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21.10.10

Mulher lapidada no Paquistão

Informo os leitores de que um dos canais do MEMRI no YouTube foi fechado.
Dizer a verdade sobre o islão não é uma missão fácil.
Amplify’d from www.memri.org
The UAE-owned Alaan TV recently broadcast footage showing the stoning of a woman. The anchor stressed in the report that the footage was exclusive, filmed by a member of Taliban-Pakistan with his cell-phone and smuggled out of the Orakzai region of Pakistan. The woman's crime: she was accused of being seen with a man.
This was followed by exclusive footage, also from Orakzai, of the summary execution of a man and woman by gunshot. The anchor said: "We do not know why this killing took place, but it is clear that the two victims did not stand any trial, and the decision to shoot them was taken on the spur of the moment."

To view this clip on MEMRI TV, visit http://www.memritv.org/clip/en/0/0/0/0/0/0/2627.htm.
The Stoning of a Woman
Presenter: "Alaan TV has obtained exclusive footage, filmed by means of a cell-phone, which shows a woman being stoned to death. The footage is of very poor quality, but it is important because it shows, for the first time, a woman being stoned. According to our sources, the stoning was carried out by Taliban-Pakistan, in the tribal area under its control, near the Afghan border."
Reporter: "The story begins with the gathering of men. Some of them are wearing turbans, and some are carrying weapons. They all belong to Taliban-Pakistan in the Orakzai region, which is close to the border with Afghanistan. These are Taliban members who are getting ready to stone a woman, who is sitting motionless on the ground. You can see her in the center of the picture. She was accused by Taliban-Pakistan of being seen with a man.
"The footage was filmed by a member of Taliban-Pakistan who was on the scene, using his cell-phone. This is the reason that the images are not clear. Alaan TV has used its sources to smuggle the footage out of Orakzai. This footage is unique, because Taliban-Pakistan tries to conceal such images. They know that images of the stoning of a woman should not be made public, because they might cause a rift between the movement and its supporters. As far as we know, this is the first time anyone has obtained footage of a woman being stoned by Taliban-Pakistan.
"The stoning begins. After the woman is struck by one stone, two stones, and many more, her body begins to shudder. The men continue to pelt stones at her, and soon, her body becomes motionless. [...]"
Read more at www.memri.org

3.10.10

De arte Lusitana

Um dos "trunfos" da arte islâmica ― o arco em ferradura ― é muito anterior ao islão, conforme atestam os trabalhos iniciados em 1877 pelo introductor da archaiologia scientífica em Portugal, Estácio da Veiga, continuados por Leite de Vasconcelos e aprofundados cerca de cem anos depois do primeiro pela equipa de Cláudio Torres, que trouxeram ao público a memória da Basílica Paleocristã de Myrtilis (Mértola), construção composta por três naves e duas ábsides afrontadas, uma oriental e outra ocidental, em cuja fachada se teria aberto um pórtico, «provavelmente em duplo arco de ferradura ou arco ultrapassado, assente em colunas, de acordo com a sugestiva figuração de pórticos, esculpida em algumas lápides, e especialmente bem elaborada na do chantre Andreas, sendo assinalável o realismo algo naïf da arte deste período. (...)

Sem dúvida a função primacial [da vasta basílica myrtilense] foi a de lugar de doutrina e culto cristão, assistida por um corpo eclesial hierarquizado e bastante completo formado por presbíteros de que se conhecem os nomes de alguns; (Satírius, Romanus, Simplícius, Britto, Afranius), que presidiram à celebração de ofícios (a missa), administração dos sacramentos, formação dos catecúmenos etc, servida por uma pompa litúrgica especialmente rica no período visigótico. Queremos realçar aqui a função do canto que desempenhou um papel importante no convite à piedade e na criação de um clima emocional propício à exaltação do divino e ao fortalecimento da fé, nestas comunidades primitivas.

Sobre o exercício do canto na igreja myrtilense informa-nos o epitáfio (séc.VI) do já referido Andreas designado no texto "princeps cantorum", isto é o primeiro cantor [referência única em toda a península ibérica], e como era habitual deve ter presidido ao côro [local preferido para as inumações] e a uma "Schola" de cantores; e quem sabe se não exerceu a função de escola laica ministrando nesses tempos difíceis os rudimentos de leitura e escrita assumindo assim uma função social, como era habitual na alta Idade Média.

Além dos presbíteros e chantres, (cléricos de ordens maiores), a igreja de Myrtilis foi também servida pelos chamados menoristas. Entre estes conhecem-se o leitor Tyberius que faria a leitura das epístolas e um ostiário (porteiro) chamado Exupérius que teria por função a segurança e a limpeza da igreja.»

A Basílica funerária de Myrtilis extra-muros tem ainda a oferecer aos seus visitantes a mais antiga lápide de um judeu na península ibérica, com um candelabro (menorah), a exemplificar a componente judaica latinizada da sociedade myrtilense, próxima à cristã, bem como algumas epígrafes gregas, aparentemente de falantes com representação eclesiástica própria, referindo Êutiques, por coincidência ou não o nome do proponente do monofisismo. Esta heresia cristã de tipo unitariano, segundo Cláudio Torres, teria predisposto Mértola, tal como outras urbes mediterrânicas onde majoravam o arianismo e o monotelismo, à penetração do islão nos séculos VII e VIII.

«Antes da sacralização do local, ocorrida em meados do século V, essa zona foi ocupada por uma necrópole de incineração, que deu lugar a um cemitério de inumação a partir de finais do século I.» Quanto à tipologia da basílica e suas sepulturas (com tesselas), é de salientar a influência do norte de África, Proconsular, com o qual a cidade teria fortes ligações comerciais através do rio Guadiana. A orientação dos túmulos paleocristãos, com a cabeça a poente e o corpo deitado de costas de forma a que este possa olhar o Sol nascente no dia do Juízo Final, difere da dos islâmicos, com o lado direito virado a Meca.

«Embora seja identificável, do ponto de vista arqueológico, um estrato de destruição perfeitamente nítido (com abundantes vestígios do telhado [tégula e imbrices] sobre o pavimento) é possível que, logo no início do período islâmico, o local tenha servido como zona funerária. Algumas das sepulturas islâmicas (localizadas no mesmo nível arqueológico das paleocristãs) apresentam com estas fortes semelhanças do ponto de vista construtivo. Outras assentavam sobre o derruído telhado da basílica, edifício que teria entretanto sido abandonado», embora a zona seguisse sendo uma importante área mortuária. Há ainda elementos decorativos de origem oriental (aves do paraíso com cauda de pavão num campo de ramos de roseiras em botão) presentes nas lápides paleocristãs e mais tarde na cerâmica verde e manganês do Al-Andalus.

Mas característica da Lusitânia teria sido, entre outros pormenores epigráficos, a representação de arcos sobre colunas. Eis a transcrição do Epitáfio de Andreas:

«arco duplo (em ferradura) assente sobre duas colunas torsas com capitéis decorados [de tipo corintizante]
(dentro do arco)
alfa crismon ómega
ANDREAS FAMVLVS
DEI PRINCEPS CAN-
TORUM SACROSAN
CTE A[E]CLISIAE MER-
TILLIA[N]E VIXIT
ANNOS XXXVI
REQVIEVIT IN PA-
CE SUB D(IE) TERTEO
KAL(ENDAS) APRILES
AERA ∂LX TRI-
SIS
André, [familiar-]servidor
de Deus, primeiro [principal]
cantor da sacrossanta
Igreja
Mertiliana, viveu
36 anos,
descansou em
paz no terceiro dia
das calendas de Abril
da era de 560 e 3 [era de César] (o que corresponde no nosso calendário ao dia 30 de Março do ano de 525)
(alfa, cruz monogramática, ómega)
CH[...]

Chama-se a atenção para a expressão sacrossancta aeclisia mertilliana que refere o conjunto da comunidade cristã de Mértola, e para a decoração de arcos sobre capitéis decorados por três ordens de folhas de acanto, sustentadas por colunas torsas. As duas cruzes com alfa e ómega, a indicar que em Cristo está o princípio e o fim, iniciam e fecham o texto funerário: uma linha abaixo podem ver-se as letras CH[...], certamente início de uma frase de tipo propiciatório como por exemplo ― Cristo esteja contigo!.»

in Museu de Mértola - Basílica Paleocristã, coord. (catálogo e exposição) Cláudio Torres, ed. Campo Arqueológico de Mértola, 1993

25.9.10

Lapidação no Afeganistão

Segundo noticia o Al Aan, um canal de televisão pan-árabe sediado no Dubai, o crime cometido por esta mulher foi "ter sido vista com um homem".

Marisol, do Jihad Watch, recorda que estamos perante a aplicação da sharia, sancionada pelo profeta Mafoma, o qual participou em actos semelhantes, de acordo com fontes islâmicas canónicas, como já explicámos noutras ocasiões: «a lapidação é o castigo aplicado aos adúlteros no islão, de acordo com as prescrições recolhidas nas ahadith, ou seja, nos relatos dos ditos e feitos do profeta Mafoma. A prescrição corânica determina a flagelação com cem vergastadas (Alcorão 24,2), mas a hadith de Sahih al-Bukhari (Volume 8, Livro 82, Versículo 816) relata o seu uso na presença e com a aprovação de Mafoma, e deplora o risco da sua aplicação cair em desuso, dado que nenhum versículo alcorânico a prescreve, exortando os muçulmanos a zelar pela continuidade da sua aplicação.»

Quando advertimos os leitores para a absoluta necessidade de oposição a toda e qualquer aplicação da sharia no Ocidente, é também nisto que estamos a pensar. Note-se que atrás de normas aparentemente inócuas, vêm outras mais draconianas.
Com efeito, em relação às reivindicações de aplicação da sharia no Ocidente, sabemos que, num primeiro momento, os muçulmanos reclamam a sua utilização para a resolução de disputas familiares ― como heranças, nas quais as mulheres recebem metade dos seus irmãos ―; depois, pretendem alargar o âmbito de aplicação da sharia à punição de pequenos delitos.
Também faseada é a reivindicação do âmbito de aplicação da sharia: primeiro apenas a quem recorra aos tribunais de sharia voluntariamente (como se as mulheres tivessem alguma hipótese de se recusar, mediante as pressões familiares, sem se tornarem párias); depois, sobre toda a comunidade islâmica de uma região, o que resulta na criação de enclaves muçulmanos, nações em secessão latente.
Sabemos também que, após estes passos, se procurará alcançar objectivo último, ordenado no Alcorão (8:39): «Combatei-os [os incrédulos] até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Deus. (...)»

As imagens, apesar de fracas do ponto de vista técnico, são impressionantes:

16.12.09

Lapidação: homem executado na Somália

De acordo com vários blogues anti-islamização, um homem foi lapidado por adultério, como prevê a sharia, lei islâmica baseada no Corão e na Suná, conforme texto infra, já publicado noutro postal.
«Recordo que a lapidação é o castigo aplicado aos adúlteros no Islão, de acordo com as prescrições recolhidas nas ahadith, ou seja, nos relatos dos ditos e feitos do profeta Mafoma. A prescrição corânica determina a flagelação com cem vergastadas (Alcorão 24,2), mas a hadith de Sahih al-Bukhari (Volume 8, Livro 82, Versículo 816) relata o seu uso na presença e com a aprovação de Mafoma, e deplora o risco da sua aplicação cair em desuso, dado que nenhum versículo alcorânico a prescreve, exortando os muçulmanos a zelar pela continuidade da sua aplicação.»
Via La Yijad en Eurabia, chego a estas fotografias, do site Infobae.com:
Na página da Infobae.com encontra-se um video onde se pode ver uma mulher a ser vergastada, homens em fila aguardando a sua vez para participar nessa execução de pena; pode ver-se o que parece ser a lapidação mencionada e ainda o que parece ser uma execução a tiro. Infelizmente, não consigo fazer download do video, não consigo publicá-lo aqui, nem tão-pouco fazer uma hiperligação para as imagens. Se algum leitor compadecido da minha inépcia tecnológica me pudesse ajudar a gravar o video para o puder publicar, eu e os restantes leitores ficaríamos muito agradecidos.
Addendum: leitor amigo tratou de me enviar o video que publico infra em postal à parte. Os meus agradecimentos.