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20.3.11

De Gaza: Os Judeus Não Têm Nenhum Direito ao Jerusalém; Os Israelitas Modernos São Somente "Bandos de Crime Organizado, Matança e Racismo Degenerado"

Não constitui grande surpresa ver antisemitismo vindo de Gaza. Este revisionismo histórico para negar qualquer direito que dos judeus em relação à Palestina parece ser muito comúm no mundo árabe. Recorda-me o excelente livro de Nonie Darwish, intitulado "Now They Call Me Infidel" ("Agora Chamam-me de Infiel") no qual ela explica que, durante a sua infância, no Egipto nunca tinha ouvido falar da antiga história dos judeus na Palestina. Todos os jovens egípcios cresceram aprendendo que os judeus não tinham qualquer direito a Jerusalém, ponto de vista expressado no artigo em apreço. Este modo de pensar prepara o caminho para o terrorismo Islâmico contra dos cidadãos israelitas, assim como contra os judeus em todo o mundo.
Veja o árabe original aqui.
See the English translation here.
Judaismo Não É Uma Nacionalidade Distinta, Mas Sim Uma Adquirida
Said Sabah, Donia al-Watan, 8 Dec 2010
Sionismo é uma combinação colonial, pois todas as suas acções, as quais não contribuíram à estabilidade, nem da Palestina, nem da região, foram apoiadas pelos poderes coloniais desde a sua formação. Desde o mandato britânico sobre Palestina, esta terra sagrada não presenciou nada senão traição, engano, malícia, iniquidade, guerra, destruição, matança, agressão e o expulsão de pessoas das suas casas.
A Britânia colonial, em toda a sua generosidade, deu à Palestina um estado para os sioinistas, os quais não estão ligados à religião da Judeia por nenhum vínculo, uma vez que a religião dos filhos de Israel não merece ser manchada pela culpa daqueles traidores, muito distantes daquela raça Israelita antiga que morou, por um tempo curto, numa parte desta terra abençoada.
Palestina não foi uma nação especial para os judeus em tempos antigos, pois quando formaram sua nação, já habitavam nestas terras as tribos árabes, de quem descendem os palestinos e nações vizinhas. A natureza Árabe de Palestina não é discutida, pois o povo cananito-árabe que habitava esta terra antes que existiram os judeus foi uma extensão das tribos árabes que até agora nunca saíram de Palestina.
Sabe-se, através da história antiga como da moderna, que quando os judeus chegaram  à Palestina, se apoderaram pela força de partes dela. Moraram ali por não mais de 7 décadas, ou 70 anos, antes de serem vencidos e dispersos por toda a terra, antes da queda do seu reino e seus templos. Assim o judaísmo passou só um tempo brevíssimo (em Palestina), e não produziu nada de importância. Foi o cristianismo, que apareceu depois do judaismo, que permaneceu até o advento de islão. [...]
...bandos de crime organizado, matança, e racismo degenerado, de várias raças e etnias, e os quais falam as línguas distintas de seus paises nativos, se chegaram a ser uma nação religiosa e racista, em prejuízo do povo palestino. [...]

13.3.11

Em Gaza festeja-se o massacre da família Foegel

Gaza residents from the southern city of Rafah hit the streets Saturday to celebrate the terror attack in the West Bank settlement of Itamar where five family members were murdered in their sleep, including three children. 
Residents handed out candy and sweets, one resident saying the joy "is a natural response to the harm settlers inflict on the Palestinian residents in the West Bank."
Meanwhile, Palestinian Prime Minister Salam Fayyad said he "clearly and firmly denounces the terror attack, just as I have denounced crimes against Palestinians.
"We are against all types of violence," Fayyad said during a tour in Bethlehem. "Our position has not changed. As we have said many times before, we categorically oppose violence and terror, regardless of the identity of the victims or the perpetrators."
(...)
According to an unverified report, Fatah's military wing – the al-Aqsa Martyrs' Brigades – claimed responsibility for the attack. A group spokesman told a Palestinian news agency that a terror cell infiltrated the settlement of Itamar and committed the attack.
The spokesperson stressed that the attack "came as a response to Israel's continues hostile policy toward the Palestinian people."
Os rostos:

Video sobre o massacre da família Foegel removido pelo Youtube e Facebook

Segundo Caroline Glick, o video infra foi removido do Youtube e do Facebook em menos de duas horas (se bem percebo o texto de Glick, que me parece conter uma gralha: «to» em lugar de «two»).
Porquê?
Divulgue-o:

1.2.11

Irmandade Muçulmana: o inimigo a temer

Texto integral.
Destaco:
«To this day, the Brotherhood’s motto remains, “Allah is our objective, the Prophet is our leader, the Koran is our law, Jihad is our way, and dying in the way of Allah is our highest hope. Allahu akbar!” Still, our see-no-Islamic-evil foreign-policy establishment blathers on about the Brotherhood’s purported renunciation of violence — and never you mind that, with or without violence, its commitment is, as Qaradawi puts it, to “conquer America” and “conquer Europe.” It is necessary to whitewash the Ikhwan’s brutal legacy and its tyrannical designs in order to fit it into the experts’ paradigm: history for simpletons. This substitute for thinking holds that, as Secretary of State Condoleezza Rice famously told an Egyptian audience in 2005, America has too often opted for stability rather than freedom. As a result, the story goes, our nation has chosen to support dictators when we should have been supporting . . . never mind that.

But we have to mind that. History is rarely a Manichean contest between good and evil. It’s not a choice between the pro-Western shah and Iranian freedom, but between the shah and Khomeini’s ruthless Islamist revolution. It’s not a choice between the pro-Western Musharraf and Pakistani freedom, but between Musharraf and a tense alliance of kleptocratic socialists and Islamists. Back in the 1940s, it was not a choice between the British-backed monarchy and Egyptian freedom, but between the monarchy and a conglomeration of Nasserite pan-Arab socialists, Soviet Communists, and Brotherhood Islamists. And today, the choice is not between the pro-American Mubarak and Egyptian freedom; it is a question of whether to offer tepid support to a pro-American dictator or encourage swift transition to a different kind of tyranny — one certain to be a lot worse for us, for the West at large, and for our Israeli ally: the Muslim Brotherhood tempered only, if at all, by Mohamed ElBaradei, an anti-American leftist who willfully abetted Iran’s nuclear ambitions while running the International Atomic Energy Agency.

History is not a quest for freedom. This is particularly true in the Islamic ummah, where the concept of freedom is not reasoned self-determination, as in the West, but nearly the opposite: perfect submission to Allah’s representative on earth, the Islamic state.»

20.12.10

Canal do Palestinian Media Watch reaberto

Ao que parece, após intensa pressão por diversas vias, o YouTube reverteu a sua decisão de fechar o canal do Palestinian Media Watch.
Boas notícias!
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PMW’S PAL-WATCH BACK ONLINE……!


This is a great way to start the week, the Tundra Tabloids has been notified by PMW that its excellent videos highlighting Palestinian extremism is back on YouTube, many thanks to TT readers who notified YT, and if you can, stop by PMW and drop them a few bucks to help out with their work, they are a badly needed organization. KGS
NOTE: PMW’s Itamar Marcus has this to say:
Thanks to everyone!! This was a great case of public pressure and public opinion working. All of your blogs and the news, op eds, the thousands of emails to You Tube. And those who called people they knew at Google. This morning – the “palwatch” account is back up. Much thanks to everyone.
Itamar
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8.12.10

Video do Hamas: «Alá! Mata os judeus e os cristãos até ao último»

E os comunistas também!
Mas esses, se vierem a ter essa sorte — como aconteceu aos comunistas do Irão após a revolução dos ayatollah — apenas têm o que merecem. Afinal, são grandes defensores, na prática, do avanço do islão, por via da imigração, e encaram-no como seu aliado na luta contra o capitalismo e contra a civilização ocidental, mais amplamente.

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Hamas video:
Allah, kill Christians and Jews
"to the last one"

by Itamar Marcus and Barbara Crook
A video on official Hamas TV calls for Allah to kill Jews, Christians, Communists and their supporters. The video asks Allah to "count them and kill them to the last one, and don't leave even one."
As Palestinian Media Watch has reported this call for the killing of non-Muslims was a regular pronouncement by both Palestinian Authority (Fatah) and Hamas political and religious leaders for many years starting in July 2000.
For years, sermons by religious leaders on official Palestinian Authority TV under Yasser Arafat and Mahmoud Abbas routinely presented the killing of Jews as a religious obligation and a fulfillment of the Islamic ideal.
Due to PMW's exposure of these sermons, which led to international criticism and pressure, Mahmoud Abbas, whose office controls PA TV, has been forced to prevent the broadcast of sermons calling for extermination of Jews on PA TV.
The latest sermon of this nature on PA TV was in January 2010.
Click here to see the section on PMW's website documenting the PA and Hamas depicting the killing of Jews as an Islamic obligation.
The following is the transcript of the Hamas video clip:
"Allah, oh our Lord, vanquish Your enemies, enemies of the religion
[Islam] in all places.
Allah, strike the Jews and their sympathizers,
the Christians and their supporters,
the Communists and their adherents.
Allah, count them and kill them to the last one, and don't leave even one."
[Al-Aqsa TV (Hamas), Dec. 3, 2010]

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5.12.10

Muçulmanos regozijam com fogo que grassa em Israel

O norte de Israel está em chamas. Contam-se já dezenas de mortos.

Enquanto o Egipto e a Jordânia - países que têm com Israel acordos de paz em vigor - ajudam no combate às chamas, sonoras são as manifestações de condenação destes dois países, por ajudarem o maior inimigo dos muçulmanos(1), e muitos são os que regozijam com a calamidade.

(1) - Alcorão 5:82 (http://quran.com/5/82):
El-Hayek:
«Constatarás que os piores inimigos dos fiéis, entre os humanos, são os judeus (...)»
Muhsin Khan:
«Verily, you will find the strongest among men in enmity to the believers (Muslims) the Jews (...)»
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Carmel fire burns through the night
Photo by: Channel 10 News.

Northern blaze delights many in the Arab world

By KHALED ABU TOAMEH 
12/05/2010 01:32

Many Arabs also strongly condemned Egypt and Jordan for agreeing to help in extinguishing the blaze, according to Arab media outlets.

Talkbacks (15)
Many in the Arab world seem to be happy with the big fire that has been raging in northern Israel over the past few days.

Judging from comments on the blaze from readers in several leading Arab media outlets and websites, a majority believe that God is “punishing” Israel for occupying Arab lands and killing Palestinians, especially during Operation Cast Lead in the Gaza Strip.
Many Arabs also strongly condemned Egypt and Jordan for agreeing to help in extinguishing the blaze.

Others called on Israel’s enemies, particularly Iran, Hamas and Hizbullah, to seize the opportunity and try to wipe Israel off the face of earth. Only a few readers and viewers expressed sympathy with Israel over the tragedy and loss of many lives.

Following is a sample of the comments that have appeared over the past few days in the Arab media:

“May Allah punish all Arabs who helped put down the fire.

We pray to Allah that the fire will grow and spread to oil wells in the Arab world.” “O Allah, burn them [Jews] before the Day of Judgement.

O Allah, destroy them and all the enemies of Islam.”

“May Allah take revenge against them and displace them together with our corrupt [Arab] governments.”

“This is the right time for Iran. If one fire has caused panic in the Zionist entity, where are Mahmoud Ahmadinejad and Hassan Nasrallah? And where is Syria? One rocket could set thousands of fires.”

“Allah gives time, but never neglects. The Israelis are being punished for their deeds. We hope their end is nearing.”

“Sounds strange that Arabs are sending aid to our enemies. Allah is punishing the Jews by making the fire. No military force or US veto can stop the fire.”

“Thank God for this new Holocaust and shame on the Egyptian authorities who rushed to save the Zionists while continuing to lay siege against our brothers in the Gaza Strip.”

“Thank God for burning the Jews the same way they burned our Muslim brothers in Palestine.”

“To Hizbullah, Hamas and all Arabs: This is a golden opportunity to get rid of Israel. The sea and fire are in front of the Jews and weapons are behind them.”
“This fire is the result of prayers from our prisoners held in occupation jails. The fire of Hell will be even stronger. May those Arabs who are helping the Jews burn with them in Hell.”

“Allahu Akbar! This is an effective weapon. We call on our Palestinian brothers to set fire to all forests.”

“How many prisoners did the wardens torture? Allah has answered the prayers of the oppressed.”
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28.11.10

Brigada Al-Quds pretende actuar a partir da Cisjordânia para aniquilar Israel

O objectivo palestiniano é a paz, como todos sabem, mas pelo peculiar processo de aniquilação do inimigo, seja a Brigada Al-Quds, o Hamas ou a Fatah. Mudam os processos, mas o objectivo é, assumidamente, o mesmo. O estabelecimento de um estado palestiniano completamente autónomo é, na perspectiva palestiniana, uma etapa na prossecução desse objectivo.
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Al-Quds Brigades: If Israel Withdraws to the '67 Borders, We Will Operate from the West Bank to Liberate the Rest of Palestine

Abu Ahmad, spokesman of the Al-Quds Brigades, the military wing of the Islamic Jihad organization, said that the resistance groups in Gaza have formed a joint headquarters to formulate a strategic defense plan and to fully coordinate their military activity. He explained that, if another war breaks out, the resistance will not restrain itself and its rockets will reach targets beyond Ashdod and Beersheba.
Abu Ahmad added that the resistance is making serious efforts to transfer its expertise to the factions in the West Bank, where it is possible to operate on a daily basis against the Israeli settlements and the numerous Israeli army bases, and that if Israel withdraws to the 1967 borders, the resistance will operate from the West Bank to free the rest of Palestine.
Source: www.paltoday.ps, November 25, 2010
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Fatah reafirma recusa em aceitar estado judaico

E o Ocidente exige a Israel que negoceie com este interlocutor?
E o que pensará a Fatah da existência de estados islâmicos, todos os que estão à volta de Israel?
E o que pretende a Fatah senão o estabelecimento de um estado islâmico, sem judeus e com cristãos na condição de cidadãos de segunda-classe?
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Fatah declares refusal to recognize Israel as Jewish state

By KHALED ABU TOAMEH 
11/27/2010 19:45

Revolutionary Council urges PA to foil J'lem-Golan Heights referendum law; dismisses US supplying Israel weapons in exchange for freeze.

The Fatah Revolutionary Council concluded its fifth convention in Ramallah over the weekend by declaring its refusal to recognize Israel as a Jewish state.

The council also urged the Palestinian Authority leadership to work toward foiling a new Israeli law requiring a referendum before any withdrawal from Jerusalem and the Golan Heights.
The Palestinians are opposed to any understandings between Israel and the US that could harm their interests, the council said.
“The council affirms its rejection of the so-called Jewish state or any other formula that could achieve this goal,” said a statement issued by the council. “The council also renews its refusal for the establishment of any racist state based on religion in accordance with international law and human rights conventions.”
The statement said that the Fatah council was categorically opposed to proposals for a land swap between Israel and the Palestinians under the pretext that “illegal settler gangs can’t be put on an equal footing with the owners of the lands and rights.”
The Fatah leaders said they supported Palestinian Authority President Mahmoud Abbas’s policies, especially with regards to the peace process with Israel. “The council salutes President Mahmoud Abbas for adhering to the basic rights, first and foremost the right of return for Palestinian refugees,” the statement said. “Also, the council salutes President Abbas for standing up against pressure aimed at resuming the peace talks without achieving the demands of the Palestinians.”
Referring to the new Israeli measure regarding Jerusalem and the Golan Heights, the council said the law was in violation of international law and urged the PA leadership to make efforts through the UN and the Security Council to thwart it.
Abbas told the Fatah leaders during the three-day gathering that the Palestinians want a just and comprehensive peace, but would not compromise on their rights. He also ruled out the possibility of returning to the negotiating table without a full cessation of construction in settlements and east Jerusalem.
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26.11.10

Mais uma peculiaridade da noção de martírio para os muçulmanos

Já aqui temos falado da radical diferença da noção cristã e islâmica de martírio. Ao que parece, para os muçulmanos mártir não é apenas aquele que é morto no acto de matar infiéis:
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The Hamas media is mourning the loss of their latest member to be killed.

The Palestine Times headlines the article "In Jabalia - the Martyrdom of an al-Qassam Mujahid."

The English Al Qassam website spoke of the fallen fighter in glowing terms:
The Ezzeden Al Qassam Brigades, the military wing of Hamas, mourned on Thursday evening November 25th one of its heroes, the mujahed Bilal Maher Zaqout ,22, from Jabalia refugee camp.

...Ezzeden Al Qassam Brigades said in its military communiqué that the mujahed was martyred after a long bright path of jihad, hard work, struggle and sacrifice.

In addition, the Brigades reaffirmed the commitment and determination to continue the resistance against the belligerent occupation forces.

Finally, the Brigades prayed to Allah to accept the martyrdom of the mujahed and to grant his family patience and solace
And what heroic thing was he doing when he became a martyr? Here's how they described it in paragraph 2:
The Brigades announced in a military communiqué released on Thursday evening that the mujahed Bilal Maher Zaqout was martyred due to a live bullet fired by mistake while he was cleaning his own gun in Jabalia refugee camp north of the Gaza Strip.
Yes, this Hamas hero shot himself in the chest while cleaning his gun.
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O genocído dos cristãos do Médio Oriente às mãos dos muçulmanos

Khaled Abu Toameh [http://www.hudson-ny.org/author/Khaled+Abu+Toameh] é cidadão israelita, filho de pai judeu e mãe muçulmana; identifica-se como israelita palestiniano e muçulmano. É jornalista do Jerusalem Post [http://www.jpost.com/].
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Muslim Genocide of Christians Throughout Middle East

It is obvious by now that the Christians in the Middle East are an "endangered species."
Christians in Arab countries are no longer being persecuted; they are now being slaughtered and driven out of their homes and lands.
Those who for many years turned a blind eye to complaints about the persecution of Christians in the Middle East now owe the victims an apology. Now it is clear to all that these complaints were not "Jewish propaganda."
The war of genocide against Christians in the Middle East can no longer be treated as an "internal affair" of Iraq or Egypt or the Palestinians. What the West needs to understand is that radical Islam has declared jihad not only against Jews, but also against Christians.
In Iraq, Egypt and the Palestinian territories, Christians are being targeted almost on a daily basis by Muslim fundamentalists and secular dictators.
Dozens of Arab Christians in Iraq have been killed in recent months in what seems to be well-planned campaign to drive them out of the country. Many Christian families have already begun fleeing Iraq out of fear for their lives.
Some have chosen to start new lives in Jordan, while many others are expressing hope that they could be resettled in North America or Europe.
In Egypt, the plight of the Coptic Christian minority appears to be worsening. Just this week, the Egyptian security forces killed a Coptic Christian man and wounded scores of others who were protesting against the government's intention to demolish a Christian-owned structure.
Hardly a day passes without reports of violence against members of the Coptic Christian community in various parts of Egypt. Most of the attacks are carried out by Muslim fundamentalists.
According to the Barnabas Fund, an advocacy and charitable organization based in the United Kingdom, "Fears for the safety of Egyptian Christians are growing after a series of false allegations, violent threats and mass demonstrations against Christians in Egypt."
Muslim anger was ignited by unfounded accusations that Egyptian Christians were aligned with Israel and stockpiling weapons in preparation for war against Muslims.
The Barnabas Fund noted that Egyptian authorities have been accused of complicity for political reasons in the escalating sectarian crisis.
Palestinian Christians have also been feeling the heat, although they their conditions remain much better than those of their brothers and sisters in Iraq and Egypt.
Last week, the Western-funded Palestinian Authority in the West Bank arrested a Christian journalist who reported about differences between Palestinian President Mahmoud Abbas and senior Fatah operative Mohammed Dahlan. The journalist, George Qanawati, manager of Radio Bethlehem 2000, was freed five days later.
In the Hamas-controlled Gaza Strip, the tiny Christian community is also living in fear following a spate of attacks by radical Islamic groups.
The failure of the international community to pay enough attention to the dangers facing the Christians encouraged radical Muslims and corrupt dictatorships to step up their assaults on Christian individuals and institutions.
When Muslim fanatics cannot kill Christian soldiers or civilians in the mountains of Afghanistan or on the streets of New York, they choose an easy prey: their Arab Christian neighbors.
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Entrevista de Geert Wilders ao jornal israelita "Yedioth"

Mais um meritório trabalho de tradução para a nossa língua comum vindo do outro lado do Atlântico.
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"Para dizer a verdade, sim, eu temo por minha vida".

"Eu sou apenas um homem. O perigo não vem apenas da Holanda. Ele vem de fora também. Há ameaças muito graves a partir de vários grupos terroristas, e quando alguém está ciente do grau de perigo, é apenas humano a pensar que algo ruim vai acontecer. Mas eu não posso permitir que esses pensamentos afetem meu trabalho. Se eu moderar a minha voz por causa das ameaças, parar de dizer o que está na minha mente, ou deixar de ser um político, aquelas pessoas terão utilizado meios anti-democráticos, ameaças e assassinatos para silenciar outros. Eles vão ganhar. Não os deixarei ganhar".
"É triste que, enquanto luto pela liberdade do meu país, eu perdi a minha própria", disse Wilders em uma entrevista especial para o Yedioth. "Eu só tenho a liberdade de expressão e pensamento. Ameaças à minha vida provam que meus argumentos são justos. Eu tenho certeza que se eu falasse com críticas sobre o Cristianismo ou o Judaísmo, não haveria resposta tão radical. Não haveria manifestações no Vaticano. A bandeira holandesa não seria queimada. Um milhão e meio de pessoas que votaram em nós, nas últimas eleições, não me veriam como um fascista ou um racista".

"Israel é o farol e a única democracia nesta parte retrógrada e ditatorial do mundo", ele proclama. "Israel é muito próximo de nós, à nossa identidade europeia. Israel luta a nossa guerra".

Poucos dias atrás, um tribunal holandês decidiu não punir um rapper muçulmano que escreveu em uma de suas músicas que iria atacar Geert Wilders. Em uma de suas músicas, ele dizia: "Geert, isto não é uma brincadeira. Na última noite, eu tive um sonho de arrancar a sua cabeça". Em outra parte, a música diz que "qualquer um que falar de muçulmanos será morto".

Há seis anos atrás, quando o governo holandês já não tinha casas seguras, Geert e sua esposa ficaram na prisão.

"As celas em que nós vivíamos tinha sido anteriormente ocupada por dois agentes líbios, responsáveis por abater o avião "Pan Am". Nós não estávamos lá como prisioneiros, mas como pessoas protegidas. Nós também dormimos em bases militares ao redor da Holanda e aviões militares nos levaram, se necessário fosse, para as nossas reuniões. Foi uma loucura. Houve momentos em que eu tive que colocar uma peruca, um bigode falso, e um par de óculos escuros para evitar que outros me reconhecessem".

Extrema-direita? Fascista? Racista? "Eu sou o oposto direto de tudo isso", protesta Wilders. "Nós usamos somente os meios democráticos. Nós definitivamente não somos racistas; nós não nos importamos com a cor da pele das pessoas. É ridículo afirmar que todos os nossos eleitores são fascistas. É um insulto - não apenas para mim, mas para eles também. Não pode haver tantas pessoas insanas na Holanda. Mas a elite política, que não conseguiu resolver os problemas que falamos abertamente - a imigração em massa, os índices de criminalidade, o islamismo - ainda pensa que não é politicamente correto falar sobre isso. Eles nos vêem recebendo amplo apoio e nos demonizam como resposta".

Wilders diz que os partidos estabelecidos em toda a Europa não têm nenhuma ideia de como tratar partidos como o dele. "Eles tentam colocar todos os tipos de rótulos em nós e, em seguida, copiam o que fazemos. Algumas semanas atrás eu fiz um discurso em Berlim. Eu disse aos alemães "Por favor, esqueçam seu passado. As novas gerações não são responsáveis pelo que aconteceu. Livrem-se do seu passado, porque ele impede que você fale livremente sobre os problemas criados pela imigração em massa e Islão.

Em sua entrevista, Wilders reitera que o Islão não é uma religião

"É uma ideologia totalitária. Nela, não há lugar para nada, a não ser o próprio Islão. Ela quer controlar não apenas a vida privada das pessoas, mas a vida da sociedade também. Se você é um ateu, um cristão ou um judeu vivendo em uma sociedade onde o islamismo é dominante, sua vida é muito difícil. É por isso que comparações devem ser feitas entre o Islã e outras ideologias totalitárias como o comunismo eo fascismo.


"Eu não tenho nada contra os muçulmanos como seres humanos. A maioria deles são pessoas que respeitam a lei como eu e você. Mas sou contra a imigração em massa de países muçulmanos, porque os imigrantes trazem sua cultura para cá, que, se permitida ser dominante, vai mudar a nossa sociedade. Já em países com uma considerável minoria muçulmana, essas mudanças para o pior pode ser vistas".

Wilders também admite a sua grande admiração a Israel e a Ariel Sharon: "Sharon foi demonizado no Ocidente, também, mas ele foi um grande político, e eu o tenho como um exemplo".

"Acredito que o conflito entre Israel e os palestinos não é territorial. Quem afirmar o contrário não tem idéia do que está falando. Se você der a Cisjordânia e Jerusalém Oriental e deixar os palestinos tê-los, isso não acabaria com o conflito. Vai levar algum tempo - um mês, um ano, dez anos - mas eles exigirão o resto do seu país, porque é um conflito ideológico. A solução, portanto, não poderia ser territorial, mas tem que ser ideológica.

"Palestinos acreditam - e esta é a natureza do Islão - que Israel é deles, e através da luta contra Israel eles combatem o ocidente não-muçulmano. A luta contra Israel é a luta contra nós. Nós somos Israel. A razão para o bom sono dos pais holandeses com nenhuma preocupação com os seus filhos é que os pais em Israel passam noites sem dormir porque seus filhos estão no Exército. Isso não significa que Israel não possa ser criticado, mas eu não tenho vergonha de lutar por Israel".

Na conferência, Wilders tentará convencer o público que os palestinos já têm o seu próprio país. "A Jordânia é a Palestina", afirma. "Isso foi verdade no passado, após o acordo Sykes-Picot, e, portanto, é uma solução para o conflito. Mesmo os reis da Jordânia, Abdullah e Hussein, disseram isso no passado. Só depois, quando eles perceberam que essas declarações poderiam pôr em perigo o seu reinado, porque os palestinos são maioria na Jordânia, eles mudaram suas mentes. Eu sou contra a idéia de transferência ou de limpeza étnica, mas se a Jordânia se tornasse a Palestina, seria possível encorajar os palestinos a se mudarem para lá. É claro que não será uma pessoa que decidirá como acabar com este conflito. Israel é uma democracia e decidirá por si próprio qual é a melhor solução para ele. A decisão é sua".

Entrevista completa no blogue de Geert Wilders
Tradução: Mente Conservadora
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Fatah homenageia terrorista responsável pelo atentado das olimpíadas de Munique

É preciso não esquecer que estes são os moderados! É com estes que Israel é forçado pelos americanos e europeus, ingenuamente ou de má-fé, a negociar.
Poderá sair algo de bom de negociações com um interlocutor assim?
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Palestinian Terrorist Amin Al-Hindi was one of the senior planners of the murders of 11 Israeli athletes at the Munich Olympics in 1972. This week's Fifth Sitting of the Fatah Revolutionary Council headed by Mahmoud Abbas was named in his honor.

The picture of the meeting shows Palestinian Authority Chairman Mahmoud Abbas sitting in the center of the table and the text on the banner behind him reads:

"Palestinian National Liberation Movement - Fatah
Fifth Sitting of the Revolutionary Council
Shahid (Martyr) Commander Amin Al-Hindi Sitting
November 24-25, 2010
Ramallah - Palestine"
[Al-Hayat Al-Jadida, Nov. 25, 2010]
Poster at the Fifth Sitting of Fatah’s Revolutionary Council, Ramallah Sitting named in honor of “The Shahid (Martyr) commander Amin Al-Hindi”
Earlier this year the official PA daily described his participation in the Olympic massacre, saying he was "one of the stars who sparkled... at the sports stadium in Munich." The attack itself was referred to as "just one of many shining stations" in his life. [Al-Hayat Al-Jadida, Aug. 20, 2010]
Palestinian Media Watch has reported that the Palestinian Authority already honored Al Hindi after he died earlier this year.
PMW has reported on the ongoing Palestinian Authority glorification of terror
by Itamar Marcus and Nan Jacques Zilberdik
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17.11.10

Prager sobre o conflito israelo-muçulmano

«Dê-nos cinco minutos, dar-lhe-emos um semestre» é o lema da Prager University.

Neste video, Prager explica o que descrever como o conflito mais simples de compreender (haja vontade para isso, acrescento eu) e mais difícil de solucionar: o israelo-muçulmano,erroneamente designado por israelo-palestiniano - como se o problema fosse territorial -, e israelo-árabe, como se fosse meramente regional. É israelo-muçulmano porque toda a umma islamya quer e porfia pela destruição de Israel, um estado judaico estabelecido em terra que estiveram sob domínio islâmico durante o império otomano, logo sujeito ao waqf, doutrina que estabelece a perpetuidade da pertença ao islão de qualquer território que lhe tenha já pertencido - doutrina que determina a pertença ao islão do território português e espanhol e que faz de nós usurpadores, próximos a derrotar, depois da aniquilação de Israel, tão desejada pelos muçulmanos.
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This shouldn’t need saying or to be seen. But the lies from the left and from Islam are so ubiquitous, and so commonly repeated that most middle of the road people just nod in agreement, not because they know these things are factual, but because they are so familiar with these leftist-Muslim lies.
In any case, a simple well stated set of facts about Israel and the middle east conflict.
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14.11.10

PM canadiano, defensor da liberdade contra a tirania

Este é o primeiro-ministro do país que ficou de fora do Conselho de Segurança da ONU porque não se agacha perante o poder islâmico, que vota em bloco sob a coordenação da OIC (Organização da Conferência Islâmica), organização que apoiou Portugal nessa votação em virtude de uma operação de charme por parte do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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O 1º ministro canadiano, Stephen Harper, é um dos poucos líderes ocidentais que tem a coragem de denunciar com clareza a vaga de anti-semitismo que grassa no Ocidente.
Harper chama-lhe o mais duradouro dos ódios .
Discursando numa conferência em Ottawa, sobre o combate ao anti-semitismo global, Harper disse que "quando Israel, o único país do mundo cuja existência está constantemente ameaçada, é consistente e conspicuamente condenado, acredito que estamos moralmente obrigados a tomar posição"

No "Protocolo de Ottawa", vem claramente escrito que "Estamos alarmados pela explosão de anti-semitismo e ódio, na Internet".Read more at fiel-inimigo.blogspot.com

7.11.10

Imã de Nazaré é indiciado por incitar a violência contra o Papa Bento XVI e por apoio a "Jihad global"

Notícias sobre a jihad global e em português, graças aos préstimos dos nossos irmãos brasileiros:
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Segundo a imformação do The Jerusalem Post o Imã de Nazaré foi indiciado nesse domingo, por apoiar organizações terroristas, mas precisamente a al-Qaeda e por incitar a violência contra o Papa Bento XVI.
Nazim Salim Mahmoud, foi preso pelo Shin Bet (Agência de Segurança Israelense), depois que um dos assassinos do tezista Judeu Yafim Weinstein, ter confessado que os sermões de Nazim serviu de inspiração para a sua Jihad.
A acusação afirma que Salim deu sermões distribuiu e panfletos aos fiéis em sua mesquita encitando-os a atentar contra o Estado. Ele foi acusado de chamar seus seguidores a agir com violência em várias ocasiões. Além disso, a acusação afirma que ele criou um site para apoiar a jihad global.
Além da Shihab-Din uma mesquita em Nazaré, Salim também pregou em várias outras mesquitas, incluindo a Mesquita al-Asqa em Jerusalém, a terceira mais sagrada do Islã.
Salim já tinha chamado à jihad contra soldados israelenses, o papa, e todos os alvos que segundo ele "causam danos ao Islã". O imã foi citado como tendo dito que "os judeus são Satanás," e " Osama bin Laden é amado por Deus ", segundo a Rádio do Exército.
O Estado solicitou que a prisão de Salim seja prorrogada até o fim do processo contra ele.
Quando o Papa Bento XVI visitou à Terra Santa em Maio de 2009, Salim preferiu um sermão em al-Aqsa dizendo: "O Papa deixa os portões do Vaticano à frente de uma cruzada contra o mundo islâmico ... vamos expulsar o papa da Nazaré ..."
A prisão de Salim veio poucos meses depois da condenação do líder do braço norte do Movimento Islâmico o xeque Raed Salah, que foi condenado a cinco meses de prisão por atacar um oficial da polícia de Jerusalém.
De Olho na Jihad 11/2010
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Videoteca do islamismo: «É preciso ensinar os nossos filhos a odiar» (5)

Como dizia o outro: «depois queixam-se que não há paz no mundo».



Child-Preacher Ammar: "A Child Must Be Raised on the Love of Jihad and on the Desire to Be Martyred for the Sake of Allah"

Following are excerpts from a religious program featuring child-preacher Ammar talking about Jihad. The program aired on Al-Rahma TV on October 8, 2010.

Child-preacher Ammar: A child must be raised on the love of Jihad, and on the desire to be martyred for the sake of Allah. The tree of Islam is irrigated with blood, not with water.

Embedding the spirit of Jihad within the soul of the child is one of the most important things that educators should deal with, especially in this day and age, when the law of Islam is absent from the Islamic countries, a time when the sun of the glory of Islam has set, a time when sovereignty is in the hands of the tyrants, when the Islamic Caliphate has been abolished, and when the Islamic countries have become a target for all the greedy people.

4.11.10

Só um estado civil poderá salvar os cristãos do oriente (2)

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Entrevista com Samir Khalil, jesuíta e especialista em Islã

Por Robert Cheaib 
ROMA, terça-feira, 2 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O êxodo dos cristãos do Oriente Médio é um dilema, mas pode ser também um kairos, com a condição de que os cristãos mantenham vivo o fogo da fé em seus corações. 
Nesta segunda parte da entrevista, o padre Samir Khalil explica a necessidade da presença cristã no Oriente Médio. 
ZENIT: O Oriente elegeria a proposta islamista desiludido pelo fracasso religioso, moral e de identidade do Ocidente? 
Samir Khalil: O Ocidente, para dizer a verdade, foi muito longe, até dissolver as raízes de sua própria identidade. Recordemos o discurso do Papa em Ratisbona, em 2006, onde a crítica era essencialmente à cultura ocidental, que foi além do Iluminismo, até identificar a cultura com o materialismo.
Em referência à força do Islã integrista, o raciocínio dele é o seguinte. O Ocidente tem um projeto de civilização, mas seu modelo é de corrupção: a perversão e a libertinagem sexual, o adultério, a dissolução da família, o aborto... trata-se de um projeto inaceitável para o Islã, que o vê como corrupto e afastado de Deus. A modernidade pregada pelo Ocidente já é sinônimo de ateísmo e imoralidade. Para eles, o cristianismo, identificado por sua vez com o Ocidente, está acabado. Da mesma forma, o marxismo e o socialismo fracassaram aos olhos de todos. A solução é o Islã, e a prova é que quando no passado aplicámos o Islã ao rigor da letra, conquistámos todo o Mediterrâneo. Esse foi o raciocínio que Gaddafi fez quando visitou a Itália recentemente: “a Europa em 2050 será de maioria muçulmana”. Sua previsão se tornará realidade se a atitude dos cristãos não mudar. 
ZENIT: Acredita que a situação atual do Oriente Médio, que está causando a fuga dos cristãos, pode ser um sinal dos tempos? 
Samir Khalil: Muitas pessoas no Oriente Médio me dizem: “ficar aqui é cada vez mais difícil. E ainda que consigamos, não sabemos no entanto como será para nossos filhos”. Eu dou uma resposta em três pontos: em primeiro lugar, ninguém pode obrigá-lo a ficar. Cada família tem direito de decidir onde viver e como. Acrescento, no entanto, um segundo ponto: se no âmbito pessoal talvez seja melhor para você emigrar para o Canadá, a Austrália ou a França, não o é no âmbito comunitário e geral: se todos fizessem como você, esta região se encontraria sem cristãos; precisamente na terra do nascimento do cristianismo já não teria cristãos. Temos portanto uma grande vocação e responsabilidade. O terceiro ponto: se nos encontramos todos na diáspora, poderemos ainda manter nossa identidade oriental? É difícil manter a cultura e a tradição de origem mais de duas ou três gerações. E isso, novamente, não é um problema pessoal, mas um problema no âmbito da Igreja universal: se uma tradição oriental desaparece, isso constitui para a Igreja uma grande perda. João Paulo II dizia que a Igreja tem dois pulmões, a Igreja oriental e a Igreja ocidental. Se uma dessas realidades desaparece, a Igreja se reduziria a um só pulmão e lhe faltaria a respiração. 
Portanto, digo aos cristãos: que emigrem ou fiquem, esta não é a verdadeira questão. O essencial é manter sua fé. Proponham a fé a seus filhos e a transmitam aos outros. 
ZENIT: Não seria necessário apoiar financeiramente os cristãos do Oriente para sua permanência? 
Samir Khalil: Creio que nosso problema no Oriente Médio não é financeiro. Tomemos o caso do Líbano: no país, temos milionários em todos os bairros de Beirut. Há muitas obras de caridade no Líbano lançadas por cristãos. As ajudas vindas do exterior, chegam como parte de uma propaganda política que a Igreja não pode fazer, porque esta não é uma nação. E não existe nenhuma nação cristã para fazê-lo. Certamente os imigrantes podem ajudar, e sabemos que muitos contribuem para o sustento de seus familiares. Esta ajuda pode ser melhorada, mas não é isso que resolve o problema. É necessário um projeto, oferecer projetos claros e seguros, de maneira que o dinheiro que se pede aos benfeitores cristãos tenha um percurso identificável, e não sejam roubados em seu caminho para as obras concretas. E nisso nosso clero não dá bons exemplos de confiança, dado o apego pouco evangélico por aparências e riquezas. Portanto, soa novamente o apelo à conversão, a purificar nossa vida, para fazê-la mais consonante com o Evangelho. 
ZENIT: O Sínodo recebeu pouca atenção da media. Há desinteresse pelo que a Igreja diz? 
Samir Khalil: Me pergunto talvez se o facto não se deva simplesmente à presença de poucos jornalistas árabes que acompanham as notícias em Roma. Ou talvez tenham se perguntado: o que um bispo pode fazer para mudar a situação no Iraque, na Palestina ou no Líbano? Os católicos são uma pequena minoria no Egito, e portanto os coptas e os muçulmanos não se interessam por eles. Os únicos que podem seguir o Sínodo tanto por interesse como por capacidade são os jornalistas do Líbano. 
Em relação aos jornais ocidentais, creio que partem de um conceito de consumismo: não confeccionam um produto se não sabem se venderá e trará lucro. Os chefes infelizmente não valorizam a importância dos temas e dos acontecimentos em si, mas se deixam condicionar pela audiência. Um furo de reportagem escandaloso ou sexual vende muito mais que um Sínodo que busca lentamente seu caminho. Algumas vezes a culpa é nossa. As pessoas não são informadas nem sobre os acontecimentos nem sobre seu sentido, nem tampouco sobre sua importância. Creio que neste âmbito o Líbano faz muito: através de ZENIT, Télé Lumière ou Lbc. Esta contribuição mediática dá ao Líbano seu lugar de vanguarda para todos os cristãos no Oriente Médio. 
ZENIT: Para concluir, quais serão as atitudes que farão frutífero o investimento de recursos humanos e econômicos neste Sínodo? 
Samir Khalil: Creio que a atitude principal é a sinceridade e o senso crítico para discutir com franqueza e clareza o que não vai bem, o que está bem e o que precisa ser melhorado. Sobre a atitude que desejo para os cristãos do Oriente, creio que devem ter um olhar favorável. No fundo, no Sínodo, são investidos muitos recursos positivos: fala-se de milhares de horas de trabalho e cansaço, que implicam um grande número de pessoas empenhadas em fazer o melhor possível. Por isso, diria que a atitude correspondente dos cristãos deve ser a seriedade: trata-se de nosso futuro, não do futuro dos bispos, mas do futuro de vários milhões de cristãos e não só dos católicos. Em sua intervenção, o senhor Mohammad Sammak reafirmou o papel que os cristãos têm tido em formar a identidade do Oriente Médio, afirmando que sem eles nossa sociedade já não seria o que é. Os cristãos tem tido na história passada e recente um papel fundamental, enriquecendo a sociedade árabe, cultural, sociológica, política e espiritualmente. Para que este papel não seja uma recordação do passado, mas uma realidade do presente, os cristãos – bispos e fiéis – devem privilegiar a comunhão – não só entre eles mas também com os demais, com os muçulmanos. E devem viver também a missão, não no sentido de um proselitismo descolorido, mas viver a essência do Evangelho, que é um anúncio, uma bela notícia, da qual nós, modestamente, somos herdeiros. 
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1.11.10

Só um estado civil poderá salvar os cristãos do oriente (1)

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Entrevista com Samir Khalil, jesuíta e especialista em Islã
Por Robert Cheaib 
CIDADE DO VATICANO, domingo, 31 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Os cristãos no Oriente Médio não são vítimas de uma perseguição sistemática, mas sua vida e seus direitos sofrem uma discriminação similar a uma lenta eutanásia, que está apagando pouco a pouco sua presença milenar na região.
A assembleia especial do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio teve uma responsabilidade crucial em propor um remédio para este fenômeno, que o arcebispo caldeu de Kirkuk, Dom Louis Sako, define de “hemorragia dos cristãos do Oriente Médio”.
Nesta entrevista a ZENIT, o padre Samir Khalil, especialista em Islã e história do Oriente Médio, oferece um quadro histórico-religioso da situação atual na região, analisa os desafios mais urgentes e propõe algumas possíveis soluções concretas.
ZENIT: O aspecto geopolítico da presença cristã no Oriente Médio é o decisivo para sua permanência ali?
Samir Khalil: Não há dúvida de que sendo uma minoria que não supera 10% da população do Oriente Médio – enquanto que a grande maioria é de religião muçulmana – nossa existência depende do consentimento desta maioria, sobretudo porque o Islã se concebe como Estado e religião. E dado que há mais de 30 anos a grande maioria dos Estados do Oriente Médio adotou um ponto de vista islamista na realidade estatal, onde a religião decide todos os detalhes da vida cotidiana, social e política, está claro que nestas condições nossa situação depende da boa vontade dos muçulmanos e do sistema islâmico. Não há que se surpreender, então, se a questão tem ocupado uma grande relevância. 
ZENIT: O senhor é de origem egípcia, mas vive no Líbano e é especialista em Islã. Como é sua relação com os muçulmanos?
Samir Khalil: Faço uma distinção entre os muçulmanos tomados singularmente e os sistemas islâmicos, simplesmente porque com os muçulmanos tomados singularmente é possível instaurar um belíssimo diálogo e um intercâmbio cultural e religioso.
Permita-me contar um episódio que confirma isso: há alguns dias me contactou no Skype um muçulmano sunita do norte do Líbano, a quem encontrei casualmente em um voo há um mês. Nosso diálogo se concentrou na Trindade e na oração. Durante a conversa, ele me disse: “doutor, gostaria de lhe apresentar minha esposa”. No Oriente, este gesto quer dizer que você já forma parte da família. Portanto, o muçulmano tomado singularmente – paradoxalmente – é muito mais próximo de nós, cristãos orientais, que um cidadão europeu. Há um sentido religioso que nos assemelha e une.
Mas se temos de falar do islamismo, o discurso muda radicalmente, porque se trata de um projeto político de fundo religioso. Como cristãos orientais, gostaríamos de ser tratados simplesmente como cidadãos com uma Constituição que transcendesse todas as religiões. Mas na maior parte dos casos, em nossos países, a Constituição baseia-se essencialmente – quando não totalmente – na lei islâmica. Este é nosso problema. À parte poucos casos como o Líbano, os Estados inclusive constitucionalmente laicos, como seria o caso da Tunísia, da Síria ou da Turquia, são culturalmente países islâmicos e privilegiam os cidadãos de religião muçulmana. 
ZENIT: Qual é o eixo principal do crescimento do islamismo político e do fundamentalismo islâmico?
Samir Khalil: Por um lado há uma onda islamista que nasce no início dos anos 70. A partir de 1973, aconteceu um fenômeno econômico em seguida da guerra entre Israel e os países árabes, que viu o preço do petróleo quadruplicar em poucos meses. Assim, os países petrolíferos depararam com uma montanha de petrodólares. A Arábia Saudita, não sabendo o que fazer com esta imensa fortuna, empregou uma parte ampla dela na construção de mesquitas e escolas islâmicas. A Arábia Saudita financiou os Irmãos Muçulmanos no Egito e seu projeto era claro: islamizar a sociedade egípcia porque não era bastante muçulmana. Depois, fez a mesma operação em todos os países do Oriente Médio. Assim, no início dos anos 80, os Irmãos Muçulmanos converteram-se em tão numerosos que começaram a ser considerados um perigo na Síria. O presidente sírio Hafiz al-Asad os subjugou com força.
A Indonésia, há um par de décadas, era considerada um paraíso da liberdade religiosa em um país muçulmano. Muitos sacerdotes eram ex-convertidos do Islã. Agora este fenômeno é impossível. O mesmo na Nigéria: na última década, o número de províncias que aplicam a lei islâmica aumentou de 4 para 12. A Europa, com quase 5% de muçulmanos, sente-se invadida e ameaçada. 
Assim, a chanceler alemã, Angela Merkel, lançou um alarme há poucos dias, anunciando o fracasso do modelo de integração, porque são precisamente eles os que não querem integrar. Por que não se integram? Porque têm um projeto religioso, enquanto que os Estados nos que vivem têm projetos nacionais não religiosos.
ZENIT: Frente a esta situação tão complexa e crítica, que fez o Sínodo dos Bispos e o que pretende fazer?
Samir Khalil: Nós, cristãos do Oriente, vivemos no meio deste fenômeno em curso, onde o Islã ganha terreno dia após dia, até o ponto de que na Liga Árabe o primeiro tema é sempre este: como enfrentar o islamismo. E o Sínodo dedicou particular atenção à relação com o Islã. As sessões sinodais se perguntam sobre por que as pessoas deixam sua própria terra. No mundo árabe, não há perseguição contra os cristãos, mas há discriminação. Os cristãos não são tratados da mesma foram que os muçulmanos. Estes são cidadãos normais destinatários das leis. Os demais, constitucionalmente são cidadãos, mas concretamente as leis – já que estão feitas a partir do sistema muçulmano – deixam aos cristãos uma condição de desvantagem. Além disso, a liberdade de consciência é inexistente, existe só a tolerância, que consiste em suportar que o cristianismo permaneça na terra islâmica, mas com muitas limitações. Por outro lado, não é possível deixar o Islã por outra religião. Essas questões estiveram no centro da atenção dos padres sinodais.
ZENIT: Há um caminho de saída?
Samir Khalil: Só há um, apontar para certos conceitos compartilhados, como o de “cidadania” ou o de “pertença árabe”, ambos reconhecidos por grande parte dos muçulmanos. Os movimentos que promoveram estes valores no início do século XX tiveram tanto êxito porque levavam consigo um sopro de novidade que convidava a sair da visão tribal. Mas ultimamente esta visão tem sido entrincheirada e substituída pelo conceito de Umma (a nação) islâmica. Durante a presidência de Nasser, até a metade dos anos 70, o conceito era a Umma al-Arabiyya [a nação árabe], mas da metade dos anos 70 em diante prevaleceu o conceito da Umma al-Islamiyya [a nação islâmica], que não deixa espaço para os não muçulmanos. A solução é tentar propor, muçulmanos e cristãos, um conceito moderno de Estado, não só no âmbito político, mas também no cultural. 
ZENIT: Como fazer para que essa proposta seja factível?
Samir Khalil: Precisamente aqui entra a proposta do Sínodo para o Oriente Médio: não se trata de fazer um projeto cristão, e muito menos um projeto dos cristãos ou para os cristãos, porque assim refletimos como se fôssemos uma minoria que tenta se proteger. Nós não tentamos nos proteger. O que dizemos reflete a palavra também de muitos muçulmanos, que reconhecem como nós que a nação árabe está mal porque sofre de uma falência no exercício da democracia, na distribuição das riquezas, no estabelecimento da justiça social e de um Estado de direito, na reforma do sistema de saúde. 
O Islã é muito sensível a essas dimensões. A liberdade de consciência e de expressão é desejada por muitos. Isso não porque as pessoas querem se afastar do Islã, mas porque querem viver o Islã de modo mais pessoal. No mundo islâmico, há um sentido de modernidade e de liberdade que não se atreve a se manifestar. Um cristão pode escrever criticando seu patriarca ou bispo, enquanto que é difícil que um muçulmano o faça. Não porque alguém em particular o proíba, mas porque a própria cultura impede. Os imames são os ulemás [os doutos] e seu saber não se discute. Reafirmo que com essas propostas não se trata de fazer os muçulmanos menos muçulmanos ou os cristãos menos cristãos, mas dizer que a fé é uma questão pessoal, ainda que tenha sua dimensão social, e que cada um deve viver a própria fé como lhe vem inspirada por Deus.
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