussões, múltiplas vozes se ergueram contra uma suposta legitimidade de “interromper” vidas humanas por razões sociais e financeiras. Esta proposta constitui, no fundo, uma transposição expectável desse princípio sinistro ao outro extremo do continuum vital. Ficam por fazer as contas da poupança que resultaria para o NHS da revogação da actual lei que regula o aborto até às 24 (vinte e quatro) semanas no Reino Unido (excepto na Irlanda do Norte).

6.9.08

Martírio silenciado

Desde o final de Agosto que os cristãos do estado indiano de Orissa têm sido alvo de ataques violentos por parte de extremistas hindus. Cristãos das mais variadas confissões, pastores, padres, freiras, leigos, até alunos de escolas cristãs e doentes internados em hospitais dirigidos por organizações cristãs – alunos e doentes não necessariamente cristãos – foram seviciados, espancados, violados e até imolados por radicais hindus. As autoridades indianas afirmam tudo ter feito para pôr cobro a estes actos de violência desenfreada e irracional, mas reconhecem a sua impotência perante o multiplicar das ocorrências e a extensão do território onde os crimes foram, e são ainda, perpetrados. Para além da violência sobre pessoas, os radicais hindus demoliram e incendiaram edifícios usados por organizações cristãs e as casas dos fiéis cristãos. Para além da forte impressão que estes actos em si mesmos provocam, outro dado incomoda sobremaneira: a absoluta ausência de referências a estes episódios nos media nacionais ditos de referência. Não há justificação para este silêncio. Haver há, mas sobre ela jaz um manto de silêncio ainda mais espesso: a violência sobre cristãos não é notícia porque contradiz uma das teses da mundividência progressista, amplamente veiculada nos media, principal instrumento da implantação dessa mundividência – já não hegemónica mas única – na consciência colectiva nacional, no estrito cumprimento dos planos da revolução cultural gramsciana. Essa tese diz qualquer coisa como isto: a religião cristã é a religião dos opressores imperialistas, é opressora e imperialista em si mesma, foi razão e instrumento dos mais bárbaros crimes cometidos sobre os povos colonizados, é responsável pelo abandono por parte destes povos das suas religiões tradicionais – intrinsecamente boas – e pelo enfraquecimento das estruturas sociais ancestrais que delas decorriam. Esta visão – não apenas simplista, mas profundamente equivocada – daquilo que representa a disseminação do cristianismo por todo o mundo, em última análise decorrente de uma absoluta ignorância do que é o cristianismo (e do que são as outras religiões, geralmente idealizadas), está tão amplamente disseminada nos media, está tão profundamente enraizada que qualquer dado que, de algum modo, a contrarie é imediatamente descartado para o cesto das não-notícias, num movimento involuntário de preservação da solidez do sistema. Não se trata de um movimento consciente por parte de alguns jornalistas mal intencionados no sentido de sonegar informação aos seus leitores, ouvintes ou espectadores. É, tão-somente, um mecanismo reflexo de defesa de um organismo vivo, num esforço de sobrevivência. Ora, um hindu, ou um grupo de hindus – tidos geralmente por pessoas pacíficas, amantes de todos os seres vivos, alguns até vegetarianos porque encaram todos os animais como iguais – de acordo com a tese referida, "não podem" perseguir, espancar, violar, imolar outras pessoas, mesmo que estas pessoas sejam cristãs. Em suma, como ouvi um padre dizer, os cristãos indianos são duplamente vítimas: da violência física a que vêm sendo submetidos e do silêncio – cobarde de uns e cúmplice de outros – que sobre estes crimes paira. Deixo hiperligação para uma súmula de algumas destas agressões. Para além do Persecution.org, podem encontrar-se mais informações sobre esta matéria em Persecution Times.

2.9.08

Comunismo - História de Uma Ilusão

A RTP 2 transmite esta semana - a semana que antecede a festa do partido do democídio -, entre e 5ª feira, o documentário em três partes Comunismo - História de Uma Ilusão. Desta vez o segundo canal da televisão pública não se limitará a passar o primeiro dos três episódios, como fez em Outubro passado para assinalar o nonagésimo aniversário da Revolução de Outubro. Um documentário a não perder. De lamentar a hora prevista para a transmissão: 23:25H. Não seria melhor passar este documentário em horário nobre, em lugar das pepineiras que transmitem entre as 21 e as 22H, inenarráveis documentários de canais de história, discoveries e odisseias? Seja como for, já é bom que o mostrem na íntegra. Já agora, a RTP 2 podia fazer com Comunismo - História de Uma Ilusão o mesmo que faz com alguns desses documentários de entreter: retransmiti-lo vezes sem conta.

8.8.08

Revolução cultural em versão islâmica

Neste video um pregador islâmico egípcio expõe o procedimento a adoptar pelos muçulmanos europeus de modo a, num período de dez anos, dominar pacificamente a Europa. São evidentes as semelhanças com a estratégia de revolução cultural marxista. Só faltou definir como áreas estratégicas de intervenção os media e as universidades. Mas isso acaba por ser desnecessário, uma vez que já estão entregues aos fiéis aliados dos islamitas no processo de destruição da cultura ocidental. http://www.youtube.com/watch?v=CSWLLc6uikE (Via http://www.takimag.com/)

26.7.08

Ligações

Pequeno postal para acrescentar duas novas hiperligações: O Fiat Lux publica uma série de postais a propósito do quadragésimo aniversário da publicação da encíclica Humanae Vitae. A expressão "liberdade religiosa" tem em muitas partes do planeta uma ressonância diferente da que tem entre nós. O testemunho cruento é tristemente frequente. O The Persecution Times faz a cobertura de actos de perseguição anti-cristã por todo o mundo.