5.10.09

URSSE - ano zero

Melanie Phillips reflecte sobre o dilema com que David Cameron e o Reino Unido se deparam - e, na verdade, todos os cidadão da UE.
«(...) If this constitution comes into force, the EU will be changed, unalterably and for ever, into a wholly new entity: a 27-nation superstate with no democratic legitimacy which will nevertheless rule our lives - and, in all probability, with Tony Blair as its President. (...) [I]f this constitution comes into effect, Britain and the other EU member states will no longer be self-governing nations. Foreign policy, defence, social, economic and welfare policies, immigration, internal security — every national interest will be subordinated to this new anti-democratic entity. As such, ‘President’ Blair would be committing the single most treacherous act of all towards his own country — taking away its own democratic power of self-government. And as a zealot whose aim has always been to supersede the nation state by trans-national bodies which promise the arrival of the brotherhood of man, we can be sure that ‘President’ Blair would make full use of the despotic powers of the EU constitution to impose upon us all a frightening degree of uniformity and control. (...) Frankly, unless the Lisbon treaty is stopped, there is little point in Cameron or anyone else busting a gut to win the General Election, since Parliament will be reduced to the status of Westminster regional council in the empire of Euroland. (...) Indeed, even if he did hold a referendum on the Lisbon treaty and Britain voted ‘no’, this would still leave the crux of the problem unaddressed. For even without the constitution, the EU has already paralysed our ability to govern ourselves in myriad different ways. (...) From fishing bans to heavy-goods lorries, from extradition orders to low-energy light-bulbs, British governments can no longer act in this country’s national interest but must defer to the diktats of EU bureaucrats. Cameron says he wants to be in a European Union of nations trading with each other, not a political union. But that’s not what the EU is. It’s a political project to create a unified superstate. And the momentum for that is unstoppable. If we don’t want to be part of that, then we have to come out of the EU altogether. (...)»
Com efeito, parece já não haver uma terceira opção: com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa e com a constituição de facto de um super-estado europeu, ou nos conformamos com o processo federalista ou saímos da União. Não tinha que ser assim - uma união de países livres foi bem sucedida e podia continuar a sê-lo -, mas é este o ponto em que estamos.

2 comentários:

Carlos Velasco disse...

Caro Luís Cardoso,

Espero que as massas acordem logo. É hora de sair, depois será tarde demais. Eu acredito que se Portugal sair, a UE cairá numa espécie de efeito dominó.
Talvez o que se passa seja uma outra oportunidade para os portugueses serem protagonistas da história e liderarem os povos europeus pelo seu exemplo.
Por mim, podemos começar logo a combinar a queima das bandeiras invasoras da UE em público.

Cumprimentos.

Luís Cardoso disse...

Caro Carlos,
Não vejo de que maneira Portugal esteja em condições institucionais e políticas para saír da UE. Não há uma consciência popular da situação em que estamos metidos da qual possa emergir um movimento popular que exija a realização de um referendo; os órgãos de soberania - presidência da república, parlamento e governos - e e os partidos são parte activa na adesão ao sistema federal e à consequente abdicação da soberania.
O único país com uma tradição e um sentimento de independência capazes de levar a uma retirada pura e simples da UE é o RU, pelo processo exposto pela Melanie Phillips: se o tratado entrar em vigor antes da realização do referendo prometido por Cameron, o povo britânico pode ser chamado a pronunciar-se não já sobre o tratado, com a perda de soberania que implica, mas sobre a própria permanência. No fundo, recusar o tratado depois de entrar em vigor corresponde a recusar a união que o tratado institui.
Cumprimentos,