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26.12.10

Benedictus XVI: «Excita, Domine, potentiam tuam et veni»

Uma vez mais a todos os leitores do blog os sinceros votos de um Sancto Natal e de um novo ano com esperança. Lede por favor este discurso do Santo Padre, um Papa do Futuro, que recorda a oração da Igreja aquando do desmoronamento do Império Romano, e no-la propõe para melhor ultrapassarmos este fim-de-civilização que vai chegando. Deus abençoe este Papa Bemdicto, que já nos abençoou com ele.


DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
POR OCASIÃO DA TROCA DE VOTOS NATALÍCIOS
COM A CÚRIA ROMANA

« Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado,
Amados irmãos e irmãs!



É com vivo prazer que vos revejo, amados Membros do Colégio Cardinalício, Representantes da Cúria Roma e do Governatorato, neste encontro tradicional. Dirijo a cada um a minha cordial saudação, a começar pelo Cardeal Angelo Sodano, a quem agradeço as expressões de estima e comunhão e votos ardentes que me formulou em nome de todos. Prope est jam Dominus, venite, adoremus! Contemplemos como uma única família o mistério do Emanuel, de Deus-connosco, como disse o Cardeal Decano. De bom grado retribuo os votos expressos e desejo agradecer vivamente a todos, incluindo os Representantes Pontifícios espalhados pelo mundo, pela competente e generosa contribuição que cada um presta ao Vigário de Cristo e à Igreja.

«Excita, Domine, potentiam tuam et veni» – com estas e outras palavras semelhantes a liturgia da Igreja reza repetidamente nos dias do Advento. Trata-se de invocações formuladas provavelmente quando o Império Romano estava no seu ocaso. O desmoronamento dos ordenamentos basilares do direito e das atitudes morais de fundo, que lhes davam força, causou a ruptura das margens que até então protegeram a convivência pacífica entre os homens. Um mundo estava no seu ocaso. Frequentes cataclismos naturais aumentavam ainda mais esta experiência de insegurança. E não se vendo qualquer força que pudesse pôr um freio a tal declínio, tanto mais insistente era a invocação da força própria de Deus: que Ele viesse e protegesse os homens de todas estas ameaças.

«Excita, Domine, potentiam tuam et veni». Também hoje temos variados motivos para nos associarmos a esta oração de Advento da Igreja. O mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, sente-se ao mesmo tempo angustiado com a impressão de que o consenso moral se esteja a dissolver, um consenso sem o qual as estruturas jurídicas e políticas não funcionam; consequentemente, as forças mobilizadas para a defesa de tais estruturas parecem destinadas ao insucesso.
Excita – a oração lembra o brado dirigido ao Senhor, que estava a dormir na barca dos discípulos fustigada pela tempestade e quase a afundar. Quando a sua palavra potente aplacou a tempestade, Ele censurou os discípulos pela sua pouca fé (cf. Mt 8, 26 e paralelos). Queria dizer: em vós mesmos, adormeceu a fé. E o mesmo nos quer dizer a nós; também em nós, muitíssimas vezes, a fé dorme. Por isso peçamos-Lhe que nos acorde do sono de uma fé que se sente cansada e restitua à fé o poder de mover os montes, isto é, de conferir a ordem justa às coisas do mundo.

«Excita, Domine, potentiam tuam et veni»: nas grandes angústias, a que nos vimos expostos neste ano, voltou-me sem cessar à mente e aos lábios esta oração de Advento. Com grande alegria, tínhamos começado o Ano Sacerdotal e, graças a Deus, pudemos concluí-lo também com imensa gratidão, apesar de se ter desenrolado muito diversamente de como o tínhamos esperado. Em nós, sacerdotes, e nos leigos – concretamente nos jovens – renovou-se a consciência do grande dom que representa o sacerdócio da Igreja Católica, que nos foi confiado pelo Senhor. De novo nos demos conta de como é belo que seres humanos estejam autorizados a pronunciar, em nome de Deus e com pleno poder, a palavra do perdão, tornando-se assim capazes de mudar o mundo, a vida; como é belo que seres humanos estejam autorizados a pronunciar as palavras da consagração, pelas quais o Senhor atrai para dentro de Si um pedaço de mundo, e assim, num determinado lugar, transforma-o na sua substância; como é belo poder estar, com a força do Senhor, junto dos homens nas suas alegrias e sofrimentos, tanto nas horas importantes como nas horas negras da existência; como é belo ter na vida por missão não esta pessoa ou aquela, mas pura e simplesmente o ser mesmo do homem, procurando ajudar para que se abra a Deus e viva a partir de Deus. Com tal consciência, ainda mais atónitos ficámos quando, precisamente neste ano e numa dimensão que não podíamos imaginar, tivemos conhecimento de abusos contra os menores cometidos por sacerdotes, que desvirtuam o Sacramento no seu contrário, sob o manto do sagrado ferem profundamente a pessoa humana na sua infância e causam-lhe um dano para a vida inteira.

Neste contexto, veio-me à mente uma visão de Santa Hildegarda de Bingen, que descreve de modo impressionante o que vivemos neste ano. «No ano de 1170 depois do nascimento de Cristo, estive durante longo tempo doente na cama. Então, física e mentalmente acordada, vi uma mulher de uma beleza tal que a mente humana não é capaz de compreender. A sua figura erguia-se da terra até ao céu. O seu rosto brilhava com um esplendor sublime. O seu olhar estava voltado para o céu. Trajava um vestido luminoso e fulgurante de seda branca e uma manto guarnecido de pedras preciosas. Nos pés, calçava sapatos de ónix. Mas o seu rosto estava salpicado de pó, o seu vestido estava rasgado do lado direito. Também o manto perdera a sua beleza singular e os seus sapatos estavam sujos por cima. Com voz alta e pesarosa, a mulher gritou para o céu: “Escuta, ó céu: o meu rosto está manchado! Aflige-te, ó terra: o meu vestido está rasgado! Treme, ó abismo: os meus sapatos estão sujos!”

E continuou: “Estava escondida no coração do Pai, até que o Filho do Homem, concebido e dado à luz na virgindade, derramou o seu sangue. Com este sangue por seu dote, tomou-me como sua esposa.
Os estigmas do meu esposo mantêm-se em chaga fresca e aberta, enquanto se abrirem as feridas dos pecados dos homens. Este facto de permanecerem abertas as feridas de Cristo é precisamente por culpa dos sacerdotes. Estes rasgam o meu vestido, porque são transgressores da Lei, do Evangelho e do seu dever sacerdotal. Tiram o esplendor ao meu manto, porque descuidam totalmente os preceitos que lhes são impostos. Sujam os meus sapatos, porque não caminham por estradas direitas, isto é, pelas estradas duras e severas da justiça, nem dão bom exemplo aos seus súbditos. Em alguns deles, porém, encontro o esplendor da verdade”.

E ouvi uma voz do céu que dizia: “Esta imagem representa a Igreja. Por isso, ó ser humano que vês tudo isto e ouves as palavras de lamentação, anuncia-o aos sacerdotes que estão destinados à guia e à instrução do povo de Deus, tendo-lhes sido dito, como aos apóstolos: ‘Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura’ (Mc 16, 15)”» (Carta a Werner von Kirchheim e à sua comunidade sacerdotal: PL 197, 269ss).

Na visão de Santa Hildegarda, o rosto da Igreja está coberto de pó, e foi assim que nós o vimos. O seu vestido está rasgado, por culpa dos sacerdotes. Como ela o viu e expressou, assim nós o vimos neste ano. Devemos acolher esta humilhação como uma exortação à verdade e um apelo à renovação. Só a verdade salva. Devemos interrogar-nos sobre o que podemos fazer para reparar o mais possível a injustiça sucedida. Devemos perguntar-nos o que estava errado no nosso anúncio, em todo o nosso modo de configurar o ser cristão, para que pudesse acontecer semelhante coisa. Devemos encontrar uma nova determinação na fé e no bem. Devemos ser capazes de penitência. Devemos esforçar-nos por tentar tudo o possível, na preparação para o sacerdócio, a fim de que uma tal coisa não possa voltar a acontecer. Este é também o lugar para agradecer de coração a todos quantos se empenham por ajudar as vítimas e suscitar neles de novo a confiança na Igreja, a capacidade de acreditar na sua mensagem. Nos meus encontros com as vítimas deste pecado, sempre encontrei também pessoas que, com grande dedicação, estão ao lado de quem sofre e foi lesado. Esta é a ocasião para agradecer também a tantos bons sacerdotes que transmitem, humilde e fielmente, a bondade do Senhor e, no meio das devastações, são testemunhas da beleza não perdida do sacerdócio.

Estamos cientes da particular gravidade deste pecado cometido por sacerdotes e da responsabilidade que nos cabe. Mas não podemos deixar de falar também sobre o contexto do nosso tempo que é testemunha destes acontecimentos. Existe um mercado da pornografia que envolve as crianças, e que de algum modo parece ser considerado cada vez mais pela sociedade como algo normal. A devastação psicológica de crianças, na qual pessoas humanas são reduzidas a um artigo de mercado, é um terrível sinal dos tempos. Continuo a ouvir, de Bispos de países do Terceiro Mundo, que o turismo sexual está a ameaçar toda uma geração e danificá-la na sua liberdade e na sua dignidade humana. O Apocalipse de São João menciona entre os grandes pecados de Babilónia – símbolo das grandes cidades irreligiosas do mundo – o facto de comercializar os corpos e as almas, fazendo deles uma mercadoria (cf. Ap 18, 13). Neste contexto, coloca-se também o problema da droga, que estende fortemente os seus tentáculos como um polvo por todo o globo terrestre – eloquente expressão da ditadura do dinheiro que perverte o homem. Todo o prazer se torna insuficiente e o excesso no engano da alucinação torna-se uma violência que dilacera regiões inteiras, e isto em nome de um equívoco fatal da liberdade, no qual a própria liberdade do homem acaba minada e por fim completamente anulada.

Para nos opormos a estas forças, devemos lançar um olhar sobre os seus alicerces ideológicos. Nos anos Setenta, teorizou-se sobre a pedofilia como sendo algo totalmente consentâneo ao homem e também à criança. Mas isto fazia parte duma perversão fundamental do conceito de vida moral. Defendia-se – mesmo no âmbito da teologia católica – que o mal em si e o bem em si não existiriam. Haveria apenas um «melhor que» e um «pior que». Nada seria em si mesmo bem ou mal; tudo dependeria das circunstâncias e do fim pretendido. Segundo os fins e as circunstâncias, tudo poderia ser bem ou então mal. A moral é substituída por um cálculo das consequências, e assim deixa de existir. Os efeitos de tais teorias são, hoje, evidentes. Contra elas, o Papa João Paulo II, na sua Encíclica Veritatis splendor de 1993, com vigor profético apontou na grande tradição racional da vida moral cristã as bases essenciais e permanentes do agir moral. Hoje, deve-se colocar de novo no centro este texto como caminho na formação da consciência. É nossa responsabilidade tornar de novo audíveis e compreensíveis entre os homens estes critérios como caminhos da verdadeira humanidade, no contexto de preocupação pelo homem em que estamos imersos.

Como segundo ponto, quero dizer uma palavra sobre o Sínodo das Igrejas do Médio Oriente. Teve início com a minha viagem a Chipre, onde pude entregar o Instrumentum laboris do Sínodo aos Bispos daqueles países lá reunidos. Inesquecível foi a hospitalidade da Igreja Ortodoxa, que pudemos experimentar imensamente agradecidos. Embora ainda não nos tenha sido concedida a plena comunhão, todavia constatámos com alegria que a forma basilar da Igreja antiga nos une profundamente uns aos outros: o ministério sacramental dos Bispos enquanto portador da tradição apostólica, a leitura da Escritura segundo a hermenêutica da Regula fidei, a compreensão da Escritura na unidade multiforme centrada em Cristo desenvolvida graças à inspiração de Deus e, por fim, a fé na centralidade da Eucaristia na vida da Igreja. Assim encontrámos ao vivo a riqueza dos ritos da Igreja antiga mesmo dentro da Igreja Católica. Tivemos liturgias com Maronitas e Melquitas, celebrámos em rito latino e tivemos momentos de oração ecuménica com os Ortodoxos e pudemos ver, em manifestações imponentes, a rica cultura cristã do Oriente cristão. Mas vimos também o problema do país dividido. Tornavam-se visíveis culpas do passado e feridas profundas, mas também o desejo de paz e de comunhão como existiram antes. Todos estamos cientes do facto de que a violência não traz qualquer progresso; de facto, foi ela que criou a situação actual. Só com o acordo e a compreensão mútua se pode restabelecer a unidade. Preparar a gente para esta atitude de paz é uma missão essencial da pastoral.

Depois, no Sínodo, o olhar alargou-se sobre todo o Médio Oriente, onde convivem fiéis pertencentes a religiões diversas e também a variadas tradições e diferentes ritos. No caso dos cristãos, há as Igrejas pré-calcedónias e as calcedónias; Igrejas em comunhão com Roma e outras que estão fora desta comunhão, e em ambas existem, um ao lado do outro, variados ritos. Nos tumultos dos últimos anos, foi abalada a história de partilha, as tensões e as divisões cresceram, de tal modo que somos testemunhas sempre de novo e com terror de actos de violência nos quais se deixou de respeitar aquilo que para o outro é sagrado, e, pior ainda, desmoronam-se as regras mais elementares da humanidade. Na situação actual, os cristãos são a minoria mais oprimida e atormentada. Durante séculos, viveram pacificamente juntos com os seus vizinhos judeus e muçulmanos. No Sínodo, ouvimos palavras sábias do Conselheiro do Mufti da República do Líbano contra os actos de violência aos cristãos. Ele dizia: com o ferimento dos cristãos, acabamos feridos nós próprios. Infelizmente, porém, esta e análogas vozes da razão, pelas quais nos sentimos profundamente agradecidos, são demasiado débeis. Também aqui o obstáculo é a ligação entre avidez de lucro e cegueira ideológica. Com base no espírito da fé e na sua razoabilidade, o Sínodo desenvolveu um grande conceito do diálogo, do perdão, do acolhimento recíproco; conceito esse, que agora queremos gritar ao mundo. O ser humano é um só e a humanidade é uma só. Aquilo que é feito em qualquer lugar contra o homem, no fim fere a todos.

Assim, as palavras e os pensamentos do Sínodo devem ser um forte brado, dirigido a todas as pessoas com responsabilidade política ou religiosa, para que detenham a cristianofobia; para que se levantem em defesa dos prófugos e dos atribulados e na revitalização do espírito da reconciliação. Em última análise, a regeneração só pode vir de uma fé profunda no amor reconciliador de Deus. Fortalecer esta fé, alimentá-la e fazê-la resplandecer é a missão principal da Igreja nesta hora.

Deter-me-ia de bom grado a falar detalhadamente da inesquecível viagem à Grã-Bretanha, mas quero limitar-me a dois pontos que estão relacionados com o tema da responsabilidade dos cristãos neste tempo e com a missão eclesial de anunciar o Evangelho. Recordo, antes de mais nada, o encontro com o mundo da cultura na Westminster Hall, um encontro onde a consciência da responsabilidade comum neste momento histórico suscitou grande atenção, que em última análise se concentrou na questão acerca da verdade e da própria fé. Que, neste debate, a Igreja deve prestar a própria contribuição, era evidente para todos. No seu tempo, Alexis de Tocqueville observara que, na América, a democracia se tornara possível e funcionara, porque existia um consenso moral de base que, ultrapassando as diversas denominações, a todos unia. Só se houver um tal consenso acerca do essencial é que podem funcionar as constituições e o direito. Este consenso de fundo proveniente do património cristão está em perigo sempre que no seu lugar, no lugar da razão moral, entra a mera racionalidade dos fins, de que há pouco falei. Combater contra esta cegueira da razão e manter-lhe a capacidade de ver o essencial, de ver Deus e o homem, aquilo que é bom e o que é verdadeiro, é o interesse comum que deve unir todos os homens de boa vontade. Está em jogo o futuro do mundo.

Por fim, queria ainda recordar a beatificação do Cardeal John Henry Newman. Por que motivo foi beatificado? Que tem ele a dizer-nos? A estas perguntas podem-se dar muitas respostas, que foram desenvolvidas no contexto da beatificação. Quero destacar apenas dois aspectos que estão interligados e, no fim de contas, exprimem a mesma coisa. O primeiro é que devemos aprender das três conversões de Newman, porque são passos de um caminho espiritual que nos interessa a todos. Aqui desejo pôr em evidência apenas a primeira: a conversão à fé no Deus vivo. Até àquele momento, Newman pensava como a média dos homens do seu tempo e como a média dos homens também de hoje, que não excluem pura e simplesmente a existência de Deus, mas consideram-na em todo o caso como algo incerto, que não tem qualquer função essencial na própria vida. Como verdadeiramente real apresentava-se-lhe, a ele como aos homens do seu e do nosso tempo, o empírico, aquilo que se pode materialmente agarrar. Esta é a «realidade» segundo a qual nos orientamos. O «real» é aquilo que se pode agarrar, são as coisas que se podem calcular e pegar na mão. Na sua conversão, Newman reconhece precisamente que as coisas estão ao contrário: Deus e a alma, o próprio ser do homem a nível espiritual constituem aquilo que é verdadeiramente real, aquilo que conta. São muito mais reais que os objectos palpáveis. Esta conversão significa uma viragem copernicana. Aquilo que até então lhe apareceu irreal e secundário, revela-se agora como a realidade verdadeiramente decisiva. Onde se dá uma tal conversão, não é simplesmente um teoria que é mudada; muda a forma fundamental da vida. De tal conversão todos nós temos incessante necessidade: então estaremos no recto caminho.

Em Newman, a forma motriz que impelia pelo caminho da conversão era a consciência. Com isto, porém, que se entende? No pensamento moderno, a palavra «consciência» significa que, em matéria de moral e de religião, a dimensão subjectiva, o indivíduo, constitui a última instância de decisão. O mundo é repartido pelos âmbitos do objectivo e do subjectivo. Ao objectivo pertencem as coisas que se podem calcular e verificar através da experiência. Uma vez que a religião e a moral se subtraem a estes métodos, são consideradas como âmbito do subjectivo. Aqui não haveria, em última análise, critérios objectivos. Por isso a última instância que aqui pode decidir seria apenas o sujeito; e é isto precisamente o que se exprime com a palavra «consciência»: neste âmbito, pode decidir apenas o indivíduo, o individuo com as suas intuições e experiências. A concepção que Newman tem da consciência é diametralmente oposta. Para ele, «consciência» significa a capacidade de verdade do homem: a capacidade de reconhecer, precisamente nos âmbitos decisivos da sua existência – religião e moral –, uma verdade, a verdade. E, com isto, a consciência, a capacidade do homem de reconhecer a verdade, impõe-lhe, ao mesmo tempo, o dever de se encaminhar para a verdade, procurá-la e submeter-se a ela onde quer que a encontre. Consciência é capacidade de verdade e obediência à verdade, que se mostra ao homem que procura de coração aberto. O caminho das conversões de Newman é um caminho da consciência: um caminho não da subjectividade que se afirma, mas, precisamente ao contrário, da obediência à verdade que pouco a pouco se abria para ele. A sua terceira conversão, a conversão ao Catolicismo, exigia-lhe o abandono de quase tudo o que lhe era caro e precioso: os seus haveres e a sua profissão, o seu grau académico, os laços familiares e muitos amigos. A renúncia que a obediência à verdade, a sua consciência, lhe pedia, ia mais além ainda. Newman sempre estivera consciente de ter uma missão para a Inglaterra. Mas, na teologia católica do seu tempo, dificilmente podia ser ouvida a sua voz. Era demasiado alheia à forma dominante do pensamento teológico e mesmo da devoção. Em Janeiro de 1863, escreveu no seu diário estas palavras impressionantes: «Como protestante, a minha religião parecia-me miserável, mas não a minha vida. E agora, como católico, a minha vida é miserável, mas não a minha religião». Não chegara ainda a hora da sua eficácia. Na humildade e na escuridão da obediência, ele teve de esperar até que a sua mensagem fosse utilizada e compreendida. Para poder afirmar a identidade entre o conceito que Newman tinha da consciência e a noção subjectiva moderna da consciência, comprazem-se em fazer referência à sua palavra, segundo a qual ele – no caso de ter de fazer um brinde – teria brindado primeiro à consciência e depois ao Papa. Mas, nesta afirmação, «consciência» não significa a obrigatoriedade última da intuição subjectiva; é a expressão da acessibilidade e da força vinculadora da verdade: nisto se funda o seu primado. Ao Papa pode ser dedicado o segundo brinde, porque a sua missão é exigir a obediência à verdade.

Tenho de renunciar a falar das viagens tão significativas a Malta, a Portugal e à Espanha. Nelas, de novo se tornou visível que a fé não é uma realidade do passado, mas um encontro com o Deus que vive e actua agora. Ele chama-nos em causa e opõe-se à nossa preguiça, mas é precisamente assim que nos abre a estrada para a verdadeira alegria.

«Excita, Domine, potentiam tuam et veni». Começámos pela invocação da presença da força de Deus no nosso tempo e pela experiência da sua aparente ausência. Se abrirmos os nossos olhos, precisamente com um olhar retrospectivo sobre o ano que caminha para o seu termo, é possível ver que a força e a bondade de Deus estão presentes de variadas maneiras também hoje. Assim todos nós temos motivos para Lhe dar graças. Com o agradecimento ao Senhor, renovo a minha gratidão a todos os colaboradores. Oxalá Deus nos dê a todos um Santo Natal e nos acompanhe com a sua bondade no próximo ano.

Confio estes votos à intercessão da Vigem Santa, Mãe do Redentor, e de coração concedo a todos vós e à grande família da Cúria Romana a Bênção Apostólica. Feliz Natal! »


Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine
Et homo factus est!

11.12.10

Videoteca do islão: Quran in Kopf

Excelente documentário.

O segundo video, o da entrevista, não tem legendas, mas uma tradução para inglês pode ser seguida no youtube seleccionando a opção, à direita sob o video, «Transcrição interactiva».
É impressionante como os jornalistas conseguem sempre encontrar um especialista no islão disposto a fazer afirmações apaziguadoras, que ressoam na mente ocidental mas são absorvidas, sem qualquer eco, na mente dos que efectivamente conhecem e praticam a religião islâmica. Ignorarão ou simplesmente preferem não fazer caso da doutrina da Abrogação dos versículos pacíficos do Alcorão, revogados pelos beligerantes posteriores?

Amplify’d from kitmantv.blogspot.com
Remarkable german documentary about the gradual radicalisation and moral deroute of Barino Barzoum. Son of a coptic christian father and german catholic mother.
It details how the Quran disguises seeds of hate and scorn as indisputable opinions of the creator of the universe. This mixture of ruthlessnes and worship has a very interesting albeit devastating influence on the believer. Making an otherwise intelligent person loose his natural capacity for making moral judgements.

Highly recommended for anyone intererested in the psychology of islamic mindgames and memes

I went through the trouble of translating and subtitling this one myself mainly because I consider it the most important german documentary about Islam. In the sequel which I hope I will be able to translate at a later time, Barino leaves Islam and joins the church of the coptic christians. And today he is one of the most dedicated and outspoken people in germany warning against the threat of radical Islam. I have this gut feeling that a day will come when everybody will know who Barino is, and thought it would be good to present this record of his years in the Abu Bakr Mosque to an international audience.

If you like the film, please recommend it to friends and family.
German Speakers can also visit his website at
http://www.dasistislam.de/

youtube Playlist http://www.youtube.com/view_play_list?p=325400E43CE2210C
Here is a small translated interview with the reformed Barino from german television
See more at kitmantv.blogspot.com

8.12.10

Autoridades de imigração checas tentam confirmar veracidade de pedidos de asilo

Porque é que os homossexuais fogem dos países islâmicos?
Porque não os deixam casar?
Porque não os deixam adoptar?
Porque não os deixam ser imãs?

Não: porque no islão a homossexualidade é punível com a morte.

Apresenta-se um indivíduo num controlo de imigração pedindo asilo por ser homossexual e estar em risco de vida no seu país.
Perguntam-se as autoridades: será um pobre paneleiro ou mais um soldado de Alá?
Faz-se um teste.
Será falível? Não sei. Os psicólogos que se pronunciem.
Será justo fazer-lhe o teste? Sem dúvida: se invoca um determinado argumento para obter asilo, é justo e é obrigação das autoridades tentar comprovar a veracidade dos factos que substanciam o pedido.

O que é que a U(RSS)E acha de tudo isto?
Acha que os países membros não têm o direito de defender as suas fronteiras e o seu tecido social da invasão subreptícia dos soldados de Alá.
CR: Arousal test used on gay asylum seekers
An EU agency has condemned Czech authorities for using a sexual arousal test on asylum seekers who claim to be gay.

The process, called phallometric testing, involves measuring sexual arousal by monitoring blood flow into the penis. In this case gay asylum seekers are shown heterosexual pornography to see if they get an erection.

If the claimant becomes aroused, their chances of asylum become less likely.

(source)
Read more at islamineurope.blogspot.com

Grande Mufti da Arábia Saudita: «O Alcorão é "Dominante" sobre a Bíblia»

«Não precisamos de nenhum outro livro».

Embora a afirmação não tenha nada de chocante em si mesma, convém notar que os muçulmanos invocam frequentemente possuir um grande respeito pelo livro dos judeus e dos cristãos.
Na verdade, trata-se de mais um logro para consumo dos infiéis, geralmente apresentado sob a forma de considerar islão, judaísmo e cristianismo como Religiões do Livro — coisa que o cristianismo não é e, segundo julgo saber, que os judeus também não consideram ser verdadeira em relação à sua religião.

O autor da entrada infra faz o meritório trabalho de traduzir directamente do árabe artigos publicados no mundo islâmico.
Quem conhece a doutrina da taqyiia, sabe como é importante ter acesso ao que os muçulmanos dizem entre si, uma vez que o que dizem para consumo dos kuffar tende a ser uma versão mitigada, quando não completamente adulterada do que dizem entre si:

Grand Mufti of Saudi Arabia: Qur'an Is "Dominant" Over the Bible; "We Don't Need...Any Other Book"

This flies in the face of what Muslim soothsayers and their apologists in the West are always telling us about a shared faith and values among the three great religions, who all revere the stories of the ancient prophets told in the Bible.  The truth is, Muslims do believe in those old prophets, but they believe the Bible has been perverted by Jews and Christians.  The Grand Mufti's comment about the Qur'an being the only book Muslims need also struck me.  Could this be an explanation for why relatively few non-Islamic books are published in the Arab world, and very few books are translated from other languages into Arabic?  Does this partly explain why nothing like the Renaissance ever happened in the Muslim world?  If the Qur'an is all you need, then why waste time reading anything else?  See the original Arabic here.
Question:  Is it permissible to use the stories of the prophets in the Gospels and in the Torah and other Israeli scriptures?

Answer:  Almighty God said:  "These are the verses of the perspicuous book. We have sent it down as an Arabic Qur'an, in order that ye may learn wisdom. We do relate unto thee the most beautiful of stories, in that we reveal to thee this portion of the Qur'an. Before this, thou too was among those who knew it not" [Qur'an 12:1-3].  He (also) said: "Such are some of the stories of the unseen, which we have revealed unto thee: before this, neither thou nor thy people knew them" [Qur'an 11:49].  The stories in the Qur'an are more valuable than any others--we don't need the Torah, or Gospels, or any other book.  We believe that truth was sent down to the prophets, but God has enriched us more with the Qur'an and its stories than with all the (other) books.  This Qur'an is the true account:  "This is the true account; there is no god but God" [Qur'an 3:62].  We should take the stories and understanding from this great book.  Regarding the previous books, their role has ended, and there is no longer any place for them.  Almighty God has gathered all of their meaning into the Qur'an.  The Qur'an has become dominant over them, and a substitute for all of them.  The Qur'an with its stories and knowledge are sufficient for us.
Read more at translating-jihad.blogspot.com

3.12.10

Imã "moderado" de Munique recitou Alcorão 4:34 enquanto espancava uma das três esposas

Leia tudo, a começar no comentário de Spencer, seguindo para a notícia na qual se diz que o imã, enquanto espancava uma das três esposas, a quem partiu o nariz e ossos do ombro, recitava, piedosamente, Alcorão 4:34 (chamo a atenção dos leitores menos assíduos para a tendência do tradutor Samir el-Hayek de traduzir eufemisticamente algumas passagens do Alcorão, razão pela qual aqui deixamos o versículo em várias línguas):

Pickthall
Men are in charge of women, because Allah hath made the one of them to excel the other, and because they spend of their property (for the support of women). So good women are the obedient, guarding in secret that which Allah hath guarded. As for those from whom ye fear rebellion, admonish them and banish them to beds apart, and scourge them. Then if they obey you, seek not a way against them. Lo! Allah is ever High, Exalted, Great.

Yusuf Ali
Men are the protectors and maintainers of women, because Allah has given the one more (strength) than the other, and because they support them from their means. Therefore the righteous women are devoutly obedient, and guard in (the husband's) absence what Allah would have them guard. As to those women on whose part ye fear disloyalty and ill-conduct, admonish them (first), (Next), refuse to share their beds, (And last) beat them (lightly); but if they return to obedience, seek not against them Means (of annoyance): For Allah is Most High, great (above you all).

Shakir
Men are the maintainers of women because Allah has made some of them to excel others and because they spend out of their property; the good women are therefore obedient, guarding the unseen as Allah has guarded; and (as to) those on whose part you fear desertion, admonish them, and leave them alone in the sleeping-places and beat them; then if they obey you, do not seek a way against them; surely Allah is High, Great.

Français
Les hommes ont autorité sur les femmes, en raison des faveurs qu'Allah accorde à ceux-là sur celles-ci, et aussi à cause des dépenses qu'ils font de leurs bien. Les femmes vertueuses sont obéissantes (à leurs maris), et protègent ce qui doit être protégé, pendant l'absence de leurs époux, avec la protection d'Allah. Et quant à celles dont vous craignez la désobéissance, exhortez-les, éloignez-vous d'elles dans leurs lits et frappez-les. Si elles arrivent à vous obéir, alors ne cherchez plus de voie contre elles, car Allah est certes, Haut et Grand !

Deutsch
Die Männer haben in voller Verantwortung für die Frauen aufzukommen, weil Gott den einen gegenüber den anderen Vorzüge gewährt hat und weil sie von ihrem Vermögen (das sie durch ihre Arbeit erworben haben) für die Familie ausgeben. Die guten Frauen sind gottergeben und verschweigen, was Gott zu verschweigen gebietet. Die Frauen, bei denen ihr fürchtet, sie könnten im Umgang unerträglich werden, müßt ihr beraten. Wenn das nichts nützt, dürft ihr euch von ihren Schlafstätten fernhalten; wenn das nichts nützt, dürft ihr sie (leicht) strafen (ohne sie zu erniedrigen). Haben sie sich gefügt, so dürft ihr nicht ungerecht sein. Bedenkt stets, daß Gott erhaben und mächtig ist!

Italiano
Gli uomini sono preposti alle donne, a causa della preferenza che Allah concede agli uni rispetto alle altre e perché spendono [per esse] i loro beni. Le [donne] virtuose sono le devote, che proteggono nel segreto quello che Allah ha preservato. Ammonite quelle di cui temete l'insubordinazione, lasciatele sole nei loro letti, battetele. Se poi vi obbediscono, non fate più nulla contro di esse. Allah è altissimo, grande.

Português
Os homens são os protetores das mulheres, porque Deus dotou uns com mais (força) do que as outras, e pelo o seusustento do seu pecúlio. As boas esposas são as devotas, que guardam, na ausência (do marido), o segredo que Deus ordenou que fosse guardado. Quanto àquelas, de quem suspeitais deslealdade, admoestai-as (na primeira vez), abandonai osseus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios contra elas.Sabei que Deus é Excelso, Magnânimo.

Castellano
Los hombres tienen autoridad sobre las mujeres en virtud de la preferencia que Alá ha dado a unos más que a otros y de los bienes que gastan. Las mujeres virtuosas son devotas y cuidan, en ausencia de sus maridos, de lo que Alá manda que cuiden. ¡Amonestad a aquéllas de quienes temáis que se rebelen, dejadlas solas en el lecho, pegadles! Si os obedecen, no os metáis más con ellas. Alá es excelso, grande.
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Yes, Qur'an 4:34 really does say "beat them." Perhaps if Muslim apologists -- professional and amateur -- and spokespeople spent less time trying to convince Western audiences that the Qur'an doesn't really quite say what it says, and focused that same level of effort instead on stopping their coreligionists' alleged "misunderstandings" (including imams) and "cultural" misconduct, there would be fewer stories like this for us to so rudely report on.
Of course, real progress would require a forthright acknowledgment of the contents of the Qur'an. No more tap-dancing around "context" or playing the "lost in translation" card. And no more trying to excuse the inexcusable.
Oh, and just for a touch of irony, what has the imam been lecturing about at the Catholic university in Munich? Non-violence.
More on this story. "Muslim imam who lectures on non-violence in Germany is arrested for beating up his wife," by Alan Hall for the Daily Mail, December 2 (thanks to Ken):
A Muslim imam who lectures on non-violence and advises the German government on interfaith issues has been arrested in Germany for beating up his wife.
Sheikh Abu Adam, 40, is now on remand in Munich while his wife, 31, is being guarded by police.
She was allegedly assaulted so badly that she suffered a broken nose and shoulder and numerous cuts and bruises.
Media reports claimed the woman, who has borne one of his ten children, wanted to live a more 'western' lifestyle and was allegedly attacked after telling her husband.
The police said they received a call from a lawyer hired by the victim.
Adam is alleged to have shouted a verse from the Koran at his wife as he beat her.
Qur'an 4:34 is quoted almost entirely below:
The line said: 'Good women are obedient. They guard their unseen parts because God has guarded them.
'As for those from whom you fear disobedience, admonish them and send them to beds apart and beat them.'
The imam is said to have refused to let police officers into his home, but they forced their way past him because they feared the woman's life was in danger.
Sheikh Adam is the Egyptian imam of the Darul Quran Mosque in Munich.
He is facing charges of causing grievous bodily harm and could face a jail term if convicted.
A week ago, he held a lecture at the city's Catholic University entitled 'An Islam which distances itself from violence'.
He also spoke at a recent conference called 'meeting Islam in Europe' and met German justice Sabine Leutheusser Schnarrenberger there.
His "moderate" credentials should be in jeopardy right about now, between this and his having three wives, as was reported earlier. And to demonstrate further the uselessness of frequently applied labels:
Adam was assigned bodyguards on the outside because of his calls for Muslims to reject radical Islam. He is also being guarded while on remand from racist prisoners.
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Imã "moderado" de Munique procurado por agressão a uma das suas três esposas

Como habitualmente, recomendamos a leitura dos comentários de Robert Spencer, a seguir à notícia:
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"Professor at the Catholic University of Munich is Sought by Police," from The Eponymous Flower, December 1 (thanks to Tom):
Germany. Sheich Abu Adam (40) who is the Egyptian Imam of the Darul Quran Mosque in Munich is alleged to have beaten one of his three wives so that she suffers from many bone breaks. This was according to the website of the 'Bayrischen Rundfunks'. The victim is 31 years old. She called the police by telephone. These came and freed the woman and brought her to the hospital. The Imam is wanted for the charge of causing dangerous physical harm. He serves as the well regarded guest of the integration group of Munich's social services. A week ago the Imam held at the Catholic University, a lecture whose theme: An Islam Which Distances Itself from Violence....
"Good women are obedient. They guard their unseen parts because God has guarded them. As for those from whom you fear disobedience, admonish them and send them to beds apart and beat them." -- Qur'an 4:34
Islamic apologists in the West routinely insist that Muslims aren't really supposed to beat their wives at all, or that if they are, they should only beat them lightly, and that Muhammad said to beat one's wife only with a toothbrush. They never mention, of course, how Muhammad's favorite wife, Aisha, recounted the time when Muhammad "struck me on the chest which caused me pain." And with Muhammad being the supreme example of conduct for Muslims (cf. Qur'an 33:21), that doesn't bode well for Muslim women.
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14.11.10

Profanação e vandalismo contra igreja católica

Enquanto os sacerdotes católicos continuam a não vislumbrar qualquer relação entre actos de vandalismo e profanação contra igrejas e a doutrina islâmica, os clérigos muçulmanos vão continuando o seu jogo duplo: enquanto dentro das mesquitas e madrassas lêem o Alcorão (cheio de referências depreciativas e de incitamento ao ódio contra cristãos e judeus, já para não falar dos politeístas e dos ateus) e ensinam os muçulmanos a imitar o profeta Mafoma (o qual, entre outros mimos, jurou expulsar os judeus e os cristãos da Península Arábica), para fora da comunidade lançam apelos de paz e de respeito pelas "religiões do livro".
Enquanto os não-muçulmanos não estudarem a doutrina muçulmana, o islão terá vantagem, podendo continuar com a taqiyya e dizendo que estes actos nada têm a ver com a sua doutrina, uma flagrante falsidade.

Não deixe de ler a entrada: Profanação e agressões contra católicos durante a missa


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Comme nous le relations hier, des actes de vandalisme à l’encontre de l’église Saint-Jean et des menaces proférées envers les fidèles ont été dénoncées mercredi par le curé de la paroisse, le père Gabriel. Celui-ci sera reçu en mairie ce lundi à 8 h 30 avec au programme la constitution d’un groupe de travail autour de la sécurité du lieu. Concernant le signalement des faits, il semblerait qu’aucun courrier n’ait été transmis de la paroisse à la Ville. De plus, la plainte déposée par le père Gabriel au commissariat, où l’on a considéré qu’il s’agissait d’incivilité, n’aurait pas été transmise non plus aux élus concernés. Un faisceau de manquement qui amène la réaction de Monseigneur Cattenoz, archevêque du diocèse d’Avignon. Réaction que nous avons sollicitée. Interview.
-Les actes répertoriés sont-ils pour vous de l’incivilité ou de la profanation?
« Je constate qu’il y a eu, il y a quelques années, un incendie à l’Eglise Jean XXIII sur la rocade, une tentative d’incendie à l’église Saint-Jean et depuis deux ou trois ans des vols répétés de vases sacrés dans nos églises. J’ai demandé la création, comme à Marseille, d’un regroupement des chefs religieux pour apporter une parole unie d’apaisement. Et devant ce qu’il s’est passé à Saint-Jean, je vais inviter les chefs religieux juifs et musulmans à nous rencontrer dès le début du mois de décembre pour nous entendre ».
- Mais vous ne répondez pas à la question. Ces agissements sont-ils pour vous la démonstration d’une tension interreligions?
« Sur le plan de la sécurité autour de nos églises, j’avoue que je suis un peu inquiet. Je pense qu’il faut distinguer des petits voyous qui font les idiots dans les églises et de véritables actes de malveillance. Je suis heureux de lire (ndlr dans la Provence) que Mohamed Moussaoui, président du Conseil français du culte musulman (CFCM), condamne fermement ces agissements et demande que les gens qui ont fait ça soit sanctionnés. Le racisme est inadmissible, quelque soit la religion, nous devons être, les uns et les autres, des artisans de paix. Il ne s’agit pas de crier aux tensions mais il me parait intolérable qu’on tague une église, comme une mosquée ou une synagogue. Mais je constate que lorsqu’on tague une mosquée, le président de la République se déplace… Ici je trouve qu’on réagit… mollement »
- Avez-vous le sentiment qu’à Avignon ou en Vaucluse il existe des tensions entre communautés chrétiennes et musulmanes?
« Lorsqu’il y en a, comme à Orange où durant le ramadan les soeurs Carmélites étaient importunées, j’ai alerté le représentant du culte musulman qui est intervenu et cela a cessé immédiatement. C’est pour cela que je prône une réunion régulièrement à l’échelle du département, des chefs religieux. Car si nous n’y prêtons pas garde dès maintenant, nous pourrions avoir des phénomènes durs, très rapidement ».
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5.11.10

Profanação e agressões contra católicos durante a missa

Perpetradas por adolescentes muçulmanos. Não estamos a falar da Síria, nem do Líbano, nem do Egipto, mas sim de França.

Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!

Alcorão 9:123
Pickthall
«O ye who believe! Fight those of the disbelievers who are near to you, and let them find harshness in you, and know that Allah is with those who keep their duty (unto Him).»
Português (El-Hayek)
«Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Deus está com os tementes.»
Alcorão 3:85
Pickthall
And whoso seeketh as religion other than the Surrender (to Allah) it will not be accepted from him, and he will be a loser in the Hereafter.

Português (El-Hayek)
«E quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não seja o Islão, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo,essa pessoa contar-se-á entre os desventurados.»
Alcorão 5:51
Pickthall
O ye who believe! Take not the Jews and the Christians for friends. They are friends one to another. He among you who taketh them for friends is (one) of them. Lo! Allah guideth not wrongdoing folk.

Yusuf Ali
O ye who believe! take not the Jews and the Christians for your friends and protectors: They are but friends and protectors to each other. And he amongst you that turns to them (for friendship) is of them. Verily Allah guideth not a people unjust.

Shakir
O you who believe! do not take the Jews and the Christians for friends; they are friends of each other; and whoever amongst you takes them for a friend, then surely he is one of them; surely Allah does not guide the unjust people.

Português (El-Hayek)
«Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos.»
Voltamos a chamar a atenção dos leitores para a necessidade de comparar as traduções, visto que alguns tradutores tendem a atenuar algumas passagens, se não a cortá-las pura e simplesmente.

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Catholics stoned during mass in the heart of France.

This is a story about how Muslims throw stones at Catholics in the heart of France during a mass. Try and imagine what would happen if Christians or Jews did this to Muslims at Mecca. Or even anywhere in the Western world. We, as a people, have become so suicidal we will not tolerate any act of self defence.
Reminds me of the words of Hans jansen at the Wilders trial :

« There are known examples of banging on the windows of non-Muslims in the neighborhood.
This cannot really be called criminal, but eventually the non-Muslims will move out.
Banging on windows and throwing of stones. This is being done primarily by brats,
but their parents approve of this behavior. This behavior is insufficient to take up arms against,
but is enough to make people move out. We would love it if we could find something outside of Islam which explains the behavior, but Islam approves it »

Sixty parishioners who attended a memorial service for the departed (All Souls’ Day) on Tuesday afternoon in a church in a ghetto neighborhood of Carcassonne, were the victims of two teenagers who, after entering the building, started throwing stones. One person was hit, and the statue  of the Virgin Mary, targeted by the two, was badly damaged.
Two parishioners who left the service to evict the two youth, unsuccessfully pursued them. They disappeared after insulting their pursuers.
A complaint was lodged by the police, which is taking the case very seriously. The desecration of the Saint-Jacques church and the stoning of the parishioners during a public service, is a first in this ghetto and caused a big stir in the Christian community.
Source: MidiLibre (French)
Le procureur de Carcassonne Francis Battut a ordonné une enquête pour identifier les adolescents. “On prend cela très au sérieux”, a-t-il dit. Les faits datent de mardi mais n’ont été divulgués que jeudi. On ignore les motivations de ces jeunes. Abdallah Zekri, délégué régional du conseil français du culte musulman, a condamné une “attitude de voyous”. La profanation de l’église Saint-Jacques et le caillassage des fidèles, en plein office – une première, dans un quartier pourtant difficile – ont suscité un gros émoi au sein de la communauté chrétienne.
The Crown prosecutor of Carcassonne Francis Battut has ordered an investigation to identify the teenagers “we take this very seriously” he said.
The facts date from Tuesday, but were not divulged until Thursday. “We ignore the motivation from these youths” said Abdallah Zekri who is representative of the French Council of the Muslim faith, and has condemned this as “a truant attitude”. The profanity of the Church St. Jacques and the stoning of the believers in the middle of mass, a first in a difficult neighbourhood, has triggered a great deal of emotion within the Christian community.
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31.8.10

De illusione moderati islam

Scripsit Fjordman in conspectu Jihad. Artigo que aponta para a irreformabilidade do islão. O islão moderado enquanto taquia e método de infiltração. Os casos da Turquia e do Irão sobre como será impossível, digo muito difícil (bendita seja a virtude da Esperança!) chegar à separação entre Estado e Religião e à liberdade religiosa nos países maioritariamente islâmicos. As diferenças entre xiitas e sunitas, e algumas sectas quejandas, mais pacíficas, mas que foram esmagadas e não conseguiram que o islão moderado imperasse. A negrito uma referência aos estudos histórico-críticos para a origem cristã das passagens mais pacíficas do alcorão. No fim do texto, o homem até considera ser necessário arrasar as cidades sagradas do islão, em desespero de causa, como única forma de abater a moral do geadistas e forçar a reinterpretação dos seus escritos sagrados!...
«This essay overlaps to some extent with earlier essays of mine regarding the alleged existence of a "moderate Islam," including Do we want an Islamic Reformation? and Why We Cannot Rely on Moderate Muslims. In this discussion I take as my starting point the fact that the traditional Islamic religious texts -- the Koran supplemented by secondary sources such as the hadith literature -- through a straightforward reading encourage perpetual violence against non-Muslims around the world until the global supremacy of Islam and its followers has been firmly established. There are plenty of studies available confirming this. Muslim scholars themselves, including prominent ones such as al-Ghazali and Ibn Khaldun, have supported this view for well over one thousand years and continue to do so in the twenty-first century.

20.7.10

Israel em Gaza e Turquia em Chipre: uma comparação

Os turcos acusam os israelitas de tratar os residente em Gaza de forma desumana. Independentemente da justiça da acusação - que julgo sem fundamento -, que autoridade moral tem a Turquia para fazer essa acusação, à luz da ocupação turca do norte de Chipre.

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In light of Ankara's recent criticism of what it calls Israel's "open-air jail" in Gaza, today's date, which marks the anniversary of Turkey's invasion of Cyprus, has special relevance.

Emine Erdoğan, wife of the Turkish prime minister.

Turkish policy toward Israel, historically warm and only a decade ago approaching full alliance, has cooled since Islamists took power in Ankara in 2002. Their hostility became explicit in January 2009, during the Israel-Hamas war. Prime Minister Recep Tayyip Erdoğan grandly condemned Israeli policies as "perpetrating inhuman actions which would bring it to self-destruction" and even invoked God ("Allah will … punish those who transgress the rights of innocents"). His wife Emine Erdoğan hyperbolically condemned Israeli actions as so awful they "cannot be expressed in words."

Their verbal assaults augured a further hostility that included insulting the Israeli president, helping sponsor the "Freedom Flotilla," and recalling the Turkish ambassador.

This Turkish rage prompts a question: Is Israel in Gaza really worse than Turkey in Cyprus? A comparison finds this hardly to be so. Consider some contrasts:

  • Turkey's invasion of July-August 1974 involved the use of napalm and "spread terror" among Cypriot Greek villagers, according to Minority Rights Group International. In contrast, Israel's "fierce battle" to take Gaza relied only on conventional weapons and entailed virtually no civilian casualties.
  • The subsequent occupation of 37 percent of the island amounted to a "forced ethnic cleansing" according to William Mallinson in a just-published monograph from the University of Minnesota. In contrast, if one wishes to accuse the Israeli authorities of ethnic cleansing in Gaza, it was against their own people, the Jews, in 2005.
  • The Turkish government has sponsored what Mallinson calls "a systematic policy of colonization" on formerly Greek lands in northern Cyprus. Turkish Cypriots in 1973 totaled about 120,000 persons; since then, more than 160,000 citizens of the Republic of Turkey have been settled in their lands. Not a single Israeli community remains in Gaza.
  • Ankara runs its occupied zone so tightly that, in the words of Bülent Akarcalı, a senior Turkey politician, "Northern Cyprus is governed like a province of Turkey." An enemy of Israel, Hamas, rules in Gaza.
  • The Turks set up a pretend-autonomous structure called the "Turkish Republic of Northern Cyprus." Gazans enjoy real autonomy.
  • A wall through the island keeps peaceable Greeks out of northern Cyprus. Israel's wall excludes Palestinian terrorists.

The division of Cyprus since 1974.

And then there is the ghost town of Famagusta, where Turkish actions parallel those of Syria under the thuggish Assads. After the Turkish air force bombed the Cypriot port city, Turkish forces moved in to seize it, thereby prompting the entire Greek population (fearing a massacre) to flee. Turkish troops immediately fenced off the central part of the town, called Varosha, and prohibited anyone from living there.

As this crumbling Greek town is reclaimed by nature, it has become a bizarre time capsule from 1974. Steven Plaut of Haifa University visited and reports: "Nothing has changed. … It is said that the car distributorships in the ghost town even today are stocked with vintage 1974 models. For years after the rape of Famagusta, people told of seeing light bulbs still burning in the windows of the abandoned buildings."

A sign on the fence around Varosha, Cyprus.

Curiously, another Levantine ghost town also dates from the summer of 1974. Just 24 days before the Turkish invasion of Cyprus, Israeli troops evacuated the border town of Quneitra, handing it over to the Syrian authorities. Hafez al-Assad chose, for political reasons too, not to let anyone live in it. Decades later, it too remains empty, a hostage to bellicosity.

Erdoğan claims that Turkish troops are not occupying northern Cyprus but are there in "Turkey's capacity as a guarantor power," whatever that means. The outside world, however, is not fooled. If Elvis Costello recently pulled out of a concert in Tel Aviv to protest the "suffering of the innocent [Palestinians]," Jennifer Lopez canceled a concert in northern Cyprus to protest "human rights abuse" there.

Signs on a metal gate in the capital city of Nicosia.

In brief, Northern Cyprus shares features with Syria and resembles an "open-air jail" more than Gaza does. How rich that a hypocritical Ankara preens its moral plumage about Gaza even as it runs a zone significantly more offensive. Instead of meddling in Gaza, Turkish leaders should close the illegal and disruptive occupation that for decades has tragically divided Cyprus.

Mr. Pipes is director of the Middle East Forum and Taube distinguished visiting fellow at the Hoover Institution of Stanford University.

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