3.4.10

Crux Fidelis/Pange Lingua

Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis: nulla silva talem profert, fronde, flore, germine. Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet. Pange lingua gloriosi lauream certaminis, et super crucis trophæo dic triumphum nobilem: qualiter Redemptor orbis immolatus vicerit. Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis: nulla silva talem profert, fronde, flore, germine. De parentis protoplasti Fraude Factor condolens, quando pomi noxialis in necem morsu ruit: Ipse lignum tune notavit, Damna lignus ut solveret. Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet. Hoc opus nostræ salutis Ordo depoposcerat: Multiformis proditoris Ars ut artem falleret: Et medilam ferret inde, Hostis unde læserat. Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis: nulla silva talem profert, fronde, flore, germine. Ó Cruz fiel, entre todas a árvore mais nobre: Nenhum bosque produz igual, em ramagens, frutos e flores. Ó doce lenho, que os doces cravos e o doce peso sustentas. Canta, ó língua, o glorioso combate [de Cristo], e, diante do troféu da Cruz, proclama o nobre triunfo: a vitória conseguida pelo Redentor, vítima imolada para o mundo. Ó Cruz fiel, entre todas a árvore mais nobre: Nenhum bosque produz igual, em ramagens, frutos e flores. (Eating of the tree forbidden, man had sunk in Satan's snare, when our pitying Creator did this second tree prepare; destined, many ages later, that first evil to repair.) Ó doce lenho, que os doces cravos e o doce peso sustentas. (Such the order God appointed when for sin He would atone; to the serpent thus opposing schemes yet deeper than his own; thence the remedy procuring, whence the fatal wound had come.) Ó Cruz fiel, entre todas a árvore mais nobre: Nenhum bosque produz igual, em ramagens, frutos e flores.

Crux Fidelis

El-Rei Dom João IV
Crux fidelis, inter omnes arbor una nobilis: nulla silva talem profert, fronde, flore, germine. Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet. Ó Cruz fiel, entre todas a árvore mais nobre: Nenhum bosque produz igual, em ramagens, frutos e flores. Ó doce lenho, que os doces cravos e o doce peso sustentas.

1.4.10

Muçulmanos tomam a catedral de Córdoba (2)

A notícia por outras fontes, via La Yijad en Eurabia, onde se faz a seguinte observação a propósito da declaração do bispado cordovês:
«Respeto y diálogo, ja. Hasta que puedan dominarte, como ya sabe cualquiera que se haya molestado en leer el Corán. (...) Como ya hemos relatado en otros incidentes similares, esta actitud no es más que una estrategia a nivel global, con la intención de ocupar los espacios públicos, y en un sentido más espiritual (si un grupo de musulmanes reza en un sitio, según su doctrina ya es terreno musulmán para la eternidad) que ha provodado incidentes similares en otros países (Francia, Italia,etc.), y era cuestión de tiempo el que provocasen de esta manera en España. Un doloroso y peligroso precedente. Y lo que es más vomitivo, en plena Semana Santa.»
O nosso dia há-de chegar. Já vandalizaram o exterior do Santuário de Fátima. Para quando uma profanação?
Locus Iste, de Anton Bruckner (1824-1896).
Locus iste a Deo factus est, inaestimabile sacramentum, irreprehensibilis est. Este lugar foi feito por Deus, um inestimável sacramento, obra irrepreensível.
Uma nota final, para observar que não deixa de ser curioso haver quem teime em chamar ao templo em causa Mesquita de Córdoba, a despeito do facto de ser, desde 1236, uma Catedral Católica. Alguns defendem essa opção dizendo que se trata de uma catedral construída no local e a partir de uma mesquita, parecendo ignorar que a dita mesquita foi construída sobre e a partir de uma igreja católica visigótica. Estou seguro, porém, de que os muçulmanos que frequentaram o local, no tempo em que era efectivamente mesquita, nunca lhe terão chamado Igreja Visigótica de Córdova.

Muçulmanos tomam a catedral de Córdoba

Um grupo de muçulmanos austríacos, em visita turística à catedral de Córdoba, fez do templo católico lugar de culto muçulmano.
A acção foi planeada e levada a cabo metodicamente. Alguns iam armados com armas brancas. Não acataram as instruções dos seguranças do templo para pôr cobro à profanação. Foi necessário apelar à intervenção das forças policiais. A evacuação não foi pacífica. A intenção islâmica, tantas vezes expressa, de reconquistar a Península Ibérica, vai tendo episódios, alguns efectivos, outros simbólicos. Apesar de não haver equivalência em horror entre este tipo de ofensiva e os atentados de Atocha ou com os mais recentes na Rússia, uns e outros são manifestações da mesma realidade: a presunção islâmica da absoluta superioridade do islão em relação às outras religiões, a qual deve ser, se não aceite, pelo menos reconhecida universalmente, num processo que idealmente, na perspectiva islâmica, culminará com a instituição de um califado global. Revela ainda a intrínseca beligerância do islão. Uma e outra característica, note-se, resultam de imperativos contidos nos textos que os muçulmanos têm por sagrado e normativos: o Alcorão e a Suná (Ahadith e Sirá). Para coroar esta notícia, não podíamos deixar de ter uma manifestação, ainda que ligeira, de dhimmitude, sob a forma de uma desvalorização do incidente, por parte do bispado de Córdoba, o qual se apressa a dizer que este acto "não representa a verdadeira identidade muçulmana", quando na verdade qualquer pessoa minimamente versada em assuntos do islão sabe que o islão é isto mesmo. O argumento usado pelo bispado é de uma ingenuidade a roçar o absurdo: o islão não é isto porque "são muitos [os muçulmanos] que mantêm atitudes de respeito e de diálogo com a Igreja Católica". Os nossos estimados bispos parecem ter-se convencido ― e pretendem que as suas ovelhas se convençam ―, de que, pelo facto de uma determinada atitude islâmica não ser universal, nem sequer maioritária, entre os muçulmanos, não seja intrinsecamente islâmica, desconsiderando a doutrina a favor da estatística. Equivale a afirmar que a não utilização de contracepção artificial não é uma prática católica, porque a maioria dos católicos não a respeita (por hipótese), a despeito do ensinamento da Igreja. Estamos, uma vez mais, perante o principal problema do Ocidente perante o islão: o nosso ponto de vista, constituído a partir de uma matriz clássica e judaico-cristã, não nos permite perceber o islão, de tão radicalmente distinto que é. Qualquer ocidental bem formado percebe, por exemplo, que o casamento de um homem de meia-idade com uma garota de onze anos, não é uma união entre iguais e que pode acarretar sérios prejuízos para a noiva. Esta prática, comum no islão, não é compreensível do ponto de vista do homem ocidental, embora seja canónica no islão, assim como apedrejamento dos adúlteros, a decapitação dos apóstatas, a amputação dos larápios, não o são. Qualquer ocidental que deseje compreender o islão ― e os clérigos cristãos têm esse grave dever ― tem que fazer um esforço para saír do seu ponto de vista, que o leva a tomar por desvios aquilo que é canónico no islão. Perceberá que estes horrores não são contingentes, acidentes civilizacionais, mas traços definidores da civilização islâmica.

«(...) Un grupo de 118 turistas de nacionalidad austriaca, procedentes de Málaga y de credo musulmán, compraron sus entradas para acceder a la antigua Mezquita y, al poco, comenzaron a rezar en una de las naves del interior del edificio religioso dirigidos por uno de ellos que hacía de imán. Los vigilantes privados del templo les llamaron la atención y les conminaron a dejar de orar, ya que sólo está permitido si se sigue el rito católico. Guardias lesionados Los turistas no hicieron caso a las advertencias de los guardias jurado y, ocho de ellos, se enfrentaron a los vigilantes, primero de palabra y, al momento, físicamente, de tal modo que se produjo un forcejeo y dos de los guardias de seguridad resultaron heridos, tal y como detalló ayer el Obispado a través de una nota de prensa. Uno de los turistas esgrimió un cuchillo, por lo que los responsables de la seguridad del recinto sagrado llamaron a la Policía Nacional, que acudió a los pocos minutos y desalojó a los visitantes empeñados en rezarle a Alá. Fuentes de la Policía informaron a Efe que este grupo de turistas había planeado esta acción, ya que contaban con distintos «walkie-talkies» para estar conectados entre sí y entraron por diferentes puertas del templo. La evacuación de los turistas no fue pacífica. En plena Semana Santa Un agente de la Policía Nacional resultó herido leve a consecuencia de una patada que le propinó uno de los alborotadores y, además, fue precisa la detención de dos de los organizadores de la oración prohibida, según informaron a ABC fuentes de citado cuerpo de seguridad del Estado. No es la primera vez que la Catedral se convierte en escenario de situaciones tensas por la insistencia de ciertos colectivos islámicos de rezar en su interior, pero quizás lo más significativo es que ahora ha acontecido en plena Semana Santa.

(...)

El Obispado, a través del comunicado a los medios de comunicación por la noche, subrayó que «deploramos el daño [que actos como éstos] pueden hacer a la imagen de nuestra ciudad, y a la cotidiana y pacífica convivencia de sus ciudadanos y visitantes». La autoridad eclesiástica dejó claro «que este incidente puntual no representa la genuina identidad musulmana, pues son muchos los que mantienen actitudes de respeto y de diálogo con la Iglesia Católica». El Obispado recordó que el ex obispo Juan José Asenjo ya escribió en diciembre de 2006 que «el uso compartido de la Catedral por católicos y musulmanes no contribuiría a la convivencia pacífica de los diferentes credos»

Mapa retirado do sítio Atlas Histórico do Mediterrâneo.
Não deixe de ver a etiqueta sobre o Al-Andalus. Via Bivouac-ID.

31.3.10

Em defesa da autoridade e da Igreja

Pedro Arroja, in Portugal Contemporâneo:
«(...) [U]ma civilização só se pode manter e prosperar se dispuser de uma instituição que seja depositária da verdade, e também dos erros que todas as gerações cometeram. Esta tem de ser uma instituição eterna, sob pena de a civilização também falir. Tem de ser uma instituição independente dos homens que em cada geração lhe dão a face, tem de sobreviver ainda que os homens que a governam sejam da pior qualidade possível. Tem de ser uma instituição divina. Essa instituição é a Igreja Católica. Nenhuma outra civilização prosperou como aquela em que a Igreja Católica esteve presente - a civilização cristã. Já vai em dois mil anos, a caminho da eternidade. Possui autoridade e, por isso, a verdade destilada por muitas gerações. Conhece também todos os erros e todos os pecados da humanidade, e não há ninguém como Ela que saiba lidar com eles.»

«Onde fica Jerusalém Oriental?»

Nas últimas semanas foi tema quente o estulto e hipócrita incómodo da administração Obama supostamente causado pela intenção do município de Jerusalém de construir um complexo habitacional, alegadamente numa "zona da cidade disputada pelos palestinianos" ― a propósito desta expressão, diga-se que todo o território de Israel se encontra numa zona disputada pelos palestinianos, razão que os leva a rejeitar sistematicamente as proposta para o estabelecimento de dois estados: pretendem um só estado, muçulmano, judenrein (purificado de judeus) e com os cristãos subjugados, à semelhança do que acontece hoje nos territórios sob a autoridade palestiniana; um estado palestiniano, do rio (Jordão) ao mar (Mediterrâneo). Onde se situa, então, Ramat Shlomo (רמח שלםה) o local do absurdamente controverso projecto habitacional? É ver e confirmar noutras fontes, se não se acredita no disparate. Repare-se, a talhe de foice, na localização um outro projecto, igualmente controverso há alguns meses, o de Gilo (גלה).
«We’ve heard a lot of talk about “Arab East Jerusalem” and how upset the Obama administration is about Israel building in it. The only problem is, the building that Israel announced last week is NOT East Jerusalem – Ramat Shlomo is North Jerusalem! And six months ago, the Obama administration was yelling about Gilo – that is in South Jerusalem. So, is the Obama administration trying to make Israel look bad by distorting the truth? Take a look at this map of Jerusalem, courtesy of the Jerusalem Centre for Public Affairs, of Jordanian East Jerusalem before Israel won the land back in 1967. Ramat Shlomo is clearly directly north of the city, and Gilo is southwest of the city.»
Map of Arab East Jerusalem, 1948-1967. Note the locations of Israel's construction, far from East Jerusalem.
In Middle East Facts Weblog, sítio a seguir.

«Como calar a Igreja?»

De Bruno Mastroianni, a seguir, já na nossa lista de fontes, na coluna da direita.
«Problema: come si fa a zittire la Chiesa? È incontrollabile dal punto di vista economico (non agisce per lucro), inattaccabile da quello culturale (non ha paura di dire la sua controcorrente), è molto presente a livello sociale nella vita delle persone. Soluzione: bisogna agire sul terreno dell’emotività, magari con delle accuse odiose al suo capofila. Non importa se infondate, vecchie e già chiuse, basta tirarle fuori una alla volta, in modo che rimanga un’impressione sgradevole sul Papa. Così è stato fatto. A partire da suo fratello, con episodi (degli anni Cinquanta!) a cui era estraneo, tanto per inserire un “Ratzinger” nei titoli. Per proseguire con il caso di “padre H” a Monaco (anche questo antico e strachiuso) tanto per nominare l’“arcivescovo Ratzinger”. E poi il New York Times, smentito dalle stesse carte che produceva (tanto chi si prende la briga di leggerle?). E poi la serie di antichità pedofiliache che ci stanno ammorbando da settimane. È una procedura vecchia come la storia del mondo: quando una cultura dominante avverte di non avere più presa, cerca di far fuori le culture concorrenti (più vitali), usando il potere. È successo durante la caduta dell’impero Romano, è successo con il declino dell’Ancien Régime. Non ha mai funzionato. Il marasma mediatico pedofilo-fobico è uno dei tanti sussulti della fine dell’epoca moderna. È l’opposizione scomposta di una certa cultura di fronte al modello di cristiano – libero, razionale e pieno di fede – che Benedetto XVI rappresenta. Impossibile fronteggiarlo sul piano dell’intelligenza.»

O sacerdote na celebração do tríduo pascal

In Zenit:

«A Carta aos Hebreus é o único texto do Novo Testamento que atribui ao nosso Senhor Jesus Cristo os títulos de “Sacerdote”, “Sumo Sacerdote” e “Mediador da Nova Aliança”, graças à oferenda do sacrifício do seu corpo, antecipado na Ceia mística da Quinta-Feira Santa, consumado sobre a cruz e apresentado ao Pai com a ressurreição e a ascensão ao céu (cf. Hb 9,11-15). Este texto é meditado na Liturgia das Horas da quinta semana da Quaresma – ou da Paixão, como no calendário litúrgico da forma extraordinária do Rito Romano – e na Semana Santa.

Nós, sacerdotes católicos, devemos sempre contemplar Cristo e ter os mesmos sentimentos d’Ele; esta ascese acontece com a conversão permanente. Como se realiza a conversão em nós, sacerdotes? No rito da ordenação nos é pedido o ensino da fé católica, não das nossas ideias; “celebrar com devoção dos mistérios de Cristo – isto é, a liturgia e os sacramentos – segundo a tradição da Igreja”, e não segundo o nosso gosto; sobretudo, “estar cada vez mais unidos a Cristo Sumo Sacerdote, que, como vítima pura, ofereceu-se ao Pai por nós”, isto é, conformar nossa vida segundo o mistério da Cruz.

A Santa Igreja honra o sacerdote e o sacerdote deve honrar a Igreja com a santidade da sua vida – este foi o propósito de Santo Afonso Maria de Ligório no dia da sua ordenação –, com o zelo, com o trabalho e com o decoro. Ele oferece Jesus Cristo ao Pai Eterno e por isso deve estar revestido das virtudes de Jesus Cristo, para preparar-se para o encontro com o Santo dos Santos. Que importante é a preparação interior e exterior para a sagrada liturgia, para a Santa Missa! Trata-se de glorificar o Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo.

Pois bem, tudo isso se realiza em grau máximo na Semana Santa, a Grande e Santa Semana, como dizem os orientais. Vejamos alguns dos seus principais actos, com base no cerimonial dos bispos.

30.3.10

Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música - ilustração (2)

Mais uma ilustração da diabólica proibição islâmica da música, in Jihad Watch:
«In a tiny workshop on the roof of his home in a Baghdad slum, Farhan Hassan works in secret, lovingly curving wood and tightening strings to make his ouds -- a traditional Arabic instrument.

Only close family and friends know what he is doing, because the militiamen in his neighborhood frown on such frivolities.

(...) [N]owadays few in the country play or make the oud, a pear-shaped, deep-voiced cousin of the lute. Hundreds of artists fled Iraq during the violence in recent years -- and continued instability and the power of religious hard-liners give them little desire to return....

Now Hassan is also hoping to leave Iraq. Like many of the estimated 2.5 million Shiites who live in Sadr City, he has had to cope with some of the city's worst living conditions. Militiamen have closed music stores, prohibited the mixing of the sexes, banned wedding parties, imposed the Islamic hijab on women and murdered gay men -- all while making a living as hired guns....

"I could have gone out on the streets carrying an RPG or a machine-gun and people would either take no notice or commend me on my courage," he mused. "But I would have probably been killed if I had gone out with an oud in my hand," he said with a laugh tinged with bitterness.»
Recomenda-se uma leitura, mesmo que na diagonal, dos comentários à entrada da qual retirámos estes excertos de uma notícia da AP, com destaque para o de Hugh Fitzgerald:

«If one follows strictly, to the letter, Islam, then music is to be banned. And in some settings this is true. For example, think of the vast corpus of sacred music, church music, in Christianity as compared to the complete absence of any analogous music in the mosque. The Muslim apologist (...) points to some examples of popular music and claims that this rebuts those who say Islam bans or at least discourages music, is ignoring the fact that not everyone is necessarily strict in his observances, but that the rules as to What Is Commanded and What Is Prohibited are there, and at any time may, if Islam is taken more fully to heart (and when, or why, that happens to any individual Muslim is not predictable, least of all by non-Muslims) be enforced. See what the Taliban did to wedding-singers in Afghanistan. See what happens to some music and DVD stores in Hamastan, that is Gaza. See what happens to the RAI singers of Algeria, some of them actually murdered by those most fanatical in their faith.

Whatever musical tradition previously existed in lands then conquered by Islam were soon subject to constraints and the result was the musical impoverishment we see today.»

(Oud)
Ver Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música, Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música (addendum), Música e teologia: Pio X - Tra le sollecitudini, Música e teologia: Pio X - Tra le sollecitudini (2), Para uma verdadeira compreensão do islão: a proibição da música - ilustração, A aversão à música como característica do diabólico.

26.3.10

Gloria, laus, et honor tibi sit Rex Christe Redemptor cui puerile decus prompsit hossana pium. Ingrediente Domino in sanctam civitatem, hebræorum pueri resurrectionem vitæ pronuntiantes cum ramis palmarum 'Hossana ― clamabant ― in excelsis!'. A glória, o louvor e a honra, sejam para ti, Rei Cristo Redentor, ao qual o piedoso orgulho infantil cantou: 'Hossana!' Entrando o Senhor na cidade santa, as crianças dos hebreus anunciavam a Ressurreição e a Vida, e com ramos de palmeira, exclamavam: 'Hossana nas alturas!'
Stabat mater dolorosa juxta Crucem lacrimosa, dum pendebat Filius. Cuius animam gementem, contristatam et dolentem pertransivit gladius. O quam tristis et afflicta fuit illa benedicta mater Unigeniti! Quæ mærebat et dolebat, et tremebat, dum videbat nati pœnas inclyti. Quis est homo qui non fleret, Christi matrem si videret in tanto supplicio? Quis non posset contristari piam Matrem contemplari dolentem cum Filio? Pro peccatis suæ gentis vidit Iesum in tormentis, et flagellis subditum. Vidit suum dulcem Natum moriendo desolatum, dum emisit spiritum. Eia, Mater, fons amoris me sentire vim doloris fac, ut tecum lugeam. Fac, ut ardeat cor meum in amando Christum Deum ut sibi complaceam. Sancta Mater, istud agas, crucifixi fige plagas cordi meo valide. Tui Nati vulnerati, tam dignati pro me pati, pœnas mecum divide. Fac me tecum pie flere, crucifixo condolere, donec ego vixero. Juxta Crucem tecum stare, et libenter sociare in planctu desidero. Virgo virginum præclara, mihi iam non sis amara, fac me tecum plangere. Fac, ut portem Christi mortem, passionis fac consortem, et plagas recolere. Fac me plagis vulnerari, Cruce hac inebriari, ob amorem Filii. Inflammatus et accensus, per te, Virgo, sim defensus in die iudicii. Fac me cruce custodiri, morte Christi præmuniri, confoveri gratia. Quando corpus morietur, fac, ut animæ donetur Paradisi gloria in sempiterna sæcula. Amen.Estava em pé a Mãe dorida, chorando junto à cruz, enquanto o Filho pendia. Cuja alma gemendo, entristecida e doendo, um gládio atravessou. Oh! Quão triste e afligida foi aquela bendita, a Mãe do Unigénito! A qual se enlutava e sofria, e tremia enquanto via as penas do Glorioso dela nascido. Qual é o homem que não choraria, se visse a mãe do Cristo em tamanho suplício? Quem não se entristeceria ao contemplar a piedosa mãe, sofrendo com o Filho? Pelos pecados da sua gente, ela viu Jesus em tormentos, do flagelo sendo súbdito. Viu o seu doce bebé morrendo desolado, e entregando o espírito. Ó Mãe, fonte do amor, faz-me sentir a força da dor, para contigo me enlutar. Faz que o meu coração arda de amor por Cristo Deus, para Lhe agradar. Santa Mãe, para que faças isso, fixa as chagas do Cruxifixo no meu coração, com força. Do teu Filho ferido, que por mim se dignou padecer, as penas divide, comigo. Faz-me chorar contigo, piedosamente, e condoer-me do Cruxifixo, enquanto eu fôr vivo. Desejo estar contigo, junto à Cruz, e com gosto me associo ao teu pranto. Ó Virgem das virgens, ilustríssima, agora não me sejas amarga, deixa-me chorar contigo. Faz que eu carregue a morte de Cristo, faz-me consorte da Paixão, e que eu de novo cultive as Chagas. Faz-me ferido de Chagas, que nesta Cruz eu me embriague com o amor do teu Filho. Abrasado e ardendo, por ti, Virgem, seja eu defendido no dia do Juízo. Faz-me ser guardado pela Cruz, pela morte de Cristo fortalecido, e pela graça confortado. Quando o corpo morrer, faz que à alma seja dada a glória do Paraíso para todo o sempre. Ámen
Verbe égal au Très-Haut, notre unique espérance, jour éternel de la terre et des cieux, de la paisible nuit nous rompons le silence: Divin sauveur, jette sur nous les yeux. Répands sur nous le feu de ta grâce puissante Que tout l'enfer fuie au son de ta voix Dissipe le sommeil d'une âme languissante Qui la conduit à l'oubli de tes lois! Ô Christ ! sois favorable à ce peuple fidèle, Pour te bénir maintenant assemblé ; Reçois les chants qu'il offre à ta gloire immortelle, Et de tes dons qu'il retourne comblé.Verbo igual ao Altíssimo, nossa única esperança, dia eterno da terra e dos céus, eis que rompemos o silêncio da noite quieta: Divino Salvador, dirige-nos o teu olhar! Espalha sobre nós o fogo da tua graça potente, que todo o inferno fuja ao som da tua voz. Dissipa o sonho duma alma lânguida, que a conduz ao esqueciemento das tuas leis! Ó Cristo, sê favorável a este povo fiel, Para te bendizer agora reunido. Recebe os cantos que ele oferece à tua glória imortal, e os teus dons, que ele devolve satisfeito.

24.3.10

«Ocultar os bens»

In Gates of Vienna, artigo de John J. O’Neill acerca da indumentária islâmica feminina:
«Hiding Your Assets: the Surprising Origin of the Burka and Niqab de John O’Neill It is commonly believed that Islamic dress code for women, and most especially garments like the burka and the niqab (from Afghanistan and Arabia respectively) are about female modesty and the avoidance, on the part of male observers, of lustful passions. Certainly such garments are an extremely effective means of hiding the attractions of the female form. However, it has — rightly — been pointed out that nowhere in Islamic law is the complete hiding of the face and body required. (...) [I]t has recently been suggested that the burka and the niqab have nothing to do with Islam, and are simply local customs that have achieved the status of religious practice. Yet this is a spurious argument. There is no reason to believe that anything like the burka or the niqab were worn in pre-Islamic Afghanistan or pre-Islamic Arabia. And so these garments can only be understood within the context of Islam and Islamic culture. But if such dress is not necessarily sanctioned by Islamic law, where did it come from? In order to understand this, we need to take a broad look at Islam and the culture it fostered. Immediately we do this the truth about the burka/niqab emerges from its cover; and it is a truth of the most disturbing kind. When early Islam emerged from the Arabian Peninsula, it emerged as a warlike and conquering creed. Most of the conquered peoples, to begin with, were Christians; though there were many Jews among the subdued. The followers of both religions were permitted to continue to practice their faiths on condition that they paid a special tax, or jizya, to the Muslim conquerors. At the beginning, when the vast majority of the population of the Middle East remained Christian and Jewish, this tax amounted to a fabulous sum for the government of the Caliphate. In such circumstances, it will be obvious that it was financially advantageous to have Christians and Jews as subjects, and to keep them as Christians and Jews. Muslims were exempt from this kind of taxation. So lucrative was the jizya that Muslim rulers did not, in most cases, actually want Christians to convert. Christian conversions meant loss of revenue.

Pedofilia, Igreja, baixa política e sociedade (2)

A propósito do primeiro postal e da agressão laicista à democracia, adendamos uma carta dirigida ao director do Corriere della Sera, em que o filósofo agnóstico Pera Marcello sai em defesa do Papa e da democracia. Lede em italiano ou em português.

De dragone et educatione puerorum

Estreará mais um filme 3D chamado "Como treinares o teu dragão", cujo enredo fantasioso tem lugar no mediævo nórdico. Para Hiccup e os da sua aldeia natal viking atacada repetidas vezes por dragões pirómanos, a maior virtude que um homem pode ter é a de combater aqueles invasores alados. O jovem adolescente, inspirado pelos seus conterrâneos, aspira a demonstrar a sua maioridade exibindo-se na batalha, até que um dia encontra um dragão pacífico, o qual vem a domesticar com amizade. Sendo o ponto de contacto entre as duas espécies, Hiccup tenta pôr fim a uma guerra entre humanos e dragões, para o são convívio de todos. Veja os trailers português e norte-americano:
Que moral retirar desta história? Um pai que levar o seu filho a ver este filme, que lhe ensinará ele?
O mais biblista verá os sanctos lutando contra os demónios com as armas da fé e dos sacramentos, transmitidos ao longo de sæculos pela tradição da Egreja. Hiccup seria um heresiarca apóstata que pactua com o maligno a fim de conseguir a felicidade mundana para o seu povo, e a condenação eterna.
Já o pai mais positivista, e com queda para a psychanályse, explicará ao seu filho como curar a neurose de que todos nós padecemos, libertando-se dos constrangimentos do super ego e deixando o seu id florescer a seu bel-prazer. Por outro lado, o leitor mais assíduo deste blog identificará Hiccup com um esquerdista dhimi e naïf, um visionário iluminado e sacrificado (coitadinho...), que não pretende senão uma pás frutuosa com o islão, elucidando o seu povo sobre a sua antiga ignorância e obstinação em aceitar o estranho como sempre bom. E por aí adiante. Mas o que mais me preocupa (vamos dar de barato a virilização da rapariga) é a desautorização dos pais e o esbater da fronteira entre o bem e o mal. Qual é a ideia de mostrar num filme para putos que gerações consecutivas estiveram erradas e que para se ser feliz mais vale romper com a tradição dos pais do que seguir as suas passadas? Não será antes melhor os filhos seguirem a educação dos pais, que com certeza têm muitos defeitos, do que apagar o papel parental e passar a educação dos filhos para outrém que não a família? Desautorizar os pais é uma característica clássica dos regimes totalitários, desde o mundo antigo até ao hodierno. Já para não falar de que tal ruptura com a tradição é apresentada como solução para um eventual complexo de inferioridade, o qual como sabemos pode surgir na infância e início da adolescência, fruto da desadaptação da criança ao papel de adulto e da rejeição pelas outras crianças seus pares coætâneos. Até podemos traçar paralelos com a crise de identidade sexual experimentada pelas crianças adolescentes que mais tarde se rendem ao homossexualismo. Se não, leiamos a sinopse oficial:
"Esta divertida aventura que tem lugar no lendário mundo de Vikings corpulentos e dragões ferozes, baseada no livro de Cressida Cowell, conta a história de Hiccup, um jovem Viking que não se encaixa lá muito bem na tradição dos heróicos exterminadores de dragões.
A vida de Hiccup fica de pernas para o ar, quando encontra um dragão que o desafia a ele e a toda a sua tribo, a ver o mundo de uma nova perspectiva."
Depois vêm os problemas de consciência que o filme poderá causar. Os miúdos nestas idades precisam de saber que há coisas sempre más, e coisas sempre boas, e que são diferentes umas das outras. Ver um filme destes lança o precedente na cabeça da criança de que o bem nem sempre é bom, e o mal nem sempre é mau, e de que os culpados dos sofrimentos da criança são os erros dos adultos. Claro que nós, adultos de consciência (mais ou menos) bem formada, vamos tendo ao longo da vida essa experiência de aprendizagem, e as grandes questões para nós são as dilemmáticas, em que nem o sim nem o não estão certos, mas antes cabe-nos a nós sujeitos reformularmos a pergunta e encontrarmos uma terceira escolha mais perfeita, baseada no bem que temos por correcto. Mas, para uma criança, estas dúvidas são desestruturantes e nada benéficas. Como será o nosso mundo dentro de duas ou três gerações, se não houver consciência do bem e do mal?...
É óbvio que este filme é mais uma jogada dos revolucionários culturais para demolir a civilização e instaurar um regime tyrânico. Não é só nos filmes porno que se movem, nem nos restantes géneros do cinema, que já quase todos estão contaminados por certa agenda ideológica e política. Também devemos ter cuidado com os filmes para crianças, e sobretudo não dar a comer aos nossos filhos uma comida que não presta. Apelo a que os pais se informem sobre os filmes que deixam os filhos ver, nem os deixem à solta nessa escolha. Para o filme do dragão, poderão visitar os sites oficiais, português e americano. Mas também para os restantes filmes há recursos úteis. Por exemplo, a Conferência Episcopal Cathólica dos E.U.A. tem um site muito bom com uma breve sinopse, recomendações e classificação etária credível para quase todos os filmes exibidos nos States, tanto de agora como os já passados. Vão publicando à medida que os filmes estreiam. Deixo os elos para os critérios usados pelos censores, para uma lista dos melhores filmes de sempre e por década, e para o juízo emitido sobre este filme (muito menos alarmista que o nosso). Aconselho ainda o Father Robert Barron, que costuma dar as suas opiniões muito informadas sobre alguns filmes seleccionados. Quiçá se pronuncie sobre a dragonada.

23.3.10

Carta Pastoral do Santo Padre Bento XVI aos Católicos na Irlanda (excertos)

1. Amados Irmãos e Irmãs da Igreja na Irlanda, é com grande preocupação que vos escrevo como Pastor da Igreja universal. Como vós, fiquei profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos. Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes ao tomar conhecimento destes actos pecaminosos e criminais e do modo como as autoridades da Igreja na Irlanda os enfrentaram. (...) 2. Por meu lado, considerando a gravidade destas culpas e a resposta muitas vezes inadequada que lhes foi reservada da parte das autoridades eclesiásticas no vosso país,, decidi escrever esta Carta Pastoral para vos expressar a minha proximidade, e para vos propor um caminho de cura, de renovação e de reparação. (...) Ao mesmo tempo, devo expressar também a minha convicção de que, para se recuperar desta dolorosa ferida, a Igreja na Irlanda deve em primeiro lugar reconhecer diante do Senhor e diante dos outros, os graves pecados cometidos contra jovens indefesos. Esta consciência, acompanhada de sincera dor pelo dano causado às vítimas e às suas famílias, deve levar a um esforço concentrado para garantir a protecção dos jovens em relação a semelhantes crimes no futuro. 4. Contudo, nos últimos decénios a Igreja no vosso país teve que se confrontar com novos e graves desafios à fé que surgiram da rápida transformação e secularização da sociedade irlandesa. Verificou-se uma mudança social muito rápida, que muitas vezes atingiu com efeitos hostis a tradicional adesão do povo ao ensinamento e aos valores católicos. Com frequência as práticas sacramentais e devocionais que sustentam a fé e a tornam capaz de crescer, como por exemplo a confissão frequente, a oração quotidiana e os ritos anuais, não foram atendidas. Determinante foi também neste período a tendência, até da parte de sacerdotes e religiosos, para adoptar modos de pensamento e de juízo das realidades seculares sem referência suficiente ao Evangelho. O programa de renovação proposto pelo Concílio Vaticano II por vezes foi mal compreendido e na realidade, à luz das profundas mudanças sociais que se estavam a verificar, não era fácil avaliar o modo melhor de o realizar. Em particular, houve uma tendência, ditada por recta intenção mas errada, a evitar abordagens penais em relação a situações canónicas irregulares. É neste contexto geral que devemos procurar compreender o desconcertante problema do abuso sexual dos jovens, que contribuiu em grande medida para o enfraquecimento da fé e para a perda do respeito pela Igreja e pelos seus ensinamentos. Só examinando com atenção os numerosos elementos que deram origem à crise actual é possível empreender uma diagnose clara das suas causas e encontrar remédios eficazes. Certamente, entre os factores que para ela contribuíram podemos enumerar: procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa; insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e nos noviciados; uma tendência na sociedade a favorecer o clero e outras figuras com autoridade e uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, que levaram como resultado à malograda aplicação das penas canónicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa. É preciso agir com urgência para enfrentar estes factores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado. 6. Às vítimas de abuso e às suas famílias Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. Muitos de vós experimentastes que, quando éreis suficientemente corajosos para falar de quanto tinha acontecido, ninguém vos ouvia. Quantos de vós sofrestes abusos nos colégios deveis ter compreendido que não havia modo de evitar os vossos sofrimentos. É compreensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança. É na comunhão da Igreja que encontramos a pessoa de Jesus Cristo, ele mesmo vítima de injustiça e de pecado. Como vós, ele ainda tem as feridas do seu injusto padecer. Ele compreende a profundeza dos vossos padecimentos e o persistir do seu efeito nas vossas vidas e nos relacionamentos com os outros, incluídas as vossas relações com a Igreja. Sei que alguns de vós têm dificuldade até de entrar numa igreja depois do que aconteceu. Contudo, as mesmas feridas de Cristo, transformadas pelos seus sofrimentos redentores, são os instrumentos graças aos quais o poder do mal é [derrotado] e nós renascemos para a vida e para a esperança. Creio firmemente no poder reestabelecedor do seu amor sacrifical – também nas situações mais obscuras e sem esperança – que traz a libertação e a promessa de um novo início. Dirigindo-me a vós como pastor, preocupado pelo bem de todos os filhos de Deus, peço-vos com humildade que reflictais sobre quanto vos disse. Rezo a fim de que, aproximando-vos de Cristo e participando na vida da sua Igreja – uma Igreja purificada pela penitência e renovada na caridade pastoral – possais redescobrir o amor infinito de Cristo por todos vós. Tenho confiança em que deste modo sereis capazes de encontrar reconciliação, profunda cura interior e paz. 7. Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos. Perdestes a estima do povo da Irlanda e lançastes vergonha e desonra sobre os vossos irmãos. Quantos de vós sois sacerdotes violastes a santidade do sacramento da Ordem Sagrada, no qual Cristo se torna presente em nós e nas nossas acções. Juntamente com o enorme dano causado às vítimas, foi perpetrado um grande dano à Igreja e à percepção pública do sacerdócio e da vida religiosa. Exorto-vos a examinar a vossa consciência, a assumir a vossa responsabilidade dos pecados que cometestes e a expressar com humildade o vosso pesar. O arrependimento sincero abre a porta ao perdão de Deus e à graça da verdadeira correcção. Oferecendo orações e penitências por quantos ofendestes, deveis procurar reparar pessoalmente as vossas acções. O sacrifício redentor de Cristo tem o poder de perdoar até o pecado mais grave e de obter o bem até do mais terrível dos males. Ao mesmo tempo, a justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder. Reconhecei abertamente a vossa culpa, submetei-vos às exigências da justiça, mas não desespereis da misericórdia de Deus.