10.4.09

Última Ceia

1ª Carta aos Coríntios 11,23-26. Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. Evangelho segundo S. João 13,1-15. Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar. Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás-de compreendê-lo depois.» Fra Angelico (ca. 1395 – 1455)

O medo e a estupidez

Por ocasião da crise das caricaturas dinamarquesas, Vasco Graça Moura publicou no DN um artigo ― para o qual não encontro hiperligação, pelo que o colo infra na íntegra ―, do qual gostaria de destacar o seu início (e de onde retirei o título para este postal):
«Na Divina Comédia, Dante começa a descrever assim um encontro no círculo oitavo do Inferno: "E qual mais decepado ou desastroso / mostrasse o corpo, nada iguala a suja / bolsa em seu fosso nono e horroroso. / Nem pipa a que aduela e fundo fuja, / como um que vi, assim se desmedula, / oco do mento até onde se ruja: / entre as pernas a tripa pende e pula;/ a fressura se vê e o triste saco / que merda faz daquilo que se engula./ Enquanto tudo nele a olhar estaco, / olhou-me e com as mãos se abriu o peito / dizendo: 'Vê como eu me desempaco! / vê como Maomé está desfeito! / À minha frente vai chorando Ali, / fendido, do toutiço ao mento, o aspeito. / E os outros que tu vês todos aqui, / que hão semeado escândalos e cisma / lá na vida, fendidos vês assi.'" (Inferno, XXVIII, 19-36, trad. minha). 
Maomé e o genro, Ali, são colocados entre os semeadores de escândalo e de cisma, de acordo com a mentalidade cristã da época, e tratados com o maior desprezo numa linguagem violenta e de estilo intencionalmente desconjuntado como a própria pipa a desmanchar-se a que alude. Por implicados numa "cisão", há um diabo que os vai abrindo ao meio a talhe de espada, à medida que eles vão passando e voltando a passar. E de Maomé, o florentino chega a ver as tripas numa metáfora de sórdida abjecção fecal "il tristo sacco / che merda fa di quel che si trangugia". Esta é provavelmente a primeira grande representação grotesca de Maomé que a cultura europeia produziu. Integra-se no genial conjunto de horrores que povoam os quadros do Inferno dantesco e, como tal, faz parte de uma das obras máximas do património cultural europeu. Não há gesto ou atitude que possam suprimi-la em nome do politicamente correcto ou de uma complacência hipócrita e borrada de medo. Vai-se deixar de ler e admirar Dante por causa disso? Vai-se censurar o poema em futuras edições a pretexto de que, assim, ele ofende o Islão? Vai-se fazer um auto-de-fé das edições existentes? Vai-se pedir desculpa ao Islão por a cultura europeia ter produzido destas coisas? A avaliar por algumas cautelosas reacções, já não falta muito. A estupidez e o medo às vezes dão-se circunspectamente as mãos. (...)»
Lembrei-me deste texto a propósito de uma notícia da World Politics Review, que dá conta de uma peculiar acção de protesto por parte de muçulmanos em Itália, que faz recordar uma acção levada a cabo pelo poder taliban no Afeganistão há uns anos:
ISLAMIC PROTEST -- Visitors to the magnificent church of St. Petronio in Bologna are now searched by Italian police before entering because in addition to protests by Muslims offended by a depiction of Mohammed in a 14th-century fresco, there have been unsuccessful attempts to blow the painting up. The painting of the Last Judgement, by the Renaissance artist Giovanni di Modena, shows a devil dragging the prostrate, naked body of Mohammed into hell as a heretic. Against a background of failed crusades in the Holy Land, the Catholic Church in the 14th century had no taste for religious coexistence. Now it's militant Islam that is on the offensive: sources in Bologna say security forces have stopped at least two attempts to sabotage the painting by Islamic extremists. 
  Esta iniciativa iconoclasta fundamenta-se, não apenas na proibição de representar o Profeta e na forte carga blasfémica que a imagem terá aos olhos dos muçulmanos, mas compreende-se melhor a partir da putativa superioridade do Islão sobre todas as culturas anteriores ou posteriores ao seu surgimento, parte integrante da cultura islâmica, observável em todos os territórios onde o Islão se impôs, sempre pela força: norte de África, Pérsia, Índia, Afeganistão. Para o Islão, tudo o que antecedeu é, por definição, inferior e deve ser superado pela imposição da cultura islâmica. Perante a ofensiva islâmica, face ao avanço da barbárie todos somos chamados a resistir através da defesa dos nossos valores e da nossa cultura, sem pedir desculpa. E é em defesa da liberdade de expressão face à fúria homicida islâmica que um grupo de jornalistas, The International Free Press Society (IFPS), tomou a iniciativa, que visa, além do mais, angariar fundos, de leiloar cópias numeradas e assinadas de uma das caricaturas que mais polémica causou:
Via Jihad Watch e Gates of Vienna.

Addendum: ao que parece, o site do The International Free Press Society foi atacado por hackers. Outras plataformas da IFPS: http://internationalfreepresssociety.wordpress.com/ e http://freepresssociety.blogspot.com/

O texto de VGM, na íntegra: Dante, Maomé e o medo Vasco Graça Moura vgm@mail.telepac.pt Escritor, deputado europeu Na Divina Comédia, Dante começa a descrever assim um encontro no círculo oitavo do Inferno "E qual mais decepado ou desastroso / / mostrasse o corpo, nada iguala a suja / bolsa em seu fosso nono e horroroso. / Nem pipa a que aduela e fundo fuja, / como um que vi, assim se desmedula, / oco do mento até onde se ruja: / entre as pernas a tripa pende e pula;/ a fressura se vê e o triste saco / que merda faz daquilo que se engula./ Enquanto tudo nele a olhar estaco, / olhou-me e com as mãos se abriu o peito / dizendo: 'Vê como eu me desempaco! / vê como Maomé está desfeito! / À minha frente vai chorando Ali, / fendido, do toutiço ao mento, o aspeito. / E os outros que tu vês todos aqui, / que hão semeado escândalos e cisma / lá na vida, fendidos vês assi.'" (Inferno, XXVIII, 19-36, trad. minha). Maomé e o genro, Ali, são colocados entre os semeadores de escândalo e de cisma, de acordo com a mentalidade cristã da época, e tratados com o maior desprezo numa linguagem violenta e de estilo intencionalmente desconjuntado como a própria pipa a desmanchar-se a que alude. Por implicados numa "cisão", há um diabo que os vai abrindo ao meio a talhe de espada, à medida que eles vão passando e voltando a passar. E de Maomé, o florentino chega a ver as tripas numa metáfora de sórdida abjecção fecal "il tristo sacco / che merda fa di quel che si trangugia". Esta é provavelmente a primeira grande representação grotesca de Maomé que a cultura europeia produziu. Integra-se no genial conjunto de horrores que povoam os quadros do Inferno dantesco e, como tal, faz parte de uma das obras máximas do património cultural europeu. Não há gesto ou atitude que possam suprimi-la em nome do politicamente correcto ou de uma complacência hipócrita e borrada de medo. Vai-se deixar de ler e admirar Dante por causa disso? Vai-se censurar o poema em futuras edições a pretexto de que, assim, ele ofende o Islão? Vai-se fazer um auto-de-fé das edições existentes? Vai-se pedir desculpa ao Islão por a cultura europeia ter produzido destas coisas? A avaliar por algumas cautelosas reacções, já não falta muito. A estupidez e o medo às vezes dão-se circunspectamente as mãos. O escândalo religioso é uma questão com a qual a Europa e o Ocidente têm convivido desde sempre, através de ortodoxias e heresias, cismas, guerras de religião, seitas, anátemas, laicidades e irreverências. Na Igreja Católica não teria havido o Index expurgatorum librorum se não fosse assim. Mas passou há muito o tempo da famigerada confusão entre o poder eclesiástico e o poder temporal que tornou possíveis as fogueiras e a eliminação física dos dissidentes. Deus, Cristo, o Espíri- to Santo, Maria, os anjos, os santos, o Diabo, todas as figuras que povoam o universo da crença cristã, têm sido um constante objecto de representações tanto veneradoras como irónicas, em todas as áreas da expressão humana (e até ao nível de anedotas chocarreiras), e não veio nenhum mal ao mundo por causa disso. O Islão só pode pretender proibir a representação de Maomé a quem o segue. E mesmo assim, face aos direitos humanos, não pode aplicar outras sanções aos infractores que não sejam as do foro espiritual. Uma reprovação religiosa é assunto ligado ao grémio dos crentes e a sanção pode ocorrer apenas nesse foro espiritual, não havendo que discutir-lhe a legitimidade nesse plano. Mas não pode extravasar dele para qualquer outro e muito menos pode acarretar quaisquer consequências penais ou civis. Se a liberdade de pensamento e de expressão envolve a questão da responsabilidade pelas consequências do respectivo exercício, a área da crença ou da descrença é uma daquelas em que isso não se aplica. Ninguém pode ser discriminado ou perseguido por causa delas. E por isso é perfeitamente ridícula a reacção de alguma gente deveras acagaçada com as ameaças fundamentalistas só porque um caricaturista se lembrou de representar o profeta e um jornal publicou essas caricaturas. O Ocidente não pode deixar que se insinue nas suas sociedades esta nova modalidade de terrorismo religioso sob a forma de uma canalha em fúria, acicatada em nome de Alá e do seu profeta, ou sob a forma de chantagem económica. A mesma Europa que tanto diz defender os direitos humanos e aprovou ainda há pouco uma Carta deles, não pode agora perder a face só porque tem medo. Não pode ter medo. Lutar contra a intimidação também é respeitar um direito fundamental.

9.4.09

A vénia (4)

Fonte bem colocada no interior da administração Obama acaba de fazer uma declaração categórica a propósito da infame vénia e da insultuosa pretensão de a fazer passar por mera fantasia da mente perturbada de alguns fanáticos.

A vénia (3)

Ainda a propósito da vénia. Que legitimidade haverá em duvidar da veracidade das afirmações de Obama quanto à sua relação com a religião islâmica - algumas contraditórias entre si, outras manifestas falsas - e da sinceridade da sua conversão ao cristianismo, face a esta demonstração de submissão ao "Guardião das Cidades Santas de Meca e Medina", face às sucessivas "demonstrações de respeito" pelo Islão, face à posição tíbia perante o extremismo islâmico - bem ilustrada pela adopção de eufemismos orwellianos -, face às notícias que dão conta da prática tépida do cristianismo que Obama afirma professar, e face ao acumular de medidas impregnadas da cultura da morte de que falava João Paulo II? Haverá alguma possibilidade real de Obama ter simplesmente mentido e de ser muçulmano? Tem, pelo menos, fundamentação no Corão e nas hadith para o fazer.

8.4.09

A vénia (2)

Ben Smith, do Politico, dá conta dos mais recentes acontecimentos relativos à vergonhosa vénia: «The White House is denying that the president bowed to King Abdullah of Saudi Arabia at a G-20 meeting in London (...) "It wasn't a bow. He grasped his hand with two hands, and he's taller than King Abdullah," said an Obama aide, who spoke on the condition of anonymity. (...)» Percebe-se a razão pela qual o membro da equipa de Obama faz estas declarações sob a condição de manter o anonimato: assim, ninguém lhe poderá chamar mentiroso. Ed Morrisey, do Hot Air, interroga-se sobre se esta aparente tentativa de negar o óbvio e documentado acto, numa aparente tentativa de reescrever a história, será suficiente para despertar o interesse dos media , sobre este acontecimento, os quais, até ao momento, o ignoraram por completo (não venha a dar-se o caso da divulgação desta notícia, e de outras idênticas, vir a criar obstáculos ao processo em curso de canoninação in vita).

7.4.09

Conformidade com a sharia V

As notícias de acomodação das instituições basilares do Ocidente ao Islão vêm, desta vez, da Alemanha, nada mais nada menos dos tribunais e do sistema de ensino alemães. Aqui ficam alguns exemplos: «(...) Lisa, a German woman (46) married to an Egyptian, called the police seeking protection for herself and her 17-year-old daughter from assaults by her husband. Magdi, Lisa’s husband, threatened to kill their daughter who had been raped by a man. Magdi, a practicing Muslim, believes that his daughter committed “Zena” (adultery). He told his wife that he was always suspicious of his daughter who clandestinely had a German boyfriend. Lisa filed a divorce case against her husband, and requested deporting him. The judge, Matthias Rau, at a court in Hanover, Germany, ruled (January 21, 2009), Lisa had to wait for at least one year before she is legally divorced. Her husband cannot be deported. “He must be re-educated, in hopes he would renounce his Islamic understanding of ‘Zena,’” the judge said. The German judge argued, “Muslims have a different understanding of rape than Europeans, and this must be taken into account.” In an interview with a German radio, NDR on February 18, 2009, Rau said, “Sharia aligns rape to adultery, Zena, and victims – women – are often punished instead of prosecuting the perpetrators and convict them.” (...) In another case, the judge, Hans-Dieter Bachmann at a court in Dortmund, also ruled (February 12, 2009), with reference to Sharia. He said, according to the Koran, a Muslim father can beat his 15-year-old daughter who refuses to wear a headscarf, and he cannot be punished, and quoted the following passage from the Koran, “The men are made responsible for the women, and God has endowed them with certain qualities, and made them the bread earners. The righteous women will cheerfully accept this arrangement, since it is God’s commandment, and honor their husbands during their absence. If you experience rebellion from the women, you shall first talk to them, then (you may use negative incentives like) deserting them in bed, then you may (as a last alternative) beat them.” (Suran 4 on Women). (...) Sharia has also infiltrated German schools. The head teacher of a secondary school in Detmold permits Muslim pupils who do not want to learn the evolution theory to learn the “creationist theory” as an alternative. In another school, the head teacher issued instructions to male teachers not to shake hands with Muslim girls after handing over their graduation documents. “This is haram (impermissible) in Islam.” The head teacher said. (...)» Vergonhosa capitulação do ocidente perante a barbárie disfarçada de religião e de cultura. Via Jihad Watch.

Não há Islão moderado

Este é um assunto que está na ordem do dia, depois do acordo entre o governo paquistanês e os talibans do vale de Swat, no nordeste do Paquistão, o qual estabelece o a autoridade civil deste grupo de malfeitores e a aplicação da sharia como única lei, com consequências já aqui apontadas; e depois da iniciativa da administração norte-americana de, no contexto da guerra do Afeganistão (devia talvez chamar-lhe Operação Ultramarina de Contingência do Afeganistão, mas recuso-me) dialogar com os talibans moderados, lamentável oxímoro. E quem proferiu a afirmação que titula este postal foi o primeiro-ministro turco. Ler todo o postal para vislumbrar um exemplo de conversa dupla muçulmana, a propósito do respeito para com Moisés e Jesus arrogado por Erdogan.

6.4.09

Como é que se diz o quê em Austríaco?

Não sei muito bem o que pensar disto. Será que os americanos são mesmo todos estúpidos, sem excepção? Será que terem eleito Obama presidente serve de demonstração disso ou do contrário? Ou quererá isto dizer, simplesmente, que a imagem de Obama como um homem excepcionalmente inteligente e culto, ponderado, sensível que foi universalmente divulgada é a segunda maior mentira do início do sec. XXI (a primeira é, evidentemente, o Aquecimento Global/Alterações Climáticas Antropogénico)? Via Hot Air.

2.4.09

A vénia

Nos Estados Unidos, algumas pessoas procuram compreender o comportamento do presidente. Será apenas mais uma quebra de protocolo, uma demonstração de profundo respeito - a raiar a deferência e a submissão - à qual nem a Rainha de Inglaterra teve direito? Ou obediência a protocolos que são desconhecidos, obrigações adquiridas no caminho até à presidência? É claro que estas questões emergem sobretudo nos blogues conservadores; os grandes media não fizeram qualquer referência a este acontecimento, o qual, ainda assim, parece suscitar algum desconforto - para além do evidenciado pelo Argumentum Fistolatorium mediático - ao ponto de surgirem justificações, algo obtusas. O Olavo de Carvalho aponta para uma pista, oriunda da Newsmax: «(...) Os estudos de Obama em Harvard foram pagos por Khalid al-Mansur, agitador racista que prometeu aos brancos americanos “o maior banho de sangue de toda a História” e é representante nos EUA do príncipe saudita Alwaleed bin Talal, que celebrou o 11 de Setembro como castigo divino. (...)» Uma outra possibilidade, conquistar a simpatia do mundo islâmico através de uma demonstração de deferência sabuja a uma das suas figuras de proa, parece, a ser verdadeira, não ter surtido o resultado esperado. Via Hot Air, aqui, aqui e aqui.

A religião da justissa VIII

Este postal dá conta de uma situação ocorrida no Paquistão, mas que podia ocorrer no Afeganistão, ou qualquer outro local onde a sharia vigore, e levanta as mesmas questões: leis especiais para um grupo ou uma região não criam, na prática, um estado dentro de um estado? Haverá realmente um Islão moderado? «This grainy footage appears to show a 17-year-old girl being beaten by Islamic radicals in Pakistan’s northwestern region of Swat, where Sharia law was introduced after the government reached a truce with the Taleban in February.

A local Taleban commander in the militant stronghold of Matta, 25 miles from the regional capital, Mingora, ordered the girl to be flogged a week ago after accusing her of adultery, according to local reporters.

But some residents of Matta have accused the commander of ordering the beating to get revenge after the girl refused to accept his proposal of marriage, the reporters told The Times. (...)

(...) President Zardari of Pakistan insists that the truce was made with “moderates” in the region and his officials have even held it up as a model for other parts of Pakistan’s troubled northwest, which borders Afghanistan.

(...) [T]his footage appears to back up reports from many local residents that the men who have over-run Swat are no more moderate than the Taleban government that ruled Afghanistan until 2001. It is also likely to reinforce fears that the militants are now using Swat, which is just 100 miles from the Pakistani capital, as a base to spread their ideology and launch terrorist attacks deeper within Pakistan.»

Via Jihad Watch.

A religião da justissa VII

O presidente afegão, Hamid Karzai, ratificou uma lei, aprovada em ambas as câmaras do parlamento afegão, que permite à minoria shiita regular as suas relações através da sharia, ao arrepio da constituição do país, criando, para todos os efeitos, um estado dentro do estado. Na prática, a lei estabelece um estatuto inferior para as mulheres, tratadas como propriedade dos respectivos ascendentes ou maridos, aos quais cabe autorizar a mulher a sair de casa, arranjar um emprego, etc. Às mulheres é vedado, ainda, o direito de se recusarem a ter relações sexuais, reconhecendo aos maridos o direito ao estupro conjugal. Resta dizer que Karzai é um aliado do ocidente e que é considerado um moderado, o que reforça a tese que postula a inexistência de um Islão moderado. O argumento eleitoralista aventado pela peça do Telegraph não pode ser aceite. Numa democracia, não vale tudo, a menos que essa democracia esteja assente na taqiyya, a qual não apenas legitima mas promove a mentira como arma na batalha literal ou política. Via Jihad Watch.

Conformidade com a sharia IV

Depois da polícia norueguesa e britânica, é a vez dos bombeiros da Velha Albion acomodarem o seu fardamento à sharia. Teria graça ver o que sucederia a uma destas cidadãs se aparecessem, por exemplo, em Rabat ou Teerão com as pernas expostas deste modo indecoroso: Via Jihad Watch. Addendum: parecem ter-se esquecido das luvas.

28.3.09

Sarilhos de uns e sarilhos de outros VII

Uma equipa do Channel4 deslocou-se à Turquia em reportagem sobre os chamados homicídios de honra e encontrou imensas mulheres metidas em sarilhos. Aqui ficam alguns: Numa determinada região do país, uma mulher pode desonrar a família se estiver muito próxima de um homem que não seja da família. Nem telemóvel pode ter, não vá dar-se o caso da mulher atender uma chamada feita por um homem. Caso a mulher desonre a família, um conselho de família reúne-se para determinar qual deve ser o destino da perpetradora da ofensa, o qual, como se vem sabendo, pode ser uma expedição antecipada para o Paraíso ou para os Suplícios da Tumba, antes de seguir para o Inferno - só Alá sabe. Ao que consta, as mulheres vivem aterrorizadas perante a possibilidade de serem espancadas ou mortas pelos seus irmãos e pai com base em boatos. Uma das mulheres entrevistadas pela repórter relatou que uma sobrinha terá sido morta pelo marido porque este, não sendo capaz de consumar o matrimónio, decidiu eliminar a testemunha directa do seu opróbrio. Segundo a mesma mulher, estes crimes são frequentes, até porque, acrescento eu, entre os muçulmanos é frequente o casamento entre homens já entrados em idade com mulheres jovens, a exemplo do seu profeta. Numa outra região, o pai de um indivíduo conta à repórter que o seu filho extirpou os olhos à esposa, cortou-lhe a língua e colocou o cadáver num saco antes de o queimar. Quase todos os homens da aldeia dizem-se dispostos a matar as mulheres e as filhas para defender a honra da família. Via Jihad Watch.

27.3.09

Conselho dos direitos dos malfeitores

O Conselho dito dos Direitos Humanos das Nações Unidas - órgão sequestrado pela Organização da Conferência Islâmica, respaldada pelas distopias comunistas (Bielorrúsia, Cuba, Venezuela), as quais, em troca, são, quando necessário, apoiadas pela dita Organização - aprovou hoje uma resolução que apela aos estados membros para a criação de leis que criminalizem a difamação das religiões. Para além de estarmos perante o que pode ser um rude golpe na liberdade de expressão, estamos, concerteza, face a uma vitória dos países islâmicos, uma vez que a proposta visa defender o Islão do escrutíneo e das críticas de que tem sido alvo, as quais apontam objectivamente para uma cada vez mais evidente relação entre o Islão - Corão, hadith, suna, ulema - e o terrorismo, a derrocada do estado de direito no ocidente islamizado, diversas violências sobre as mulheres, em suma: o retorno à Arábia do séc. VI. A nota positiva pode residir - só o futuro o dirá - no facto de que com esta e outras resoluções semelhantes o dito Conselho das Nações Unidas consume o processo da sua própria descredibilização, até à mais absoluta insignificância, o que seria facilitado se os estados do mundo anteriormente livre se retirassem deste covil onde se urdem alianças de malfeitores, ou nunca lá tivessem montado arraiais, a exemplo dos EUA, por decisão da administração W. Bush, decisão que se encontra em processo de revisão pela administração Obama, da qual, por mais sinais positivos que lance, se pode esperar o pior. Via Jihad Watch e Hot Air.

Justiça poética II

Terrorista suicida islâmico faz-se explodir acidentalmente e mata seis dos seus co-religionários. Via Jihad Watch.