nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura
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1.7.12
19.1.11
Somália: cristã decapitada publicamente por mujahidin, deixa quatro órfãos
Decapitada por guerreiros islâmicos por ser cristã, note-se.
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A mother of four was killed for her Christian faith on Jan. 7 on the outskirts of Mogadishu, Somalia by Islamic extremists from al Shabaab militia, a relative said.Read more at www.newmediajournal.us
The relative, who requested anonymity, said Asha Mberwa, 36, was killed at 5:15pm in Warbhigly village; the Islamic extremists from the insurgent group had arrested her outside her house the previous day at 8:30 a.m. She died when the militants cut her throat in front of villagers who came out of their homes as witnesses.
She is survived by her children – ages 12, 8, 6 and 4 – and her husband, who was not home at the time she was apprehended. They had married in 1993.
Her relative, whose location is also withheld for security reasons, said he had phoned her on Jan. 5 to try to make arrangements for moving her family out of the area. Al Shabaab extremists, who control large parts of Mogadishu, were able to monitor the conversation and confirm that she had become a Christian, he said.
He told Compass by phone that Mberwa feared that she and her family members' lives were threatened. "Asha had been receiving threatening messages" after al Shabaab monitored her previous communications with him, he said.
Her husband, Abdinazir Mohammed Hassan, fled to an unknown location. Mberwa's relative said a "good Samaritan" in Mogadishu was caring for her four children. The traumatized children continue to weep and cry out for their mother, he said.
Al Shabaab insurgents control much of southern and central Somalia and have embarked on a campaign to rid the country of its hidden Christian population. With estimates of al Shabaab's size ranging from 3,000 to 7,000, the insurgents seek to impose a strict version of sharia (Islamic law).
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Veja também A decapitação no islão e A primeira decapitação de um taliban de 12 anos de idade.
1.1.11
Benedictus XVI: «per libertatem religiosam ad pacem inter homines fratres in Christo inque Adam omnes»
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LIBERDADE RELIGIOSA, CAMINHO PARA A PAZ
1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.
Agradeço vivamente aos governos que se esforçam por aliviar os sofrimentos destes irmãos em humanidade e convido os católicos a orarem pelos seus irmãos na fé que padecem violências e intolerâncias e a serem solidários com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. Os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral.[1]
De facto, na liberdade religiosa exprime-se a especificidade da pessoa humana, que, por ela, pode orientar a própria vida pessoal e social para Deus, a cuja luz se compreendem plenamente a identidade, o sentido e o fim da pessoa. Negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma visão redutiva da pessoa humana; obscurecer a função pública da religião significa gerar uma sociedade injusta, porque esta seria desproporcionada à verdadeira natureza da pessoa; isto significa tornar impossível a afirmação de uma paz autêntica e duradoura para toda a família humana.
Por isso, exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37). Este é o sentimento que inspira e guia a Mensagem para o XLIV Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema:Liberdade religiosa, caminho para a paz.
Direito sagrado à vida e a uma vida espiritual
2. O direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana,[2]cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 27). Por isso, toda a pessoa é titular do direito sagrado a uma vida íntegra, mesmo do ponto de vista espiritual. Sem o reconhecimento do próprio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, não consegue encontrar resposta para as perguntas do seu coração sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princípios éticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade autêntica e desenvolver uma sociedade justa.[3]
A Sagrada Escritura, em sintonia com a nossa própria experiência, revela o valor profundo da dignidade humana: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e glória o coroastes; destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos, tudo submetestes a seus pés» (Sl 8, 4-7).
Perante a sublime realidade da natureza humana, podemos experimentar a mesma admiração expressa pelo salmista. Esta manifesta-se como abertura ao Mistério, como capacidade de interrogar-se profundamente sobre si mesmo e sobre a origem do universo, como íntima ressonância do Amor supremo de Deus, princípio e fim de todas as coisas, de cada pessoa e dos povos.[4] A dignidade transcendente da pessoa é um valor essencial da sabedoria judaico-cristã, mas, graças à razão, pode ser reconhecida por todos. Esta dignidade, entendida como capacidade de transcender a própria materialidade e buscar a verdade, há-de ser reconhecida como um bemuniversal, indispensável na construção duma sociedade orientada para a realização e a plenitude do homem. O respeito de elementos essenciais da dignidade do homem, tais como o direito à vida e o direito à liberdade religiosa, é uma condição da legitimidade moral de toda a norma social e jurídica.
Liberdade religiosa e respeito recíproco
3. A liberdade religiosa está na origem da liberdade moral. Com efeito, a abertura à verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e é garante do respeito pleno e recíproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coacção mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade.
Existe uma ligação indivisível entre liberdade e respeito; de facto, «cada homem e cada grupo social estão moralmente obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum».[5]
Uma liberdade hostil ou indiferente a Deus acaba por se negar a si mesma e não garante o pleno respeito do outro. Uma vontade, que se crê radicalmente incapaz de procurar a verdade e o bem, não tem outras razões objectivas nem outros motivos para agir senão os impostos pelos seus interesses momentâneos e contingentes, não tem uma «identidade» a preservar e construir através de opções verdadeiramente livres e conscientes. Mas assim não pode reclamar o respeito por parte de outras «vontades», também estas desligadas do próprio ser mais profundo e capazes, por conseguinte, de fazer valer outras «razões» ou mesmo nenhuma «razão». A ilusão de encontrar no relativismo moral a chave para uma pacífica convivência é, na realidade, a origem da divisão e da negação da dignidade dos seres humanos. Por isso se compreende a necessidade de reconhecer uma dupla dimensão na unidade da pessoa humana: a religiosa e a social. A este respeito, é inconcebível que os crentes «tenham de suprimir uma parte de si mesmos – a sua fé – para serem cidadãos activos; nunca deveria ser necessário renegar a Deus, para se poder gozar dos próprios direitos».[6]
A família, escola de liberdade e de paz
4. Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual ninguém deve ser excluído.
A família fundada sobre o matrimónio, expressão de união íntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de formação e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na mãe as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os próprios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constrições e responsavelmente, o próprio património de fé, de valores e de cultura aos filhos. A família, primeira célula da sociedade humana, permanece o âmbito primário de formação para relações harmoniosas a todos os níveis de convivência humana, nacional e internacional. Esta é a estrada que se há-de sapientemente percorrer para a construção de um tecido social robusto e solidário, para preparar os jovens à assunção das próprias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num espírito de compreensão e de paz.
Um património comum
5. Poder-se-ia dizer que, entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz e reforça-se a índole e as instituições dos povos. Pelo contrário, quando a liberdade religiosa é negada, quando se tenta impedir de professar a própria religião ou a própria fé e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana e, simultaneamente, acabam ameaçadas a justiça e a paz, que se apoiam sobre a recta ordem social construída à luz da Suma Verdade e do Sumo Bem.
Neste sentido, a liberdade religiosa é também uma aquisição de civilização política e jurídica. Trata-se de um bem essencial: toda a pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos, se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma. Neste âmbito, revela-se emblemático e é uma referência essencial para os Estados o ordenamento internacional, enquanto não consente alguma derrogação da liberdade religiosa, salvo a legítima exigência da justa ordem pública.[7] Deste modo, o ordenamento internacional reconhece aos direitos de natureza religiosa o mesmo status do direito à vida e à liberdade pessoal, comprovando a sua pertença ao núcleo essencial dos direitos do homem, àqueles direitos universais e naturais que a lei humana não pode jamais negar.
A liberdade religiosa não é património exclusivo dos crentes, mas da família inteira dos povos da terra. É elemento imprescindível de um Estado de direito; não pode ser negada, sem ao mesmo tempo minar todos os direitos e as liberdades fundamentais, pois é a sua síntese e ápice. É «o papel de tornassol para verificar o respeito de todos os outros direitos humanos».[8] Ao mesmo tempo que favorece o exercício das faculdades humanas mais específicas, cria as premissas necessárias para a realização de um desenvolvimento integral, que diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em cada uma das suas dimensões.[9]
A dimensão pública da religião
6. Embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa – como qualquer outra liberdade – realiza-se na relação com os outros. Uma liberdade sem relação não é liberdade perfeita. Também a liberdade religiosa não se esgota na dimensão individual, mas realiza-se na própria comunidade e na sociedade, coerentemente com o ser relacional da pessoa e com a natureza pública da religião.
O relacionamento é uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece única e irrepetível e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimensão comunitária.
Inegável é a contribuição que as religiões prestam à sociedade. São numerosas as instituições caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante é a contribuição ética da religião no âmbito político. Tal contribuição não deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como válida ajuda para a promoção do bem comum. Nesta perspectiva, é preciso mencionar a dimensão religiosa da cultura, tecida através dos séculos graças às contribuições sociais e sobretudo éticas da religião. Tal dimensão não constitui de modo algum uma discriminação daqueles que não partilham a sua crença, mas antes reforça a coesão social, a integração e a solidariedade.
Liberdade religiosa, força de liberdade e de civilização:
os perigos da sua instrumentalização
7. A instrumentalização da liberdade religiosa para mascarar interesses ocultos, como por exemplo a subversão da ordem constituída, a apropriação de recursos ou a manutenção do poder por parte de um grupo, pode provocar danos enormes às sociedades. O fanatismo, o fundamentalismo, as práticas contrárias à dignidade humana não se podem jamais justificar, e menos ainda o podem ser se realizadas em nome da religião. A profissão de uma religião não pode ser instrumentalizada, nem imposta pela força. Por isso, é necessário que os Estados e as várias comunidades humanas nunca se esqueçam que a liberdade religiosa é condição para a busca da verdade e que a verdade não se impõe pela violência mas pela «força da própria verdade».[10] Neste sentido, a religião é uma força positiva e propulsora na construção da sociedade civil e política.
Como se pode negar a contribuição das grandes religiões do mundo para o desenvolvimento da civilização? A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades cristãs, com o seu património de valores e princípios, contribuíram imenso para a tomada de consciência das pessoas e dos povos a respeito da sua própria identidade e dignidade, bem como para a conquista de instituições democráticas e para a afirmação dos direitos do homem e seus correlativos deveres.
Também hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os cristãos são chamados – não só através de um responsável empenhamento civil, económico e político, mas também com o testemunho da própria caridade e fé – a oferecer a sua preciosa contribuição para o árduo e exaltante compromisso em prol da justiça, do desenvolvimento humano integral e do recto ordenamento das realidades humanas. A exclusão da religião da vida pública subtrai a esta um espaço vital que abre para a transcendência. Sem esta experiência primária, revela-se uma tarefa árdua orientar as sociedades para princípios éticos universais e torna-se difícil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se propõem os objectivos – infelizmente ainda menosprezados ou contestados – da Declaração Universal dos direitos do homem de 1948.
Uma questão de justiça e de civilização:
o fundamentalismo e a hostilidade contra os crentes prejudicam a laicidade positiva dos Estados
8. A mesma determinação, com que são condenadas todas as formas de fanatismo e de fundamentalismo religioso, deve animar também a oposição a todas as formas de hostilidade contra a religião, que limitam o papel público dos crentes na vida civil e política.
Não se pode esquecer que o fundamentalismo religioso e o laicismo são formas reverberadas e extremas de rejeição do legítimo pluralismo e do princípio de laicidade. De facto, ambas absolutizam uma visão redutiva e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo. A sociedade, que quer impor ou, ao contrário, negar a religião por meio da violência, é injusta para com a pessoa e para com Deus, mas também para consigo mesma. Deus chama a Si a humanidade através de um desígnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimensão natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e de responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário. Sendo assim, também a sociedade, enquanto expressão da pessoa e do conjunto das suas dimensões constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura à transcendência. Por isso mesmo, as leis e as instituições duma sociedade não podem ser configuradas ignorando a dimensão religiosa dos cidadãos ou de modo que prescindam completamente da mesma; mas devem ser comensuradas – através da obra democrática de cidadãos conscientes da sua alta vocação – ao ser da pessoa, para o poderem favorecer na sua dimensão religiosa. Não sendo esta uma criação do Estado, não pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito.
O ordenamento jurídico a todos os níveis, nacional e internacional, quando consente ou tolera o fanatismo religioso ou anti-religioso, falta à sua própria missão, que consiste em tutelar e promover a justiça e o direito de cada um. Tais realidades não podem ser deixadas à mercê do arbítrio do legislador ou da maioria, porque, como já ensinava Cícero, a justiça consiste em algo mais do que um mero acto produtivo da lei e da sua aplicação. A justiça implica reconhecer a cada um a sua dignidade,[11] a qual, sem liberdade religiosa garantida e vivida na sua essência, fica mutilada e ofendida, exposta ao risco de cair sob o predomínio dos ídolos, de bens relativos transformados em absolutos. Tudo isto expõe a sociedade ao risco de totalitarismos políticos e ideológicos, que enfatizam o poder público, ao mesmo tempo que são mortificadas e coarctadas, como se lhe fizessem concorrência, as liberdades de consciência, de pensamento e de religião.
Diálogo entre instituições civis e religiosas
9. O património de princípios e valores expressos por uma religiosidade autêntica é uma riqueza para os povos e respectivas índoles: fala directamente à consciência e à razão dos homens e mulheres, lembra o imperativo da conversão moral, motiva para aperfeiçoar a prática das virtudes e aproximar-se amistosamente um do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande família humana.[12]
No respeito da laicidade positiva das instituições estatais, a dimensão pública da religião deve ser sempre reconhecida. Para isso, um diálogo sadio entre as instituições civis e as religiosas é fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade.
Viver no amor e na verdade
10. No mundo globalizado, caracterizado por sociedades sempre mais multiétnicas e pluriconfessionais, as grandes religiões podem constituir um factor importante de unidade e paz para a família humana. Com base nas suas próprias convicções religiosas e na busca racional do bem comum, os seus membros são chamados a viver responsavelmente o próprio compromisso num contexto de liberdade religiosa. Nas variadas culturas religiosas, enquanto há que rejeitar tudo aquilo que é contra a dignidade do homem e da mulher, é preciso, ao contrário, valer-se daquilo que resulta positivo para a convivência civil.
O espaço público, que a comunidade internacional torna disponível para as religiões e para a sua proposta de «vida boa», favorece o aparecimento de uma medida compartilhável de verdade e de bem e ainda de um consenso moral, que são fundamentais para uma convivência justa e pacífica. Os líderes das grandes religiões, pela sua função, influência e autoridade nas respectivas comunidades, são os primeiros a ser chamados ao respeito recíproco e ao diálogo.
Os cristãos, por sua vez, são solicitados pela sua própria fé em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irmãos que se encontram na Igreja e colaboram para a edificação de um mundo, onde as pessoas e os povos «não mais praticarão o mal nem a destruição (...), porque o conhecimento do Senhor encherá a terra, como as águas enchem o leito do mar» (Is 11, 9).
Diálogo como busca em comum
11. Para a Igreja, o diálogo entre os membros de diversas religiões constitui um instrumento importante para colaborar com todas as comunidades religiosas para o bem comum. A própria Igreja nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. «Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia reflectem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens».[13]
A estrada indicada não é a do relativismo nem do sincretismo religioso. De facto, a Igreja «anuncia, e tem mesmo a obrigação de anunciar incessantemente Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14, 6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas».[14] Todavia isto não exclui o diálogo e a busca comum da verdade em diversos âmbitos vitais, porque, como diz uma expressão usada frequentemente por São Tomás de Aquino, «toda a verdade, independentemente de quem a diga, provém do Espírito Santo».[15]
Em 2011, tem lugar o 25º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, que o Venerável Papa João Paulo II convocou em Assis em 1986. Naquela ocasião, os líderes das grandes religiões do mundo deram testemunho da religião como sendo um factor de união e paz, e não de divisão e conflito. A recordação daquela experiência é motivo de esperança para um futuro onde todos os crentes se sintam e se tornem autenticamente obreiros de justiça e de paz.
Verdade moral na política e na diplomacia
12. A política e a diplomacia deveriam olhar para o património moral e espiritual oferecido pelas grandes religiões do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princípios e valores universais que não podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos práticos, que significa promover a verdade moral no mundo da política e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira responsável com base no conhecimento objectivo e integral dos factos; quer dizer desmantelar ideologias políticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princípios da lei natural.[16] Tudo isto é necessário e coerente com o respeito da dignidade e do valor da pessoa humana, sancionado pelos povos da terra na Carta da Organização das Nações Unidas de 1945, que apresenta valores e princípios morais universais de referência para as normas, as instituições, os sistemas de convivência a nível nacional e internacional.
Para além do ódio e do preconceito
13. Não obstante os ensinamentos da história e o compromisso dos Estados, das organizações internacionais a nível mundial e local, das organizações não governamentais e de todos os homens e mulheres de boa vontade que cada dia se empenham pela tutela dos direitos e das liberdades fundamentais, ainda hoje no mundo se registam perseguições, descriminações, actos de violência e de intolerância baseados na religião. De modo particular na Ásia e na África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida.
Temos depois, como já disse, formas mais sofisticadas de hostilidade contra a religião, que nos países ocidentais se exprimem por vezes com a renegação da própria história e dos símbolos religiosos nos quais se reflectem a identidade e a cultura da maioria dos cidadãos. Frequentemente tais formas fomentam o ódio e o preconceito e não são coerentes com uma visão serena e equilibrada do pluralismo e da laicidade das instituições, sem contar que as novas gerações correm o risco de não entrar em contacto com o precioso património espiritual dos seus países.
A defesa da religião passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas. Assim, os líderes das grandes religiões do mundo e os responsáveis das nações renovem o compromisso pela promoção e a tutela da liberdade religiosa, em particular pela defesa das minorias religiosas; estas não constituem uma ameaça contra a identidade da maioria, antes, pelo contrário, são uma oportunidade para o diálogo e o mútuo enriquecimento cultural. A sua defesa representa a maneira ideal para consolidar o espírito de benevolência, abertura e reciprocidade com que se há-de tutelar os direitos e as liberdades fundamentais em todas as áreas e regiões do mundo.
Liberdade religiosa no mundo
14. Dirijo-me, por fim, às comunidades cristãs que sofrem perseguições, discriminações, actos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Médio Oriente e de modo especial na Terra Santa, lugar escolhido e abençoado por Deus. Ao mesmo tempo que lhes renovo a expressão do meu afecto paterno e asseguro a minha oração, peço a todos os responsáveis que intervenham prontamente para pôr fim a toda a violência contra os cristãos que habitam naquelas regiões. Que os discípulos de Cristo não desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição.~
Meditemos no nosso coração as palavras do Senhor Jesus: «Felizes os que choram, porque hão-se ser consolados. (...) Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (...) Felizes sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentido, vos acusarem de toda a espécie de mal. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos Céus a vossa recompensa» (Mt 5, 4-12). Por isso, renovemos «o compromisso por nós assumido no sentido da indulgência e do perdão – que invocamos de Deus para nós, no “Pai-nosso” – por havermos posto, nós próprios, a condição e a medida da desejada misericórdia: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”(Mt 6, 12)».[17] A violência não se vence com a violência. O nosso grito de dor seja sempre acompanhado pela fé, pela esperança e pelo testemunho do amor de Deus. Faço votos também de que cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho. Mais ainda, que a Europa saiba reconciliar-se com as próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história; saberá assim experimentar justiça, concórdia e paz, cultivando um diálogo sincero com todos os povos.
Liberdade religiosa, caminho para a paz
15. O mundo tem necessidade de Deus; tem necessidade de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição preciosa na sua busca, para a construção de uma ordem social justa e pacífica a nível nacional e internacional.
A paz é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus está mais perto da paz, que não é simples ausência de guerra, nem mero fruto do predomínio militar ou económico, e menos ainda de astúcias enganadoras ou de hábeis manipulações. Pelo contrário, a paz é o resultado de um processo de purificação e elevação cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana é plenamente respeitada. Convido todos aqueles que desejam tornar-se obreiros de paz e sobretudo os jovens a prestarem ouvidos à própria voz interior, para encontrar em Deus a referência estável para a conquista de uma liberdade autêntica, a força inesgotável para orientar o mundo com um espírito novo, capaz de não repetir os erros do passado. Como ensina o Servo de Deus Papa Paulo VI, a cuja sabedoria e clarividência se deve a instituição do Dia Mundial da Paz, «é preciso, antes de mais nada, proporcionar à Paz outras armas, que não aquelas que se destinam a matar e a exterminar a humanidade. São necessárias sobretudo as armas morais, que dão força e prestígio ao direito internacional; aquela arma, em primeiro lugar, da observância dos pactos».[18] A liberdade religiosa é uma autêntica arma da paz, com uma missão histórica e profética. De facto, ela valoriza e faz frutificar as qualidades e potencialidades mais profundas da pessoa humana, capazes de mudar e tornar melhor o mundo; consente alimentar a esperança num futuro de justiça e de paz, mesmo diante das graves injustiças e das misérias materiais e morais. Que todos os homens e as sociedades aos diversos níveis e nos vários ângulos da terra possam brevemente experimentar a liberdade religiosa, caminho para a paz!
Vaticano, 8 de Dezembro de 2010.
BENEDICTUS PP XVI
[1] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 29.55-57.
[2] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2.
[3] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate,, 78.
[4] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs Nostra aetate, 1.
[5] CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 7.
[6] BENTO XVI, Discurso à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (18 de Abril de 2008): AAS 100 (2008), 337.
[7] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2.
[8] JOÃO PAULO II, Discurso aos participantes na Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) (10 de Outubro de 2003), 1: AAS 96 (2004), 111.
[9] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 11.
[10] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 1.
[11] Cf. CÍCERO, De inventione, II, 160.
[12] Cf. BENTO XVI, Discurso aos Representantes de outras Religiões do Reino Unido (17 de Setembro de 2010): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 25/IX/2010), 6-7.
[13] CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãsNostra aetate, 2.
[15] Super evangelium Joannis, I, 3.
[16]Cf. BENTO XVI, Discurso às Autoridades civis e ao Corpo Diplomático em Chipre (5 de Junho de 2010): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 12/VI/2010), 4; COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL, À procura de uma ética universal: um olhar sobre a lei natural (Cidade do Vaticano 2009).
[17] PAULO VI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1976: AAS 67 (1975), 671.
[18] Ibid.: o.c., 668.
© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana
Virgem Maria, Rainha da Paz, rogai por nós!
Publicado por
Francisco Vilaça Lopes
sobre:
Bento XVI,
Igreja,
Igreja Oriental,
Jihad,
Mártires,
Martírio (verdadeiro)
8.12.10
Video do Hamas: «Alá! Mata os judeus e os cristãos até ao último»
E os comunistas também!
Mas esses, se vierem a ter essa sorte — como aconteceu aos comunistas do Irão após a revolução dos ayatollah — apenas têm o que merecem. Afinal, são grandes defensores, na prática, do avanço do islão, por via da imigração, e encaram-no como seu aliado na luta contra o capitalismo e contra a civilização ocidental, mais amplamente.
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Mas esses, se vierem a ter essa sorte — como aconteceu aos comunistas do Irão após a revolução dos ayatollah — apenas têm o que merecem. Afinal, são grandes defensores, na prática, do avanço do islão, por via da imigração, e encaram-no como seu aliado na luta contra o capitalismo e contra a civilização ocidental, mais amplamente.
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Hamas video:
Allah, kill Christians and Jews
"to the last one"
by Itamar Marcus and Barbara Crook
A video on official Hamas TV calls for Allah to kill Jews, Christians, Communists and their supporters. The video asks Allah to "count them and kill them to the last one, and don't leave even one."
As Palestinian Media Watch has reported this call for the killing of non-Muslims was a regular pronouncement by both Palestinian Authority (Fatah) and Hamas political and religious leaders for many years starting in July 2000.
For years, sermons by religious leaders on official Palestinian Authority TV under Yasser Arafat and Mahmoud Abbas routinely presented the killing of Jews as a religious obligation and a fulfillment of the Islamic ideal.
Due to PMW's exposure of these sermons, which led to international criticism and pressure, Mahmoud Abbas, whose office controls PA TV, has been forced to prevent the broadcast of sermons calling for extermination of Jews on PA TV.
The latest sermon of this nature on PA TV was in January 2010.
Click here to see the section on PMW's website documenting the PA and Hamas depicting the killing of Jews as an Islamic obligation.
The following is the transcript of the Hamas video clip:
"Allah, oh our Lord, vanquish Your enemies, enemies of the religion
[Islam] in all places.
Allah, strike the Jews and their sympathizers,
the Christians and their supporters,
the Communists and their adherents.
Allah, count them and kill them to the last one, and don't leave even one."
[Al-Aqsa TV (Hamas), Dec. 3, 2010]
See more at palwatch.org
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7.12.10
Cristãos sobreviventes do massacre de Bagdad em Roma
Também em inglês (http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1345870?eng=y), francês (http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1345870?fr=y) e espanhol (http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1345870?sp=y).
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A Baghdad si replica "Assassinio nella cattedrale"
La verità sull'eccidio nella chiesa siro-cattolica. L'eliminazione dei cristiani obiettivo primo dell'ideologia islamista. Il papa incontra i sopravvissuti. E lancia un appello al mondo
di Sandro Magister
Read more at chiesa.espresso.repubblica.it
ROMA, 7 dicembre 2010 – Nella foto qui sopra, Benedetto XVI saluta e conforta dei cristiani iracheni, sedici donne, tre bambini e sette uomini, sopravvissuti al massacro del 31 ottobre scorso nella cattedrale siro-cattolica di Baghdad e giunti a Roma per essere curati dalle ferite.
È mercoledì 1 dicembre, al termine dell'udienza generale. Quattro giorni dopo, all'Angelus di domenica 5, papa Joseph Ratzinger è tornato a pregare per le vittime dei "continui attentati che si verificano in Iraq contro cristiani e musulmani".
Negli stessi giorni, il papa ha citato anche altre "situazioni di violenza, di intolleranza, di sofferenza che ci sono nel mondo". Ma l'insistito richiamo all'Iraq è parso esprimere una preoccupazione speciale.
In effetti, gli attacchi ai cristiani nel paese del Tigri e dell'Eufrate denotano un odio sempre più marcatamente religioso, islamista.
L'attacco del 31 ottobre alla cattedrale siro-cattolica di Baghdad, con 58 morti e molte decine di feriti, colpiti mentre celebravano la messa, è stato giudicato in Vaticano un avvenimento rivelatore.
La dinamica del massacro non lascia dubbi. Gli aggressori indossavano cinture esplosive. Sparavano e tiravano bombe gridando: "Voi andrete tutti all'inferno, mentre noi in paradiso. Allah è il più grande".
Nelle cinque ore dell'attacco, i terroristi hanno pregato per due volte, hanno recitato il Corano come in una moschea.
Hanno devastato l'altare, tirato al bersaglio sul crocifisso, infierito sui bambini semplicemente perché "infedeli".
Ciò che è accaduto in quelle cinque ore terribili lo si è saputo a distanza di giorni, a poco a poco, grazie alle testimonianze dei numerosi feriti portati per le cure a Roma e in altre città d'Europa.
Un'altra preoccupazione del papa e di altri uomini di Chiesa riguarda lo scarso interesse che i governi e l'opinione pubblica occidentali dimostrano nei confronti di questi attacchi anticristiani.
Se poi si guarda dentro il mondo musulmano, l'indifferenza con cui si lasciano correre simili atti appare ancor più preoccupante. Le voci di condanna si levano rare e fioche. Il terrorismo islamista sembra essere – nell'opinione diffusa – un semplice eccesso invece che un crimine inaccettabile.
Sembra trovare qui un'ulteriore conferma l'idea secondo cui la violenza contro l'infedele sia qualcosa di intrinseco all'islam in generale e non un suo travisamento: idea che fu al centro della lezione di Ratisbona e che papa Ratzinger ritiene rovesciabile solo con una "rivoluzione illuminista" da parte dello stesso islam.
Ma per tornare all'attacco alla cattedrale siro-cattolica di Baghad, qui di seguito ne è riportata una ricostruzione, pubblicata un mese dopo, il 30 novembre, sul quotidiano italiano "Il Foglio".
Un altro drammatico resoconto, raccolto da sopravvissuti, è uscito lo stesso giorno su "Asia News", l'agenzia on line diretta da padre Bernardo Cervellera del Pontificio Istituto Missioni Estere:
> "Provo a dimenticare, ma vedo sempre la chiesa insanguinata a Baghdad"
Intanto continuano a Baghdad e in altre località irachene le uccisioni di cristiani, colpiti in quanto tali: gli ultimi due, una coppia di sposi assaliti nella loro casa, nella notte di domenica 5 dicembre.
Una cellula di al Qaida ritenuta responsabile dell'aggressione alla cattedrale è stata arrestata. Le autorità irachene hanno promesso misure speciali di protezione. Ma l'esodo dei cristiani da Baghdad e da Mosul verso il più sicuro Kurdistan, nell'estremo nord del paese, continua.
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6.12.10
Prossegue a jihad contra os cristãos do Iraque
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Note the lack of an agent in the headline. Then in the body of the AP story we hear they are "gunmen," with the suggestion that they're affiliated with "al-Qaeda's front group in Iraq." It is forbidden to say anything that might give readers some hint of the ideology behind such attacks. "Iraq Attack Kills Elderly Assyrian Couple At Home," from AP, December 5:
Read more at www.jihadwatch.orgBAGHDAD (AP) -- Iraqi police are reporting a new attack on Christians in Baghdad by gunmen who broke into the home of an elderly couple and killed them.
It was the latest in a series of attacks on the country's Christian minority, which has been fleeing the country in droves since an Oct. 31 assault on a Catholic church that killed 68.
al-Qaeda's [sic] front group in Iraq has threatened Christians, saying the violence is retribution for Egypt's Coptic Church holding women captive for converting to Islam.
Police said four gunmen raided the home in a predominantly Shiite neighborhood Sunday evening and repeatedly shot the couple with silenced pistols before escaping....
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Jihad contra os cristãos do Iraque
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Iraqi Christians fear plot to drive them out of the country
The jihad against the Christians in Iraq continues without letup. "Iraqi Christians Fear Eradication," by Hemin Baban for Rudaw, December 5:
ERBIL, Iraqi Kurdistan: As more Christians are displaced from their homes in Iraq, they believe some groups and international intelligence services are masterminding a "plot" to drive them out of the country, just as with the forced expulsion of the Jewish minority in the past.Read more at www.jihadwatch.org
Iraqi Christians have recently come under a new wave of attacks in Baghdad and other violent parts of the country, causing many of them to migrate to the much safer Kurdistan Region in northern Iraq or to live abroad.
Johnson Siyawash Eyo, deputy head of the National Chaldean-Siryac-Assyrian Council, says that, out of the 1.5 million Christians that lived in Iraq until the 1990s, only 450,000 now remain in the country.
"Some parties who have an incorrect understanding of Christians have a plot to eradicate Iraq of its Christians," Eyo said.
He expressed fears that Iraq's Christian population might share the same fate as the Iraqi Jews of the middle of the last century who numbered in the tens of thousands and are now almost invisible....
He accused several international bodies, in cooperation with various countries' intelligence agencies, of "trying to eradicate the Christians in the Middle East. They have started with Iraq but if their project succeeds in Iraq, they will continue with other countries [in the region]."
Eyo said that, instead of granting asylum to Christian refugees, Western governments should send funds to Christians in Iraq "to make them politically and economically stronger."
Iraq's Christian population stood at around 149,000 after the 1947 census, roughly 3.7 percent of the country's population. In 1987, there were around one million Christians in Iraq out of a population of 18.5 million people, over 5 percent of the population. But now the number of Christians is estimated at under half a million....
Luay Matta, an advisor to Emmanuel Delly, the Patriarch of Babylon of the Chaldean Catholics, for instance, was unhesitant to accuse al-Qaeda of trying to "eliminate Iraq's Christians."
"But we don't know if this is backed by other regional parties or just by al Qaeda and other extremist groups," Matta said.
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4.12.10
Boletim da Perseguição aos Cristãos: 19/11 a 30/11/2010
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Bulletin of Christian Persecution
November 19, 2010 - November 30, 2010
November 19, 2010Read more at www.politicalislam.com
Egypt (Hat tip to Kitman TV via GatesofVienna)
A brilliant new documentary from Swiss television detailing the harsh persecution of Coptic Christians in Egypt. Related update HERE on the November 15th firebombing attack over the rumors of a romance between a Christian and Muslim.
Indonesia
More than 50 people from Islamic groups demonstrated against a church, chanting for it to stop worshipping during its Sunday service
November 22, 2010
Iraq (Hat tip to JihadWatch)
Iraq's Christian community comes under attack, again. Gunmen shoot and kill two shop owners in cold blood.
Iraq (Hat tip to JihadWatch)
Terrorist attacks against Christians have caused those living in Mosul to consider leaving the city according to Emil Shamoun Noona, the Chaldean Catholic Archbishop of Mosul.
Russia (Hat tip to Weasel Zippers via JihadWatch)
The Moscow Patriarchate has condemned the attack on an Orthodox church in Ingushetia. He said that the church bombing was an attempt to spark an interreligious feud between Christians and Muslims.
November 23, 2010
Pakistan
Around 250 hard-line Muslims staged a demonstration in the central Pakistani city of Lahore on Wednesday, warning the president not to pardon a Christian woman sentenced to death for insulting Islam. More HERE.
Afghanistan
The the trial of a disabled man who faces the death penalty for allegedly converting from Islam to Christianity has been postoned. Said Musa, 45, was to appear without a lawyer in front of a court where a judge was expected to use 'sharia', the word for Islamic law, to reach a verdict.
November 24, 2010
Bangladesh
Selim Panni refers to Jews and Christians as true evils and preaches killing them or raping female members of Jewish and Christian societies as "divine task".
Egypt (Hat tip to JihadWatch)
Muslims burn crosses and throw stones at Coptic Christians. Update HERE.
November 25, 2010
Egypt
One person died and 68 others were injured when Egyptian security forces halted construction on a Coptic church which according to the Sharia is against Islamic law. Update HERE.
Tanzania
Radical Islamists are suspected in the demolition of two church buildings on the island of Zanzibar as members of the congregations have since received death threats from Muslims.
November 26, 2010
Iran
A detained pastor of a major network of Christian house churches in Iran will be executed by hanging for "apostasy", or abandoning Islam.
Pakistan
Pakistan's president Asif Ali Zardari will not immediately pardon a Christian woman who has been sentenced to death for allegedly insulting Islam.
More HERE.
Egypt (Hat tip to JihadWatch)
Al-Azhar attempted to persuade Egypt's Coptic Church to rebuff a US report claiming that Christians in Egypt were discriminated against. The Coptic Church had for the first time welcomed an annual US report on religious freedoms, saying there was indeed discrimination against Christians in Egypt.
Iraq
New death threats against Christians are terrorizing families and causing them to flee. Al-Qaeda has claimed responsibility for seven hand written messages found in various locations throughout Baghad.
November 27, 2010
Iraq
Iraqi security forces have detained a dozen militants suspected of helping take Christians hostage in a church siege that killed scores of worshipers and two priests last month.
Pakistan
A court in Pakistan has freed a Christian man who was wrongly jailed for 25 years for blasphemy after he allegedly defiled the Koran, the Muslim holy book, by touching it with unwashed hands.
Algiers (Hat tip to JihadWatch)
Algeria will put on trial four converts to Christianity from Sunday for "illegally opening a place of worship." Under a 2006 Algerian law Muslims or non-Muslims can only practise their religion after authorities agree to a place of worship.
November 28, 2010
Pakistan
A Christian teenager "wrongly" convicted of "blasphemy" against Islam was still recovering Sunday, November 28, after Muslim inmates nearly stoned him to death in a prison in Pakistan's northwest Punjab province.
Pakistan
The father of a Christian executive kidnapped in Pakistan's Punjab province said he fears his son will be killed on orders of senior Muslim managers.
November 29, 2010
Ethopia
A Christian in Ethiopia's southern town of Moyale who languished in jail for more than three months after he was accused of desecrating the Quran has been sentenced to three years of prison.
November 30, 2010
Egypt
Christian Copts worldwide were shocked and enraged at the use of live ammunition by Egyptian state security forces against unarmed Coptic protesters, causing the death of three Coptic young men while a four-year old child suffocated from tear gas thrown inside the chapel.
Produced by Political Islam.com
Publisher: Bill Warner; Edited by Asma Marwan
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Boletim da Perseguição aos Cristãos: 1/11 a 18/11/2010
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Bulletin of Christian Persecution
November 1 - November 18, 2010
November 1, 2010Read more at www.politicalislam.com
Iraq
Jihadis kill 58 Catholic Christians in church in Iraq. Update HERE. See photos HERE (Hat tip to AtlasShrugs Warning: graphic images). UPDATE: Exiled Archbishop calls on Iraqi Christians to leave the country. UPDATE: Christian refugees head for France.
Russia
Two Russian Orthodox churches and one Baptist church were targeted by arsonists on Monday night. One of them was almost burnt to the ground. More HERE.
November 2, 2010
Turkey
On the night between 28 and 29 October, unknown assailants entered, in the cemetery of the island of Panagia Imvros and seriously vandalised 78 graves.
Bangladesh
Muslim villagers last month beat a 63-year-old Christian convert and his youngest son because they refused to return to Islam.
November 3, 2010
Iraq
Al qaeda group says Christians are legitimate targets for 'terrorism."
November 5, 2010
Azerbaijan
Police burst into a private home and arrested 4 of Baptist Christians "guilty" of praying together.
Kuwait
Islamic fundamentalists preventing the construction of a church in Kuwait.(Sharia law that says that Christians cannot build new churches or fix old ones).
November 7, 2010
Israel (Hat tip to JihadWatch)
Israeli authorities have charged the imam of a mosque in Nazareth with inciting violence against Pope Benedict and supporting al Qaeda and "global jihad."
Malaysia (Hat tip to InfidelsAreCool )
Muslim converts to Christianity in Malaysia have been taken to Islamic camps to try to force them back to Islam.
November 8, 2010
Iraq (Hat tip to JihadWatch)
In another attack against Christians in Iraq, a week after the massacre in the Syrian Catholic Church of Our Lady of Salvation in Baghdad, two worshipers were killed.
November 9, 2010
Pakistan
A Christian woman is sentenced to death for committing blasphemy against Islam by speaking of how Jesus had died on the cross for the sins of humanity and asking Muslim women what Muhammad had done for them. More HERE.
November 10, 2010
Iraq
A string of anti-Christian bombings has cost six more lives in the wake of the Baghdad church bloodbath, sowing panic in Iraq's 2,000-year-old minority on Wednesday, many of whom now want to flee. More HERE.
November 11, 2010
Iran
Senior Islamic cleric calls on the Pope to "react to U.S. crimes and to… consider the Qur'an as holy as the Gospels and Torah and condemn the disgraceful act of torching the Qur'an.
November 13, 2010
Egypt
Muslim/Christian tensions boiling up in Egypt.
Iran
An Iranian Christian pastor was sentenced to be hung for apostasy.
Europe
An article on Christian refugees who are fleeing from Iraq to Europe and there is no mention of the cause. Why?
Afghanistan
Afghan convert to Christianity goes on trial for aspostasy. Background on this story HERE.
November 15, 2010
Canada
A Roman Catholic bishop speaks out about the persecution of the massacre of Iraqi Christians.
Egypt
Muslim attackers in upper Egypt started fires in Coptic Christian houses while Copts were still inside. Update HERE.
November 16, 2010
Nigeria
Muslim gunmen raided Ranwianku, attacking villagers with rifle fire and machetes; homes were burned and cattle killed.
November 17, 2010
Mid-East (Hat tip to InfidelsAreCool)
The Arab Christians of the Mid-East are being driven to extinction.
November 18, 2010
Pakistan
A man accused of blasphemy was shot and killed near his home in Lahore shortly after being granted bail by a court.
November, 2010
Special Report from France Translated (Hat tip to derville, via AtlasShrugs)
derville said...
. . . As you probably know, Christian cemeteries in France are profaned about every two days:
"In 2008, 275 Christian places of worship have been vandalized (146 cemeteries and 129 churches, chapels and shrines). The following year, the figures rose from 42% to 180 and 209. And for the first half of 2010, we are already at 288 acts listed, all Christian places of worship included. "(...) This increasingly aggressive climate against Christians now lead to church attacks.
Christians stoned during mass in the Church of Viguier (5th November)
Tuesday, November 2, around 18:30, when he celebrated Mass for the deceased in the presence of about sixty followers, two teenagers of North African origin have entered the church whose doors were obviously open. "They started throwing stones at people, and hard pine cones. They must have been 13 or 14 years old. A woman was slightly injured. [...] "With previous generations, we have the best possible relations. We even received last year the wishes of the Muslim community for Christmas. But there is a young generation with a more and more aggressive behavior, "says Bruno Garrouste. More HERE (Hat tip to IslamInEurope).
Insulting tags and feces thrown on St. John Church in Avignon (12th November)
For several months, Father Gabriel's church St. John's, has been the target of obscene and offensive tags and excrements. Last week, the fire was set at Cypress adjacent to the religious building, threatening to spread flames to the church. For this priest, "these acts have a direct link with what is happening in Iraq where Christians were attacked."
At the outset, Father Gabriel talks about inter-community tensions and denounces "an increasingly aggressive climate and violence maintained by a small group of young people 12/13 years up to 16 years old." A few days before the burning of Cypress, a youth entered the church during mass, urinating on the porch saying, "We'll toast you all, you and your church."
Produced by Political Islam.com
Publisher: Bill Warner; Edited by Asma Marwan
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3.12.10
Considerações sobre a perseguição muçulmana dos cristãos do Oriente
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In 2006, when Pope Benedict quoted history deemed unflattering to Islam, Christians around the Muslim world paid the price: anti-Christian riots ensued, churches were burned, and a nun was murdered in Somalia. That was then. Days ago, when a Christian in Egypt was accused of dating a Muslim woman, twenty-two Christian homes were set ablaze, to cries of “Allah Akbar.” Countless other examples of one group of Christians in the Muslim world being “punished” in response to other Christians exist.
In fact, the recent carnage in Baghdad, wherein Islamists stormed a church during mass, killing over fifty Christian worshippers, was a “response” to Egypt’s Coptic Christian church, which Islamists accuse of kidnapping and torturing Muslim women to convert to Christianity. (Ironically, the well documented reality in Egypt is that Muslims regularly kidnap and force Christian women to convert to Islam: these accusations are part of a new trend whereby Islamists project their own crimes onto the Copts.) And the al-Qaeda affiliated Islamists who perpetrated the Baghdad church massacre have further threatened Christians around the world:
All Christian centres, organisations and institutions, leaders and followers, are legitimate targets for the mujahedeen (holy warriors) wherever they can reach them.”… Let these idolaters [Christians of the world], and at their forefront, the hallucinating tyrant of the Vatican [Pope Benedict], know that the killing sword will not be lifted from the necks of their followers until they declare their innocence from what the dog of the Egyptian Church is doing.
Of course, the clause “wherever they can reach them” is an indicator that it is the Islamic world’s Christians who will especially be targeted — since they are most easily reached.
This phenomenon — attacking one set of Christians, or non-Muslims in general, in response to another — has roots in Islamic law. The Pact of Omar, a foundational text for Islam’s treatment of dhimmis (i.e., non-Muslims who refused to convert after their lands were seized by Islam) makes this clear. The consequences of breaking any of the debilitating and humiliating conditions Christians were made to accept in order to be granted a degree of surety by the Muslim state — including things like giving up their seats to Muslims, as a show of “respect” — were stark: “If we in any way violate these undertakings for which we ourselves stand surety, we forfeit our covenant [dhimma], and we become liable to the penalties for contumacy and sedition [that is, they become viewed as “unprotected” infidels, and thus exposed to the same treatment, including slavery, rape, and death.].”
Moreover, the actions of the individual affect the entire group — hence the “hostage” aspect (everyone is under threat to ensure that everyone behaves). As Mark Durie points out, “Even a breach by a single individual dhimmi could result in jihad being enacted against the whole community. Muslim jurists have made this principle explicit, for example, the Yemeni jurist al-Murtada wrote that ‘The agreement will be canceled if all or some of them break it…’ and the Moroccan al-Maghili taught ‘The fact that one individual (or one group) among them has broken the statute is enough to invalidate it for all of them’” (The Third Choice, p.160).
This notion, that the actions of one affect all, plays out regularly in Egypt. According to Bishop Kyrillos, “every time there is a rumor of a relationship between a Coptic man and a Muslim girl [which is forbidden under Islamic law], the whole Coptic community has to pay the price: ‘It happened in Kom Ahmar (Farshout) where 86 Coptic-owned properties were torched, in Nag Hammadi we were killed and on top of that, they torched 43 homes and shops and now in Al-Nawahed village just because a girl and a boy are walking beside each other in the street, the whole place is destroyed.’”
Worse, as the world continues to shrink, the Muslim world’s indigenous Christians are being conflated with their free coreligionists in the West: perceptions of the latter affect the treatment of the former. Race or geography is no longer important; shared religion makes them all liable for one another. A dhimmi is a dhimmi is a dhimmi.
For example, aside from the Baghdad church massacre, Iraq’s Christians have long been targeted “over their religious ties with the West. … Christians specifically were targeted by Church bombings and assassination attempts owing to a perceived association with the aims and intentions of the occupying forces.” Little wonder more than half of Iraq’s Christian population has emigrated from the country since the U.S. toppled Saddam’s regime.
Historical precedents to this phenomenon are aplenty. Whereas the Copts today are cited as the reason behind the massacre of Iraqi Christians, nearly a millennium ago, Copts were massacred when their western coreligionists — the Crusaders — made inroads into Islam’s domains. Again, the logic was clear: we will punish these Christians, because we can, in response to those Christians.
It should be noted that this approach applies to all non-Muslim groups — Jews, Hindus, Buddhists, etc. — living amidst Muslim majorities. Yet, because Christians are the most visible infidel minority in the Islamic world, most modern examples relate to them. The Copts are especially targeted because they compromise the largest Christian bloc in the Middle East. (Centuries before the Muslim conquests, Egypt was a bedrock of Christianity, and Alexandria arguably equal to Rome in authority. The result is, after centuries of persecution, there is still a viable Christian presence in Egypt — much to the Islamists’ chagrin.)
Treating non-Muslim minorities as hostages can even have international consequences. According to Jewish writer Vera Saeedpour, the Turkish government pressured Israel’s policies, including by threatening “the lives and livelihood of the 180,000 Jews” in Turkey:
In the Spring of 1982 when Jews scheduled an International Conference on Genocide in Tel Aviv, they invited Armenians to participate. Ankara protested. The Israeli Government moved swiftly to get organizers to cancel insisting that the conference as planned would threaten “the humanitarian interest of Jews.” The New York Times explained what “humanitarian interest” meant. Organizers were told by Israeli officials that Turkey meant to sever diplomatic relations and had threatened “the lives and livelihood of the 18,000 Jews” in the country. (NYT 6.3.82 and 6.4.82) To drive home the message, Ankara even sent a delegation of Jews from Istanbul who warned that they could be in jeopardy if the conference included Armenians. Chairman Elie Wlesel was first quoted as saying, “I will not discriminate against the Armenians, I will not humiliate them.” Later, citing threats to the lives of Jews in Turkey, he resigned.
All this is a reminder that yet another aspect of Islamic doctrine and history — to be added to jihad, taqiyya, wala wa bara, etc. — is alive and well in the 21st century. Treating one set of non-Muslims as hostages, to be abused as a form of retaliation to their coreligionists — far or near, singly or collectively — is just another tactic to assume leverage against the infidel.
Read more at pajamasmedia.comRaymond Ibrahim is the associate director of the Middle East Forum, the author of The Al Qaeda Reader, and a guest lecturer at the National Defense Intelligence College.
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