nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura
6.2.09
A ténue linha que só alguns vislumbram
Um relato arrepiante e uma reflexão extremamente pertinente, na altura em que nos aproximamos do segundo aniversário do referendo com base no qual a República de Portugal se recusa a reconhecer na sua legislação o inalienável direito à vida dos seres humanos com menos de onze semanas de gestação.
Mais sobre esta matéria em próximas entradas.
Sarilhos de uns e sarilhos de outros II
Outra senhora ocidental em sarilhos.
Parece que, de acordo com a sharia, a mulher é propriedade do homem!
Aguardam-se as reacções do movimento feminista e outros movimentos defensores dos direitos humanos, a começar pelos que criticaram o Cardeal Patriarca de Lisboa.
Via Dhimmi Watch.
5.2.09
Pequenos passos para a vitória Islamista
O Jerusalem Post dá conta, numa notícia que leva já dois anos e meio, da evolução da situação em Belém de Judá, terra do nascimento do nosso Salvador, evolução segundo os interesses e as pretensões dos islamistas da Fatah, aos quais Israel confiou a jurisdição da zona.
De acordo com essa notícia, e com inúmeras outras que tenho lido nos últimos anos, a população cristã tem diminuído acentuadamente, não tanto em virtude dos homicídios de que também são vítima, mas do acumular de atentados contra a sua integridade física, dignidade e património perpetradas por indivíduos ligados à Fatah.
«Almost all 140 cases of expropriation of land in the last three years were committed by militant Islamic groups and members of the Palestinian police." (...) "In 1950 the Christian population in Bethlehem was 75%. Today we have hardly more than 12% Christians. If the situation continues, we won't be here any more in 20 years."»
É realmente dramático para os cristãos, mas não o é menos para as pespectivas de paz para a região. Se de um lado temos um grupo de autointitulados genocidas, o Hamas, do outro temos um grupo de bandidos, a Fatah, que, a coberto da sua superioridade numérica e logística, se permite espoliar os cristãos das suas propriedades, violar e matar as suas filhas e ainda assacar responsabilidades aos judeus.
Com qual deste grupos de bandidos quer, afinal, a comunidade internacional que os israelitas negoceiem?
Via O Insurgente, através de uma hiperligação indicada pelo leitor lucklucky.
2.2.09
29.1.09
Ilimitada disposição para acreditar II
Via Gates of Vienna, volto ao assunto da primazia das aparências e do contentamento fantasioso, porque não assente na realidade, face às medidas tomadas por Obama nas primeiras horas da sua administração.
«(...) Some people didn't even seem to realize that there is a difference between word and deed. (...)»
«(...) Fortunately for Mr. Obama, words in this case do speak louder than actions. (...)»
«(...) It is not very clear, though, how much the president is in command of his own policy. During Friday's signing ceremony, Mr. Obama appeared not to know that he would be signing four separate orders and had to refer repeatedly to White House Legal Counsel Greg Craig for answers to questions from the media. Nor was he able to answer a question about the future of the detainees. For the Obama White House, closing Gitmo is essentially a symbolic action. (...)»
Ler integralmente o texto de Helle Dale, da Heritage Foundation em The Washington Times.
A face que se oculta
O título deste postal alude a uma série de postais que me propus publicar dedicada a dar a conhecer o homem que dirigirá nos próximos quatro anos os destinos dos EUA.
Neste postal se dá conta de que, apesar da popularidade da medida abaixo reportada, pelo menos nos meios ditos progressistas, o que norteia as decisões de Obama é, antes de qualquer outra coisa, o calculismo político, à semelhança do que já fez com o pretenso encerramento da prisão de Guantanamo e a putativa proibição do uso de métodos coercivos em interrogatórios conduzidos pelos serviços secretos norte-americanos.
«(...) Recall that Obama received the enthusiastic support of every pro-abortion organization and promised that the first thing he’d do in office was to sign the Freedom of Choice Act. Recall that Obama celebrated his election with NARAL head Nancy Keenan. Recall that Obama has packed his staff with members of the abortion lobby. So one would think that when the time came to sign the first big pro-choice order, the President would proudly march on to the front lawn of the White House surrounded by cheering throngs of abortion lobby officials and sign a blow-up of the order with a giant pen at high noon.(Destaques meus.) Ler tudo, em The Raving TheistBut what did he do? He scheduled the signing for a late Friday afternoon. He barred the media from the signing ceremony. The actual the text of the directive was not released until three hours later, after Obama had fled from the room.
When cockroaches wallow in filth, they like it quiet and they like it dark. They don’t like people to see what they’re doing, and disappear when the lights go on. All you see after they scurry away is their disease-ridden droppings. So I repeat: President Obama acted like a filthy, disease-ridden cockroach. The description is a behavioral one, not a genetic one. (...)»
Sarilhos de uns e sarilhos de outros
Depois do Cardeal Patriarca de Lisboa se ter metido em sarilhos ao proferir umas advertências mal alinhavadas, ainda que perfeitamente verazes, pondo-se a jeito para ser julgado na praça pública pela brigada dos bons-costumes revolucionários, chego, via Dhimmi Watch, ao conhecimento do caso de uma senhora inglesa que também se meteu em sarilhos, não daqueles a que o Patriarca se sujeitou, mas daqueles a que se referia.
27.1.09
Liberdade de expressão
O parlamentar holandês Gert Wilders vai ser julgado por crimes de incitamento ao ódio e à violência racial e por ofensa ao Islão e os seus seguidores em múltiplas declarações públicas e através do filme Fitna.
Quanto à acusação de ofensa ao Islão, remeto para um editorial do WSJ, o qual, no essencial, afirma que, ao julgar Wilders nessa base, a justiça holandesa está já a proceder à aplicação da sharia como lei válida na Holanda.
Quanto a um eventual intento da justiça holandesa, o qual pode ir além de Wilders e pretender atingir o seu partido, pode ler-se um texto que, para além de analisar este caso, analisa a proibição pela justiça belga de um partido tido como de extrema-direita, o único extremismo que parece merecer a atenção e o zelo das autoridades policiais e jurídicas - e merece. Neste caso, parece-me bastante perturbante que o tribunal não tenha contestado a veracidade das afirmações constantes nos documentos do partido que veio a ser ilegalizado.
Quanto às acusações de incitamento ao ódio alegadamente difundidas no filme Fitna, nada melhor do que cada um vê-lo com os seus próprios olhos e tirar as suas conclusões.
26.1.09
A face oculta II
A série de postais com a qual pretendia dar a conhecer a algum leitor menos atento (obrigado a ambos) alguns aspectos da personalidade política que os americanos elegeram para os presidir durante os próximos quatro anos arriscava tornar-se obsoleta com o início do seu mandato.
Contudo, a forma como as primeiras grandes decisões de Obama têm sido reportadas pelos media portugueses, com a mais absoluta ausência de sentido crítico e de escrutínio entre o que é dito e o que realmente é feito, leva-me a prosseguir este desiderato não consumado.
Para começar a conhecer Obama, o político que se apresentou a votos e que acabou por ser eleito, nada melhor que seguir os passos das investigações a que Stanley Kurtz se dedicou. Uma boa porta de entrada para essas investigações, é What We Know About Obama texto no qual Kurtz faz um resumo de alguns dos pontos mais marcantes dessas investigações.
Num desses textos, Wrigth 101, Kurzt explora a chocante contradição entre a reputação de Obama como candidato - e agora presidente - pós-racial e o seu passado de activista radical de organizações "afrocêntricas", eufemismo para designar organizações promotoras da supremacia negra.
Eu sei que isto parece um disparate e uma teoria da perseguição, mas o melhor é ler What We Know About Obama e Wrigth 101.
Ilimitada disposição para acreditar
Hoje, num telejornal, vi e ouvi um senhor identificado como ministro da Finlândia (salvo erro, dos negócios estrangeiros), a dizer, em inglês escorreito, que a nova administração americana tinha fechado Guantanamo. Assim, sem mais considerações.
E isto a propósito de um assunto já por aqui abordado e agora claramente referido pelo nosso ministro dos negócios estrangeiros: a disposição portuguesa de receber prisioneiros de Guantanamo, aos quais os americanos não sabem muito bem o que fazer, porque não conseguiram reunir provas suficientes de modo a poder julgá-los por alegados actos terroristas.
O que parece não suscitar grandes considerações aos nossos jornalistas e aos pretensos defensores dos direitos humanos, são as razões pelas quais estes indivíduos não podem ser repatriados. Parece que, se o fossem, se arriscavam a ser submetidos a tratamento desumano, que podia chegar até à pena de morte.
A mim, isto desperta-me algumas perplexidades. Primeira: os americanos não os podem julgar e condenar, mas a justiça dos seus países de origem estaria disposta a fazê-lo. Então, a preocupação, dos pretensos defensores dos direitos humanos deveria alargar-se a todos os cidadãos desses países, sujeitos a sistemas de justiça e a penas desumanas. No entanto, os pretensos defensores dos direitos humanos parecem recuar perante a expansão da ideologia que ameaça implantar no Ocidente regimes semelhantes: o islamismo do Hamas, da Irmandade Muçulmana, e organizações análogas.
Segunda perplexidade: então se os americanos nem com suposto recurso à tortura conseguiram reunir provas para incriminar estes presos e os vão libertar de Guantanamo - e aqui é preciso dizer que já o fizeram a.O., isto é, antes-de-Obama, não se podendo atribuir ao novel presidente esta proeza - então os americanos e o seu sistema paralelo de prisões não parecem ser tão cruéis e desumanos como alguns gostam de os retratar, certamente são-no menos do que os que os prisioneiros se arriscam a enfrentar nos seus países de origem.
Isto não parece coisa de gente sã da cabeça.
Nos Estados Unidos, alguns políticos a desempenhar cargos relevantes - governadores, senadores e congressistas - já disseram que não querem receber nos respectivos estados nenhum deste indivíduos. Nós por cá, abrimos-lhes os braços.
Curioso também notar que, de acordo com notícia do Público, os países onde mais se têm feito sentir os efeitos da islamização - Holanda, Suécia, Dinamarca -, são os que se mostram indisponíveis para receber os alegados terroristas. Só a Espanha, governada pelos progressistas do PSOE, de entre os que já provaram os amargos frutos da jihad, parece disposta a acolher os prisioneiros, prestes a deixar de sê-lo. A Alemanha está dividida sobre as linhas que separam os partidos que constituem a coligação governamental, de acordo com a mesma notícia.
Esta notícia não podia terminar sem apontar, alegadamente fazendo eco das declarações de duas organizações designadas como defensoras dos direitos humanos, a Guerra do Iraque como argumento para a angariação de recrutas para o terrorismos islâmico. Evidentemente, não conhecem, não percebem ou fingem não perceber a natureza da ameaça que pende sobre o Ocidente, na verdade sobre todo o mundo: a natureza totalitária e expansionista do islamismo e da jihad. Se lessem este blogue, já disso se teriam dado conta, bastando para isso seguir a hiperligação para a Jihad Watch.
24.1.09
Por trás do júbilo II
O anúncio da decisão de fechar a prisão americana de Guantanamo no espaço de um ano e de obrigar os agentes secretos americanos a cumprir rigorosamente o manual de interrogação que impede o uso de técnicas coercivas, vistas por alguns, eventualmente com razão, como tortura, foi recebido com alegria e como prova de que Obama é realmente muito diferente de Bush, de que as promessas eleitorais - às quais o próprio Obama ainda recentemente se referiu com "retórica eleitoral" - são para cumprir, marcando uma clara diferença entre a esquerda, suposta defensora dos direitos humanos, e a direita, sempre pronta a sacrificá-los.
Como é habitual, a realidade é algo mais complexa do que esta visão supõe.
Primeiro: as decisões de Obama foram tomadas sob a forma de "Executive Order", a qual pode ser revertida com uma ordem em contrário, dependente apenas da vontade do próprio presidente. Ou seja, Obama põe, Obama dispõe.
Segundo: outras decisões de Obama permitem ver as decisões referidas como sujeitas a revisão em breve. Obama nomeou duas comissões: a primeira tratará de estabelecer procedimentos para lidar com os presos no contexto da Guerra Contra o Terror, actuais e futuros; a segunda, determinará se o manual de instruções é suficiente para interrogar com eficácia indivíduos com o treino e a motivação para lhes resistir, sabendo que as acções dos seus interrogadores estão circunscritas pelo cumprimento do manual em questão. Dennis C. Blair, futuro director dos serviços secretos (intelligence services), afirmou que, para além de ser necessário manter secreto o conteúdo do manual (o que dificulta o controlo por parte do defensores dos direitos humanos da sua correcção), pode ser necessário recorrer a outras técnicas para além das actualmente em uso.
Em suma: as decisões em causa só satisfazem quem estiver disposto a fazer fé, uma fé sem limites, no presidente e nos homens por ele escolhidos; os contornos gerais das decisões são feitos para agradar aos críticos de Bush, mas se observados mais em pormenor, deixam ampla margem para a tomada de decisões duras em caso de necessidade; semelhantes decisões, se tomadas por Bush, seriam, muito provavelmente, alvo de severas críticas dos que actualmente comemoram.
Ler Obama’s Wiggle-Room on Counterterrorist Policy e A False Move on Gitmo.
Addendum: a respeito da disposição da mente progressista para ter fé em Obama e para lhe elogiar as palavras, actos e omissões que a Bush condenaria, recomendo a leitura deste texto, do qual colo um excerto:
«Of course, Obama may somehow be able to overcome problems the previous administration had on some of these points.
For one thing, liberal thinkers have begun their volte face:
Thus civil liberties lawyer David C. Cole, a longtime critic of the Bush administration, now admits that “you can’t be a purist” and issue a blanket ban on indefinite detention without trial. After all, there is nothing “un-American” about that — the system has long allowed for indefinite detention of, for example, the criminally insane without trial.»
23.1.09
Por trás do júbilo
Não pretendo fazer a apologia da solução do presidente Bush ao optar por lidar com os presos suspeitos de terrorismo criando uma situação de nebulosidade jurídica. Com os três textos sugeridos, pretende-se apenas chamar a atenção para o facto de não estarmos propriamente a falar de bons rapazes que foram influenciados pelas más companhias, nem de jovens desempregados apanhados a roubar pão, nem de bons moços que, por força das dificuldades da vida, se dedicaram ao car jacking.
Esta questão torna-se ainda mais importante para nós se considerarmos que, por cá, umas quantas almas caridosas já manifestaram disponibilidade para receber em Portugal algumas destas pessoas.
A religião da justissa
Esta notícia dá uma ideia do valor que em alguns países a vida humana tem. As causas podem ser culturais mais que religiosas, mas outras religiões, como o cristianismo, elevaram a vida humana bem acima de outros valores, entre os quais a honra familiar (o que quer que isto signifique) ou, o que parece ser o caso, a própria. Isto o Islão não faz.
Salva a honra, perdida a vida.
Pergunto-me se o "crime de honra" será igualmente aceite como não-crime no caso do transgressor ser um homem?
Via Dhimmi Watch.
21.1.09
Liberdade religiosa II
Mais um exemplo de liberdade religiosa, tal como é praticado na Umá.
A nota positiva vem da referência à sã convivência entre católicos e protestantes paquistaneses, pelo menos a julgar pelo uso partilhado da mesma igreja, na altura em que os católicos rezam pela unidade dos cristãos. Pelo menos no martírio, estamos unidos.
Afinidades processuais
A reescrita da história de modo a ficar mais conforme à mitologia do poder e de acordo com os seus superiores desígnios é um dado conhecido na União Soviética, do que os sucessivos desaparecimentos do anais soviéticos do líderes revolucionários à medida que íam caindo em desgraça aos olhos de Staline é um notável exemplo.
Ao que parece, esta estratégia não é usada exclusivamente pelos comunistas: também os seus aliados islamitas fazem uso dela, pelo menos de acordo com este postal do Gates of Vienna, que vai já para a lista das hiperligações.
Subscrever:
Mensagens (Atom)