3.9.09

Naomi Wolfe e o chador

A feminista Naomi Wolfe descobriu os encantos das pudicas vestes islâmicas e o encanto sexual do pudor, da castidade e do sexo exclusivamente conjugal e expõe a sua ignorância (ou má fé) em relação à perspectiva cristã do casamento.
«(...) The West interprets veiling as repression of women and suppression of their sexuality. But when I travelled in Muslim countries and was invited to join a discussion in women-only settings within Muslim homes, I learned that Muslim attitudes toward women's appearance and sexuality are not rooted in repression, but in a strong sense of public versus private, of what is due to God and what is due to one's husband. It is not that Islam suppresses sexuality, but that it embodies a strongly developed sense of its appropriate channelling - toward marriage, the bonds that sustain family life, and the attachment that secures a home. (...) (...) I put on a shalwar kameez and a headscarf in Morocco for a trip to the bazaar. Yes, some of the warmth I encountered was probably from the novelty of seeing a Westerner so clothed; but, as I moved about the market - the curve of my breasts covered, the shape of my legs obscured, my long hair not flying about me - I felt a novel sense of calm and serenity. I felt, yes, in certain ways, free.

Nor are Muslim women alone. The Western Christian tradition portrays all sexuality, even married sexuality, as sinful. Islam and Judaism never had that same kind of mind-body split. So, in both cultures, sexuality channeled into marriage and family life is seen as a source of great blessing, sanctioned by God. (...)»

No cristianismo, o sexo conjugal e a fertilidade são bençãos, como no judaísmo, donde provem. Phyllis Chesler, na sua reacção ao artigo de Wolfe, sugere algumas explicações para a torrente de fina hipocrisia da apologista do Islão: mercenarismo e/ou calculismo político. Via Gates of Vienna. Addendum: aparentemente, Wolf não apreciou particularmente a reacção de Chesler, a quem exige correcções e um pedido de desculpa, o que já mereceu reacção de Chesler. Também o comentário de Glazov ao artigo de Wolf suscitou a sua reacção e uma réplica daquele.

8 comentários:

Francisco disse...

Isto está na Bíblia e foi dito pelo 1º Papa:
«Vós, também, ó mulheres, sede submissas aos vossos maridos, para que, mesmo se alguns não crêem na Palavra, venham a ser conquistados, sem palavras, pelo procedimento das suas mulheres, ao observarem a vossa conduta casta e cheia de respeito.
Que o vosso adorno não seja o exterior - arranjo do cabelo, jóias de ouro, roupa vistosa - mas, sim, o interior, que está oculto no coração, o adorno duradouro de uma alma mansa e serena; este é o adorno de maior valor aos olhos de Deus. Era assim que outrora se adornavam as santas mulheres que esperavam em Deus, submissas a seus maridos; assim, Sara que obedecia a Abraão, chamando-lhe seu senhor. Dela vós sois filhas, quando fazeis o bem, sem vos deixardes perturbar por nenhum temor.
Do mesmo modo, vós, maridos, no convívio com as vossas mulheres, tende em conta que são de natureza mais delicada, e tende consideração por elas, dado que são também herdeiras convosco do dom da vida. Assim, nada estorvará a vossa oração.»

Lura do Grilo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lura do Grilo disse...

Curioso. Será que tal arrazoado se aplica às 450 crianças de 10anos e menos casadas à força na faixa de Gaza com rapazes de 25anos?

Luís Cardoso disse...

Francisco,
Muito bonito.

Lura,
o acontecimento a que se refere afinal não teve lugar nos termos a que alude; foi desmentido. As imagens dos homens de mãos dadas com meninas retratam os noivos com as damas-de-honor, suas primas. A correcção foi feita por um jornalista da Sky e levou à retirada da notícia original pelo menos do Faith Freedom International, que eu sigo.
Pode ver aqui: http://blogs.news.sky.com/foreignmatters/Post:dcc9d723-8046-4857-b618-5c1135ba6417
A primeira coisa que nos deve distinguir dos nossos inimigos, nesta cruzada anti-jihad, é a absoluta primazia da verdade: a verdade é a nossa arma contra a taqyia - o engano, a dissimulação - que os islamistas usam contra nós.

Cumprimentos,

Lura do Grilo disse...

Permita-me apresentar sérias dúvidas sobre o desmentido.

Onde estão afinal as noivas deste casamento? Qual a razão das miúdas (damas) nunca aparecerem com as noivas? Onde estão as noivas mais crescidas com os noivos?
Onde estão as fotografias dos noivos com as noivas crescidas?

Onde? Nem uma!



http://www.youtube.com/watch?v=bL 8ozDosTsQ

http://www.youtube.com/watch_popup?v=RYmtaXQHEtw&pop_ads=null

Qual a razão de uma afirmação do Hamas "Mostramos à América que não nos podem negar a felicidade" se fosse um casamento comum?ouske

Luís Cardoso disse...

Lura,

Antes de mais, tenhamos presente que estamos do mesmo lado da barricada.
Depois, não precisamos de eventos deste tipo, verdadeiros ou não, para demonstrar o que é o horror de uma sociedade construída com base no Islão. O dia-a-dia destas sociedades
poupa-nos o esforço.

Quanto à matéria: penso que está a assumir como universal a nossa maneira de celebrar os casamentos. As noivas estão à parte, como em tudo no Islão.
A ausência de imagens pode simplesmente dever-se à reserva em mostrar as mulheres, na base da indumentária que levou à escrita deste postal.
A reserva faz parte da cultura árabe, não apenas da dos muçulmanos.
Só para ter uma ideia: o mês passado a minha mulher preparava-se para tirar uma fotografia a um par de miúdas pelos 10-12 anos de idade que, em Nazaré da Galileia, nos saudavam com simpatia, a nós, casal de turistas/peregrinos ocidentais.
Numa fracção de segundos assoma à varanda onde as garotas se encontravam um cachopo de 8-10 anos aos gritos de haraam - proibido - e, num ápice, sem nos dar tempo para pensar ou reagir de outro modo, escarrou da varanda em cheio na minha mulher.
Em suma: a reserva sobre a imagem das mulheres é séria e inculcada logo desde a infância.

Quanto ao desmentido: eu não desvalorizaria o testemunho do jornalista da Sky.
Penso que é importante que o movimento anti-jihad evite todos os comportamentos que o possam descredibilizar, nomeadamente o não fazer caso de testemunhos idóneos, até prova em contrário, e empreender em alegações claramente desacreditadas. Isso colocaria o movimento ao nível das mirabolantes teorias da conspiração.
Não é esse o caso do movimento anti-jihad: a ameaça existe, está entre nós e nós, ocidentais, recusamo-nos a encará-la. Insistir em matérias moribundas, se não mortas definitivamente, é uma perda de energia e de tempo preciosos na verdadeira luta contra a ameaça islâmica.

Cumprimentos,

Lura do Grilo disse...

Compreendo a sua reserva e os argumentos culturais do povo em causa Mas lembremos:

"É melhor uma rapariga casar quando começar a menstruar e isso deve ocorrer em casa do seu marido. O pai que casar a sua filha tão jovem terá um lugar permanente no céu"
"sodomizar uma criança é aceitável"

Komeini

Luís Cardoso disse...

Lura,

A citação que faz é muito mais relevante para a matéria em particular (os casamentos de crianças ou adolescentes com homens adultos) e para que a opinião pública conheça o Islão em toda a sua extensão do que saber se os casamentos de Gaza se realizaram ou não. É claro que se se tivessem de facto realizado o caso seria muito grave.

Chamaria a sua atenção para algumas questões relacionadas com a citação e o seu autor.
O aiatola Khomeni foi apoiado pela França e pelos progressistas americanos na sua tomada do poder.
A elite cultural progressista europeia, na pessoa de Foucault, considerou-o um santo.
Acontece que a citação que faz não é um excesso mas o normal do líder político-religioso que Khomeni foi.
Agora imaginemos o que aconteceria se, por absurdo, um líder religioso ocidental proferisse uma declaração deste teor; um pastor evangélico norte-americano; ou, melhor ainda, o Cardeal Patriarca de Lisboa. Consegue imaginar o escândalo? Basta pensar nos coros de indignação depois das declarações bastante moderadas sobre os casamentos entre católicas e muçulmanos.

Em suma: no movimento anti-jihad temos matéria mais que suficiente para mostrar aos nossos concidadãos o que é o Islão - uma ideologia com laivos de religião empenhada em conquistar o mundo e em impor um código de conduta medieval pela demografia e pela batalha ideológica, de preferência, pela força, se necessário for - sem nos comprometermos com factos cuja ocorrência é controversa.
A realidade do Islão é pior que a imaginação dos mais pessimistas de entre nós.

Cumprimentos,