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16.10.10

Simus cum Benedicto XVI et mulieribus pulchrissimis

Mais palavras do Papa sobre o logar das mulheres na religião cristã. Desta vez, duas mýsticas alemãs, músicas:
PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Resumos castelhano, italiano, inglês e alemão:
[Vídeo de todo o evento]
Estimados irmãos e irmãs
Hoje gostaria de vos falar de Santa Matilde de Hackeborn, uma das grandes figuras do mosteiro de Helfta, que viveu no século XIII. A sua irmã de hábito, Santa Gertrudes a Grande, no livro VI da obra Liber specialis gratiae (O livro da graça especial), em que são narradas as graças especiais que Deus concedeu a Santa Matilde, afirma assim: «O que escrevemos é muito pouco em comparação com o que omitimos. Publicamos estas coisas só para a glória de Deus e a utilidade do próximo, porque nos pareceria injusto manter o silêncio sobre as numerosas graças que Matilde recebeu de Deus, não tanto para si mesma, na nossa opinião, mas para nós e para aqueles que vierem depois de nós» (Mechthild von Hackeborn, Liber specialis gratiae, VI, 1).
Esta obra foi redigida por Santa Gertrudes e por outra irmã de hábito de Helfta, e contém uma história singular. Matilde, com cinquenta anos de idade, atravessava uma grave crise espiritual, unida a sofrimentos físicos. Nesta condição, confiou as duas irmãs de hábito amigas, as graças especiais com que Deus a tinha guiado desde a infância, mas não sabia que elas anotavam tudo. Quando o veio a saber, ficou profundamente angustiada e perturbada. Porém, o Senhor tranquilizou-a, fazendo-lhe compreender que quanto estava a ser escrito era para a glória de Deus e a vantagem do próximo (cf. ibid., II, 25; V, 20). Assim, esta obra é a fonte principal da qual haurir as informações sobre a vida e a espiritualidade da nossa Santa.
Com ela, somos introduzidos na família do Barão de Hackeborn, uma das mais nobres, ricas e poderosas da Turíngia, aparentada com o imperador Frederico II, e entramos no mosteiro de Helfta no período mais glorioso da sua história. O Barão já tinha dado ao mosteiro uma filha, Gertrudes de Hackeborn (1231/1232 — 1291/1292), dotada de uma personalidade acentuada, Abadessa por quarenta anos, capaz de dar um cunho peculiar à espiritualidade do mosteiro, levando-o a um florescimento extraordinário como centro de mística e de cultura, escola de formação científica e teológica. Gertrudes ofereceu às monjas uma elevada educação intelectual, que lhes permitia cultivar uma espiritualidade fundada na Sagrada Escritura, na Liturgia, na Tradição patrística, na Regra e na espiritualidade cisterciense, com preferência especial por São Bernardo de Claraval e Guilherme de Saint-Thierry. Foi uma verdaderia mestra, exemplar em tudo, na radicalidade evangélica e no zelo apostólico. Desde a infância, Matilde acolheu e saboreou o clima espiritual e cultural criado pela irmã, oferecendo depois a sua contribuição pessoal.
Matilde nasce em 1241, ou 1242, no castelo de Helfta; é a terceira filha do Barão. Com sete anos de idade, visita com a mãe a irmã Gertrudes no mosteiro de Rodersdorf. Fica tão fascinada por aquele ambiente, que deseja ardentemente fazer parte dele. Entra como educanda e, em 1258, torna-se monja no convento que, entretanto, se tinha transferido para Helfta, na quinta dos Hackeborn. Distingue-se por humildade, fervor, amabilidade, pureza e inocência de vida, familiaridade e intensidade com que vive a relação com Deus, a Virgem e os Santos. É dotada de elevadas qualidades naturais e espirituais, como «a ciência, a inteligência, o conhecimento das letras humanas, a voz de uma suavidade maravilhosa: tudo a tornava apta para ser no mosteiro um autêntico tesouro, sob todos os aspectos» (Ibid., Introdução). Assim, «o rouxinol de Deus» — como é chamada — ainda muito jovem, torna-se directora da escola do mosteiro, directora do coro, mestra das noviças, serviços que desempenha com talento e zelo incansável, não só em vantagem das monjas, mas de quem quer que desejasse haurir da sua sabedoria e bondade.
Iluminada pelo dom divino da contemplação mística, Matilde compõe numerosas orações. É mestra de doutrina fiel e de grande humildade, conselheira, consoladora e guia no discernimento: «Ela — lê-se — transmitia a doutrina com tal abundância, que jamais se tinha visto no mosteiro e, infelizmente, tememos que nunca mais se verá algo de semelhante. As religiosas reuniam-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus, como se fosse um pregador. Era o refúgio e a consoladora de todos e, como dom singular de Deus, tinha a graça de revelar livremente os segredos do coração de cada um. Muitas pessoas, não só no Mosteiro, mas também estranhos, religiosos e seculares, vindos de longe, testemunhavam que esta santa virgem os tinha libertado dos seus sofrimentos e que nunca haviam experimentado tanta consolação como nela. Além disso, compôs e ensinou tantas orações que, se fossem reunidas, excederiam o volume de um saltério» (Ibid., VI, 1).
Em 1261 chegou ao convento uma criança de cinco anos, chamada Gertrudes: é confiada aos cuidados de Matilde, com apenas vinte anos, que a educa e guia na vida espiritual, a ponto de fazer dela não só a discípula excelente, mas também a sua confidente. Em 1271, ou 1272, entra no mosteiro também Matilde de Magdeburgo. Assim, o lugar acolhe quatro grandes mulheres — duas Gertrudes e duas Matildes — glória do monaquismo germânico. Na longa vida transcorrida no mosteiro, Matilde é afligida por sofrimentos contínuos e intensos, aos quais se acrescentam as duríssimas penitências escolhidas para a conversão dos pecadores. Deste modo, participa na paixão do Senhor até ao fim da sua vida (cf. ibid., VI, 2). A oração e a contemplação são ohúmus vital da sua existência: as revelações, os seus ensinamentos, o seu serviço ao próximo, o seu caminho na fé e no amor encontram aqui a sua raiz e o seu contexto. No primeiro livro da obraLiber specialis gratiae, as redactoras reúnem as confidências de Matilde, cadenciadas nas festas do Senhor, dos Santos e, de modo especial, da Bem-Aventurada Virgem. É impressionante a capacidade que esta Santa tem de viver a Liturgia nos seus vários componentes, mesmo as mais simples, levando-a na vida monástica quotidiana. Algumas imagens, expressões e aplicações às vezes estão longe da nossa sensibilidade mas, se se consideram a vida monástica e a sua tarefa de mestra e directora de coro, compreende-se a sua capacidade singular de educadora e formadora, que ajuda as irmãs de hábito a viver intensamente, a partir da Liturgia, cada momento da vida monástica.
Na oração litúrgica, Matilde dá realce particular às horas canónicas, à celebração da Santa Missa e sobretudo à Sagrada Comunhão. Aqui é com frequência arrebatada em êxtase, numa profunda intimidade com o Senhor, no seu Coração ardentíssimo e dulcíssimo, num diálogo maravilhoso em que pede luzes interiores, enquanto intercede de modo especial pela sua comunidade e pelas suas irmãs de hábito. No centro estão os mistérios de Cristo, aos quais a Virgem Maria se refere constantemente para caminhar pela vida da santidade: «Se tu desejas a verdadeira santidade, está perto do meu Filho; Ele é a própria santidade, que santifica todas as coisas» (Ibid., I, 40). Nesta sua intimidade com Deus estão presentes o mundo inteiro, a Igreja, os benfeitores e os pecadores. Para ela, Céu e terra unem-se.
As suas visões, os seus ensinamentos e as vicissitudes da sua existência são descritos com expressões que evocam a linguagem litúrgica e bíblica. É assim que se entende o seu profundo conhecimento da Sagrada Escritura, que era o seu pão de cada dia. Recorre a ela continuamente, quer valorizando os textos bíblicos lidos na liturgia, quer haurindo símbolos, termos, paisagens, imagens e personagens. A sua predilecção é pelo Evangelho: «As palavras do Evangelho eram para ela um alimento maravilhoso e suscitavam no seu coração sentimentos de tanta docilidade, que muitas vezes, pelo entusiasmo, não conseguia terminar a sua leitura... O modo como lia aquelas palavras era tão fervoroso, que em todos suscitava a devoção. Assim também, quando cantava no coro, vivia totalmente absorvida em Deus, transportada por tanto ardor que às vezes manifestava os seus sentimentos com gestos... Outras vezes, como que arrebatada em êxtase, não ouvia quantos a chamavam ou a moviam, e mal conseguia retomar o sentido das coisas exteriores» (Ibid., VI, 1). Numa das visões, é o próprio Jesus quem lhe recomenda o Evangelho: abrindo-lhe a chaga do seu dulcíssimo Coração, diz-lhe: «Considera como é imenso o meu amor: se quiseres conhecê-lo bem, em nenhum lugar o encontrarás expresso mais claramente do que no Evangelho. Ninguém jamais ouviu alguém manifestar sentimentos mais fortes e mais ternos do que estes: Assim como o meu Pai me amou, também Eu vos vos amei (Joan. XV, 9)» (Ibid., I, 22).
Caros amigos, a oração pessoal e litúrgica, especialmente a Liturgia das Horas e a Santa Missa, estão na raiz da experiência espiritual de Santa Matilde de Hackeborn. Deixando-se guiar pela Sagrada Escritura e alimentar pelo Pão eucarístico, Ela percorreu um caminho de união íntima com o Senhor, sempre em plena fidelidade à Igreja. Isto é para nós também um forte convite a intensificar a nossa amizade com o Senhor, sobretudo através da oração quotidiana e a participação atenta, fiel e concreta na Santa Missa. A Liturgia é uma grande escola de espiritualidade.
A discípula Gertrudes descreve com expressões intensas os últimos momentos da vida de Santa Matilde de Hackeborn, duríssimos mas iluminados pela presença da Beatíssima Trindade, do Senhor, da Virgem Maria e de todos os Santos, mas inclusive da irmã de sangue, Gertrudes. Quando chegou a hora em que o Senhor quis chamá-la para junto de Si, ela pediu-lhe para poder viver ainda no sofrimento, para a salvação das almas, e Jesus compadeceu-se deste ulterior sinal de amor.
Matilde tinha 58 anos. Percorreu a última etapa caracterizada por oito anos de graves doenças. A sua obra e a sua fama de santidade difundiram-se amplamente. Quando chegou a sua hora, «o Deus de Majestade... única suavidade da alma que O ama... cantou-lhe: Venite vos, benedicti Patris mei... Vinde, ó vós que sois os benditos do meu Pai, vinde receber o reino... e associou-o à sua glória» (Ibid., VI, 8).
Santa Matilde de Hackeborn confia-nos ao Sagrado Coração de Jesus e à Virgem Maria. Convida a louvar o Filho com o Coração da Mãe e a louvar Maria com o Coração do Filho: «Saúdo-te, ó Virgem veneradíssima, naquele orvalho dulcíssimo que do Coração da Santíssima Trindade se difundiu em ti; saúdo-te na glória e no júbilo com que agora te alegras eternamente, Tu que por preferência a todas as criaturas da terra e do Céu, foste eleita ainda antes da criação do mundo! Amém» (Ibid., I, 45).
Apelo
Dirijo os meus pensamentos também para a grave crise humanitária que atingiu recentemente a Nigéria setentrional, onde dois milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar as próprias casas por causa das graves inundações. A quantos foram atingidos exprimo a minha proximidade espiritual e garanto as minhas orações.
Saudação
Saúdo, com fraterna amizade, os peregrinos vindos de Portugal e de demais países de língua portuguesa, cuja romagem se detém hoje junto do túmulo de São Pedro e nesta Audiência com o seu Sucessor: Obrigado pela vossa presença e oração! Peço a Cristo Senhor que guarde no seu Coração Sagrado as vossas famílias e comunidades cristãs, abençoando a todos com a sua paz e o seu amor.

PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL Praça de São Pedro
Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010 Santa Gertrudes
Resumos em castelhano, inglês, italiano e alemão:
[Auditote omnia verba]
Amados irmãos e irmãs!
Santa Gertrudes, a Grande, de quem gostaria de vos falar hoje, leva-nos esta semana ao mosteiro de Helfta, onde nasceram algumas das obras-primas da literatura religiosa feminina latino-alemã. É a este mundo que pertence Gertrudes, uma das místicas mais famosas, única mulher da Alemanha que recebeu o apelativo «Grande», pela estatura cultural e evangélica: com a sua vida e pensamento, ela incidiu de modo singular sobre a espiritualidade cristã. É uma mulher extraordinária, dotada de particulares talentos naturais e de excepcionais dons de graça, de humildade profundíssima e de zelo ardente pela salvação do próximo, de íntima comunhão com Deus na contemplação e de prontidão no socorro aos necessitados. Em Helfta confronta-se, por assim dizer, sistematicamente, com a sua mestra Matilde de Hackeborn, da qual falei na Audiência da quarta-feira passada; entra em relacionamento com Matilde de Magdeburgo, outra mística medieval; e cresce sob o cuidado materno, dócil e exigente, da Abadessa Gertrudes. Destas três irmãs de hábito ela enriquece-se com tesouros de experiência e sabedoria; elabora-os numa síntese sua, percorrendo o seu itinerário religioso com confiança ilimitada no Senhor. Exprime a riqueza da espiritualidade não apenas do seu mundo monástico, mas também e sobretudo do bíblico, litúrgico, patrístico e beneditino, com um timbre extremamente pessoal e com grande eficácia comunicativa. Nasceu no dia 6 de Janeiro de 1256, festa da Epifania, mas nada se sabe dos seus pais, nem do lugar de nascimento. Gertrudes escreve que o próprio Senhor lhe revela o sentido deste seu primeiro desarraigamento: «Escolhi-a como minha morada, porque me apraz que tudo quanto existe de amável nela seja minha obra [...] Foi precisamente por este motivo que a afastei de todos os seus parentes, a fim de que ninguém a amasse por razão de consanguinidade, e Eu fosse o único motivo do afecto que se lhe reserva» (Le Rivelazioni, i, 16, Sena 1994, pp. 76-77). Entra no mosteiro com cinco anos, em 1261, como era costume naquela época, para a formação e o estudo. Ali transcorreu toda a sua existência, da qual ela mesma assinala as etapas mais significativas. Nas suas memórias, recorda que o Senhor a preveniu com paciência longânime e misericórdia infinita, esquecendo os anos da infância, adolescência e juventude, transcorridos — escreve — «em tal ofuscamento da mente, que teria sido capaz [...] de pensar, dizer ou fazer sem qualquer remorso tudo aquilo que me fosse do meu agrado e onde quer eu pudesse, se tu me tivesses prevenido, quer com um ínsito horror do mal e uma inclinação natural para o bem, quer com a vigilância externa dos outros. Ter-me-ia comportado como uma pagã [...] e isto, embora tu quisesses que desde a infância, ou seja a partir do meu quinto ano de idade, eu habitasse no santuário bendito da religião, para ali ser educada no meio dos teus amigos mais devotos» (Ibid.,ii, 23, p. 140 s.). Gertrudes é uma estudante extraordinária, aprende tudo quanto se pode aprender das ciências do Trívio e do Quadrívio, a formação daquela época; é fascinada pelo saber e dedica-se ao estudo profano com fervor e tenacidade, alcançando êxitos escolares para além de qualquer expectativa. Embora nada saibamos das suas origens, ela diz-nos muito das suas paixões juvenis: a literatura, a música, o canto e a arte da miniatura conquistam-na; tem uma índole forte, decidida, imediata e impulsiva; diz com frequência que é negligente; reconhece os seus defeitos e pede humildemente perdão pelos mesmos. Com humildade, pede conselhos e orações pela sua conversão. Há características do seu temperamento e defeitos que a acompanham até ao fim, a ponto de causar admiração a certas pessoas que se interrogam como o Senhor a prefere tanto. Como estudante, passa a consagrar-se totalmente a Deus na vida monástica e, durante vinte anos, não acontece nada de extraordinário: o estudo e a oração são a sua actividade principal. Pelos seus dotes, sobressai entre as irmãs de hábito; é tenaz na consolidação da sua cultura em diversos campos. Mas, durante o Advento de 1280, começa a sentir desgosto por tudo isto, sente vaidade disto e, a 27 de Janeiro de 1281, poucos dias antes da festa da Purificação da Virgem, por volta da hora das Completas, à noite, o Senhor ilumina as suas densas trevas. Com suavidade e docilidade, acalma a inquietação que a angustia, inquietação que Gertrudes vê como um dom do próprio Deus, «para abater aquela torre de vaidade e de curiosidade que, embora infelizmente tivesse o nome e o hábito de religiosa, eu ia erguendo com a minha soberba, para encontrar pelo menos assim o caminho para me mostrar a tua salvação» (Ibid., ii, 1, p. 87). Ela tem a visão de um jovem que a leva a superar o enredo de espinhos que oprime a sua alma, guiando-a pela mão. Naquela mão, «o traço precioso daquelas chagas que abrogaram todos os actos de acusação dos nossos inimigos» (Ibid., ii, 1, p. 89), reconhece Aquele que, na Cruz, nos salvou com o seu sangue, Jesus. A partir daquele momento, a sua vida de íntima comunhão com o Senhor intensifica-se, sobretudo nos tempos litúrgicos mais significativos — Advento-Natal, Quaresma-Páscoa, festa da Virgem — mesmo quando, doente, não podia ir ao coro. É o mesmo húmus litúrgico de Matilde, sua mestra, que contudo Gertrudes descreve com imagens, símbolos e termos mais simples e lineares, mais realistas, com referências mais directas à Bíblia, aos Padres e ao mundo beneditino. A sua biógrafa indica dois rumos daquela que poderíamos definir uma sua particular conversão»: nos estudos, com a passagem radical dos estudos humanísticos profanos para os teológicos e, na observância monástica, com a passagem da vida que ela define negligente para a vida de oração intensa e mística, com um ardor missionário extraordinário. O Senhor, que a tinha escolhido desde o seio materno e desde criança a tinha levado a participar no banquete da vida monástica, chama-a com a sua graça «das coisas externas para a vida interior e das ocupações terrenas para o amor das realidades espirituais». Gertrudes compreende que está distante dele, na região da dissemelhança, como ela diz com Santo Agostinho; que se tinha dedicado com demasiada avidez aos estudos liberais, à sabedoria humana, descuidando a ciência espiritual, privando-se do gosto da verdadeira sabedoria; agora é conduzida para o monte da contemplação, onde deixa o homem velho para se revestir do novo. «De gramática torna-se teóloga, com a leitura incansável e atenta de todos os livros sagrados que podia ter ou encontrar, enchia o seu coração com as frases mais úteis e dóceis da Sagrada Escritura. Por isso, tinha sempre pronta alguma palavra inspirada e de edificação com a qual satisfazer quem ia consultá-la e, ao mesmo tempo, os textos das Escrituras mais adequados para rejeitar qualquer opinião errada e fechar a boca aos seus opositores» (Ibid.,i, 1, p. 25). Gertrudes transforma tudo isto em apostolado: dedica-se a escrever e divulgar a verdade de fé com clareza e simplicidade, graça e persuasão, servindo a Igreja com amor e fidelidade, a ponto de ser útil e agradável aos teólogos e às pessoas piedosas. Resta-nos pouco desta sua intensa actividade, também por causa das vicissitudes que levaram à destruição do mosteiro de Helfta. Além do Arauto do amor divino ou das Revelações, dispomos ainda dos Exercícios espirituais, uma jóia rara da literatura mística espiritual. Na observância religiosa, a nossa Santa é «uma coluna sólida [...] firmíssima propugnadora da justiça e da verdade» (Ibid., i, 1, p. 26), diz a sua biógrafa. Com as palavras e com o exemplo, suscita nos outros um grande fervor. Às orações e às penitências da regra monástica acrescenta outras, com tanta devoção e tal abandono confiante em Deus, que chega a suscitar naqueles que a encontram a consciência de estar na presença do Senhor. E com efeito, é o próprio Deus que a leva a compreender que a chamou para ser instrumento da sua Graça. Deste imenso tesouro divino, Gertrudes sente-se indigna, e confessa que não o conservou nem valorizou. Exclama: «Ai de mim! Se Tu me tivesses dado como tua recordação, indigna como sou, até um único fio de estopa, contudo eu deveria ter considerado com maior respeito e reverência quanto recebi dos teus dons!» (Ibid., II, 5, p. 100). Mas, reconhecendo a sua pobreza e a sua indignidade, ela adere à vontade de Deus, «porque — afirma — aproveitei tão pouco das tuas graças que não consigo acreditar que tenham sido concedidas unicamente a mim, dado que a tua sabedoria eterna não pode ser frustrada por ninguém. Faz, portanto, ó Doador de todo o bem, que me concedeste gratuitamente dádivas tão indevidas que, lendo este escrito, o coração de pelo menos um dos teus amigos se comova ao pensamento de que o zelo das almas te induziu a deixar por tanto tempo uma gema de valor tão inestimável no meio do barro abominável do meu coração» (Ibid., ii, 5, p. 100 s.). Em particular, dois favores são-lhe mais queridos que todos os outros, como a própria Gertrudes escreve: «Os estigmas das tuas chagas salubres que me imprimiste, como se fossem colares preciosos, no coração; e a profunda e salutar ferida de amor com que me marcaste. Tu inundaste-me com estes dons de tanta bem-aventurança que, mesmo se eu vivesse mil anos sem qualquer consolação interna ou externa, a sua recordação seria suficiente para me confortar, iluminar e encher de gratidão. Quiseste ainda introduzir-me na intimidade inestimável da tua amizade, abrindo-me de várias formas aquele sacrário nobilíssimo da sua Divindade, que é o teu Coração divino [...] A este acúmulo de benefícios acrescentaste outro, concedendo-me como Advogada a Santíssima Virgem Maria, tua Mãe, e recomendando-me com frequência ao seu carinho, como o mais fiel dos esposos poderia recomendar à própria mãe a sua dilecta esposa» (Ibid., ii, 23, p. 145). Orientada para a comunhão sem fim, conclui a sua vicissitude terrena no dia 17 de Novembro de 1301, ou 1302, com cerca de 46 anos. No sétimo Exercício, o da preparação para a morte, Santa Gertrudes escreve: «Ó Jesus, Tu que me és imensamente querido, está sempre comigo, para que o meu coração permaneça contigo e o teu amor persevere comigo, sem possibilidade de separação, e o meu trânsito seja abençoado por ti, de tal modo que o meu espírito, livre dos vínculos da carne, possa encontrar repouso imediatamente em ti. Amém!» (Esercizi, Milão 2006, p. 148). Parece-me óbvio que estas não são apenas coisas do passado, históricas, mas a existência de Santa Gertrudes permanece uma escola de vida cristã, de caminho recto, e mostra-nos que o centro de uma vida feliz, de uma vida autêntica, é a amizade com Jesus, o Senhor. E esta amizade aprende-se no amor pela Sagrada Escritura, no amor pela liturgia, na fé profunda, no amor por Maria, de maneira a conhecer cada vez mais realmente o próprio Deus e assim a verdadeira felicidade, a meta da nossa vida. Obrigado!
Saudação
Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para todos, em particular para os grupos do Brasil e de Portugal, da paróquia dos Milagres na Bidoeira. Este mês do Rosário incita-nos a perseverar na reza diária do terço; que, desta forma, as vossas famílias se reúnam com a Virgem Mãe, para aprender a cooperar plenamente com os desígnios de salvação que Deus tem sobre vós. Como encorajamento e penhor de graças, de coração vos dou a minha Bênção Apostólica.
Santas Matilde e Gertrudes, rogai por nós.

9.10.10

Mulher afastada de cargo dirigente por razões religiosas

E isto ocorre na Indonésia, país apontado pelos apologistas ocidentais do islão como praticante de uma versão moderada desta religião.

Citando Spencer: a noção islâmica da inferioridade da mulher é avançada em termos insofismáveis nos textos canónicos do islão: o Alcorão, no versículo 2:282(1) diz que o testemunho de uma mulher vale metade do de um homem.

E o próprio Mafoma disse que as mulheres são «defeituosas na religião e no intelecto» (Sahih Bukhari 1.6.301), e que a maioria das habitantes do Inferno será composta de mulheres (Sahih Bukhari 4.54.464).

(1) - a tradução portuguesa de El-Hayek deste versículo evidencia uma estratégia islâmica, enquadrável na prática da taqiyya, que consiste em traduzir de modo eufemístico ou, no limite, como é o caso presente, omitir frases inteiras que podem ser mal aceites pelos leitores de mentalidade ocidental, muçulmanos inclusive. Torna-se imperativo comparar traduções. Coteje-se, a título de ilustração, as versões de El-Hayek com duas traduções muito conceituadas para a língua inglesa, a de Pickthall e a de Yusuf Ali:

El-Hayek, Alcorão 2:282: «(...) Chamai duas testemunhas masculinas de vossa preferência, a fim de que, se uma delas se esquecer, a outra recordará. Que as testemunhas não se neguem, quando forem requisitadas. (...)»

Pickthall, Alcorão 2:282:  «(...) And call to witness, from among your men, two witnesses. And if two men be not (at hand) then a man and two women, of such as ye approve as witnesses, so that if the one erreth (through forgetfulness) the other will remember. And the witnesses must not refuse when they are summoned. (...)»

Yusuf Ali, Alcorão 2:282:  «(...) get two witnesses, out of your own men, and if there are not two men, then a man and two women, such as ye choose, for witnesses, so that if one of them errs, the other can remind her. The witnesses should not refuse when they are called on (...)»

Acehnese district council chairman says women unfit to lead under Islamic law

He said of a subdistrict chief: "I'll admit she's deft and quite competent, but in order to avoid riots, we advise that she be replaced immediately."
Why would a woman in a leadership role cause riots? Why would it be such an awful concept in the first place?
The notion of the inferiority of women is put forth in the starkest of terms in Islamic texts. Qur'an 2:282 says a woman's testimony is worth half that of a man.
And Muhammad himself said women are "deficient in religion and intellect," (Sahih Bukhari 1.6.301), and that the majority of the inhabitants of Hell will be women (4.54.464).
"'Women Unfit to Lead' Says Acehnese District Council Chairman," by Nurdin Hasan for the Jakarta Globe, October 7 (thanks to all who sent this in):
Banda Aceh. In a move criticized as an insult to the dignity of women, an Aceh district speaker has called for the replacement of a female subdistrict head, arguing that women were unfit to lead under Islamic law.
Ridwan Muhammad, the Bireuen district council chairman, said on Thursday that the move against Anisah, head of Plimbang subdistrict, was prompted by complaints from the public.
"It's what the people and the clerics ... are calling for," he told the Jakarta Globe.
"According to Shariah, a woman is prohibited from becoming a leader." Ridwan said Anisah's appointment as subdistrict chief in April had caused a rift in the community, "with one side supporting her and the other against her."
The council had received petitions from both camps, he said. "Rather than allow this rift to lead to social unrest, we've asked the district head to replace Anisah," he said.
"I'll admit she's deft and quite competent, but in order to avoid riots, we advise that she be replaced immediately," Ridwan said.
Note how exceptions to what Sharia would allow are so often portrayed as the rule. That does nothing to "reform" the law's discriminatory and otherwise abusive provisions. Indeed, as long as Sharia is accepted as a basis for law, it waits in the wings to assert itself more fully, as is happening in Aceh now.
Read more at www.jihadwatch.org

29.9.10

Imã condenado por atentado ao pudor

O imã, de nacionalidade líbia, foi um dos 21 clérigos islâmicos convidados pela Sociedade Árabe do Reino Unido para pregar naquele país durante o Ramadão.

O que seria de esperar de alguém que decorou o Alcorão(1) aos 17 anos de idade?
Abrahim Ghait had been invited to UK to celebrate the Ramadan. Last August he exposed himself twice: firstly, to a 18-year-old woman who was going home after the gym and secondly, to a 12-year-old, who was informed that his genitalia was named "Lexie". From the Daily Mail:
Ghait is famous in the Muslim world for memorising the Koran by the age of 17.

Yesterday he pleaded guilty to two charges under the Sexual Offences Act of exposing his genitals with the intention that someone would see them and be caused alarm or distress.

Magistrates jailed him for six weeks on each charge, to serve side-by-side, and placed him on the Sex Offenders' Register for seven years.

Ghait was one of 21 Libyan imams invited to Britain by the UK Arabic Society to preach at mosques during Ramadan.

He was staying at a flat in Easton, Bristol, when the offences happened in August.
Read more at tea-and-politics.blogspot.com

(1) - Algumas passagens do Alcorão parecem concebidas deliberadamente para sancionar os desejos sexuais de Mafoma, quer para lhe permitir casar-se com a mulher do seu filho adoptivo (33:37), quer para o justificar perante o ciúme das múltiplas esposas (33:50-51), versículos que, no fundo, lhe permitem possuir todas as mulheres que desejar, inclusive as escravas (33:50), como, aliás, a todos os muçulmanos (4:24).
Para além da carta branca que o Alcorão concede a Mafoma, a sua vida sexual, tal como nos chega relatada por fontes islâmicas, está cheia de episódios dúbios, sugerindo perversidades do tipo homossexual, pedófilo e necrófilo. Leiam-se, a este respeito, os relatos de programas de televisão do padre egípcio copta Zakaria Botros realizados por Raymond Ibrahim, aqui coligidos pelo Sheikyermami. Recorde-se que a conduta de Mafoma não é uma questão menor no islão, visto que o próprio Alcorão declara o comportamento de Mafoma como exemplar e a ser emulado por todos os muçulmanos devotos (Alcorão 33:21).

25.9.10

Activistas pró-Palestina estupradas pelos seus protegidos (3)

A propósito de mais notícias de estupros de activistas da causa palestiniana pelos palestinianos cuja causa defendem, falámos de esclavagismo islâmico de cristãos europeus ao longo da história e de como às mulheres era reservado o papel de escravas sexuais.

A propósito da mesma notícia, um leitor do Gates of Vienna, militar norueguês que serviu no Kosovo e no Líbano, relata uma notícia algo semelhante às duas referidas, e conta algumas histórias que ajudam a perceber o modo como no islão a mulher é tratada, e tece algumas considerações:
«(...) When I served with UNIFIL in Lebanon twelve years ago, a friend I had gained among the locals -- a Sunni Muslim -- told me the story of how he had lost his virginity. Together with one of his buddies, he tricked a girl from a different village to drink a soda spiked with drugs. When the drugs took effect, the two of them had their way with her in the back of a van. While I was appalled by this story, he himself was quite proud over how clever and cunning he had been. He considered the whole story amusing.

If they behave like this against their own, then there will hardly be any mercy shown to outsiders. At the time I heard this story, I also heard stories for the first time of how playboys of the Saudi royal family used their diplomatic immunity to bring Western women – party girls, models and callgirls - into Saudi Arabia on their private jets. Once arrived, they became what they where intended to be -- slaves -- and disappeared from the world. I believe Soldier of Fortune magazine has written articles on this subject.

The scale of this enslavement of Western women in the Muslim world is probably much, much larger than just a few isolated cases -- and if so, a very potent weapon for exposing the moral void of both Islam and Marxism at once. (...)»

Mulieribus pulchrissimis cum simus

As nossas queridas leitoras, convidadas que estão a colaborar connosco, terão com certeza reparado o quão deletérias para todos os que vivemos em sociedade são as execrandas doctrinas do feminismo, que odeia as mulheres, e do falsário Má-fama, conforme cá se tem publicado. Qual luz das nações, a Egreja promove a dignidade das filhas de Eva e, se de outros modos não o fizesse, o dizer que de toda a Criação o mais perfeito que Deus fez foi uma Mulher bastaria: "Perfecit manuum super omnia facta suarum hoc unum et reliquis prætulit Auctor opus".

Nesta senda, o Papa dedicou algumas catecheses em Setembro a duas mulheres fortes: a Sancta Hildegarda de Bingen, já falada pelo Luís a propósito da música, e a Sancta Clara de Assis. Ouvide os resumos das mesmas e se para mais multiplicardes o vosso tempo precioso lede os todos os textos:

24.9.10

«O homem só pode bater na esposa se ela se recusar a dormir com ele»

Afinal, estávamos equivocados: o imã egípcio Sa'd Arafat esclarece que a instituição da sova conjugal do marido muçulmano na sua esposa é uma honra para ela.
Ouviram bem, infiéis?
E onde é que o bom imã terá ido buscar esta ideia? Não deve ter sido ao livro sagrado, pois não?
«Os homens são os protectores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e porque estes gastam do seu para sustê-las. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto àquelas, de quem suspeitais deslealdade, admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as¹ (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas. Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo.»


Interviewer: Would you believe that the European women in our times yearns for a husband who would be like a guardian to her. I would like to provide the viewers with some statistics. Ninety percent of British women do not want to marry a weak man, who sits down and cries the moment there is a problem. They say: No, such a man looks more like a woman. We want a manly man.
Wife beating is a serious accusation [leveled against Islam]. Let us examine this matter bit by bit.
Sa'd Arafat: Allah honored wives by instating the punishment of beatings.
Interviewer: Honored them with beatings? How is this possible?!

Sa'd Arafat: The prophet Muhammad said: "Don't beat her in the face, and do not make her ugly." See how she is honored. If the husband beats his wife, he must not beat her in the face. Even when he beats her, he must not curse her. This is incredible! He beats her in order to discipline her.
In addition, there must not be more than ten beatings, and he must not break her bones, injure her, break her teeth, or poke her in the eye. There is a beating etiquette. If he beats to discipline her, he must not raise his hand high. He must beat her from chest level. All these things honor the woman.
She is in need of discipline. How should the husband discipline her? Through admonishment. If she is not deterred, he should refuse to share the bed with her. If she is not repentant, he should beat her, but there are rules to the beating. It is forbidden to beat her in the face or make her ugly. When you beat her, you must not curse her. Islam forbids this.

Interviewer: With what should be beat her? With his bare hand? With a rod?
Sa'd Arafat: If he beats her, the beatings should not be hard, so that they do not leave a mark. He can beat her with a short rod. He must avoid beating her in the face or in places in the head where it hurts. The beatings should be on the body and should not come one right after the other. These are all choices made during the process, but beatings are allowed only as a last resort.
[...]
The honoring of the wife in Islam is also evident in the fact that the punishment of beating is permissible in one case only: when she refuses to sleep with him.
Interviewer: When she refuses to sleep with him?
Sa'd Arafat: Yes, because where else could the husband go? He wants her, but she refuses. He should begin with admonishment and threats...
Interviewer: Allow me to repeat this. A man cannot beat his wife...
Interviewer: ...over food or drink. Beatings are permitted only in this case, which the husband cannot do without. [...]

¹ -Vejam-se outras traduções para o significado da palavra que o tradutor português verteu "castigai-as" (a fim de fazer operações deste género, recomendo aos leitores o Alcorão multilingue; na coluna da esquerda, podemos seleccionar as línguas, entre outras opções):
Sahih International: «Men are in charge of women by [right of] what Allah has given one over the other and what they spend [for maintenance] from their wealth. So righteous women are devoutly obedient, guarding in [the husband's] absence what Allah would have them guard. But those [wives] from whom you fear arrogance - [first] advise them; [then if they persist], forsake them in bed; and [finally], strike them. But if they obey you [once more], seek no means against them. Indeed, Allah is ever Exalted and Grand.»


Italiano: «Gli uomini sono preposti alle donne, a causa della preferenza che Allah concede agli uni rispetto alle altre e perché spendono [per esse] i loro beni. Le [donne] virtuose sono le devote, che proteggono nel segreto quello che Allah ha preservato. Ammonite quelle di cui temete l'insubordinazione, lasciatele sole nei loro letti, battetele. Se poi vi obbediscono, non fate più nulla contro di esse. Allah è altissimo, grande.»


Espanhol: «Los hombres tienen autoridad sobre las mujeres en virtud de la preferencia que Alá ha dado a unos más que a otros y de los bienes que gastan. Las mujeres virtuosas son devotas y cuidan, en ausencia de sus maridos, de lo que Alá manda que cuiden. ¡Amonestad a aquéllas de quienes temáis que se rebelen, dejadlas solas en el lecho, pegadles! Si os obedecen, no os metáis más con ellas. Alá es excelso, grande.»

Francês: «Les hommes ont autorité sur les femmes, en raison des faveurs qu'Allah accorde à ceux-là sur celles-ci, et aussi à cause des dépenses qu'ils font de leurs bien. Les femmes vertueuses sont obéissantes (à leurs maris), et protègent ce qui doit être protégé, pendant l'absence de leurs époux, avec la protection d'Allah. Et quant à celles dont vous craignez la désobéissance, exhortez-les, éloignez-vous d'elles dans leurs lits et frappez-les. Si elles arrivent à vous obéir, alors ne cherchez plus de voie contre elles, car Allah est certes, Haut et Grand !»

18.9.10

O branqueamento do papel das mulheres na história islâmica

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Article Examines Why Muslim Queens Vanished from History
"The Total Count of Female Muslim Rulers… Adds up to Twenty; So Why are Most of Them Missing from Our History Books, Their Very Existence Denied?"
Diehard orthodoxy opposed many of them in their lifetimes but did this opposition pursue them after their deaths to expunge them from memory?"
"The Opposition to Women Holding Public Office Ostensibly Stems From a Single Hadith [Saying of the Prophet Who]… Said, 'A Nation Which Places Its Affairs in the Hands of a Woman Shall Never Prosper'"
Theologians differ in their interpretations of this hadith. Some prohibit women from all public duties; some allow them to hold public office, including that of a judge; and a few even acknowledge their right to be heads of state. Others point out that the Prophet… made this remark after hearing that the Persians had appointed Chosroe’s daughter as their ruler. (The Prophet… had earlier foretold the end of Chosroe’s dynasty after the latter had torn up the letter inviting him to Islam). He was therefore referring specifically to one particular woman, not women in general.
"And yet the most restrictive interpretation of the hadith is cited by those who subscribe to the view that women should be neither seen nor heard, much less hold public office. During [Pakistani military dictator] Ziaul Haq’s benighted tenure, a well-known alim [Islamic scholar] even declared that women should avoid answering the telephone because this would violate their purdah. Such people are trapped in attitudes ingrained by centuries of a culturally inculcated misogyny which has transformed the Koranic injunctions regarding respect for and protection of women into a kind of imprisonment and a license to rule their minds as well as their lives.
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10.9.10

Um(a) Deus(a) hermafrodita(a)

Quanto mais longe de Roma e em comunhão com o Mundo, mais distantes da Verdade e enredados no Erro e no trivial disparate.

Não surpreende que no universo protestante surjam mais grupos a querer aproximar-se de Roma:

Cambian sus textos litúrgicos para eliminar palabras como «Señor» y «Él» para introducir un lenguage más «inclusivo».

El diario Daily Telegraph informó que los episcopalianos escoceses introdujeron una serie de cambios en sus textos litúrgicos para eliminar las referencias masculinas de Dios e invocarlo ahora como hombre y mujer a la vez para no ofender a sus sacerdotisas.

La iniciativa ha suscitado profundo malestar entre ministros y adeptos episcopalianos que forman parte de la comunión anglicana.

La nueva forma de culto elimina palabras como Señor, Él y mankind (humanidad en inglés) que sugieren que Dios es de sexo masculino, en un intento –afirman los líderes episcopalianos- por introducir un lenguaje más inclusivo.

Sin embargo, para algunos grupos episcopalianos estos cambios “huelen a corrección política” y no son consistentes con las enseñanzas de la Biblia.

Los cambios fueron aprobados por el Comité de Liturgia de la Iglesia tras consultar la Junta de Fe y Constitución del Sínodo General y el Colegio de los Obispos episcopalianos.

Stuart Hall, profesor honorario de la Universidad de Saint Andrews y ministro episcopaliano, consideró los cambios como “absolutamente innecesarios” porque “la palabra hombre en inglés - especialmente entre los científicos - incluye a ambos sexos”.

"Los que tratan de reducir al mínimo las referencias a Dios como Padre y a Cristo como su Hijo tienen grandes dificultades, porque el Nuevo Testamento está repleto de estas referencias", indicó.

Según el diario, los líderes episcopalianos no han aplicado los mismos cambios a las citas de la Biblia debido a la reticencia a interferir con la palabra de Dios. Sin embargo, algunos ministros ya cambiaron la bendición al final de los servicios episcopalianos de "Padre, Hijo y Espíritu Santo" a "Creador, Redentor y Santificador".

El ministro Darren McFarland, que lideró el trabajo de cambios, admitió que la opinión está dividida. “No decimos que Dios no sea del sexo masculino. Dios es a la vez del sexo femenino”, señaló.

Los nuevos textos litúrgicos no son obligatorios y podrán ser utilizados dependiendo de las preferencias de cada ministro.

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8.8.10

Activistas pró-Palestina estupradas pelos seus protegidos

A história é simples e tem todos os ingredientes de uma anedota de mau-gosto. O que é mais triste é estas moças estarem de tal modo submersas no lixo ideológico progressista que acabem por ceder às pressões políticas para não apresentar queixa, de modo a não prejudicar a causa, a palestiniana, na sua "luta contra a ocupação". O problema assumiu proporções tais que as organizações pró-palestinianas estão a realizar workshops dirigidos às mulheres que pretendem protestar a favor da causa palestiniana, de modo a que aprendam a defender-se das investidas sexuais mais agressivas dos indivíduos a favor de quem elas se manifestam.

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An illuminating post on the excellent Muqata blog (backed up also here) reveals what western pro-Palestinian war (aka peace) activists don’t tell us what happens -- it would seem frequently -- to the women amongst them when they sally forth to protect the ‘defenceless’ Arabs against Israeli ‘aggression’. They get sexually assaulted by the defenceless Arabs.

Back in July, Ha’aretz reported the story of a former Arab convict named Alladin who would find these young female peace activist staying in nearby villages, he would tell them he was on the run from the Shabak (Israel security), and ask them to hide him. These young female dupes would of course be happy to help an Arab on the lam from the Israeli authorities and let him sleep in their rooms.

So far one girl initially came forward about the attempted rape against her. She was found wandering the village of Umm Salmuna (near Bethlehem) in a state of shock, so who knows if the attempt actually failed. But in the end [she] retracted her story due to pressure to ‘not hurt the cause’. Haaretz had learned that representatives of both the popular protest movement and the PA have since applied pressure on the American peace activist as to prevent her from making the story public.

The story could have ended there, except that there’s more. Apparently, quite a number of female protesters have been sexually assaulted and molested by the Arabs they are protesting for. One attack occurred just recently in Bil'in. After the army fired smoke gas towards the rioting crowd of ‘peace’ activists and Arabs, the protesters ran. One Arab decisively used the smoke cover as an opportunity to sexually assault one of the more seasoned female activists.

The problem has gotten so bad, that some female protesters have stopped showing up to the protests...Two months ago, some of the radical leftwing organizers started running secret workshops... The subject? ‘How to deal with sexual harassment during direct activities against the occupation’. The workshop is for female and transgender activists.

You’d have to have a heart of stone not to laugh.

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20.7.10

Autoridades de Gaza proíbem mulheres de fumar shisha em público

Talvez seja a isto que os media se referem quando falam de crise humanitária em Gaza. O que pensarão sobre isto as moças progressistas dos movimentos pro-legalização do haxixe?

El Movimiento de la Resistencia Islámica,que gobierna en Gaza, ha prohibido a las mujeres fumar con pipas de agua en cafés, restaurantes, hoteles y otros lugares públicos, al considerar que contraviene la tradición.

La nueva ordenanza ha sido distribuida en los últimos días por efectivos de seguridad del Ministerio del Interior bajo el gobierno islamista, que las han hecho llegar a los propietarios de los establecimientos de ocio en la franja palestina.

El portavoz del Ejecutivo de Hamas ha dicho que se trata de una medida que no está destinada a ‘islamizar’ Gaza, sino a ‘restaurar la tradición’. A su entender, ‘para una mujer palestina es una vergüenza que la vean fumando shisha (pipa de agua en árabe) en público’.

Para la organización de derechos humanos con sede en la ciudad de Gaza, Al Damir, el nuevo reglamento supone una violación de las libertades individuales y contraviene la legislación palestina.

En los últimos años el grupo islamista ha impuesto el uso obligatorio del hiyab (pañuelo islámico), además de vestidos hasta los pies en centros educativos, mientras que las abogadas deben comparecer con esa vestimenta en sus comparecencias ante las cortes ahora controladas por el movimiento islamista.

En la franja mediterránea también está prohibido que hombres y mujeres estén juntos en un lugar público a no ser que puedan demostrar que son familiares, así como en playas, y no pueden montar en motocicleta ni siquiera cónyuges.

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18.6.10

Qui habitare facit sterilem in domo, matrem filiorum lætantem

Do relato de uma ex-lésbica militante:
  1. o aviltamento da mulher pela contracepção e relações sexuais antes do casamento; o femininismo, racionalização de problemas afectivos mal resolvidos
    “Prodded along by what I was reading, I began thinking that since all my heterosexual relationships were failures, that I might be a lesbian.”
  2. o modus vivendi homossexual, gerador de grande sofrimento psíquico e espiritual
    “I was a mental wreck. I just felt that I was spinning out of control, that I was keeping appearances but I was miserable inside.” [S]he broke into tears one night at 3 am and began shouting in her empty apartment (...), imploring God to “take her away.” “Here I was, a militant feminist lesbian atheist lying on my apartment floor crying my head off imploring God. I wasn’t in my right mind, but I was desperate for help.”
  3. a dificuldade em reeducar a sua própria personalidade
    “I was suddenly forced to face life in the raw, without any protection or buffer.”
  4. a Egreja Cathólica, guardiã dos bons costumes
    “I went to the monastery armed with all the contempt and hatred for the patriarchal Church that I had stored up from years of radical feminist studies. For radical feminists the Church is basically enemy #1.” 
  5. a paciência dos monges
    “For three days in a row, two hours a day, I badgered, screamed at, practically foamed at the mouth in the face of this monk, dredging up basically every insult, cliché, dirty thing that I could think of, or invent about Christianity. I was so mad, so hurt and angry, and I was dishing it all out to this monk, who never said a word the whole time, but instead just looked at me, nodding his head.”
  6. a conversão espiritual e afectiva de uma lésbica militante, possível
    “I just say that God floored me, staggered me; I didn’t convert myself, he brought me to Him.”
  7. a realização bio-psycho-social da mulher no matrimónio e na maternidade
    She now works as an independent journalist and happily married stay-at-home mother of six.
São Bento, rogai por nós.

15.4.10

Defensores dos direitos das crianças e das mulheres procuram-se

Onde estão os defensores dos direitos das crianças e das mulheres? Estão ocupados a defender o aborto-livre e o divórcio-na-hora, ou a atacar o Papa pelos abusos sexuais cometidos por clérigos, contra os quais o Pontífice tanto tem lutado?

21.3.10

A aversão à música como característica do diabólico

Uma intuição de um leitor do blogue Jihad Watch ― referida na entrada anterior, a propósito da proibição da música no islão ―, segundo a qual a aversão do islão à música denuncia que estamos perante um culto satânico, leva-nos a publicar uma observação feita por Jordi-Agustí Piqué i Collado, no seu livro Teologia i música: propostes per a un diàleg ― do qual existe uma versão em castelhano ―, a propósito da obra de Hildegard de Bingen, monja, teóloga, mística, poetisa e compositora do séc. XII. Diz o teólogo e músico catalão a páginas 98 e 99 do seu magnífico livro [tradução nossa do original catalão(1)]:
«Em Ordo [Virtutum], os diferentes personagens, patriarcas, virtudes, almas, vão cantando as suas contribuições para o drama, que tem pretensões de universalidade. Porém, um dos personagens não canta: este personagem é o diabo. Este personagem é caracterizado pelo não cantar, apenas pode declamar. Surge acompanhado pela indicação: Strepitus Diaboli ad animam illa [O Diabo estrepitoso dirige-se à alma]. A explicação de este recurso não pode dever-se a um mero recurso cenográfico. Na verdade, é revelador um episódio da vida de Hildegard, quando, já abadessa, permite que seja enterrado no cemitério do convento o corpo de um homem anteriormente excomungado. O clérigo de Magúncia, proibiu a comunidade de Hildegard de receber a comunhão eucarística e de cantar o ofício. Numa carta dirigida ao clérigo inquisidor, Hildegard elabora uma teologia particular do acto de cantar. Escreve Hildegard que Adão vem a perder o dom de cantar o louvor de Deus pelo pecado, perdendo a semelhança com as vozes angélicas. Os homens santos e os profetas hão-de descobrir na arte humana alguns géneros musicais que recordavam os modelos divinos. Porém, o diabo, ao ouvir cantar novamente o homem e ao perceber que este começava a recordar-se, por meio da música, das harmonias celestes, vai atemorizar o homem e tentar perturbar e destruir a beleza do louvor divino. Razão pela qual a abadessa diz ao clérigo que proibiu a música: "os prelados haviam de ser mais cuidadosos na hora de cerrar, com uma sentença, a boca de uma qualquer assembleia que canta a Deus [...], não se dê o caso de que esteja ajudando à obra de Satanás".»
Hildegard escrevendo sob inspiração divina (Codex de Rupertsberger do Liber Scivias)

(1) - «A l'Ordo els diferents personatges, patriarques, virtuts, ànimes, van cantant les seves aportacions al drama que té pretensions d'universalitat. Però un dels personatges no canta: aquest personatge és el diable. Aquest per­sonatge és caracteritzat pel no cantar, només pot declamar. Va acompanyat de la indicació: Strepitus Diaboli ad animam illa. L'explicació a aquest re­curs no pot deixar-se a un mer recurs escenogràfic. De fet és il.luminador un episodi de la vida d'Hildegarda, quan, ja abadessa, va deixar enterrar cementiri el cos d'un home en el passat excomunicat. El clergue de Magún­cia va prohibir a la comunitat d'Hildegarda sumir la comunió eucarística i cantar l'ofici. En una carta dirigida al clergue inquisidor desenvolupa una particular teologia de l'acte de cantar. Escriu Hildegarda que Adam va per­dre el do de cantar la lloança de Déu pel pecat, perdent la semblança amb les veus angèliques. Homes sants i profetes van trobar en l'art humà alguns gèneres musicals que recordaven els models divins. Però el diable, en sentir cantar de nou l'home i que aquest començava a recordar, per mitjà de la música, les harmonies celestes, es va espantar i va intentar torbar i destruir la bellesa de la lloança divina. Per la qual cosa, l'abadessa diu al clergue que prohibeix la música: "els prelats haurien de ser més curosos a l'hora de tancar amb una sentència la boca de qualsevol assemblea que canta a Déu [...], no sigui que estiguin ajudant l'obra de Satanàs".»

13.3.10

Autoridades britânicas resgatam jovem forçada a casar-se

Um video deveras impressionante. Trata-se de pessoas reais, não de personagens de uma qualquer novela brasileira ou de um seriado de Bollywood. As autoridades britânicas, através deste tipo de intervenção, mostram coragem e defendem os direitos dos seus cidadãos dos abusos perpetrados sob a alçada do islão. Sobre o estatuto das mulheres no islão, podem ler-se várias entradas no The Religion of Peace. Via Kitman TV, através dos seu boletim diário. Ver também notícias recentes dando conta do aumento de casos de casamentos forçados de menores no Canadá. E que surpresa: não são hindus, nem budistas, nem mórmones.

1.3.10

Correcção: o islão não é misógino

O xeque Abd Al-Aziz Al-Fawzan corrige, neste sermão, algumas interpretações erróneas do islão, as quais sustentam que o islão deprecia as mulheres e as descreve em termos inadequados; e explica que, afinal, o islão, compassiva e misericordiosamente, mais não faz que proteger as mulheres do seu principal inimigo: a sua própria natureza tortuosa. OK! Já estou mais esclarecido. Como costuma dizer Robert Spencer, do Jihad Watch: «Ninguém explica a este indivíduo - que é, evidentemente, um deturpador do islão - que, na verdade, o islão é a religião da paz?» Via Kitman TV, cujo boletim diário pode subscrever. Leia sobre este assunto no The Religion of Peace.

21.2.10

Misoginia intrínseca do islão

Como tive oportunidade de afirmar recentemente neste espaço, o meu propósito principal, no plano da minha actividade no movimento pela defesa da cultura ocidental perante a ofensiva cultural islâmica, consiste em estabelecer relações claras entre as mais ignóbeis práticas muçulmanas e a doutrina islâmica ortodoxa, como decorre dos textos canónicos, o Alcorão e a Suná — composta pela Sirá, a biografia de Mafoma, e as ahadith (em português, hadices), os relatos dos ditos e feitos do profeta do islão. Um dos aspectos absolutamente inaceitáveis da civilização islâmica é a sua intrínseca, porque bem enraizada no Alcorão e na Suná, misoginia. Para nos adentrarmos nesta problemática, recorreremos a dois artigos recentemente publicados (aos quais cheguei via The Force of Reason) por pessoas que sabem do que falam, uma vez que foram educados no islão: Amil Imani e Ali Sina. O artigo de Sina aborda a questão dos crimes ditos de honra e de como são uma emanação da visão islâmica da mulher, mesmo que — e é da mais elementar honestidade afirmá-lo — a sua punição não seja expressamente prescrita no Alcorão nem na Suná. Note-se que, nesta análise, não incluímos na categoria de crime de ofensa à honra as práticas do adultério e da fornicação, as quais, como já vimos, são punidas, de acordo com a ortodoxia islâmica, com a lapidação. O artigo inicia-se com uma análise etimológica e semântica das palavras da língua árabe ligadas ao feminino, análise que põe em evidência o lugar subalterno, sub-humano mesmo, ocupado pela mulher na cultura islâmica.
«(...) Honor killing happens in all Islamic counties, and thanks to the immigration of Muslims it has now spread to Europe, America, Australia and also Canada. (...) To find an answer we must understand where the problem is originated. Honor killing is neither in the Quran nor in the hadith. However, it is the logical consequence of the Islamic misogyny and upbringing. Women in Islam are seen as sexual beings. Every part of their body is thought to be erotic. Every square inch of her, is sexual. She must cover from head to toe, because her entire body is perceived to be private parts. In Pakistan, women are called awra. Awra or aurat means the part of the body that has to be covered. Exposing the Awra is unlawful in Islam and is regarded as sin. Etymologically, the term Awra derives from the root "a-w-r" which means “defectiveness”, “imperfection”, “blemish” or “weakness” – however the most common English translation is “nakedness”. The Islamic regime of Iran calls women zaifeh. It’s the feminine for “weak.” This implies also mental weakness since according to Muhammad women are deficient in intelligence. This sums up the status of woman in Islam. You can’t be more explicit than this. In a society that women are seen as weak, defective, blemished and private part, any contact that they may have with men is deemed to be sexual and unlawful. Women in Muslim countries are segregated. From the very childhood boys and girls are kept apart. They don’t play with each other, don’t go to school with each other, don’t ride on the same bus, and don’t shake hand or have eye contact. Any contact with women can arouse the pious Muslim men sexually, which would not only cause him to sin, but also would dishonor her male relatives. The Quran (4:34) says men are in charge of women. The same verse also says “good women are the obedient, guarding in secret that which Allah hath guarded.” The secret is their awra. Since in Islam the woman’s whole body is considered to be sexual, they must cover every part of their body and avoid contact with stranger men. Verse 24:31 says believing women must lower their gaze, be modest and they should draw their veils over their bosoms and not display their beauty to strangers. In the west, one can shake hand with a woman, dance with her and even kiss her on the cheek, and none of that is considered to be sexual. But one must not touch her in her crotch. That is private part. A Muslim woman’s entire body is private part. So if you shake hand with her it is the same as touching her crotch. If she displays her hair, it is as exposing her pubic hair. Everything in her is sexual and private part. In Islam women are the namoos (ناموس) of their male relatives. Namoos can be roughly translated as honor, but with a sexual connotation. The namoos of a Muslim hinges on protecting his female kin from prying eyes. If a woman displays her beauty or talks to a stranger man, the namoos of all her male relatives is injured. The only way to redeem an injured namoos is to wash the stain with blood. Patriarchal societies produce men with devalued sense of self. Therefore, a Muslim man’s “honor,” depends almost entirely on how he can keep his female dependants under leash. Should he fail to do that he is shamed. He knows that everyone will be talking about him and laughing at him behind his back. He can restore his namoos by killing the woman that has been “defiled.” The Islamic society does not look down at such a man, but rather he is lionized as having ghairat (pride, sense of honor). The question is how to stop this insanity. Now that we know the root cause of this problem the answer is obvious. The problem is Islamic misogyny. We can’t expect more from a society that treats its women as deficient in intelligence, defective, weak and something to be covered. Where women are dehumanized and sexualized honor killing is the outcome. Honor killing is not the only problem affecting Islamic countries. Dictatorship, violence, terrorism, poverty, human rights abuses, and a host of other problems that are endemic in Muslim countries are all due to teachings of Islam. There is one obvious solution for all these problems, but it is politically incorrect to say it. The problem is Islam, and the solution is to get rid of it. This required telling the truth about this faith and criticizing it in the same way that Christianity and all other faiths have been criticized. However, while it is okay to criticize every other faith, criticizing Islam is taboo – in Europe, it is illegal. (...) Telling the truth is illegal. But only truth can set us free. Meanwhile, thousands of innocent girls like Medine, thousands of victims of terrorism, and thousands of victims of religious violence will meet their death every year in the hands of devout Muslims who just want to practice their faith, faithfully. Even these murderers are victims of a lie. There is no end to these senseless killings until Islam is criticized in the same way that other faiths have been criticized. Until then more lives will be lost.»
O artigo de Imani aborda a questão da mulher no islão a partir do Alcorão e das hadices.