3.6.09

Governar ao centro

Segundo o famigerado entertainer, Hugo Chavez - que parece ter voltado ao activo depois do cancelamento ontem aqui aludido -, a governação do presidente Obama está bem encaminhada para ultrapassar pela esquerda o autor da análise e o seu mentor, o Eterno Fidel. De facto, com a redefinição do centro do espectro político cada vez mais à esquerda, só mesmo um irredutível comunista ou socialista (pequena diferença de grau) pode afirmar que Obama governa ao centro. Via American Thinker.

2.6.09

Famoso entertainer venezuelano cancela shows

Hugo Chavez, o famoso entertainer televisivo venezuelano, que acumula funções como Presidente da República Bolivariana da Venezuela, cancelou os shows programados para os terceiro e quarto dias das celebrações do décimo aniversário do seu programa televisivo semanal. Os fãs estão preocupados com a possibilidade de algo de grave se ter passado com o comediante, o qual não é visto em público desde o final do segundo das comemorações. Via American Thinker.

Al-andalus é alvo

Uma célula da Al Qaeda, localizada em Barcelona, que planeava ataques terroristas nos países envolvidos na guerra no Afeganistão foi desmantelada durante uma rusga policial realizada há mais de um ano, soube-se recentemente. Os atentado em cadeia deveriam começar em Barcelona e incluir Portugal. Segundo a procuradora espanhola responsável pelo caso, os elementos da rede terrorista teriam como motivação, para além do já referido envolvimento na guerra contra os talibans, o facto do próprio Osama bin Laden se referir à Península Ibérica como território que deve ser recuperado para o domínio do Islão, de acordo com a doutrina islâmica segundo a qual todos os territórios que já estiveram sob o seu domínio pertencem ao Islão eternamente. Via Jihad Watch.

O burgesso

Mais um grande momento do mais inteligente, mais brilhante presidente de sempre. A língua inglesa é muito traiçoeira.

A night at the theater

O presidente Obama e a sua esposa foram a NY jantar e ao teatro, acompanhados por uma extensa comitiva de jornalistas (ao que parece, em NY todos os jornalistas estavam de folga). Para além dos três aviões para as ligações DC-NY e dos vários helicópteros envolvidos nos transfers, cortes de trânsito perturbaram a vida dos nova-iorquinos. No que diz respeito à conta, as estimativas variam entre os 24000 e os 73000 USD. Só me ocorre uma expressão: novo-riquismo. O porta-voz da administração teve dificuldades em lidar com uma pergunta que um jornalista (provavelmente fascista, no mínimo racista) teve o atrevimento de colocar:

Maravilhas das democracias-populares

Após terem assistido a uma suave sucessão na democracia-popular cubana, na dinastia Castro, as democracias burguesas contemplam com inveja a exemplar transição de poder das mão do Querido-Líder - que o recebera do seu pai, o Grande-Líder - para o seu filho Kim Jong Un (que, segundo fontes anónimas, passará a ser designado Querido-Grande-Líder). Em preparação para o auspicioso dia em que o jovem Un receberá o poder das mãos de seu pai, as crianças já outra coisa não fazem que aprender canções de louvor ao terceiro da dinastia Kim. Que sorte, a da Coreia do Norte, ter à frente dos seus destinos esta divina estirpe.

31.5.09

Aliança natural - II

Na Grécia repetem-se as manifestações de violento protesto pela alegada profanação de um exemplar do Corão por um agente policial durante uma rusga, uma semana depois das primeiras manifestações. O que esta notícia da AFP tem de mais interessante é a exposição da aliança natural verde-vermelha, entre o extremismo islâmico e o extremismo de esquerda, ao dar conta do facto dos protestos terem sido convocados por organizações de esquerda e por grupos anti-racistas. A defesa da liberdade religiosa por parte destas organizações parece inclinar-se para uma religião em particular, o Islão, ou, pelo menos, nunca favorecer qualquer confissão cristã, já para não falar do respeito que estas organizações, em geral, devotam à Bíblia. Via Jihad Watch, onde se chama a atenção para o modo como os media classificam os cidadãos que se opõem à tomada do poder pelos islamistas, neste caso à tomada das ruas de Atenas: de extrema-direita.

Aliança natural

A aliança entre o extremismo islâmico e o extremismo de esquerda surpreende os mais distraídos, mas não é senão uma aliança natural: ambos querem construir um mundo novo sobre as ruínas do actual. Esta é uma das teses propostas por Jamie Glazov no livro United in Hate: The Left’s Romance with Tyranny and Terror, apresentado pelo próprio autor neste video: Via Gates of Vienna.

Deixai-os ir para outro país ou para casa

A administração Obama procura impedir que o Supremo Tribunal considere o apelo dos uighur detidos em Guantanamo, a má, após a administração Bush ter contestado uma decisão de uma instância inferior que ordenou a sua libertação em território americano. Em defesa da sua posição a administração Obama não invoca razões de segurança e afirma que os uighur dispõe de óptimas condições de alojamento em Guantanamo, já aqui aludidas. Também previmos que a decisão do congresso de não conceder fundos para o fecho de Guantanamo era vantajosa para Obama, que podia vir a responsabilizar o congresso pelas alterações aos seus planos para lidar com os combatentes inimigos aí detidos e até, in extremis, pelo não cumprimento da promessa de fechar Guantanamo até Janeiro de 2010. Mais uma situação em que Obama recua para posições próximas da anterior administração. Via Hot Air.

Boca (grande) em cabeça (semi-oca)

Em mais uma acção de campanha eleitoral com vista às eleições presidenciais, o presidente Obama deslocou-se a uma hamburgueria para almoçar, acompanhado por outros membros do seu gabinete e do inevitável séquito jornalístico. Durante o informal almoço, o presidente, em permanente exercício de funções, aproveitou para se informar sobre as funções de um dos comensais, seus subalternos, o qual, com evidente embaraço, tentou evitar explicar que trabalhava com informação mais ou menos confidencial, coisas sobre as quais não convém falar frente a câmaras de televisão. Este episódio revela o nível de amadorismo do presidente no desempenho das suas funções e os riscos que daí podem advir para a segurança dos EUA e do mundo, considerando que ameaças como a norte-coreana e, sobretudo, a iraniana são globais. Via American Thinker Blog.

Quem é que se lembra do Eixo-do-Mal?

O Eixo-do-Mal, expressão da administração Bush 43 para designar o complexo informal de terror composto pelo Iraque, Irão e Coreia do Norte, foi motivo de irrisão da parte da intelligentsia mundial, e a portuguesa não foi excepção. Dados os acontecimentos recentes no Irão e na Coreia do Norte, já para não falar no recrudescimento da violência no Iraque, ninguém quer escarnecer agora da expressão?

30.5.09

"Dez razões para nos livrarmos da União Europeia"

A uma semana das eleições para o parlamento europeu, recomenda-se a leitura de Ten Reasons to Get Rid of the European Union, segunda parte do livro Defeating Eurabia, da autoria do blogger Fjordman. Nesta parte do livro, Fjordman analisa várias vertentes da União Europeia, desde a sua génese até ao presente, e aponta vários problemas, como o enfraquecimento das autonomias nacionais, a vulnerabilidade dos estados europeus aos avanços do Islão, a concentração do poder em comissões e em burocratas, não eleitos, a centralização do poder em órgãos sem legitimidade democrática, as práticas totalitárias no seio da união, entre outras. Advertências a ter em conta.

29.5.09

Dois livros, duas atitudes

Enquanto o exército americano no Afeganistão queima bíblias, muçulmanos colocam a Grécia a ferro-e-fogo a propósito de um alegado acto de desrespeito ao Corão. Dito de outra maneira, os muçulmanos permitem-se ameaçar, partir e queimar uma cidade ocidental, perante alguma complacência mesmo de sectores anticlericais, porque se sentem ofendidos, enquanto o ocidente queima o livro sagrado dos cristãos - que inclui o livro sagrado dos judeus -, com medo de que reacções semelhantes às dos muçulmanos na Grécia se abatam sobre os os cristãos que vivem no mundo islâmico (onde também se queimam bíblias) e sobre o ocidente. Em suma, o ocidente já se encontra sob domínio islâmico, por via do medo da consumação das ameaças de violência, o qual limita a liberdade religiosa e de expressão dos ocidentais nos seus países. Entretanto, também no Afeganistão, as autoridades destroem livros potencialmente ofensivos para os sunitas.

Derrocada moral na geração dos filhos da Revolução Sexual.

Depois de décadas de apologia do sexo como medida salutar para resolver as pulsões da juventude, que, de outro modo, causariam conflitos internos e recalcamentos danosos, com um único imperativo de tipo sanitário elevado à condição de imperativo moral, de que fosse praticado com segurança anticoncepcional e precavendo a transmissão de doenças venéreas, chegamos a este ponto, o que já não é propriamente uma novidade. Como é que querem agora, ao fim de todo este tempo, explicar aos garotos que sexo oral é sexo e que que não é a mesma coisa que comer um iogurte.