«(...) Ainda a cidade não havia caído e já a França, a amiga de todas as tiranias, de Saddam e Khomeiny a Mao, reconhecera o governo do Kampuchea Democrático. Um padre francês, François Ponchaud, testemunha presencial da tragédia, lavrou então extenso relatório que ninguém quis aceitar como fonte credível e imparcial. A obra, que guardo entre outras dezenas que fui comprando e anotando ao longo dos anos, tinha por título Camboja: Ano Zero e foi editada em finais de 1976, entre o desprezo dos liberais, a fúria dos intelectuais e o silêncio cúmplice da Igreja. Ora, relendo a obra, está lá tudo o que acontecera, o que podia acontecer e o que de facto veio a acontecer sob o regime genocida de Pol Pot. Noam Chomsky afirmou então que o testemunho do Padre Ponchaud não passava de cabala contra o socialismo. Só não acreditou quem se deixara cegar por décadas de propaganda comunista. Se Trostky aplicara o "comunismo de guerra", se a Espanha se enchera de valas comuns, se sobre todo o Leste europeu se abatera a mais sinistra forma de governação pelo medo de que havia memória, se Mao trucidara milhões, por que razão Pol Pot não faria o mesmo ? (...) Depois disto, só pode permanecer comunista quem perdeu aquela elementar dignidade que nos separa da animalidade.»
nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura
29.10.09
Terror khmer
Miguel Castelo Branco sobre o terror khmer:
Estratégia anti-terrorista (2)
Estratégia anti-terrorista
Com a situação a complicar-se no Afeganistão, Victor Davis Hanson, no Pajamas Media, analisa a estratégia da administração Obama na gestão deste conflito, entre outras coisas.
Um cronista a seguir atentamente:
«(...)Terrorism
Here is our anti-terrorism policy.
Believe all that and you can lie back and enjoy the age of Obama. (...)»
28.10.09
Palestinianos torturados
Ler Melanie Phillips: palestinianos do Hamas torturados por palestinianos (moderados) da Fatah, os quais recebem generosos subsídios do estado britânico.
Não deixar de ler o postal de Tom Gross no Media Blog da National Review.
«(...) Meanwhile, as Palestinian detainees are being tortured to death in Palestinian Authority jails, Palestinian prisoners (including convicted terrorists) in custody in Israel are studying for Israeli university degrees (at Israeli taxpayers’ expense) and also given cable TV, IPods and dental treatment – but international human rights groups instead criticize the treatment of prisoners in Israel, whose deputy foreign minister and former ambassador to Washington Danny Ayalon narrowly escaped being arrested in Britain for “war crimes” yesterday.
27.10.09
É comprar
O New York Times noticia que em Gaza, através de túneis escavados sob a fronteira com o Egipto, entram todo o tipo de bens de consumo. Aqui fica uma lista copiada do artigo:
«Dusty sacks filled with cans of Coca-Cola (...), [t]housands of motorcycles (...), flat-screen televisions, microwaves, air-conditioners, generators and ovens, (...) cars smuggled in parts, (...) live animals, motorcycles, potato chips, Coca-Cola and clothing for women and children. But the most lucrative import is fuel (...).»Melanie Phillips questiona:
«(...) And what else apart from live animals, motorcycles, potato chips, flat-screen televisions, microwaves, air-conditioners, generators and ovens is coming in through those tunnels? We can all guess.»
Corrosão cultural premeditada
Melanie Phillips dá conta das revelações feitas por Andrew Neather, redactor de discursos dos governos trabalhistas de Blair a respeito da imigração maciça e do seu efeito sobre o tecido cultural e social britânico, revelações essas que já mereceram do seu autor uma tentativa de recuo.
Afirma Phillips:
«In the Daily Mail, I have written about the amazing revelation (...) by Andrew Neather, a former speechwriter to various Labour ministers, that the government had not only deliberately encouraged mass immigration to Britain in order to destroy its identity and transform it into a multicultural society but had covered up what it was doing because it was well aware that the public would rise up in revolt. Such a deliberate transformation of Britain’s society while keeping the public in the dark can only be described as treachery. (...)»
A ler integralmente, o artigo do Daily Mail e o postal do Spectator.
Estas revelações têm a sua ressonância amplificada pelas informações recentes a respeito da entrada em vigor dos tribunais de sharia no Reino Unido.
Aristocracia Democrata (3)
Maria Antonieta terá perguntado, quando informada de que o povo não tinha pão para comer, por que não comiam bolos.
Esta história apócrifa transformou-se no paradigma da alienação dos governantes aristocratas em relação à vida real dos seus concidadãos pobres.
Uma das razões invocadas para essa extrema alienação seria a educação aristocrata, a qual não compreendia nenhum contacto com o povo.
Inexplicável a esta luz é o comportamento dos Obama, já outras vezes aqui reportado.
A menos que o mito das origens plebeias de Obama e da esposa seja falso.
Na verdade, um e outro nasceram e foram educados em famílias de classe média-alta, com elevado nível académico, razão provável para o sentimento de que algo lhes é devido pela sociedade e que tem sido cobrado por via da affirmative action.
Agora a cobrança faz-se na Casa Branca.
Todos comem; até o cão:
«The world may be in economic turmoil, America might be fighting two wars miles from home and Barack Obama may have suffered the steepest fall in presidential approval ratings in 50 years, but that clearly does not mean that Bo has to lead a, er, dog's life too. Turning one, he was feted at a birthday party earlier this month in the White House's Rose Garden that included the cake. The details of his party emerged yesterday in a television interview given by Michelle Obama via satellite link with Jay Leno, the chat show host."We had a really sweet celebration," admitted Mrs Obama. "He got a doghouse cake made out of veal stuff (...).»Via American Thinker Blog.
26.10.09
Um país, dois sistemas legais
«ISLAMIC law has been officially adopted in Britain, with sharia courts given powers to rule on Muslim civil cases. The government has quietly sanctioned the powers for sharia judges to rule on cases ranging from divorce and financial disputes to those involving domestic violence. Rulings issued by a network of five sharia courts are enforceable with the full power of the judicial system, through the county courts or High Court. Previously, the rulings of sharia courts in Britain could not be enforced, and depended on voluntary compliance among Muslims. (...) There are concerns that women who agree to go to tribunal courts are getting worse deals because Islamic law favours men. Siddiqi said that in a recent inheritance dispute handled by the court in Nuneaton, the estate of a Midlands man was divided between three daughters and two sons. The judges on the panel gave the sons twice as much as the daughters, in accordance with sharia. Had the family gone to a normal British court, the daughters would have got equal amounts. In the six cases of domestic violence, Siddiqi said the judges ordered the husbands to take anger management classes and mentoring from community elders. There was no further punishment. In each case, the women subsequently withdrew the complaints they had lodged with the police and the police stopped their investigations. (...)»Via Gates of Vienna. Addendum: "Omnis Ciuitas contra se diuisa non stabit."
Solução bélica
O Hamas esclarece, para quem ainda tinha dúvidas, que solução para os conflitos à volta da soberania sobre a Cidade Santa, Jerusalém, será bélica:
«(...) Hamas political leader Khaled Meshal declared that "Jerusalem's fate will be decided with jihad (holy war) and resistance, and not negotiations." (...)»Via Jihad Watch.
3ª Intifada emerge
O Hamas apela à insurreição árabe por alegada profanação da mesquita situada no Monte do Templo:
«(...) The group [Hamas] (...) called on Palestinians to rise up against Israel, for Arabs and Muslims worldwide to punish Israel. "The real battle begins again," declared spokesman Fawzi Barhoum. In the West Bank, the Palestinian Authority condemned the Israeli operation. "Jerusalem is a red line that Israel should not cross," said Nabil Abu Rdeneh, spokesman for PA President Mahmoud Abbas. (...)»Entretanto, um membro árabe do parlamento israelita (!?) queixou-se de ter esperado 50 minutos para entrar na mesquita. Via Jihad Watch.
Obama iguala Bush
Em apenas nove meses, o presidente Obama já conseguiu fazer algo que levou a Bush dois anos e meio a conseguir: jogar 24 partidas de golfe.
Com uma agenda tão carregada de compromissos inadiáveis e de acções de angariação de fundos, não surpreende que não tenha disponibilidade para ir a Berlim participar nas comemorações (para alguns deplorações) da queda do Muro.
23.10.09
Porque é militar
O alarido à volta dos lamentáveis episódios de violência no Colégio Militar só se compreende se nos dermos conta de que se trata de um caso instrumentalizado pelas forças políticas revolucionárias, sempre à espreita de uma ocasião para destruir os pilares da civilização ocidental e as forças que a defendem, prontamente amplificado por media sedentos de sangue, quando não ideologicamente comprometidos.
Carlos Velasco, n'O Gládio, a propósito da nomeação de Augusto Santos Silva para a pasta da Defesa, resume:
«(...) Não por acaso aparecem agora notícias que visam desacreditar o Colégio Militar, instituição que deveria servir de exemplo para todas as escolas da Nação. O barulho que fazem em torno de uma banalidade típica de todas as escolas e que deve ser combatida constantemente pelos responsáveis, o abuso dos menores pelos maiores, é simplesmente uma pequena parte de uma campanha intensa para destruir as forças armadas portuguesas e acabar com a soberania do país.
22.10.09
Obsessão
Quando a esquerda elege uma figura como inimiga a abater qualquer pessoa avisada fica a saber que a dita personagem deve ter qualidades excepcionais e que é digna, pelo menos, de um seguimento atento, eventualmente de admiração e apoio.
É esse, sem dúvida, o caso de Sarah Palin.
O caso mais recente de obsessão anti-Palin surge na sequência do lançamento do livro de Palin, em co-autoria com Lynn Vincent (sem pretender tê-lo escrito sozinha), aprazado para dia 17 de Novembro e que lidera, ainda antes do lançamento, a lista dos mais desejados de diversas cadeias comerciais, tendo inclusive dado origem a uma feroz competição para a sua venda ao preço mais baixo.
Um grupo de esquerdistas (substantivo que dispensa adjectivação) decidiu lançar um livro com a mesma aparência e com o mesmo nome, apenas com distinto subtítulo.
O livro, que consiste numa recolha de artigos críticos de Palin já publicados, procura cavalgar a onda comercial e dela tirar proveito material, para além de garantir aos seus editores o perverso prazer cumulativo de denegrir Palin e enganar compradores distraídos.
Não se deixe enganar: compre já o verdadeiro.
Não se deixe enganar: compre já o verdadeiro.
De caminho a atalho
A discussão nos EUA acerca da reforma do sistema de saúde leva muitos a voltar-se para os sistemas públicos de saúde.
Na National Review Online, Wesley Smith aborda o problema dos cuidados paliativos aplicados a partir de um protocolo algo burocrático se transformarem em homicídio por privação de assistência médica e de nutrientes, uma espécie de eutanásia dissimulada e contra a vontade dos familiares dos doentes.
Maravilhas dos serviços públicos, que, no caso da saúde, acabam inevitavelmente por conduzir à necessidade de racionar, de deixar alguém de fora.
Ver O Dever de Morrer.
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