«We’ve heard a lot of talk about “Arab East Jerusalem” and how upset the Obama administration is about Israel building in it. The only problem is, the building that Israel announced last week is NOT East Jerusalem – Ramat Shlomo is North Jerusalem! And six months ago, the Obama administration was yelling about Gilo – that is in South Jerusalem. So, is the Obama administration trying to make Israel look bad by distorting the truth? Take a look at this map of Jerusalem, courtesy of the Jerusalem Centre for Public Affairs, of Jordanian East Jerusalem before Israel won the land back in 1967. Ramat Shlomo is clearly directly north of the city, and Gilo is southwest of the city.»
nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura
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31.3.10
«Onde fica Jerusalém Oriental?»
Nas últimas semanas foi tema quente o estulto e hipócrita incómodo da administração Obama supostamente causado pela intenção do município de Jerusalém de construir um complexo habitacional, alegadamente numa "zona da cidade disputada pelos palestinianos" ― a propósito desta expressão, diga-se que todo o território de Israel se encontra numa zona disputada pelos palestinianos, razão que os leva a rejeitar sistematicamente as proposta para o estabelecimento de dois estados: pretendem um só estado, muçulmano, judenrein (purificado de judeus) e com os cristãos subjugados, à semelhança do que acontece hoje nos territórios sob a autoridade palestiniana; um estado palestiniano, do rio (Jordão) ao mar (Mediterrâneo).
Onde se situa, então, Ramat Shlomo (רמח שלםה) o local do absurdamente controverso projecto habitacional?
É ver e confirmar noutras fontes, se não se acredita no disparate.
Repare-se, a talhe de foice, na localização um outro projecto, igualmente controverso há alguns meses, o de Gilo (גלה).
Map of Arab East Jerusalem, 1948-1967.
Note the locations of Israel's construction, far from East Jerusalem.
In Middle East Facts Weblog, sítio a seguir.
19.3.10
Pedofilia, Igreja, baixa política e sociedade
Para tratar deste tema, urge começar por fazer algumas declarações categóricas, para nos pormos a salvo de acusações de má-fé: o abuso sexual é uma prática abominável, independentemente do perfil da vítima; é-o ainda mais se cometido sobre menores; é especialmente agravado se cometido por pessoas incumbidas de zelar pelos interesses das vítimas; é ainda mais escandaloso quando aos abusadores está confiada a orientação moral e religiosa das vítimas; as principais vítimas são sempre os abusados; os abusos não-sexuais também são condenáveis.
Dito isto, passemos ao tema propriamente dito, através de excertos de um magnífico artigo de Massimo Introvigne, cuja leitura integral se recomenda.
Depois de uma apresentação do conceito sociológico de pânico moral e dos seus agentes, os empresários morais, Introvigne aborda os casos de abusos sexuais perpetrados por membros do clero que têm vindo a merecer ampla cobertura mediática. Para tal, apresenta as conclusões de um estudo realizado sobre a matéria pelo John Jay College of Criminal Justice, instituição pertencente à City University of New York:
São Wolfgang e o Diabo, de Michael Pacher (ca. 1435-1498)
Via O Cachimbo de Magritte.
«(...) Questo studio ci dice che dal 1950 al 2002 4.392 sacerdoti americani (su oltre 109.000) sono stati accusati di relazioni sessuali con minorenni. Di questi poco più di un centinaio sono stati condannati da tribunali civili. Il basso numero di condanne da parte dello Stato deriva da diversi fattori. In alcuni casi le vere o presunte vittime hanno denunciato sacerdoti già defunti, o sono scattati i termini della prescrizione. In altri, all’accusa e anche alla condanna canonica non corrisponde la violazione di alcuna legge civile: è il caso, per esempio, in diversi Stati americani del sacerdote che abbia una relazione con una – o anche un – minorenne maggiore di sedici anni e consenziente. Ma ci sono anche stati molti casi clamorosi di sacerdoti innocenti accusati. Questi casi si sono anzi moltiplicati negli anni 1990, quando alcuni studi legali hanno capito di poter strappare transazioni milionarie anche sulla base di semplici sospetti. Gli appelli alla “tolleranza zero” sono giustificati, ma non ci dovrebbe essere nessuna tolleranza neanche per chi calunnia sacerdoti innocenti. Aggiungo che per gli Stati Uniti le cifre non cambierebbero in modo significativo se si aggiungesse il periodo 2002-2010, perché già lo studio del John Jay College notava il “declino notevolissimo” dei casi negli anni 2000. Le nuove inchieste sono state poche, e le condanne pochissime, a causa di misure rigorose introdotte sia dai vescovi statunitensi sia dalla Santa Sede.Estes dados estatísticos contrariam algumas ideias mais ou menos arreigadas no senso comum: que o abuso sexual de menores cometido por membros do clero é prevalente em relação ao cometido por membros de outras profissões ou ministérios; que se verifica uma relação entre o celibato e estas práticas; que não há relação entre a orientação sexual do abusador e a ocorrência de abusos. Considerados estes dados estatísticos, Introvigne foca os casos recentemente trazidos a público:
«(...) Le polemiche di queste ultime settimane sulla Germania e l’Austria mostrano una caratteristica tipica dei panici morali: si presentano come “nuovi” fatti risalenti a molti anni or sono, in alcuni casi a oltre trent’anni fa, in parte già noti. Il fatto che – con una particolare insistenza su quanto tocca l’area geografica bavarese, da cui viene il Papa – siano presentati sulle prime pagine dei giornali avvenimenti degli anni 1980 come se fossero avvenuti ieri, e che ne nascano furibonde polemiche, con un attacco concentrico che ogni giorno annuncia in stile urlato nuove “scoperte” mostra bene come il panico morale sia promosso da “imprenditori morali” in modo organizzato e sistematico. Il caso che – come alcuni giornali hanno titolato – “coinvolge il Papa” è a suo modo da manuale. Si riferisce a un episodio di abusi nell’Arcidiocesi di Monaco di Baviera e Frisinga, di cui era arcivescovo l’attuale Pontefice, che risale al 1980. Il caso è emerso nel 1985 ed è stato giudicato da un tribunale tedesco nel 1986, accertando tra l’altro che la decisione di accogliere nell’arcidiocesi il sacerdote in questione non era stata presa dal cardinale Ratzinger e non gli era neppure nota, il che non è strano in una grande diocesi con una complessa burocrazia. Perché un quotidiano tedesco decida di riesumare questo caso e sbatterlo in prima pagina ventiquattro anni dopo la sentenza dovrebbe essere la vera questione.»E Introvigne procura responder a esta questão:
«Perché riesumare nel 2010 casi vecchi o molto spesso già noti, al ritmo di uno al giorno, attaccando sempre più direttamente il Papa – un attacco, per di più, paradossale se si considera la grandissima severità del cardinale Ratzinger prima e di Benedetto XVI poi su questo tema? Gli “imprenditori morali” che organizzano il panico hanno un’agenda che emerge sempre più chiaramente, e che non ha veramente al suo centro la protezione dei bambini. La lettura di certi articoli ci mostra come – alla vigilia di scelte politiche, giuridiche e anche elettorali che un po’ dovunque in Europa e nel mondo mettono in questione la somministrazione della pillola RU486, l’eutanasia, il riconoscimento delle unioni omosessuali, in cui quasi solo la voce della Chiesa e del Papa si leva a difendere la vita e la famiglia – lobby molto potenti cercano di squalificare preventivamente questa voce con l’accusa più infamante e oggi purtroppo anche più facile, quella di favorire o tollerare la pedofilia. Queste lobby più o meno massoniche manifestano il sinistro potere della tecnocrazia evocato dallo stesso Benedetto XVI nell’enciclica Caritas in veritate e la denuncia di Giovanni Paolo II, nel messaggio per la Giornata Mondiale della Pace del 1985 (dell’8-12-1984), a proposito di “disegni nascosti” – accanto ad altri “apertamente propagandati” – “miranti a soggiogare tutti i popoli a regimi in cui Dio non conta”.Conclusão: estes casos são projectados para a arena mediática quando se torna conveniente para algumas correntes de pensamento dito progressista ― as que se batem pelo aborto livre e pela equiparação das uniões civis ao casamento ― atacar as únicas vozes que se opõem a essas causas de suposto progresso social: a Igreja e o Papa.
Publicado por
Luís Cardoso
sobre:
Aborto,
Bento XVI,
Cultura da Morte,
homossexualmente incorrecto,
Igreja,
João Paulo II,
Política Internacional,
Serviço Público
7.3.10
Discurso de Geert Wilders à Casa dos Lordes, 5 de Março de 2010
Algum leitor se dispõe a traduzir este discurso para a nossa língua?
Se sim, escreva-nos para tambemistoevaidade@gmail.com.
Estará prestando um inestimável serviço ao país e à liberdade.
Geert Wilders Speech, House of Lords, London, Friday the 5th of March 2010
3.2.10
Julgamento de Wilders (7)
Acompanhe o julgamento de Gert Wilders através do Gates of Vienna, onde pode encontrar, entre outros meios de acompanhar o andamento do processo, notícias da imprensa holandesa traduzidas para inglês por colaboradores holandeses do blogue.
Não deixe, também, de visitar o sítio criado por Wilders para divulgação das vicissitudes do julgamento, análise das sessões e do seu impacto na liberdade de expressão e na democracia na Holanda, e não só.
Verdadeiro serviço público.
21.1.10
20.1.10
Julgamento de Wilders (5)
Discurso de Geert Wilders perante os juizes do tribunal onde começou hoje a ser julgado, no sítio do PVV:
«Mister Speaker, judges of the court,I would like to make use of my right to speak for a few minutes.
I hope that the freedom of speech shall triumph in this trial.
Julgamento de Wilders (3)
Entrevista com o professor de direito Afshin Ellian(1), iraniano radicado na Holanda, in Gates of Vienna:
«(...) You said that the Wilders Trial reminds you of justice in your country of origin, Iran. Is that not somewhat exaggerated? “The Netherlands, of course, is not comparable with Iran, it is but about the experience. If you cannot say that the Islam is a backward religion and that Muhammad is a criminal, then you are living in an Islamic country, my friend, because there you also cannot say such things. I may say Christ was a f** and Mary was a w****, but apparently I should stay off of Muhammad.” (...)»Lede tudo. (1) - Afshin Ellian was born February 17, 1966 in Tehran, Iran. In 1983 he fled the regime of Ayatollah Khomeini in Iran. He had studied medicine in Kabul an came to the Netherlands in 1989, where he studied criminal law, constitutional law, and philosophy. At present he is a professor of law, a poet, a columnist (Elsevier, NRC Handelsblad), and a professor of citizenship, social cohesion and multiculturalism at the University of Leiden.
Julgamento de Wilders (2)
«Far-right MP Geert Wilders on trial for discrimination against Muslims Geert Wilders, the far-right MP who likens the Koran to Hitler’s Mein Kampf, goes on trial today in a politically charged test of the limits of tolerance and free speech in the Netherlands.Apenas uma observação: discordo em absoluto da classificação de Wilders e do PVV como partido de "extrema-direita". Nas declarações de Wilders nada aponta nesse sentido, como afirma Daniel Pipes no artigo hoje aqui divulgado. De resto, a notícia foca alguns dos pontos essenciais deste caso. Via Jihad Watch.“I am being prosecuted for my political convictions,” Mr Wilders said this week.
Julgamento de Wilders: primeira sessão
«Islam critic Geert Wilders goes on trial in Netherlands Amsterdam - The trial of Dutch member of parliament and Islam critic Geert Wilders for discrimination and incitement to hatred opened in an Amsterdam court on Wednesday. The court is to decide whether the leader of the liberal-rightist Freedom Party PVV violated Dutch law by calling the Koran a "fascist book" and Islam a "backward culture." At the start of proceedings, the presiding judge said it had been "suggested" that the court had already convicted Wilders before its first hearings. He would therefore "like to emphasize that only after the last word in these hearings has been said, the court will deliberate about its decision." In his opening statement, Wilders' lawyer Bram Moskowicz questioned why the trial was taking place in Amsterdam rather than in The Hague, where his client works. Most of the complaints filed against Wilders since 2006 were related to remarks he made as a lawmaker in the Hague-based parliament, he said. Moskowicz also argued that Wilders' remarks about Islam were made only in the context of his work as a lawmaker, and that he never spoke "a titre personnel," or in his personal capacity. Prosecutors claim Wilders' 16-minute internet video Fitna, released in March 2008, incites people to hatred against Muslims. The film warns against the spread of radical Islam and the alleged "Islamization" of the Netherlands. Wilders faces a maximum of 16 months imprisonment or a fine of 10,000 euros (14,000 dollars) if convicted on all the charges. Almost 6 per cent of the Netherlands' 16.5 million inhabitants are Muslim.»A propósito desta última frase, ler a entrada Efeitos corrosivos. Acrescento um novo separador: Serviço Público. Via Tundra Tabloids.
Julgamento de Wilders
Começa hoje o julgamento de Gert Wilders, o qual tentaremos acompanhar aqui e no twitter.
Podemos começar esse seguimento lendo um texto de Daniel Pipes publicado no sítio da National Review:
«Why I Stand with Geert Wilders Who is the most important European alive today? I nominate the Dutch politician Geert Wilders. I do so because he is best placed to deal with the Islamic challenge facing the continent. He has the potential to emerge as a world-historical figure. That Islamic challenge consists of two components: on the one hand, an indigenous population’s withering Christian faith, inadequate birthrate, and cultural diffidence, and on the other an influx of devout, prolific, and culturally assertive Muslim immigrants. This fast-moving situation raises profound questions about Europe: Will it retain its historic civilization or become a majority-Muslim continent living under Islamic law (the Shari’a)? Wilders, 46, founder and head of the Party for Freedom (PVV), is the unrivaled leader of those Europeans who wish to retain their historic identity. That’s because he and the PVV differ from most of Europe’s other nationalist, anti-immigrant parties. The PVV is libertarian and mainstream conservative, without roots in neo-Fascism, nativism, conspiricism, antisemitism, or other forms of extremism. (Wilders publicly emulates Ronald Reagan.) Indicative of this moderation is Wilders’s long-standing affection for Israel that includes two years’ residence in the Jewish state, dozens of visits, and his advocating the transfer of the Dutch embassy to Jerusalem. In addition, Wilders is a charismatic, savvy, principled, and outspoken leader who has rapidly become the most dynamic political force in the Netherlands. While he opines on the full range of topics, Islam and Muslims constitute his signature issue. Overcoming the tendency of Dutch politicians to play it safe, he calls Muhammad a devil and demands that Muslims “tear out half of the Koran if they wish to stay in the Netherlands.” More broadly, he sees Islam itself as the problem, not just a virulent version of it called Islamism. The PVV has done well electorally, winning 6 percent of the seats in the November 2006 national parliamentary elections and 16 percent of Dutch seats in the June 2009 European Union elections. Polls now generally show the PVV winning a plurality of votes and becoming the country’s largest party. Were Wilders to become prime minister, he could take on a leadership role for all Europe. But he faces daunting challenges. (...) Wilders must also overcome his opponents’ dirty tactics. Most notably, they have finally, after two and a half years of preliminary skirmishes, succeeded in dragging him to court on charges of hate speech and incitement to hatred. The public prosecutor’s case against Wilders opens in Amsterdam on January 20; if convicted, Wilders faces a fine of up to $14,000 or as many as 16 months in jail. Remember, he is his country’s leading politician. Plus, due to threats against his life, he always travels with bodyguards and incessantly changes safe houses. Who exactly, one wonders, is the victim of incitement? (...) Ironically, were Wilders fined or jailed, it would probably improve his chances to become prime minister. But principle outweighs political tactics here. He represents all Westerners who cherish their civilization. The outcome of his trial and his freedom to speak have implications for us all.»
11.1.10
Começou (2)
Das várias palavras inscritas pelos indivíduos que vandalizaram o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, uma deixou-me intrigado; ou melhor, um par que se encontra associado: Lua/Sol.
O crescente lunar e a estrela são o símbolo tradicional do islão.
Alguns países muçulmanos, como a Malásia - onde presentemente se profanam igrejas em violentos tumultos devido ao uso da palavra "Alá" pelos não muçulmanos - integram esse símbolo na sua bandeira nacional.
A este propósito, refira-se que a palavra árabe Allah era usada para designar o deus-lua adorado pelas tribos árabes do tempo de Mafoma, entre as quais aquela a que ele pertencia.
Onde é que quero chegar?
Pode tratar-se de uma brincadeira de mau gosto feita por ignorantes do islão, os quais, perante iconografia como esta identificaram o Sol onde viram uma estrela.
A outra hipótese, assente na iliteracia dos autores das pinchagens - bem patenteada na forma como escreveram muçulman - seria que os escrevinhadores, não dominando o idioma de Camões, não se dão conta da distinta nomenclatura usada em português para designar a estrela Sol e uma estrela genericamente.
Começou
Na noite de 11 de Janeiro de 2010, segundo informa o JN, edição online, o Santuário de Fátima foi vandalizado com inscrições consistindo das seguintes palavras: Sol, Lua, mesquita, islão e muçulman (sic).
Enquanto os observadores mais incautos não se deterão um segundo que seja na ponderação destes acontecimentos, aqueles que seguem o avanço do islão na Europa e que não ignoram as aspirações muçulmanas à imposição da sua religião a todo o mundo - seja pelo proselitismo ou pela jihad -, os que estão a par de que é nos textos que os muçulmanos têm por sagrados - o Corão, a Sira (biografias do profeta do islão) e as Hadith (relato dos ditos e feitos do profeta e dos seus primeiros seguidores) - que se encontra o gérmen para a violência islâmica, não podem deixar de se sentir inquietos, ainda para mais tendo presente a pretensão islâmica, ainda recentemente renovada, de reconquistar a Península Ibérica, o mítico Al-Andalus.
Os muçulmanos em Portugal são uma pequena maioria que tem sabido viver em paz com todos. O seu número não faria prever este tipo de incidentes.
Fica, para os mais incautos, um sinal de que as coisas podem mudar a qualquer momento.
Entretanto, as autoridades policiais portuguesas parecem ter adoptado, desde já, uma postura dhimmi, esforçando-se por desvalorizar o incidente e por lhe retirar qualquer carga religiosa. Vejamos as declarações do comandante do destacamento de Tomar da GNR, Duarte da Graça, à Agência Lusa, tal como são relatadas em notícia do DN, edição online:
«(...) [O] comandante ressalvou que se tratou de "um acto absolutamente isolado, não organizado, nem respeitante a qualquer organização".»Que se trata de um acto isolado é uma declaração que parece não merecer contestação. O que surpreende é que seja feita, ecoando as declarações de Obama e de membros da sua administração sempre que um acto jihadista é cometido nos EUA. O facto do comandante Graça ter julgado necessário fazer semelhante afirmação não faz sentido, a menos que acontecimentos semelhantes tenham ocorrido e não tenham sido noticiados; que tenha informações de que outros actos do género podem estar para ocorrer; ou que tenha instruções superiores, provenientes da tutela, para desvalorizar o incidente. No fim das contas, esta expressão pode não resultar senão da contaminação do politicamente correcto na atitude, no comportamento e nas palavras dos agentes da autoridade. Consideremos as restantes palavras do comandante Graça:
«(...) [Um acto] não organizado, nem respeitante a qualquer organização.»Pergunta-se: com que base faz o comandante Graça estas declarações? A investigação está concluída? Se sim, felicite-se a GNR de Tomar pela celeridade da sua actuação e peça-se a divulgação imediata das conclusões a que se chegou. Se não, como podem semelhantes declarações ser feitas e por que razão? A questão de não haver uma organização por trás deste acto, no sentido usado nas democracias ocidentais para o termo "organização" - partido, sindicato, grupo terrorista hierarquicamente constituído e coordenado -, revela um total desconhecimento do mandamento universal e intemporal dirigido a todos os muçulmanos individualmente para lutar pela implantação do islão - dissimuladamente, se as circunstâncias o exigirem; pela força se os kuffar se lhe opuserem -, até que o islão domine em todo o mundo. Qualquer muçulmano, mesmo o mais pacífico, o mais exemplar cidadão, se optar por seguir os ensinamentos do islão - não de uma franja, de um ou outro grupúsculo, mas o islão ortodoxo, que segue de perto as escrituras e a tradição exegética - pode, a qualquer momento tornar-se um perigo para a sociedade democrática ocidental, se decidir seguir o islão escrupulosamente. Note-se que a liberdade de expressão, a liberdade religiosa e de culto, o direito de propriedade, a escolher com quem casar, não são reconhecidas no islão. Em última análise, até o direito à vida - basilar nas sociedades do Ocidente - no islão não advém do simples facto de se existir, de ser humano, mas decorre apenas do facto de se ser muçulmano. No islão todos os direitos vêm da sharia. Uma última palavra: se tudo isto não passar de uma brincadeira de mau-gosto - Deus queira que seja o caso - que sirva, ao menos, para que mais cidadãos portugueses se sintam levados a conhecer por si mesmos o islão. Esperamos, aqui neste espaço e noutros, contribuir para isso, disponibilizando notícias sobre o avanço do islão no mundo ocidental e, sobretudo, através da publicação de textos e de hiperligações onde se estabelece a conexão entre a religião muçulmana e os actos hediondos que alguns dos seus seguidores praticam em seu nome.
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