9.11.09

Dizer a verdade, sem paninhos quentes

Conhece-se o pano de fundo - um debate sobre a ordem de um tribunal da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas da Europa para a remoção dos crucifixos das escolas italianas - mas não fica claro exactamente em que contexto Daniela Santachè disse o que muitos temem dizer sequer em surdina, muito menos directamente a um oponente muçulmano - pelo que consigo perceber, Santachè parece contestar uma tentativa do seu interlocutor de pôr em pé de igualdade o cristianismo e o islamismo, ou Cristo e Mafoma. O que disse então Santachè? Que, segundo a nossa sensibilidade, Mafoma era polígamo e pedófilo, de acordo, acrescento eu, com a informação que nos chega por via das próprias fontes islâmicas, em várias passagens da Sahih al-Bukhari, uma importante hadith, recolha dos ditos e feitos do profeta Mafoma; aqui fica um exemplo:
Sahih al-Bukhari, 5.236: «Narrated Hisham's father: Khadija died three years before the Prophet departed to Medina. He stayed there for two years or so and then he married `Aisha when she was a girl of six years of age, and he consumed that marriage when she was nine years old.»
E não vale a pena dizer que a época era outra, que na Arábia do sec. VII casar com crianças de seis anos de idade e consumar a união carnal aos nove era normal: há quem assegure que só passou a ser depois do exemplo de Mafoma. E mesmo que fosse verdade, o problema persistiria, devido à doutrina islâmica segundo a qual Mafoma é o homem perfeito e o seu exemplo deve ser seguido por todos os homens de todos os tempos. (Addendum: Via Gates of Vienna chego a este video mais extenso e com legendas em inglês, que substitui o anteriormente publicado. De lamentar apenas que as interjeições do representante muçulmano não sejam traduzidas.) É claro que os muçulmanos de Itália não gostaram e afirmam estar à procura de uma base legal para processar a ex-parlamentar, que já se tinha envolvido numa polémica anterior com os muçulmanos italianos devido à sua oposição frontal ao uso da burca em Itália. Com ou sem fundamento legal, parece-me que aquilo que deve preocupar Santachè não é, evidentemente, a possibilidade de ser cível ou criminalmente sancionada por um tribunal italiano, mas sim o ser sumariamente condenada por um tribunal islâmico e ser alvo de uma fatwa decretando a sua morte, como se pode ver pela reacção do interlocutor de Santache e do indivíduo do público que se levantou em protesto. Mulher de coragem! Haverá em Itália quem saia em sua defesa? E por cá? Há, na nossa vida pública, homens e mulheres assim? É urgente organizar a resistência! Por Sant'Iago! Via Politically Incorrect e Tundra Tabloids.

1 comentário:

ejsantos disse...

Sim, e está bem dita.
Cumprimentos