2.4.09

A vénia

Nos Estados Unidos, algumas pessoas procuram compreender o comportamento do presidente. Será apenas mais uma quebra de protocolo, uma demonstração de profundo respeito - a raiar a deferência e a submissão - à qual nem a Rainha de Inglaterra teve direito? Ou obediência a protocolos que são desconhecidos, obrigações adquiridas no caminho até à presidência? É claro que estas questões emergem sobretudo nos blogues conservadores; os grandes media não fizeram qualquer referência a este acontecimento, o qual, ainda assim, parece suscitar algum desconforto - para além do evidenciado pelo Argumentum Fistolatorium mediático - ao ponto de surgirem justificações, algo obtusas. O Olavo de Carvalho aponta para uma pista, oriunda da Newsmax: «(...) Os estudos de Obama em Harvard foram pagos por Khalid al-Mansur, agitador racista que prometeu aos brancos americanos “o maior banho de sangue de toda a História” e é representante nos EUA do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que celebrou o 11 de Setembro como castigo divino. (...)» Uma outra possibilidade, conquistar a simpatia do mundo islâmico através de uma demonstração de deferência sabuja a uma das suas figuras de proa, parece, a ser verdadeira, não ter surtido o resultado esperado. Via Hot Air, aqui, aqui e aqui.

A religião da justissa VIII

Este postal dá conta de uma situação ocorrida no Paquistão, mas que podia ocorrer no Afeganistão, ou qualquer outro local onde a sharia vigore, e levanta as mesmas questões: leis especiais para um grupo ou uma região não criam, na prática, um estado dentro de um estado? Haverá realmente um Islão moderado? «This grainy footage appears to show a 17-year-old girl being beaten by Islamic radicals in Pakistan’s northwestern region of Swat, where Sharia law was introduced after the government reached a truce with the Taleban in February.

A local Taleban commander in the militant stronghold of Matta, 25 miles from the regional capital, Mingora, ordered the girl to be flogged a week ago after accusing her of adultery, according to local reporters.

But some residents of Matta have accused the commander of ordering the beating to get revenge after the girl refused to accept his proposal of marriage, the reporters told The Times. (...)

(...) President Zardari of Pakistan insists that the truce was made with “moderates” in the region and his officials have even held it up as a model for other parts of Pakistan’s troubled northwest, which borders Afghanistan.

(...) [T]his footage appears to back up reports from many local residents that the men who have over-run Swat are no more moderate than the Taleban government that ruled Afghanistan until 2001. It is also likely to reinforce fears that the militants are now using Swat, which is just 100 miles from the Pakistani capital, as a base to spread their ideology and launch terrorist attacks deeper within Pakistan.»

Via Jihad Watch.

A religião da justissa VII

O presidente afegão, Hamid Karzai, ratificou uma lei, aprovada em ambas as câmaras do parlamento afegão, que permite à minoria shiita regular as suas relações através da sharia, ao arrepio da constituição do país, criando, para todos os efeitos, um estado dentro do estado. Na prática, a lei estabelece um estatuto inferior para as mulheres, tratadas como propriedade dos respectivos ascendentes ou maridos, aos quais cabe autorizar a mulher a sair de casa, arranjar um emprego, etc. Às mulheres é vedado, ainda, o direito de se recusarem a ter relações sexuais, reconhecendo aos maridos o direito ao estupro conjugal. Resta dizer que Karzai é um aliado do ocidente e que é considerado um moderado, o que reforça a tese que postula a inexistência de um Islão moderado. O argumento eleitoralista aventado pela peça do Telegraph não pode ser aceite. Numa democracia, não vale tudo, a menos que essa democracia esteja assente na taqiyya, a qual não apenas legitima mas promove a mentira como arma na batalha literal ou política. Via Jihad Watch.

Conformidade com a sharia IV

Depois da polícia norueguesa e britânica, é a vez dos bombeiros da Velha Albion acomodarem o seu fardamento à sharia. Teria graça ver o que sucederia a uma destas cidadãs se aparecessem, por exemplo, em Rabat ou Teerão com as pernas expostas deste modo indecoroso: Via Jihad Watch. Addendum: parecem ter-se esquecido das luvas.

28.3.09

Sarilhos de uns e sarilhos de outros VII

Uma equipa do Channel4 deslocou-se à Turquia em reportagem sobre os chamados homicídios de honra e encontrou imensas mulheres metidas em sarilhos. Aqui ficam alguns: Numa determinada região do país, uma mulher pode desonrar a família se estiver muito próxima de um homem que não seja da família. Nem telemóvel pode ter, não vá dar-se o caso da mulher atender uma chamada feita por um homem. Caso a mulher desonre a família, um conselho de família reúne-se para determinar qual deve ser o destino da perpetradora da ofensa, o qual, como se vem sabendo, pode ser uma expedição antecipada para o Paraíso ou para os Suplícios da Tumba, antes de seguir para o Inferno - só Alá sabe. Ao que consta, as mulheres vivem aterrorizadas perante a possibilidade de serem espancadas ou mortas pelos seus irmãos e pai com base em boatos. Uma das mulheres entrevistadas pela repórter relatou que uma sobrinha terá sido morta pelo marido porque este, não sendo capaz de consumar o matrimónio, decidiu eliminar a testemunha directa do seu opróbrio. Segundo a mesma mulher, estes crimes são frequentes, até porque, acrescento eu, entre os muçulmanos é frequente o casamento entre homens já entrados em idade com mulheres jovens, a exemplo do seu profeta. Numa outra região, o pai de um indivíduo conta à repórter que o seu filho extirpou os olhos à esposa, cortou-lhe a língua e colocou o cadáver num saco antes de o queimar. Quase todos os homens da aldeia dizem-se dispostos a matar as mulheres e as filhas para defender a honra da família. Via Jihad Watch.

27.3.09

Conselho dos direitos dos malfeitores

O Conselho dito dos Direitos Humanos das Nações Unidas - órgão sequestrado pela Organização da Conferência Islâmica, respaldada pelas distopias comunistas (Bielorrúsia, Cuba, Venezuela), as quais, em troca, são, quando necessário, apoiadas pela dita Organização - aprovou hoje uma resolução que apela aos estados membros para a criação de leis que criminalizem a difamação das religiões. Para além de estarmos perante o que pode ser um rude golpe na liberdade de expressão, estamos, concerteza, face a uma vitória dos países islâmicos, uma vez que a proposta visa defender o Islão do escrutíneo e das críticas de que tem sido alvo, as quais apontam objectivamente para uma cada vez mais evidente relação entre o Islão - Corão, hadith, suna, ulema - e o terrorismo, a derrocada do estado de direito no ocidente islamizado, diversas violências sobre as mulheres, em suma: o retorno à Arábia do séc. VI. A nota positiva pode residir - só o futuro o dirá - no facto de que com esta e outras resoluções semelhantes o dito Conselho das Nações Unidas consume o processo da sua própria descredibilização, até à mais absoluta insignificância, o que seria facilitado se os estados do mundo anteriormente livre se retirassem deste covil onde se urdem alianças de malfeitores, ou nunca lá tivessem montado arraiais, a exemplo dos EUA, por decisão da administração W. Bush, decisão que se encontra em processo de revisão pela administração Obama, da qual, por mais sinais positivos que lance, se pode esperar o pior. Via Jihad Watch e Hot Air.

Justiça poética II

Terrorista suicida islâmico faz-se explodir acidentalmente e mata seis dos seus co-religionários. Via Jihad Watch.

Justiça poética

Terroristas islâmicos - ou, segundo a nova designação proposta pela administração bObama, indivíduos responsáveis por desastres causados pelo homem (man-caused disasters) - morrem contaminados pelo material biológico que se preparavam para usar em atentado.
Via Jihad Watch aqui e aqui.

25.3.09

Juventude Obamiana

Absolutamente indispensável a leitura deste postal da Melanie Phillips, no qual se dá conta dos últimos progressos de uma ideia obaminável lançada durante a campanha eleitoral de criar uma força civil de segurança: «(...) [T]he House of Representatives passed the Orwellian-sounding ‘Generations Invigorating Volunteerism and Education Act’ which provides for the introduction of mandatory national service (unspecified) for all young people. (...)» Phillips faz, seguidamente, referência a um postal do American Thinker que especula sobre esta iniciativa e a uma notícia da WorldNetDaily sobre o tema: «(...) The legislation also refers to ‘uniforms’ that would be worn by the ‘volunteers’ and the ‘need’ for a ‘public service academy, a 4-year institution’ to ‘focus on training’ future ‘public sector leaders.’ The training, apparently, would occur at ‘campuses.’ (...) No one, apparently with the exception of infants, would be excluded: ‘The means to develop awareness of national service and volunteer opportunities at a young age by creating, expanding, and promoting service options for elementary and secondary school students, through service learning or other means, and by raising awareness of existing incentives.’ (...)» notícia que recolhe preocupações expressas em diversos foruns, como esta: «"I wonder what's going to happen to those who refused to 'volunteer.' Maybe they will be put into a different 'campus.' I guess we will soon find out."» e esta: «"What gives the government the right to require individuals to give three years service under the guise of 'volunteer' service? It is not explicit exactly who is required but I think they get the bill passed and then iron out the details. It talks about uniforms and 'camps.' They revise the word 'camps' and call it 'campus.' There is language about Seniors and Community organizations."» Uma outra reacção, esta via Judi McLeod, no Canada Free Press: «“This is the equivalent of brown shirts and the “Arbeit macht frei”,” writes www.resistnet.com.» Tanto Phillips, como a World Net Daily, como Judi McLeod aludem à relação entre este tipo de iniciativa e as estratégias de organização comunitária de Saul Alinsky, estratega revolucionário norte-americano que propugnava a mobilização das massas em movimentos cívicos de pressão - mais ou menos pacífica - como meio de derrubar o capitalismo, estratégias que Obama bem conhece dos seus tempos como organizador comunitário e das quais é considerado um especialista, tendo sobre elas exercido funções docentes nessa sua actividade.

Um tributo à vOz

Um tributo à vOz. Fonte. Via Hot Air.

Guerra é engano II

Depois de ter feito referência a um artigo que apresenta a doutrina islâmica do engano, mentira, dissimulação não apenas como legítima, até como aconselhada ou obrigatória, passemos a um exemplo prático a propósito de um tema na ordem do dia, a saber, o conflito israelo-árabe. Caroline Glick, no artigo "Hamas' Free Lunch", tenta perceber, através da análise dos primeiros sinais emitidos pela administração Obama a esse respeito, qual será a política americana face ao conflito israelo-árabe. Nesse processo, Glick faz referência às declarações de Muhammad Dahlan, alto responsável da Fatah, em entrevista à televisão da Autoridade Palestiniana, nas quais Dahlan afirma que a Fatah nunca aceitou o direito à existência de Israel. Desmentindo rumores de que, no processo negocial em curso entre a Fatah e o Hamas, a Fatah tentava convencer o Hamas a reconhecer o direito à existência de Israel, Dahlan terá dito: «(...) "I want to say in my own name and in the name of all my fellow members of the Fatah movement, we are not asking Hamas to recognize Israel's right to exist. Rather, we are asking Hamas not to do so because Fatah never recognized Israel's right to exist." (...)» Glick prossegue a descrição do logro: «(...) Dahlan went on to explain how the fiction worked. Arafat was the head of the PLO but also the head of Fatah. While as chairman of the PLO he recognized Israel and pledged to end terrorism and live at peace with the Jewish state, as head of Fatah he continued his war against Israel. Dahlan even bragged that to date, Fatah has killed 10 times more Palestinians suspected of cooperating with Israel's counterterror operations (the same operations the PLO committed to assisting) than Hamas has.

Dahlan explained that all Hamas needs to do is to follow in Fatah's footsteps. It should say that the PA government accepts the West's terms, but in the meantime, those terms will remain inapplicable to Hamas as a "resistance group." In that way, Dahlan explained, Hamas will be able to receive all the West's billions in financial assistance.

As he put it, "Do you imagine that Gaza's reconstruction is possible under the shadow of this bickering between us and the international community? [Gaza reconstruction] can only be dealt with by a government... that is acceptable to the international community so that we can... benefit from the international community." (...)»

Novo exemplo de engano islâmico, no qual o ocidente se dispõe a acreditar, diz respeito ao comportamento recente do presidente sírio Bashar Assad. Sigamos Glick: «(...) Syrian President Bashar Assad this week told Italy's La Repubblica newspaper that he and outgoing Prime Minister Ehud Olmert were just a stone's throw away from a peace deal last year. Last week Assad participated in what was supposed to be an anti-Iranian conference in Saudi Arabia.

Both of Assad's gestures were meant to make the Americans feel comfortable as they renew their diplomatic relations with Syria(...).

(...) Assad knew that Washington and Paris would pay no attention when upon returning from Riyadh he announced that Syria's relations with Iran will never be weakened. He knew they will never question his false account of his indirect negotiations with Israel. He and Olmert couldn't have been a stone's throw away from a peace accord, because Assad refused to have any direct contact with Israel. (...)» Glick conclui com uma avaliação do que parecem ser os objectivos do ocidente na sua maneira de enfrentar (ou de não enfrentar) os conflitos e as tensões no médio-oriente, a julgar pela sua ostensiva complacência para com a persistência islâmica na diplomacia da mentira: «(...) [I]f the American and European pursuits of peace with Fatah, Hamas, Syria and Iran have not caused them to change their behavior one iota, what are the Western powers talking about when they say that it is imperative to push the peace process or engage the Syrians and the Iranians? After all, Western leaders must know that these processes are complete farces.

Sadly, the answer is clear. Western leaders are not pursuing peace in these processes. They are pursuing appeasement. They call this appeasement process a peace process for two reasons. First, they know their countrymen don't like the sound of appeasement. And second, by claiming to be championing the noble goal of peace in our time, they feel free to attack anyone who points out the folly of their actions as a warmongering member of the Israel Lobby.»

Via Jihad Watch.

24.3.09

A tela em branco

É, evidentemente, muito cedo para julgar o presidente Obama. O mandato é de quatro anos e começou apenas há dois meses. Mas é legítimo avaliar as suas políticas, as suas palavras e o seu comportamento e, à luz do seu passado político e cívico, tentar perceber as linhas de força que vão sendo definidas. Passados dois meses, os indícios são decepcionantes para os crédulos, preocupantes para que acompanhou a campanha eleitoral americana da perspectiva conservadora, através dos media, novos e convencionais, constantes, na maioria, na lista de hiperligações deste blogue. Ao analisar, em artigo publicado no Pajamas Media, cuja leitura integral se recomenda, a guerra entre a civilização ocidental e a barbárie islâmica, a dada altura o seu autor, David Solway, faz a seguinte observação a respeito do homem que preside à maior democracia ocidental e ao mundo livre, ou seja, que deveria liderar os esforços de resistência face aos progessos do Islão: «(...) Obama, who appears to be all things to all men and nothing in himself, seems like a virtual media projection, (...) who blurs the lines between the real and the simulated, character and rhetoric, being and seeming. As he himself wrote in The Audacity of Hope, “I serve as a blank screen on which people of vastly different political stripes project their own views.” (...)» Quanto ao tema do artigo propriamente dito, Janet Reno, a responsável pela segurança interna da administração Obama, em entrevista ao Der Spiegel, num notável exercício de novilíngua, usou, em lugar do termo "terrorismo", a expressão "man-caused disasters" como forma de não instilar o medo nos cidadãos. Uma expressão extraordinária no que tem de perifrástico e falacioso, criticável, do ponto, de vista do "pensamento" progressista, apenas de uma perspectiva, aqui apresentada por Totus.

20.3.09

"I'm making progress on the bowling"

Ainda bem que está a progredir em alguma coisa; ficamos todos muito mais descansados. E ficamos também com uma noção do que são as prioridades: com apenas um dos 17 lugares no departamento do Tesouro preenchidos, arranja-se tempo para uma visita ao Jay Leno. E ficamos também a conhecer uma diferença: “You know what the difference is between a hockey mom and a Special Olympics hockey mom?” Via Hot Air e The Raving Theist.

Um olhar de dentro

Para todos aqueles que se interessam pela política norte-americana, surgiu um novo blogue que se tornará seguramente indispensável. Um olhar de dentro, a partir de uma posição altamente privilegiada para seguir todas as palavras e movimentos de Barack Obama.